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A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NO FOCO DA

CENA: uma proposição e-arte/educativa para o


desenvolvimento da cognição perceptiva de
alunos do Ensino Fundamental I
Maria Cecília Silva De Amorim (SMEL/UFG)
cissa24@gmail.com
Profª Dra.Fernanda Pereira Cunha - Orientadora
Introdução
Esse trabalho apresenta parte de um estudo teórico, iniciado
em agosto de 2019 até a presente data, desenvolvido no
campo das Artes da Cena. Tem como objeto a arte de contar
histórias na cena. Pauta-se na questão problema: como a arte
de contar histórias na cena pode fomentar o desenvolvimento
da cognição perceptiva crítica de alunos do 5º ano Ensino
Fundamental I?
Justificativa

Este esforço justifica-se pelo recorrente uso de histórias na


escola como elemento fundamental no processo de ensino e
aprendizagem pela arte-educação em interlocução com a
cena.
Para este ensaio buscar-se-á apresentar e discutir os aspectos
conceituais acerca da interrelação entre a arte de contar
histórias e a contação de histórias.
Metodologias e eixos teóricos
As metodologias utilizadas são a pesquisa bibliográfica e as
leituras analíticas.
Os eixos teóricos essenciais até momento levantados apoiam-
se nas discussões de Machado (2015), Giraldello (2014) e
Busatto (2018) sobre a arte de contar histórias, Freire (1996),
Barbosa (2010), Cunha (2012) fundamentando o contexto arte-
educativo implícito.
Discussão teórica inicial
Partindo da percepção como docente e contadora de
histórias atuando numa biblioteca escolar em uma
escola de tempo integral e orientada pela curiosidade
epistemológica da qual Freire (1996) trata, foi pensada
uma proposição cujo objeto é a arte de contar
histórias/contação de histórias no contexto escolar.
As possibilidades de atuar com histórias
e dinamizá-las vieram pelos caminhos
da arte-educação ao experienciar tal
atividade artística por meio de um
projeto didático intitulado “Tia Cecília
conta”. A escola aparece como palco de
aprendizagens que geram
transformações sociais pela leitura e a
escrita, tendo como suporte os livros e a
internet. Desse modo, a contação de
histórias poderá fomentar o
desenvolvimento cognitivo e
percepções críticas aliadas à produção
e consumo de conteúdo nas/pelas
redes, referenciando o conceito de e-
arte/educação crítica desenvolvida por
Cunha (2012).
A ação do professor que conta histórias, combinada às demais
linguagens artísticas, pode ser analisada a partir da abordagem
teórico-poética postulada por Machado (2015), que valoriza as
experiências e se relaciona com a aprendizagem significativa na
transposição do pensamento teórico para a escrita poética,
característica da arte e suas possibilidades metafóricas que dão ao
texto um sentido que se legitima na estética.
Conceitos importantes
A arte da palavra, oral e escrita, permite a transformação de um
mundo de pensamentos, percepções, perguntas, intuições e afetos
em comunicação. (...) A arte da palavra requer o exercício da
capacidade de transmutar imagens internas em configurações de
linguagem, ordenadas poeticamente. Tal ordenação é fruto de um
longo processo de descoberta de palavras que podem ser
encadeadas para fazer sentido, para conferir significação à
experiência de vida de uma pessoa. (MACHADO, 2005, p. 16)
A contação de histórias funciona como um instrumental capaz de
servir de ponte para ligar as diferentes dimensões e conspirar para a
recuperação dos significados que tornam as pessoas mais humanas,
íntegras, solidárias, tolerantes, dotadas de compaixão e capazes de
‘estar com’. (BUSATTO, 2013, p.12)
Considerações
Portanto, ao final deste estudo analítico reflexivo, parcial e
relevante para uma pesquisa de mestrado, espera-se trazer
contribuições teóricas para as Artes da Cena fundamentando o
percurso teórico-metodológico que será ainda percorrido sobre
a arte de contar histórias, podendo subsidiar uma proposição
que irá fortalecer o ensino e a aprendizagem pela Arte.
Referências bibliográficas
MACHADO, Regina. A arte da palavra e da escuta. São Paulo: Editora Reviravolta, 2015. (edição
revista e ampliada do livro Acordais)
BUSATTO, Cléo. A arte de contar histórias no século XXI: tradição e ciberespaço. 4.ed. Petrópolis:
RJ, 2013.
GIRARDELO, Gilka. Uma clareira no bosque: contar histórias na escola. Campinas: São Paulo,
2014.
CUNHA, Fernanda Pereira da. E-arte/Educação: educação digital crítica. São Paulo: Annablume:
Brasília: CAPES, 2012.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 10. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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