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Filosofia: aspetos introdutórios

1 Filosofia e o simbolismo da sabedoria


A visão do filósofo não é a de um especialista, mas a de um conhecedor
de diversas das perspectivas em que se inscreve a vivência mundana e
suas questões, em geral, seus grandes dilemas. Seu conhecimento se
distende, geralmente, em direção a questões abrangentes, as quais
enfrenta observando os diversos aspectos nelas implicados, de modo
integral, com visão holista. Sua visão não é a visão local, a do cientista,
mas a visão geral, abrangente, pois as questões que aportam em sua
escrivaninha são elas também abrangentes. Aliás, as suas questões,
antes de específicas, são as questões que mais primariamente se
oferecem como enigmáticas para a condição humana, e as quais todos
acabamos nos fazendo. O filósofo lida com questões aporéticas (Que é o
ser? Qual a natureza humana? Qual o sentido da vida? Qual a melhor
forma de governo? Como se pode definir a justiça?), e são essas mesmas
que o instigam à busca do conhecimento, incessante, diuturno, insaciável,
arguto, lançando sobre as coisas o seu olhar de coruja, na medida em que
é um amante (phílon) da sabedoria (sophía).(BITTAReALMEIDA,2015,p.3)
1 Filosofia e o simbolismo da
sabedoria

• Sábio: ser distante, observador;

• Simbolismos:
– Coruja;
– Mosteiro;
– Fortaleza;
– Sentinela;
– Monge.
2 Filosofia: entre reflexão e ação
Qual a ação e o pensamento da filosofia?
R: Observar, analisar, investigar, imaginar, especular, contemplar...

• [...] o termo filosofia, em seu surgimento, traz consigo o dilema dicotômico da


ação e do pensamento. Pitágoras, a quem se atribui a criação do termo filosofia
(philosophia) como forma de designar aquele que ainda não alcançou a sabedoria,
mas é amigo da sabedoria, porque em sua busca se encontra. A preocupação de
Pitágoras é com o fato de que a percepção do todo não é dada àquele que atua,
que age, que pratica, ou que exerce alguma atividade. Enxergar com
distanciamento, ter a visão completa do horizonte, adentrar todos os quadrantes
do observado… são características daquele que contempla, e não daquele que age,
imiscuído que está com os procedimentos da ação e com os reflexos e resultados
da mesma. (BITTAR e ALMEIDA, 2015, p. 5)

• Pensamento: reflexivo x Ação: automática


3 A urgência do pensar: a inserção
contextual da filosofia na sociedade
contemporânea
O que se vive na sociedade atual?
• De fato, vive-se em uma sociedade de controle,
com forte predominância da razão instrumental,
na acepção da Escola de Frankfurt
(Adorno/Horkheimer), ou seja, da razão
orientada a fins imediatistas (razão técnica, para
a produtividade, para a economia, para a
eficiência, para o mercado), o que, certamente,
reduz o índice de aceitação e abertura para a
reflexão. (BITTAR e ALMEIDA, 2015, p. 9)
O QUE É A FILOSOFIA?

• Busca pela Autonomia:


– “[...] significa emancipação pela produção de cultura, de
saber e de domínio das explicações sobre os fenômenos,
das forças naturais (heteronomia causal) ou das forças
supranaturais (heteronomia teológica). Um indivíduo
autônomo é aquele que guarda o distanciamento
necessário para se tornar autor de si mesmo, e, por isso,
legislador pela sua racionalidade de sua própria
condição.” (BITTAR e ALMEIDA, 2015, p. 10).

• Busca por esclarecimento, por entendimento da


essência das coisas:
– “[...] não se vive uma época de esclarecimento geral
porque a sociedade pós-moderna treina as consciências e
as coopta” [, onde tudo é fugaz ...]. (BITTAR e ALMEIDA,
2015, p. 10).
UTILIDADE DA FILOSOFIA?

• Filosofar é ter e estar em contato com sua


subjetividade, com suas vontades.

• Filosofar é trazer respostas não absolutas às grandes


questões humanas.

• Filosofar é preencher de significado a existência


humana.

• Filosofar é ser livre. Utilidade da filosofia?

• Filosofia é pensar, pensar é mudar, quem quer mudar


(consciente ou inconscientemente, quem quer que a
realidade mude)?
4 Podem os filósofos mudar o mundo?
• “[...] o filósofo modifica indiretamente o mundo, pois
seu rastro é sua marca impressa sobre as coisas e as
pessoas, à medida que suas ideias são recepcionadas,
dispersas, divulgadas pelas comunidades a que se
destinam. Essa modificação decorre do fato de as
pessoas abraçarem a palavra apregoada na seara
filosófica, de modo a criar-se na prática o que no
pensamento foi arquitetado pelo pensador. Este não
age sozinho, mas com o respaldo, com o auxílio, com o
concurso, com a empreitada de adeptos,
continuadores, idealizadores de suas ideias...” (BITTAR
e ALMEIDA, 2015, p. 13).
• Influência de filósofos para nossas vidas:
– Sócrates (sabedoria filosófica, liberdade de
pensamento);
– Platão (idealismo);
– Aristóteles (ciência);
– Locke (valor da liberdade);
– Kant (ética);
– Marx (direitos sociais);
– Kelsen (positivismo jurídico);

• E os outros tipos de conhecimento?


5 Os conhecimentos humanos
• Criar resposta às questões humanas;

• Dar sentido à existência humana;

• Tipos de conhecimento:
– Mito/religião;
– Sensível ou Senso Comum;
– Científico;
– Filosófico.
Mitos
• Deuses criam o mundo, humanos e não
humanos -> TEOGONIA;
• Elementos da natureza (e suas misturas) são
criados pelos Deuses -> COSMOGONIA;
• Deuses decidem seu destino;
• Deuses ditam a Justiça (Thêmis);
Condições para a passagem do mito à
filosofia
• Expansão da cultura grega;

• Desenvolvimento de técnicas produtivas;

• Uso da moeda;
• Nomos (escrita e leis);
• Deuses controlam meu destino? Criaram o
mundo?
• Senso comum: assistemático (sem sistema e regras pré-definidas
para seu funcionamento), observacional, empírico, sem método
claro ou pré-definido, passado de forma oral

• Religioso/mitológico: sistemático/assistemático (sistemático


quando as regras vem de algum livro/ assistemático quando as
regras possuem certa liberdade de criação); baseado na fé;
dogmático;

• Científico: retificável; com fontes declaradas; especulativo e


abstrato, mas predominantemente observacional e empírico;
método próprio (lança-se uma pergunta e uma hipótese,
experimento da hipótese por meio de métodos controlados,
comprovação ou refutação da hipótese) , conhecimento analítico

• Filosófico: retificável; com fontes declaradas; especulativo;


abstrato; passado de forma escrita, conhecimento dialético,
6 Partes da filosofia (p. 22-23)
• Ética;
• Lógica;
• Estética;
• Epistemologia;
• Filosofia Política;
• Metafísica;
• História da Filosofia;
• Filosofia da História;
• Filosofia da Linguagem.
6.1 Autores em cronologia:
• Pré-socráticos;
• Sofistas;
• Sócrates;
• Platão;
• Aristóteles;
• Santo Agostinho;
• São Tomas de Aquino.
7 Método, ciência, filosofia e senso
comum
• Relação entre Ciência e Filosofia;

• Diálogos e não diálogos entre Filosofia, ciência


e senso comum;

• Os ismos e a filosofia;

• Ciência Jurídica como Ciências Humanas.


8 A filosofia do direito como parte da
filosofia
• A filosofia e os filósofos que tratam sobre o
direito;

• O direito e os juristas que fazem filosofia.


Quiz
9 O surgimento histórico da filosofia
do Direito