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TEMA:

As analogias e metáforas como estratégias didácticas


potencializadoras do desenvolvimento cognitivo no
processo de ensino-aprendizagem de algumas leis que
explicam a interacção de campos eléctricos e magnéticos.
Caso dos alunos da 12ª classe da Escola do II° ciclo do
ensino secundário do Município do Púri.

Por:
Tito Pinto Maba Morais

Tutor: Ph.D Makengo Ndala, Professor Auxiliar


Trabalho apresentado para obtenção do grau de licenciado em Ciências da
Educação, opção: Física
DEDICATÓRIA

À minha mãe, Margarida Maba ( in memorim ) com


quem aprendi a ser.
AGRADECIMENTOS

À Deus, por me conceder a oportunidade desta vida;


À Familia que incondicionalmente me apoiou diante das
advercidades da vida e aos grandes amigos que se
tornaram parte da minha familia;
Ao Professor Makengo Ndala,orientador extremamente
humano e acolhedor, com uma paciência tranquilizadora
frente as advercidades e um optimismo fortalecedor
para alcançar os objectivos;
Aos Professores Mpanda Makambwa, Toko Marcel,
Nsacala Simon Pierre, Jose Palacios Mustelir, Luís Manuel
Perez, só para citar alguns, pelo incentivo desde sempre
nesta vida académica;
Aos colegas, que durante essa convivência árdua,
compartilhamos momentos felizes, especialmente o
Costa Guerreiro, Conceição Meio-Dia e Estevão Dombaxe,
companheiros nos trabalhos, nas angústias e nas piadas;
Aos Directores e supervisores da Escola onde foi feita a
colhita de dados, por disponibilizarem a realização da
prática do trabalho dentro do seu espaço escolar;
Como nao podia deixar de ser, a minha outra face, a
Luísa, que nos jogos da vida, entrou nas prorrogaçoes do
segundo tempo, promovendo uma mudança plena;
Em fim, a todos que de uma forma directa ou indirecta,
influenciaram positivamente no meu ciclo de formação e
na realização deste trabalho.
PROBLEMA

O insuficiente uso de certas ferramentas metodológicas


como as analogias e metáforas sendo estratégias
didácticas potencializadoras do desenvolvimento
cognitivo no processo de ensino e aprendizagem de
vários conceitos em Física (como no caso da interacção
de campos eléctricos e magnéticos), não contribui para
um adequado índice de assimilação dos mesmos pelos
alunos.
HIPÓTESE

Se os Professores de Física usassem frequentemente


as analogias e metáforas como estratégias didácticas
no processo de ensino e aprendizagem dos vários
conceitos em Física (a interacção de campos
Eléctricos e magnéticos no caso), então os alunos
teriam maior capacidade em desenvolver suas
potencialidades cognitivas.
OBJECTIVO

O objectivo principal, consiste em explorar novos


domínios sobre as estratégias adequadas ao ensino e
aprendizagem da Física adaptadas à actual realidade
numa nova visão de ensinar, utilizando analogias e
metáforas, contribuindo assim para a compreensão e o
entendimento do uso destas como instrumentos
mediadores da aprendizagem e potencializadores do
desenvolvimento cognitivo no sentido de melhorar a
acção educativa na prática docente.
De acordo com a natureza do trabalho desenvolvido,
preconizamos outros objectivos específicos:

Situar a problemática do ensino-aprendizagem em Física no IIº Ciclo


do Ensino Secundário, familiarizando-se dos métodos e recursos ou
ferramentas didácticas fundamentais na transmissão de
conhecimentos teóricos e práticos que são relevantes para o
desempenho das situações de formação e que respondam à recursos
ou ferramentas pertinentes às necessidades e habilidades dos
educandos.
Reconhecer o papel da Física no sistema produtivo, compreendendo
a evolução dos meios tecnológicos e sua relação dinâmica com a
evolução do conhecimento científico, dimensionando a capacidade
crescente do homem, propiciada pela tecnologia , assim como o
impacto da ação humana, fruto dos avanços tecnológicos, sobre o
Meio em transformação.
Avaliar o caráter ético-moral e diontológico do
conhecimento científico e tecnológico e utilizar esses
conhecimentos para o exercício da cidadania, sendo
capaz de emitir juízos de valor em relação à situações
sociais que envolvam aspectos físicos e ou tecnológicos
relevantes.
Realizar um estudo capaz de identificar ou caracterizar o
uso das analogias e metáforas como instrumentos
mediadores da aprendizagem e potencializadores do
desenvolvimento cognitivo, de modo a elaborar um
instrumento metodológico que sirva de guião de apoio
para os professores de Física e não só.
METODOLOGIA
A metodologia do trabalho consistiu em elaborar um
questionário sobre o conceito das interacções do
campo elétrico e do campo magnético conforme os
objectivos que pretendemos atingir. Este
questionário foi aplicado aos alunos da 12a classe da
Escola do II° ciclo do ensino secundário do Município
do Puri para avaliar o seu nivel de conhecimentos
sobre o tema em estudo. Com os resultados obtidos
neste teste diagnóstico, realizamos algumas aulas de
consolidação onde aplicamos uma estratégia
adotada para popularizar as analogias e metáforas
no processo do ensino-aprendizagem.
DELIMITAÇÃO DO TEMA

Por ser um campo de estudo muito amplo,


tratamos somente das analogias e metáforas
utilizadas em sala de aula, durante o estágio
(analogias entre sistemas de campos
eléctricos e magnéticos “alvo” e sistemas
mecânicos “análogo”), visando à construção
de uma linguagem estratégica e metodológica
tendo em conta uma nova visão de ensinar.
CAP. I - GENERALIDADES SOBRE INTERACÇÕES E
CAMPOS

1 - Analogias e metáforas no processo de ensino-aprendizagem

1.1 – Introdução
A nossa intenção, é fazer entender a Física na sua
multiplicidade de contextos. Para isso, propomos o uso
sistemático das analogias e metáforas no ensino, de
modo a criar um espaço de diálogo entre a Física e o
quotidiano dos alunos.
Nessa abordagem, optamos pela Electricidade e
Magnetismo, sendo duas áreas que facilmente se
desenvolve competência para lidar com aspectos
práticos, concretos e, ao mesmo tempo propicia a
compreensão de leis e regularidades das internacções.
CAP. II - PROPOSTA METODOLÓGICA DAS ANALOGIAS E
METÁFORAS COMO MODELO SIGNIFICATIVO DA
APRENDIZAGEM EM FÍSICA

2 - Análise crítica e explicita da literatura


2.1 - Análise Crítica da Literatura

Segundo Arruda, citado por Bozelli e Nardi (2006),


não é possível fazer Física sem metáforas, pois é
inimaginável falar de átomos, de electrões, carga
e ou campos, sem usar modelos, que são um tipo
mais geral de metáfora. Como a física ensinada é
permeada pela cultura escolar, torna -se
necessário novas abordagens para o ensino, uma
vez que ensinar é muito mais que reproduzir os
estudos desenvolvidos nos espaços académicos.
2.2 - Análise explícita da Literatura
O objectivo é construir um conhecimento que
ultrapasse o espaço físico da escola, e
transforme a sala de aula num espaço
comunicativo e reflexivo, potencializando a
cognição pela argumentação. Desta forma,
precisamos reconstruir detalhadamente a
descrição de um método que problematiza os
factos, fazendo os alunos a falar por si mesmo,
construindo uma memória específica, com
função ideológica muitas vezes camuflada.
2.3 - Elaboração e aplicação da estratégia
didáctica.

A proposta, é uma tentativa de reformulação,


mas que preserva os principais aspectos da
proposta de Nagem & Dias (2001), a ‘’MECA’’
– Metodologia de Ensino com Analogias – que
se constitui como um modelo educacional de
apoio a professores no trabalho com diversas
disciplinas.
Assim denominou-se de ``MECAM´´
(metodologia de ensino com analogias e
metáforas), um conjunto de pressupostos que
postulam a integração das informações no
processo cognitivo através da interacção
conceitual. Esta, apresenta duas vias
necessárias para o estabelecimento de
comparações entre os dois domínios, a fim de
que seja feito o mapeamento tanto das
diferenças quanto das semelhanças entre o
alvo e o análogo; a via análogo - alvo e a via
alvo - análogo.
2.3.1. Procedimentos metodológicos da aplicação da MECAM
- A metáfora como um “anzol de pesca”. Como usá-las?
A estratégia é elaborada para o efeito com uma
sequência didáctica descrita, como mostra o algoritmo:
1º Passo: Apresentar o tema (alvo);
2º Passo: Representar e definir o análogo;
3º Passo: Explicar o analogo, explorando as evidencias
próximas do análogo sobre o alvo;
4º Passo: A partir do analogo, escreve-se a equação alvo
para efeito de comparação, utilizando o método
hipotético - dedutivo para comparar as duas equações,
criando assim uma interacção entre os alunos e com o
professor;
Exemplo: A metafora da interacçao Coulombiana

1º Passo: Apresentar o tema (alvo):


- Interacção Coulombiana: Lei de Coulomb (Alvo);
2º Passo: Representar e definir o análogo, mostrando
sua forma matemática:
- Interacção gravitacional (Análogo):
mA mB
F=G r2
3º Passo: Explicar a lei de atracção universal,
explorando as evidencias próximas do análogo
sobre o alvo:
4º Passo: A partir da equação da lei da gravitação
universal, escreve-se a equação da lei de coulomb
para efeito de comparação, utilizando o método
hipotético - dedutivo para comparar as duas
equações, criando assim uma interacção entre os
alunos e com o professor:
mA mB q.q (Alvo)
F=G ( Análogo) F = K
r2 r2
CAP. III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS
RESULTADOS SOBRE A UTILIZAÇÃO DE ANALOGIAS E
METÁFORAS NA APRENDIZAGEM DA FÍSICA

3.2. População e amostra


O estudo foi realizado no ensino médio onde os
sujeitos direitos do estudo foram os alunos da 12ª
classe - ciências físicas e biológicas. Num universo
populacional de 800 alunos encluindo 12
Professores da Escola do II ciclo do ensino
secundário do Municipio do Púri. Tivemos uma
amostra de 118 alunos.
3.3 - Análise e interpretação de dados

3.3.1 - Caracterização de dados por tabelas e gráficos


A partir dos dados analisados, elaborou-se as
seguintes tabelas e gráficos que proporcionam
conclusões generalizadas.
Os dados obtidos no pré – teste, mostram
bem da necessidade de mudanças no ensino.
No total, foram testados 118 alunos que, com
o gráfico seguinte, espelhamos os dados
recolhidos para ter-se a ideia do problema:
Gráfico ilustrativo de perguntas certas e erradas do Pré-teste

29,46%

70,5%
Gráfico ilustrativo de perguntas certas e erradas do
Pós-teste

14%

86%
3.3.4. Análise comparativa dos dados recolhidos nos testes
aplicados

Os resultados obtidos pelos alunos no Pós-teste,


consideram-se positivos em relação ao Pré-teste,
como se pode observar, o algoritmo ou a ferramenta
utilizada garante uma aprendizagem significativa no
que diz respeito ao desenvolvimento da
independência cognitiva do aluno.
Em termos da diferença dos resultados analisados,
concluímos que é possível influenciar o pensamento
e a independência cognitiva dos alunos, utilizando
analogia e metáforas, empregues como métodos de
ensino. Portanto, consideramos válida a nossa
hipótese.
CONCLUSÕES
Portanto, o ensino de Física, depende por parte do grau de
conhecimentos que os alunos carregam, apesar do esforço
e da metodologia aplicada pelo professor, adoptando as
discussões para conceituar e contextualizar as informações,
ligando a teoria com a realidade. Conforme as análises
feitas, constatou-se que:
- Há insuficiências no processo de ensino e aprendizagem
da Física, em particular, da Electricidade e Magnetismo,
influenciando assim a falta de interesse por parte dos
alunos; isto porque não se aplicam métodos adequados
para abordagem dos conceitos.
- Houve bons resultados, após a experimentação
pedagógica. Portanto, a ferramenta metodológica usada,
fez ultrapassar algumas dificuldades que os alunos traziam,
apesar de alguns apresentarem ainda algumas dedilidades.
SUGESTÕES

Para colmatar algumas insuficiências que acabamos de


enumerar no sentido de melhorar a qualidade de ensino e
elevar a auto-estima e a criatividade dos alunos no
processo de ensino-aprendizagem, sugerimos:
- Que se implementa esta estratégia no ensino de física,
com uma postura nova de se ensinar;
- Que se realizem formações contínuas especializadas e
seminários de capacitação aos professores, antes do início
de cada ano lectivo ou mesmo trimestre, tendo em conta
as mudanças que se efectuam aos programas, permitindo
assim a troca de experiências entre estes sobre as
dificuldades encontradas ao longo das suas actividades
laborais.
Muito obrigado a todos

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