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TIPOLOGIA

TEXTUAL
GÊNERO ECLESIÁSTICO
Gênero Eclesiástico
O gênero eclesiástico é a ferramenta do escritor que faz uso da
faculdade ou aptidão natural para persuadir, aperfeiçoada ou
não pela arte, ou simplesmente: É a força do dizer dominadora do
ânimo alheio.
Esse domínio do ânimo alheio é a persuasão. Há pessoas, até
mesmo incultas, que são dotadas de maravilhoso poder de
persuasão.
Em horas de emoção ou de veemente excitação efetiva ou
mesmo puramente nervosa, todos experimentamos, em maior ou
menor grau essa faculdade de despertar no ânimo alheio os
afetos que impressionaram o nosso.
Com que poder de persuasão se não veem, por vezes, pessoas
incultas defendendo um interesse, um direito, advogando a
própria inocência caluniada.
Gênero Eclesiástico
A palavra não é a única arma a serviço dessa atividade.
O gesto, o olhar, o jogo de fisionomia, as lágrimas, os suspiros, o
exemplo, e o próprio silêncio são armas poderosíssimas para o
domínio do ânimo alheio e a persuasão.
Assim, na arte de dominar o ânimo alheio e persuadir, podem ser
usados todos esses meios, mas, em um sentido próprio, é a
faculdade de persuadir por meio da palavra.
Alguns possuem um dom natural, outros desenvolvem esse dom
por meio de um paciente estudo teórico e prático. Portanto,
também pode ser chamado de arte.
Nesse sentido, o sermão é a arte de persuadir ou mover para o
bem, por meio da palavra, o ânimo alheio.
Essa arte é o conjunto de preceitos e regras destinado a dirigir,
regular e desenvolver os dons naturais da persuasão até ao
aperfeiçoamento do gênero.
Gênero Eclesiástico –A natureza
da eloquência

Não é a loquacidade daqueles a quem nunca falta a palavra,


ainda que a venha abrilhantar o empolgante do gesto, o
harmonioso da voz, o altissonante do fraseado ou o arredondado
dos períodos.
Nem consiste apenas da excitação da sensibilidade e na
vibração das paixões até ao arranco de lágrimas ou de aplausos.
Também a essência da eloquência não está no deleitar os
ouvintes, nem em convencer a razão por meio de raciocínios,
concatenados embora uma lógica de ferro.
No primeiro caso teríamos poesia e no segundo, filosofia; mas o
que para a filosofia e para a poesia é um fim, na prédica é
apenas um meio, ordenado para a persuasão.
Gênero Eclesiástico –A natureza
da eloquência
 O objetivo do mais nobre dos tipos literários eclesiásticos não é apenas despertar
afetos na vontade, mas obter o triunfo definitivo que é a decisão irrevogável da
vontade rendida à solicitação do bem. Isso só é possível com a ação daquele
que dá vida a esse gênero, o Espírito Santo.
 Não basta uma voz bem educada, pronúncia correta, dicção agradável,
fisionomia expressiva e um conjunto de gestos em perfeita harmonia com a
palavra; é necessário ainda entrar na alma dos ouvintes e fazê-los viver da própria
vida do pregador; é necessário que o Espírito Santo atue para dar o novo
nascimento.
 No que respeita à instrumentalidade do pregador é
 Uma alma que, repleta de seu objetivo, se esforça para fazê-lo passar a alma
de seus ouvintes:
 Uma alma que, para comunicar esse objetivo, desenvolve com ordem e
harmonia, todas as suas energias de expansão.
 Uma alma que, em virtude desse esforço, apresenta vivamente o objetivo
desejado, tingido com as cores de sua personalidade e aquecido com o
calor do seu coração.
 Uma alma que se coloca inteira na palavra pregada para melhor colocar
nela o objetivo pelo qual está apaixonada.
Gênero Eclesiástico –A natureza
da eloquência

Chamamos de eloquência a fusão da alma de quem fala com


a alma de quem ouve.
Se a imaginação fala à imaginação; a inteligência, à
inteligência; o sentimento, ao sentimento; a alma do pregador
fundir-se-á com a alma do ouvinte, vibrarão a uníssono todas as
suas faculdades; o ouvinte pensará, sentirá, quererá o que o
pregador pensa, sente e quer.
Nessa harmonia perfeita de pensamento, de sentimento e de
resolução eficaz, nessa fusão íntima de almas na ação do
Espírito Santo está a verdadeira pregação.
O passo a Eu Adoção
passo Aceito

Aplicação
“Eu tento”
Especulação
“Eu penso sobre”
Aprovação
“Eu gosto”
Ensino transmitido
“Eu me lembro”
CAIM OFERECE Deus rejeita
A iniciativa UM SACRIFÍCIO Caim
de Caim ERRADO
e o sacrifício

Descai o
Caim fica Deus exorta
semblante de
irado Caim
Caim

A ira de Caim
Caim torna-se assassina
inveja Abel
PARA Para governar
ENTENDER O
Razão PROPÓSITO
A vida do
DE DEUS homem

Para Para passar


Vontade obedecer à da razão
razão à ação

Para ter
prazer em Uma vida
Emoção
atender a plena e feliz
razão
PARA ATENDER O Para governar
Emoção DESEJO DA A vida do
CARNE
homem

Para Para passar


Vontade obedecer à da emoção
emoção à ação

Escrava da
Uma vida
Razão emoção e da
infeliz
vontade
O Pregador
 Esse instrumento de Deus, portanto, é alguém de imaginação
rica e variada, capaz de suscitar imagens e quadros que
agirão poderosamente nas almas; de sensibilidade viva e
delicada, capaz de vibrar a uníssono com a multidão; de
raciocínios vigorosos e lúcidos, comunicando à palavra a
ordem e a clareza que geram a convicção; de vontade
enérgica, que sem perder de vista o seu objetivo, mobiliza para
um único fim e com progressiva intensidade todas as imagens
e todos os argumentos; de uma sã constituição física que dê
ao gesto, ao olhar e à voz a acentuação que se lhe impõe.
Assim é na sua complexidade e na harmonia das suas diversas
faculdades, o pregador.
Bem... O culto começa em 1h.
Eu suponho que seria melhor
começar a pensar sobre
algum tipo de sermão.
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

Faça uma
lista de cinco
pessoas que
influenciaram
sua vida
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

GUIA, QUE MOSTRA


O CAMINHO
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

TÉCNICO,
QUE TREINA
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

FACILITADOR
Você ainda está
segurando?
Aspectos de um professor
que faz discípulo

MODELO, PARA
SER IMITADO
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

ENCORAJADOR,
QUE ANIMA
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

MOTIVADOR

Motivação
Se você não tiver o fogo da motivação você será
queimado com toda motivação
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

ESTIMULADOR,
QUE SUGERE
IDÉIAS
Aspectos de um pregador
que faz discípulo

MENTOR, QUE
IMPULSIONA

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