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DIREITO AMBIENTAL

Prof. Paulo de Tarso de Lara Pires

2017
1. ORIGEM HISTORICA

Interesses Econômicos  Leis da Coroa

Interesses Individuais  Código Civil 1916

Década de 30  Código Florestal, C. de ´Aguas, C. de Mineração

Movimentos globais - Conferência de Estocolmo (1972)

Lei 6.938/81  Lei da Política Nacional do Meio Ambiente

Interesse Coletivo  Constituição Federal de 1988

Eco/92 – Conferência das Nações Unidas (Agenda 21, C. Clima e Biodiversidade)

Conferência de Joanesburgo Rio +10 (combate a fome,água, energia, saúde)


ANTROPOCENTRISMO
DeclaraçãoRio 92: Princípio 1
“ Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas
com o desenvolvimento sustentável

ECOCENTRISMO

“ANTROPOCENTRISMO ALARGADO”
PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL

• Desenvolvimento Sustentável

• Prevenção (certeza) e precaução (incerteza)

• In dubio pro natura

• Poluidor-pagador / Protetor-beneficiário

• Informação

• Equidade Intergeracional

• Proibição do Retrocesso Ecológico ( Canotilho)

• Da Prevalência do Interesse Público sobre o Privado


LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
BRASILEIRA
• NÃO EXISTE CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO – COLCHA DE RETALHOS

• EXISTE A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL


PROPRIAMENTE DITA E A LEGISLAÇÃO COM
REPERCUSSÃO AMBIENTAL

• AINDA É SETORIZADA, MAS JÁ COM UM


TRONCO COMUM
2. Tutela Constitucional
• Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade
de vida, impondo-se ao Poder Público e à
Coletividade o dever de defendê-lo e preservá-
lo para as presentes e futuras gerações.
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
• Art. 225. [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público:
• I – preservar e restaurar os processos
ecológicos essenciais e promover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas;
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
• Art. 225 [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público:
• II – preservar a diversidade e a integridade do
patrimônio genético do País e fiscalizar as
entidades dedicadas à pesquisa e manipulação
de material genético;
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
UCs
• Art. 225 [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse direito,
incumbe ao poder público:
• III – definir, em todas as unidades da Federação,
espaços territoriais e seus componentes a serem
especialmente protegidos, sendo a alteração e a
supressão permitidas somente através de lei, vedada
qualquer utilização que comprometa a integridade dos
atributos;
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
EPIA/RIMA
• Art. 225 [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público:
• IV – exigir, na forma da lei, para instalação de
obra ou atividade potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente,
estudo prévio de impacto ambiental, a que se
dará publicidade;
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
POLUIÇÃO
• Art. 225 [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público:
• V – controlar a produção, a comercialização e
o emprego de técnicas, métodos e substâncias
que comportem risco para a vida, a qualidade
de vida e o meio ambiente;
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
• Art. 225 [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público:
• VI – promover a educação ambiental em todos
os níveis de ensino e a conscientização pública
para a preservação do meio ambiente;
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
• Art. 225 [...]
• § 1º Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao poder público:
• VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na
forma da lei, as práticas que coloquem em
risco sua função ecológica, provoquem a
extinção de espécies ou submetam os animais
a crueldade.
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
MINERAÇÃO
• Art. 225 [...]
• § 2º Aquele que explorar recursos minerais
fica obrigado a recuperar o meio ambiente
degradado, de acordo com solução técnica
exigida pelo órgão público competente, na
forma da lei.
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
• Art. 225 [...]
• § 3º As condutas e atividades consideradas
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a
sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os
danos causados.
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
BIOMAS
• Art. 225 [...]
• § 4º A Floresta Amazônica Brasileira, a Mata
Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense
e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro das
condições que assegurem a preservação do meio
ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos
naturais.
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
TERRAS DEVOLUTAS
• Art. 225 [...]
• § 5º São indispensáveis as terras devolutas ou
arrecadadas pelos Estados, por ações
discriminatórias, necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais.
MEIO AMBIENTE NA C.R.F.B.
USINAS NUCLEARES
• Art. 225 [...]
• § 6º As Usinas que operem com reator
nuclear deverão ter sua localização definida
em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.
BENS AMBIENTAIS
Art. 20. São bens da União:

I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;


II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das
fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à
preservação ambiental, definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu
domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros
países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem
como os terrenos marginais e as praias fluviais;
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as
praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as
que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao
serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26,
II; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 46, de 2005)
BENS AMBIENTAIS
V - os recursos naturais da plataforma continental = profundidade de 200
metros e da zona econômica exclusiva= 200 milhas marítimas da costa;
VI - o mar territorial; 12 milhas náuticas = 22 quilômetros
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.

§ 1º É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos


Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no
resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins
de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo
território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou
compensação financeira por essa exploração.
BENS AMBIENTAIS

Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:

I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes


e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as
decorrentes de obras da União;
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no
seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União,
Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
REPARTIÇAO DE COMPETENCIAS

Competência Legislativa Privativa da


União(Art. 22)
• Direito Agrário
• Desapropriacão
• Águas e energia
• Trânsito e transporte
• Jazidas, minas e outros recursos minerais
• Populações indígenas
• Atividades nucleares
REPARTIÇAO DE COMPETENCIAS

Competência Legislativa Concorrente(Art. 24)


• Direito Urbanístico
• Floresta, caça, pesca, fauna, solo
• Proteção ao patrimônio histórico, artístico
• Educação ambiental
• Protecão e defesa da saúde
HIERARQUIA DAS LEIS
AMBIENTAIS
• AS LEIS MUNICIPAIS PODEM DISPOR DE
FORMA MAIS RESTRITIVA QUE AS
ESTADUAIS
• AS LEIS ESTADUAIS PODEM DISPOR DE
FORMA MAIS RESTRITIVA QUE AS FEDERAIS
• A UNIÃO TRAÇA AS NORMAS GERAIS EM
MATÉRIA AMBIENTAL – GUARDA-CHUVA E
NÃO PODE INVADIR INTERESSES
PECULIARES DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS
REPARTIÇAO DE COMPETENCIAS

Competência Legislativa Municeipios


• Espaços verdes e praças
• Vias públicas
• Resíduos sólidos
• Zoneamento urbano
• Poluição sonora
• Plano diretor
• Arborização urbana
COMPETÊNCIA PARA ESTABELECER POLÍTICAS E EXECUTAR

1° CRITÉRIO 2° CRITÉRIO 3° CRITÉRIO 4° CRITÉRIO

ESFERA / CRITÉRIO BEM AMBIENTAL NATUREZA DA REPERCUSSÃO DO PROIBIÇÃO DO


ATINGIDO ATIVIDADE IMPACTO AUTOAJUSTE

UNIÃO Bens da União Federal Empreendimentos de


Art. 20 da CFB interesse do governo
estadual

 

ESTADO Bens dos Estados Regional Empreendimentos de


Art. 26 da CFB interesse do governo
 do municipal
 
MUNICÍPIO Todas as demais Todas as demais Local Todas as demais
hipóteses hipóteses hipóteses
LIMITAÇOES AO DIREITO DE
PROPRIEDADE
Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural
atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência
estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e
preservação do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as relações de
trabalho;
IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos
trabalhadores.
3. POLÍTICA NACIONAL DO MEIO
AMBIENTE
• ELABORADA E INSTITUÍDA NO BRASIL NO
INÍCIO DA DÉCADA DE 80 ESTÁ EXPRESSA
NUMA LEI: A LEI DA POLÍTICA NACIONAL DO
MEIO AMBIENTE (LEI Nº 6938, DE 31 DE
AGOSTO DE 1981)
• É RESULTADO DA REPERCUSSÃO NO BRASIL
DO MOVIMENTO AMBIENTALISTA
INTERNACIONAL E PRINCIPALMENTE DA
CONVENÇÃO DE ESTOCOLMO DE 1972,
REALIZADA PELA ONU
COMO ESTÁ DEFINIDA A P.N.M.A.
• “A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
TEM POR OBJETIVO A PRESERVAÇÃO,
MELHORIA E RECUPERAÇÃO DA QUALIDADE
AMBIENTAL PROPÍCIA À VIDA, VISANDO
ASSEGURAR, NO PAÍS, CONDIÇÕES AO
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO,
AOS INTERESSES DA SEGURANÇA NACIONAL
E À PROTEÇÃO DA DIGNIDADE DA VIDA
HUMANA (...)” (ART. 2º DA LEI 6938/81)
O QUE CONTÉM A P.N.M.A.
• PRINCÍPIOS
• CONCEITOS
• OBJETIVOS
• SISTEMA NACIONAL –SISNAMA
• COMPETÊNCIAS
• CONAMA
• INSTRUMENTOS - FERRAMENTAS
QUAIS OS OBJETIVOS DA P.N.M.A.
• Art. 4º A Política Nacional do Meio Ambiente visará:
• I - à compatibilização do desenvolvimento
econômico-social com a preservação da qualidade do
meio ambiente e do equilíbrio ecológico;
• II - à definição de áreas prioritárias de ação
governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio
ecológico, atendendo aos interesses da União, dos
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos
Municípios;
OBJETIVOS DA P.N.M.A.
• III - ao estabelecimento de critérios e padrões
da qualidade ambiental e de normas relativas
ao uso e manejo de recursos ambientais;
• IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de
tecnologias nacionais orientadas para o uso
racional de recursos ambientais;
OBJETIVOS DA P.N.M.A.
• V - à difusão de tecnologias de manejo do meio
ambiente, à divulgação de dados e informações
ambientais e à formação de uma consciência pública
sobre a necessidade de preservação da qualidade
ambiental e do equilíbrio ecológico;
• VI - à preservação e restauração dos recursos
ambientais com vistas à sua utilização racional e
disponibilidade permanente, concorrendo para
manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida;
OBJETIVOS DA P.N.M.A.
• VII - à imposição, ao poluidor e ao predador,
da obrigação de recuperar e/ou indenizar os
danos causados e, ao usuário, da contribuição
pela utilização de recursos ambientais com fins
econômicos.
PRINCÍPIOS DA P.N.M.A.
• I - ação governamental na manutenção do
equilíbrio ecológico, considerando o meio
ambiente como um patrimônio público a ser
necessariamente assegurado e protegido, tendo
em vista o uso coletivo;
• II - racionalização do uso do solo, do subsolo,
da água e do ar;
PRINCÍPIOS DA P.N.M.A.
• III - planejamento e fiscalização do uso dos
recursos ambientais;
• IV - proteção dos ecossistemas, com a
preservação de áreas representativas;
• V - controle e zoneamento das atividades
potencial ou efetivamente poluidoras;
PRINCÍPIOS DA P.N.M.A.
• VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de
tecnologias orientadas para o uso racional e a
proteção dos recursos ambientais;
• VII - acompanhamento do estado da qualidade
ambiental;
• VIII - recuperação de áreas degradadas;
PRINCÍPIOS DA P.N.M.A.
• IX - proteção de áreas ameaçadas de
degradação;
• X - educação ambiental a todos os níveis do
ensino, inclusive a educação da comunidade,
objetivando capacitá-la para participação ativa
na defesa do meio ambiente.
CONCEITOS CHAVES DA P.N.M.A.
Art. 3º. Para os fins previstos nesta Lei, entende-
se por:
I - meio ambiente: o conjunto de condições, leis,
influências e interações de ordem física,
química e biológica, que permite, abriga e rege
a vida, em todas as suas formas;
CONCEITOS CHAVES DA P.N.M.A.

II - degradação da qualidade ambiental: a


alteração adversa das características do
meio ambiente;
CONCEITOS CHAVES DA P.N.M.A.
• III - poluição: a degradação da qualidade ambiental resultante
de atividades que direta ou indiretamente:
• a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da
população;
• b) criem condições adversas às atividades sociais e
econômicas;
• c) afetem desfavoravelmente a biota;
• d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio
ambiente;
• e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões
ambientais estabelecidos;
CONCEITOS CHAVES DA P.N.M.A.
• IV - poluidor: a pessoa física ou jurídica, de
direito público ou privado, responsável, direta
ou indiretamente, por atividade causadora de
degradação ambiental;
CONCEITOS CHAVES DA P.N.M.A.
• V – recursos naturais: a atmosfera, as águas
interiores, superficiais e subterrâneas, os
estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo,
os elementos da biosfera, a fauna e a flora.
SISNAMA – CONCEITO, FUNÇÃO
• Art. 6º Os órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e
dos Municípios, bem como as Fundações
instituídas pelo Poder Público, responsáveis
pela proteção e melhoria da qualidade
ambiental, constituirão o Sistema Nacional do
Meio Ambiente - SISNAMA
SISNAMA

CONSELHO DE GOVERNO

CONAMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

IBAMA

ÓRGÃOS SETORIAIS( Fundações)

ÓRGÃOS SECCIONAIS (Estaduais)

ÓRGÃOS LOCAIS ( Municipais)
SISNAMA - ESTRUTURA
• I - órgão superior: o Conselho de
Governo, com a função de assessorar o
Presidente da República na formulação
da política nacional e nas diretrizes
governamentais para o meio ambiente e
os recursos ambientais;
SISNAMA - ESTRUTURA
• II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a
finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho
de Governo, diretrizes de políticas governamentais
para o meio ambiente e os recursos naturais e
deliberar, no âmbito de sua competência, sobre
normas e padrões compatíveis com o meio ambiente
ecologicamente equilibrado e essencial à sadia
qualidade de vida;
SISNAMA - ESTRUTURA
• III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da
Presidência da República, com a finalidade de
planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como
órgão federal, a política nacional e as diretrizes
governamentais fixadas para o meio ambiente;
• HOJE MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
SISNAMA - ESTRUTURA
• IV - órgão executor: o Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis, com a finalidade de executar e
fazer executar, como órgão federal, a política e
diretrizes governamentais fixadas para o meio
ambiente;
SISNAMA - ESTRUTURA
• V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou
entidades estaduais responsáveis pela
execução de programas, projetos e pelo
controle e fiscalização de atividades
capazes de provocar a degradação
ambiental;
SISNAMA - ESTRUTURA
• VI - Órgãos Locais: os órgãos ou
entidades municipais, responsáveis pelo
controle e fiscalização dessas atividades,
nas suas respectivas jurisdições;
SISNAMA - ESTRUTURA
MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE

MINISTRO DE ESTADO

GABINETE C. JURÍDICA

SECRETARIA EXECUTIVA

SECRETAR. PLANEJ., ORÇAM. E ADMIN. DEPTO. ARTICUL. INSTITUCIONAL

SECRETARIA DE QUALIDADE SECRET. BIODIVERSIDADE E SECRET. RECURSOS SECRET. POLÍTICAS


AMBIENTAL EM ASSENTAM. FLORESTA HIDRICOS DESENVOLV. HUMANO

DEPART. PATRIMÔNIO
GENÉTICO

CONS. NACIONAL MEIO AMBIENTE CONS. NACION. AMAZONIA CONS. GESTÃO PATRIMON. CONS. NACIONAL CONSELHO DELIBER.
CONAMA LEGAL GENÉTICO RECURSOS HIDRICOS DO FNMA

INSTITUTOBRASILEIRO DO MEIO INSTITUTO PESQUISA AGENCIA NACIONAL AGUAS COMPANHIA DESENVOLVIMENTO


AMBIENTE E RECUR. NATUR. RENOV. JARDIM BOTÂNICO ANA DE BARBARENA
IBAMA
SISNAMA - ESTRUTURA

SEMA

COORDENADORIAS DG
GAS
AJ

INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ SUDHERSA ITCG


IAP

ASSESSORIAS PROJU

ESCRITÓRIOS REGIONAIS
ESCRITÓRIOS LOCAIS

DIRAM DIDEF DIBAP DIAFI DEPAM


INSTRUMENTOS DA PNMA
1. PADRÕES DE QUALIDADE AMBIENTAL
1.1. Padrões de qualidade do ar – Res. CONAMA 005/89 – Pronar
Res. CONAMA 008/90 – Padrões de emissão
1.2 Padrões de qualidade da água – Res. CONAMA 020 / 1986

2. LICENCIAMENTO AMBIENTAL – Res. 237/97


Licença (vinculada) x autorização (discriscionária)

3 . AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS (AIA)


Qualquer atividade ou obra potencialmente poluidora
PCA - EPIA – RIMA
INSTRUMENTOS DA PNMA
4. ZONEAMENTO AMBIENTAL
ECOLÓGICO-ECONÔMICO

5. CRIAÇÃO DE ESPAÇOS PROTEGIDOS – SNUC


6. SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES

7. CADASTRO TÉCNICO FEDERAL DE ATIVIDADES E


INSTRUMENTOS DE DEFESA AMBIENTAL
8 . PENALIDADES DISCIPLINARES OU COMPENSATÓRIAS

9. CADASTRO DAS ATIVIDADES POTENC. POLUIDORAS


12 . LEI FLORESTAL (LEI 12.651/2012)
NOVA LEI FLORESTAL DO BRASIL
PRINCIPAIS TÓPICOS
1. Área de Preservação Permanente – APP

2. Reserva Legal

3. Cadastro Ambiental Rural – CAR

4. Programa de Regularização Ambiental - PRA

5. Unidades de Conservação – UC

58
LEI Nº 12.651/2012 – NOVO CÓDIGO FLORESTAL
Lei nº 4.771/1965:
“Art. 1º. – As florestas existentes no território nacional e as demais formas de
vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de
interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de
propriedade, com as limitações que a legislação em geral e especialmente
esta lei estabelecem.”

Lei nº 12.651/2012:
“Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31
de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de
dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e
7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de
agosto de 2001; e dá outras providências.”

59
LEI Nº 12.651/2012 – NOVO CÓDIGO FLORESTAL
Lei nº 4.771/1965:
“Art. 1º. – As florestas existentes no território nacional e as demais formas de
vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de
interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de
propriedade, com as limitações que a legislação em geral e especialmente
esta lei estabelecem.”

Lei nº 12.651/2012:
“Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31
de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de
dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e
7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de
agosto de 2001; e dá outras providências.”

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NOVA LEI FLORESTAL DO BRASIL
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES
1. Inclusão do fator social

2. Criação da áreas consolidadas

3. Cadastro Ambiental Rural – CAR

4. Programa de Regularização Ambiental - PRA

61
AREAS DE PRESERVACAO PERMANENTE

Área de Preservação Permanente é uma área protegida,


coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental
de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade
geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e
flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações
humanas.

62
Áreas de Preservação Permanente
• Nova Lei Florestal (Lei no 12.651/2012)
– APP (entrono de cursos de água): áreas rurais e urbanas, em faixas
marginais de qualquer curso de água natural perene e intermitente,
desde a borda da calha do leito regular, em 05 (cinco) faixas de largura

63
Áreas de Preservação Permanente
RECUPERAÇÃO OBRIGATÓRIA DA APP

65
RECUPERAÇÃO OBRIGATÓRIA DA APP

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APP CONSOLIDADA
Propriedade Nascentes/ Lagos e lagoas
Módulos Olhos d’água naturais (§
Fiscais (§ 5º) 6º)
0-1 15 m 5m
1-2 15 m 8m
2-4 15 m 15 m
4 - 10 15 m 30 m
> 10 15 m 30 m
IMÓVEL RURAL
Considera-se imóvel rural a área contínua, formada de uma ou mais parcelas de
terras confrontantes, do mesmo titular, localizada na zona rural do município,
ainda que, em relação a alguma parte da área, o contribuinte detenha apenas a
posse ou mesmo que fisicamente dividida por ruas, estradas, rodovias, ferrovias
ou por canais ou cursos de água
Lei nº 9.393, de 1996, art. 1º, § 2º; RITR/2002, art. 9º; IN SRF nº 256, de 2002, art. 8º

68
IMÓVEL RURAL
PEQUENA PROPRIEDADE OU POSSE RURAL FAMILIAR:

Aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e


empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e projetos de
Reforma Agrária, e que atenda ao disposto no art. 3o da Lei 11.326, de
24 de julho de 2006;

69
APPS DE CURSOS D´AGUA

70
NASCENTES E OLHOS D’AGUA
XVII - nascente: afloramento natural do lençol freático
que apresenta perenidade e dá início a um curso d’água;

XVIII - olho d’água: afloramento natural do lençol


freático, mesmo que intermitente;

71
PRINCIPAIS ALTERAÇOES
• Cursos de água efêmeros: existem somente quando fortes
chuvas acontecem, que são as chamadas torrentes.
• Cursos de água intermitentes: são aqueles cujos leitos secam
ou congelam durante algum período do ano.
• Cursos de água perenes: são os que correm durante o ano
todo.

72
PRINCIPAIS ALTERAÇOES
• A APP era computada a partir das margens de rio ou cursos
d’água, pelo nível mais alto do período de cheia.

• A APP passa a ser computada considerando-se o leito normal


dos rios e cursos d ́água.

• Várzeas eram consideradas parte dos rios ou cursos d’água,


porque são inundadas durante o período de cheia.

73
RESERVATORIOS ARTIFICAIS
• Os reservatórios artificiais, a partir de 5 hectares de
superfície, eram obrigados a manter áreas de APP.
• Elimina a exigência para reservatórios artificiais que
não decorrem de barramento de cursos d ́água.
• Exigência que impactava as atividades de piscicultura

74
ÁREAS CONSOLIDADAS

Áreas de APP e de RL, ocupadas antes de 22 de julho


de 2008, com edificações, benfeitorias, atividades
agrossilvipastoris, ecoturismo ou turismo rural.

Data de publicação do Dec 6514 de 22 de juhlo de 2008,


trata de infrações sanções administrativas
RESERVA LEGAL
• Area localizada no interior de uma
propriedade ou posse rural, delimitada nos
termos do art. 12, com a função de assegurar
o uso econômico de modo sustentável dos
recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a
conservação e a reabilitação dos processos
ecológicos e promover a conservação da
biodiversidade, bem como o abrigo e a
proteção de fauna silvestre e da flora nativa;
76
Utilidade Pública
a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária;
b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços públicos de
transporte, sistema viário, inclusive aquele necessário aos parcelamentos de solo
urbano aprovados pelos Municípios, saneamento, gestão de resíduos, energia,
telecomunicações, radiodifusão, instalações necessárias à realização de competições
esportivas estaduais, nacionais ou internacionais, bem como mineração, exceto,
neste último caso, a extração de areia, argila, saibro e cascalho;
c) atividades e obras de defesa civil;
d) atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na proteção das
funções ambientais referidas no inciso II deste artigo;
e) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em
procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e
locacional ao empreendimento proposto, definidas em ato do Chefe do Poder
Executivo federal;

77
INTERESSE SOCIAL
a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação
nativa, tais como prevenção, combate e controle do fogo, controle da
erosão, erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies
nativas;

b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena propriedade


ou posse rural familiar ou por povos e comunidades tradicionais, desde que
não descaracterize a cobertura vegetal existente e não prejudique a função
ambiental da área;

c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e


atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais
consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei;
d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados
predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas
consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei no 11.977, de 7
de julho de 2009;
78
INTERESSE SOCIAL
e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e
de efluentes tratados para projetos cujos recursos hídricos são partes
integrantes e essenciais da atividade;

f) as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho,


outorgadas pela autoridade competente;

g) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em


procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e
locacional à atividade proposta, definidas em ato do Chefe do Poder
Executivo federal;

79
9. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Lei 9.985/2000
SNUC - SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: espaço territorial e seus recursos
ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características
naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com
objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de
administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção;
I - Unidades de Proteção Integral - objetivo básico é preservar a
natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos
naturais, com exceção dos casos previstos nesta Lei.

II - Unidades de Uso Sustentável - objetivo básico é compatibilizar a


conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus
recursos naturais.
Unidades de Proteção Integral
• Qualquer atividade fica condicionada à autorização prévia do órgão
responsável
• Deverá priorizar a manutenção do equilíbrio do ecossistema
• Visitas públicas ficam restritas àquelas com objetivos educacionais e
científicos.
• Áreas particulares incluídas em seus limites, com exceção dos
monumentos naturais e refúgios da vida silvestre que podem ser
constituídos também por áreas particulares, serão desapropriadas, de
acordo com o que dispõe a Lei.
1. Estações Ecológicas
• Áreas com um ecossistema representativo, de posse e domínio
públicos, que tem como objetivo a preservação da natureza e a
realização de pesquisas científicas.

2. Reservas Biológicas
• Áreas com objetivo da preservação integral da biota e demais atributos
naturais, sem interferência humana direta ou modificações ambientais,
excetuando-se as medidas de recuperação dos ecossistemas alterados e
as ações de manejo para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a
diversidade biológica e os processos ecológicos naturais.
Unidades de Proteção Integral
3. Parques Florestais
• Áreas extensas e delimitadas com finalidade de preservação de
ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica,
possibilitando a realização de pesquisas científicas e o
desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental,
de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
• Uso e visitação sujeitos às normas estabelecidas no Plano de manejo da
unidade, ou às normas estabelecidas pelo órgão responsável.

4. Monumentos Naturais
• Áreas com objetivo de preservar sítios naturais raros, singulares ou de
grande beleza cênica, podendo ser constituídos por áreas particulares,
desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a
utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.

5. Refúgios de Vida Silvestre


• Áreas com objetivo de proteger ambientes naturais onde se asseguram
condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades
da flora local e da fauna residente ou migratória. Podem ser
constituídos por áreas particulares nas mesmas condições do exposto
no item anterior.
Unidades de Uso Sustentável
• Tem o objetivo principal de compatibilizar a conservação da natureza com o
uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
• Em tese, seria tolerado o uso racional dos recursos naturais existentes.
• Constituídas por terras públicas ou privadas, ficando condicionado o seu uso
às normas estabelecidas pelo gestor público em unidades de domínio público e
pelas condições estabelecidas pelo proprietário em unidades particulares.

1. Áreas de Proteção Ambiental (APA)


• Em geral áreas extensas, com um certo grau de ocupação humana, dotada de
atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes
para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, objetiva
proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e
assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
• SNUC prevê que deverão dispor de um Conselho presidido pelo órgão
responsável por sua administração e constituído por representantes dos órgãos
públicos, de organizações da sociedade civil e da população residente.

2. Áreas de Relevante Interesse Ecológico


• Áreas de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com
características naturais extraordinárias ou que abrigam exemplares raros da
biota regional, com o objetivo de manter os ecossistemas naturais de
importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas,
Unidades de Uso Sustentável
3. Florestas Nacionais
• Áreas com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas, com
objetivo do uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa
científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas
nativas.
• De posse e domínio públicos, admitida a permanência de populações
tradicionais que a habitam quando de sua criação, em conformidade com o
disposto em regulamento e no Plano de Manejo da unidade.

4. Reservas Extrativistas
• Áreas utilizadas por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência
baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de
subsistência e na criação de animais de pequeno porte, com o objetivo básico
de proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso
sustentável dos recursos naturais da unidade.
• São de domínio público, com uso concedido às populações extrativistas
tradicionais.
• A exploração comercial de recursos madeireiros só será admitida em bases
sustentáveis e em situações especiais e complementares às demais atividades
desenvolvidas na Reserva Extrativista, conforme o disposto em regulamento e
no Plano de Manejo da unidade.
Unidades de Uso Sustentável
5. Reservas de Fauna
• Áreas naturais com populações animais de espécies nativas, terrestres ou
aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-
científicos sobre o manejo econômico sustentável de recursos faunísticos. É
vedado o exercício da caça amadorística ou profissional.

6. Reservas de Desenvolvimento Sustentável


• Áreas que abrigam populações tradicionais, cuja existência baseia-se em
sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao
longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que
desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção
da diversidade biológica.

7. Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)


• São áreas privadas, gravadas com perpetuidade, com o objetivo de conservar a
diversidade biológica. O gravame de que trata este artigo constará de termo de
compromisso assinado perante o órgão ambiental, que verificará a existência
de interesse público, e será averbado à margem da inscrição no Registro
Público de Imóveis.
• Dentro da RPPN, será permitida a extração de recursos naturais, exceto
madeira, que não coloque em risco as espécies ou os ecossistemas que
justificaram a criação da unidade.
RESTAURAÇAO

87
ESFERAS DE RESPONSABILIDADE

RESPONSABILIDADE POR DANOS AO AMBIENTE

CIVIL CRIMINAL ADMINISTRATIVA


ORIGEM E FUNDAMENTO DA
RESPONSABILIDADE

• Art. 14, § 1° - Sem obstar a aplicação das


penalidades previstas neste artigo, é o
poluidor obrigado, independentemente de
existência de culpa, a indenizar ou reparar
os danos causados ao meio ambiente e a
terceiros, efetuados por sua atividade. O
Ministério Público da União e dos Estados
terá legitimidade para propor ação de
responsabilidade civil e criminal por danos
causados ao meio ambiente.
RESPONSABILIDADE
ADMINISTRATIVA
• Decorre da prática da infração administrativa
ambiental, conceituada pela Lei nº 9605/98
com a seguinte redação:
• “Art. 70. Considera-se infração administrativa
ambiental toda ação ou omissão que viole as
regras jurídicas de uso, gozo, promoção,
proteção e recuperação do meio ambiente.”
DISCIPLINA LEGAL

• CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA – art.225


• LEI DA POLÍTICA NACIONAL DO
MEIO AMBIENTE
• LEI 9.605/98
• DECRETO 6514/2008
BASE CONSTITUCIONAL
• ART. 225
• § 3º As condutas e atividades consideradas
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a
sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os
danos causados.
L.P.N.M.A.
• Art. 14 - Sem prejuízo das penalidades
definidas pela legislação federal, estadual
e municipal, o não cumprimento das
medidas necessárias à preservação ou
correção dos inconvenientes e danos
causados pela degradação da qualidade
ambiental sujeitará os transgressores:
LEI 9605/98

• “ Art. 70. Considera-se infração


administrativa ambiental toda ação ou
omissão que viole as regras jurídicas
de uso, gozo, promoção, proteção e
recuperação do meio ambiente.”
DECRETO 3.179/99
• Art. 1° Toda ação ou omissão que viole as
regras jurídicas de uso, gozo, promoção,
proteção e recuperação do meio ambiente é
considerada infração administrativa ambiental
e será punida com as sanções do presente
diploma legal, sem prejuízo da aplicação de
outras penalidades previstas na legislação.
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
APLICÁVEIS AO INFRATOR

• ESTÃO RELACIONADAS EM NUMERUS


CLAUSUS NO ART. 72 DA LEI 9.605/98 E NO
ART. 2º DO DECRETO 3.179/99
• SÃO CUMULATIVAS EM CASO DE
CONCURSO DE INFRAÇÕES
• DEPENDEM DO DEVIDO PROCESSO LEGAL,
AINDA QUE IMEDIATAMENTE APLICÁVEIS
E AUTO-EXECUTÁVEIS EM SITUAÇÕES DE
RISCO OU PARA CONTER A DEGRADAÇÃO
SANÇÕES PREVISTAS PARA
PUNIR A INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA

• 1) ADVERTÊNCIA
• Será aplicada pela inobservância da
legislação ambiental em vigor, sem prejuízo
das demais sanções
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

• 2) MULTA SIMPLES (DE R$ 50,00 A R$


50.000.000)

• Aplicável quando houver embaraço à


fiscalização.
• Após advertido de irregularidade deixar de
saná-la no prazo assinalado pela autoridade.
INFRAÇÕES CONTINUADAS

• 3) MULTA DIÁRIA
• APLICÁVEL NOS TERMOS DO ART. 72, §
5º DA Lei 9605/98 E ART. 2º, § 5º, ATÉ A
EFETIVAÇÃO CESSAÇÃO DA
DEGRADAÇÃO OU REGULARIZAÇÃO DA
SITUAÇÃO PERANTE O ÓRGÃO
AMBIENTAL MEDIANTE CELEBRAÇÃO
DE TERMO DE COMPROMISSO.
REGRAS DA MULTA
• VALOR: DE R$ 50,00 A 50.000.000,00
• PODE SER CONVERTIDA EM SERVIÇOS
DE PRESTAÇÃO, MELHORIA E
RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
• SE COMETER NOVA INFRAÇÃO A MULTA
SE APLICA EM DOBRO
DESTINO DOS VALORES
ARRECADADOS COM MULTAS
APLICADAS

• 10% DOS VALORES ARRECADADOS EM


PAGAMENTO DE MULTAS APLICADAS
PELO ÓRGÃO AMBIENTAL FEDERAL
REVERTE AO FNMA (ART. 3º)
• FUNDOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE
MEIO AMBIENTE – art. 73 da Lei 9.605
MÚLTIPLA AUTUAÇÃO

• O PAGAMENTO DA MULTA IMPOSTA


PELOS ESTADOS OU MUNICÍPIOS
SUBSTITUI A MULTA FEDERAL NA
MESMA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA
• ART. 76 DA Lei 9.605/98
• ART. 8º DO DEC 3.179/99
BASES PARA FIXAÇÃO DA
MULTA
• UNIDADE
• HECTARE
• METRO CÚBICO
• QUILOGRAMA
• OUTRA MEDIDA PERTINENTE DE
ACORDO COM O BEM JURÍDICO
LESADO
DOSIMETRIA DA MULTA
• GRAVIDADE DO FATO
• MOTIVO DA INFRAÇÃO
• CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE
PÚBLICA E O MEIO AMBIENTE
• ANTECEDENTES DO INFRATOR
• SITUAÇÃO ECONÔMICA DO INFRATOR –
ART. 6º
ATENUANTES APLICÁVEIS À
MULTA – Art. 14 - 9605
• BAIXO GRAU DE INSTRUÇÃO
• ARREPENDIMENTO DO INFRATOR,
MANIFESTADO PELA ESPONTÂNEA
REPARAÇÃO DO DANO
• COMUNICAÇÃO PRÉVIA DO PERIGO
IMINENTE DE DEGRADAÇÃO
• COLABORAÇÃO COM OS ÓRGÃOS
AMBIENTAIS E SEUS AGENTES
AGRAVANTES APLICÁVEIS À
MULTA
• REINCIDÊNCIA
• BUSCA DE VANTAGEM PECUNIÁRIA
• COAGIR OUTREM PARA EXECUTAR A
INFRAÇÃO AMBIENTAL
• EXPOR A GRAVE PERIGO A SAÚDE
PÚBLICA OU O MEIO AMBIENTE
• CONCORRER PARA DANOS A
PROPRIEDADE ALHEIA
AGRAVANTES APLICÁVEIS À
MULTA – art. 15 da l 9605/98
• ATINGIR ÁREAS DE UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO
• ATINGIR ÁREAS URBANAS
• COMETER A INFRAÇÃO EM PERÍODO
DE DEFESO À FAUNA
• COMETER A INFRAÇÃO EM
DOMINGOS, FERIADOS OU A NOITE
AGRAVANTES APLICÁVEIS À
MULTA – art. 15 da l 9605/98
• COMETER A INFRAÇÃO EM ÉPOCA DE
SECA OU INUNDAÇÃO
• EMPREGAR MÉTODOS CRUÉIS PARA
ABATE OU CAPTURA DE ANIMAIS
• MEDIANTE FRAUDE OU ABUSO DE
CONFIANÇA
• MEDIANTE ABUSO DO DIREITO DE
LICENÇA, PERMISSÃO OU AUTORIZ.
AGRAVANTES APLICÁVEIS À
MULTA – art. 15 da l 9605/98
• COMETER A INFRAÇÃO NO INTERESSE
DE PESSOA JURÍDICA MANTIDA POR
RECURSOS PÚBLICOS OU BENEFICIADA
POR INCENTIVOS FISCAIS
• ATINGIR ESPÉCIES AMEAÇADAS
• FACILITADO POR FUNCIONÁRIO
PÚBLICO NO EXERCÍCIO DE SUAS
FUNÇÕES
REINCIDÊNCIA E VALOR DA
MULTA – ART. 10

• CONFIGURA-SE PELA PRÁTICA DE


NOVA INFRAÇÃO PELO MESMO
AGENTE NO PERÍODO DE TRÊS ANOS
• ESPECÍFICA: O VALOR DA MULTA É
AUMENTADO AO TRIPLO
• GENÉRICA: O VALOR DA MULTA É
AUMENTADO AO DOBRO
SUSPENSÃO DA
EXIGIBILIDADE MULTA
• QUANDO O INFRATOR, POR TERMO DE
COMPROMISSO APROVADO PELO ÓRGÃO
AMBIENTAL, OBRIGA-SE À ADOÇÃO DE
MEDIDAS ESPECÍFICAS, PARA FAZER
CESSAR OU CORRIGIR A DEGRADAÇÃO
AMBIENTAL
• REDUÇÃO DA MULTA EM 90% SE FOR
CUMPRIDO INTEGRALMENTE O
COMPROMISSO – ART. 60 E §§
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

• 4) APREENSÃO DE ANIMAIS,
PRODUTOS E SUBPRODUTOS DA
FAUNA E FLORA, ARMAS, ETC,
MEDIANTE LAVRATURA DO
RESPECTIVO TERMO DE APREENSÃO
• 5) DESTRUIÇÃO OU INUTILIZAÇÃO
DO PRODUTO
DESTINAÇÃO DOS ANIMAIS
APREENDIDOS
• LIBERTADOS EM HABITAT NATURAL
• ENTREGUES EM JARDINS ZOOLÓGICOS
OU ASSEMELHADOS
• CONFIADOS A FIEL DEPOSITÁRIO, NA
IMPOSSIBILIDADE DAS DUAS
ANTERIORES ALTERNATIVAS
• Art. 2º, § 6º, II
DESTINAÇÃO DOS PRODUTOS E
SUBPRODUTOS PERECÍVEIS

• APÓS AVALIADOS (FOTOGRADOS,


ETC) SERÃO DOADOS A
INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS,
HOSPITALARES, PENAIS , MILITARES,
PÚBLICAS E OUTRAS COM FINS
BENEFICENTES, BEM COMO ÀS
COMUNIDADES CARENTES,
MEDIANTE TERMO (ART. 2º, §6º, III)
PRODUTOS E SUBPRODUTOS DA
FAUNA NÃO PERECÍVEIS

• SERÃO DESTRUÍDOS OU DOADOS


PARA INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS,
CULTURAIS OU EDUCACIONAIS –
ART. 2º, § 6º, III
• EX.: PELE, DENTES, COURO, CASCO,
PENAS, BICO, ETC
DESTINOS DE EQUIPAMENTOS,
PETRECHOS APREENDIDOS

• VENDIDOS PELO ÓRGÃO AMBIENTAL


APREENSOR, GARANTIDA A SUA
DESCARACTERIZAÇÃO POR MEIO DA
RECICLAGEM – ART. 2º, § 6º, V
• SE FOR DE UTILIDADE DO ÓRGÃO
AMBIENTAL OU DE ENTIDADE
CIENTÍFICA, CULTURAL OU
EDUCACIONAIS, BEM COMO MILITARES,
PENAIS, ETC., PODERÃO SER DOADOS
PARA ESTAS INSTITUIÇÕES, APÓS PRÉVIA
AVALIAÇÃO
DESTINAÇÃO DE
SUBSTÂNCIAS OU PRODUTOS
TÓXICOS

• TERÃO A DESTINAÇÃO QUE O


ÓRGÃO AMBIENTAL DETERMINAR
APÓS ANÁLISE DE RISCO, SENDO
QUE AS DESPESAS PARA REMOÇÃO,
ETC. CORREM POR CONTA DO
INFRATOR – ART. 2º, § 6º, VII
VEÍCULOS E EMBARCAÇÕES
• UTILIZADOS NA PRÁTICA DA
INFRAÇÃO – SERÃO APREENDIDOS E
LIBERADOS PARA OS PROPRIETÁRIOS
SOMENTE APÓS O PAGAMENTO DA
MULTA, OFERECIMENTO DE DEFESA OU
IMPUGNAÇÃO – ART. 2º, § 6º, VIII
SANÇÕES PREVISTAS PARA
PUNIR A INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA

• 6) SUSPENSÃO DE VENDA E FABRICAÇÃO


DO PRODUTO
• 7) EMBARGO DE OBRA OU ATIVIDADE
• 9) SUSPENSÃO PARCIAL OU TOTAL DE
ATIVIDADES
• Aplicáveis quando o produto, a obra, a atividade
ou o estabelecimento não estiverem obedecendo às
determinações legais ou regulamentares. Art. 2º,
§7º do Dec. 3179
SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS
INFRAÇÕES
ADMINISTRATIVAS

• 8) DEMOLIÇÃO DE OBRA
• MEDIDA DE COMPETÊNCIA DA
AUTORIDADE DO ÓRGÃO
AMBIENTAL INTEGRANTE DO
SISNAMA, A PARTIR DA
CONSTATAÇÃO DA GRAVIDADE DO
DANO DECORRENTE DA INFRAÇÃO.
SANÇÕES PREVISTAS PARA
PUNIR A INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA

• 10) RESTRITIVA DE DIREITOS:


• SUSPENSÃO ou CANCELAMENTO DE
REGISTRO, LICENÇA OU
AUTORIZAÇÃO
• PERDA OU RESTRIÇÃO DE
INCENTIVOS FISCAIS
SANÇÕES RESTRITIVAS DE
DIREITOS – Art. 2º, § 9º

• PERDA OU SUSPENSÃO DA
PARTICIPAÇÃO EM LINHAS DE
FINANCIAMENTO DE CRÉDITO
OFICIAL
• PROIBIÇÃO DE CONTRATAR COM A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PELO
PERÍODO DE ATÉ TRÊS ANOS
SANÇÕES PREVISTAS PARA A
PRÁTICA DA INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA

• 11) REPARAÇÃO DOS DANOS


• Independentemente da existência de culpa é
o infrator obrigado à reparação do dano
causado ao meio ambiente, afetado por sua
atividade – Art. 2º, § 10
PROCESSO ADMINISTRATIVO
AMBIENTAL

• É O INSTRUMENTO QUE O ESTADO DEVE


UTILIZAR PARA EXERCER O PODER DE
POLÍCIA AMBIENTAL
• É A GARANTIA QUE A SOCIEDADE E O
CIDADÃO CONTRA O ABUSO E
ARBITRARIEDADE DO ESTADO
• É O ESPAÇO PRÓPRIO PARA O
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA
PRINCÍPIOS E REGRAS

• DECORREM DO PRINCÍPIO MAIOR DO


DEVIDO PROCESSO LEGAL
• PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS –
ampla defesa e contraditório
• REGRAS INFRA-CONSTITUCIONAIS
QUEM RESPONDE PELA
INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA?

• O INFRATOR, PESSOA FÍSICA OU


JURÍDICA, A PARTIR DA AUTUAÇÃO
DO ÓRGÃO AMBIENTAL ATÉ O
JULGAMENTO DO ÚLTIMO RECURSO,
ATRAVÉS DO CHAMADO PROCESSO
ADMINISTRATIVO AMBIENTAL
QUEM PODE AUTUAR?
• ART. 70, § 1º
• SÃO AUTORIDADES COMPETENTES PARA
LAVRAR O AUTO DE INFRAÇÃO AMBIENTAL
E INSTAURAR O PROCESSO ADMINISTRATIVO
OS FUNCIONÁRIOS DE ÓRGÃOS AMBIENTAIS
INTEGRANTES DO SISNAMA, DESIGNADOS
PARA AS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO
QUEM PODE DENUNCIAR?
• ART. 70, § 2º
• QUALQUER PESSOA
COMO DEVE SER APURADA A
INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA?

• EM PROCESSO ADMINISTRATIVO PRÓPRIO,


ASSEGURADO O DIREITO DE AMPLA
DEFESA E CONTRADITÓRIO
• FUNCIONÁRIO QUE ASSIM NÃO AGIR SE
TORNA CO-RESPONSÁVEL PELA INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA, CONFORME ART. 70 E
PARÁGRAFOS
COMO INICIA O PROCESSO
ADM. POR INFRAÇÃO
AMBIENTAL?

• Pelo auto de infração regularmente lavrado por


autoridade competente, com perfeita identificação
do autuado, da infração (capitulação), dia, hora,
local, testemunhas, coleta de material etc.
QUAL O PRAZO PARA DEFESA
OU IMPUGNAÇÃO DO AUTO
DE INFRAÇÃO?

• 20 DIAS - ART. 71, INCISO I


• CONTADOS DA DATA DA CIÊNCIA DA
AUTUAÇÃO
QUAL O PRAZO PARA JULGAR
O AUTO DE INFRAÇÃO?

• 30 DIAS, CONTADOS DA DATA DE SUA


LAVRATURA, APRESENTADA OU NÃO
A DEFESA OU IMPUGNAÇÃO
• ART. 71, II
QUAL O PRAZO PARA
RECORRER DA DECISÃO?

• 20 dias, a contar da notificação


• instância superior do SISNAMA
• Art. 71, III
QUAL O PRAZO PARA
RECOLHER A MULTA?

• 5 DIAS, A CONTAR DO RECEBIMENTO


DA NOTIFICAÇÃO, CONF. ART. 71, IV
SUSPENSÃO DA MULTA
• ART. 60 DO DECRETO 3.179 PERMITE
SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DA
MULTA MEDIANTE TERMO DE
COMPROMISSO DO INFRATOR
OBRIGANDO-SE A ADOTAR MEDIDAS
ESPECÍFICAS PARA FAZER CESSAR OU
CORRIGIR A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
REDUÇÃO DA MULTA
• CUMPRIDAS INTEGRALMENTE AS
OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS NO TERMO
DE COMPROMISSO A MULTA SERÁ
REDUZIDA EM 90% DO VALOR
ATUALIZADO (§ 3º DO ART. 60)
• NÃO CUMPRIDO O TERMO DE
COMPROMISSO A MULTA SERÁ EXIGIDA
PROPORCIONALMENTE
CLASSES DE INFRAÇÕES
ADMINISTRATIVAS
• CONTRA A FAUNA
• CONTRA A FLORA
• POLUIÇÃO E OUTRAS INFRAÇÕES
AMBIENTAIS
• CONTRA O ORDENAMENTO URBANO E
O PATRIMÔNIO CULTURAL
• CONTRA A ADMINISTRAÇÃO
AMBIENTAL
INFRAÇÕES CONTRA FAUNA
• Art. 11. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar
espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota
migratória, sem a devida permissão, licença ou
autorização da autoridade competente, ou em
desacordo com a obtida:
MULTA DE 500,00 (quinhentos reais), por unidade
com acréscimo por exemplar excedente de:
INFRAÇÕES CONTRA FAUNA
• I - R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por unidade de
espécie constante da lista oficial de fauna brasileira
ameaçada de extinção e do Anexo I da Comércio
Internacional das Espécies da Flora e Fauna
Selvagens em Perigo de Extinção-CITES; e
• II - R$ 3.000,00 (três mil reais), por unidade de
espécie constante da lista oficial de fauna brasileira
ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
INFRAÇÕES CONTRA FLORA
• Art. 25. Destruir ou danificar floresta
considerada de preservação permanente,
mesmo que em formação, ou utilizá-la com
infringência das normas de proteção:
• Multa de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos
reais) a R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), por
hectare ou fração.
POLUIÇÃO E OUTRAS
INFRAÇÕES
• Art. 41. Causar poluição de qualquer natureza em
níveis tais que resultem ou possam resultar em danos
à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de
animais ou a destruição significativa da flora:

• Multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$


50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais), ou multa
diária.
INFRAÇÕES CONTRA O
ORDENAMENTO URBANO E O
PATRIMÔNIO CULTURAL
• Art. 49. Destruir, inutilizar ou deteriorar:
• I - bem especialmente protegido por lei, ato
administrativo ou decisão judicial; ou
• II - arquivo, registro, museu, biblioteca,
pinacoteca, instalação científica ou similar
protegido por lei, ato administrativo ou decisão
judicial:
• Multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a R$
500.000,00 (quinhentos mil reais).
INFRAÇÕES CONTRA A
ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL

• Art. 59. Deixar, o fabricante, de cumprir os


requisitos de garantia ao atendimento dos limites
vigentes de emissão de poluentes atmosféricos e de
ruído, durante os prazos e quilometragens previstos
em normas específicas, bem como deixar de
fornecer aos usuários todas as orientações sobre a
correta utilização e manutenção de veículos ou
motores:
• Multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) a R$
1.000.000,00 (um milhão de reais).
RESPONSABILIDADE
CRIMINAL

• DECORRE DA PRÁTICA DE INFRAÇÃO


PENAL CONTRA O MEIO AMBIENTE,
QUE SÃO AS CONDUTAS LESIVAS
QUE O LEGISLADOR CLASSIFICA
COMO AS MAIS GRAVES, DESCRITAS
NA LEI Nº 9605, DE 12 DE FEVEREIRO
DE 1998 E OUTROS DIPLOMAS
RESPONSABILIDADE
CRIMINAL

• Deve haver culpa ou dolo


• Sujeito ativo= pessoa física ou jurídica
• Condicionantes para a pessoa jurídica:
1) infração cometida em seu interesse ou
benefício;
2) por decisão do seu representante legal ou
contratual
A NOVA LEI DE CRIMES
AMBIENTAIS
• ANTES • DEPOIS
• Leis esparsas, de difícil • Consolidação, com
aplicação penas uniformes e
graduadas
• Pessoa jurídica não era
• Pessoa jurídica responde
responsabilizada por crime
• Não era possível a • Pode ser decretada
liquidação de pessoa liquidação forçosa, com
jurídica perda do patrimônio
NOVA LEI DE CRIMES
AMBIENTAIS
• Reparação do dano não • Recuperação ambiental
repercutia na esfera pode até extinguir a
criminal punibilidade
• Não era possível aplicar • Agora é possível aplicar
diretamente pena
diretamente pena restritiva ou multa
restritiva de direito ou
• Até quatro anos pode
multa substituir a prisão
• Penas alternativas só até
dois anos
INOVAÇÕES DA LEI 9.605
• A destinação dos • Define-se com precisão
produtos e instrumentos o destino de produtos e
da infração não era bem instrumentos utilizados
definida • Deixa de ser
• Os crimes contra a inafiançável e não é
fauna eram punido quando o motivo
inafiançáveis for saciar fome
INOVAÇÕES DA LEI 9.605
• Maus tratos contra • Além dos maus tratos, o
animais domésticos era abuso contra qualquer
contravenção animal passar a ser
crime
• Não havia disciplina
• Experiências dolorosas
clara para pesquisa ou cruéis com animais
realizadas com animais vivos passa a ser crime,
ainda que para fins
didáticos ou científico
INOVAÇÕES DA LEI 9.605
• Pichar e grafitar não • Pichar, grafitar ou de
estava definido como qualquer forma
crime conspurcar passa a ser
crime
• Soltar balões não era
• Fabricar, vender,
punido de forma clara transportar ou soltar
• Destruir ou danificar balões é crime
plantas de ornamentação • Agora é crime destruir,
era contravenção causar dano e maltratar
plantas
INOVAÇÕES DA LEI 9.605
• O livre acesso às praias • Quem dificultar ou
era garantido, mas sem impedir o uso público
prever punição criminal das praias fica sujeito a
• Desmatamentos ilegais até 05 anos prisão
eram considerados • Desmatamento não
contravenções autorizado passar a ser
crime
INOVAÇÕES DA LEI 9.605
• Comercializar, • Comprar, vender,
transportar e armazenar transportar produtos
produtos florestais era florestais sem licença
apenas contravenção passa a ser crime
• Conduta irresponsável • Funcionário que fizer
de funcionário de órgão afirmação falsa ou
ambiental não era enganosa, omitir a
punida de forma clara e verdade, sonegar
precisa informações ou dados é
punido até 3 anos
INOVAÇÕES DA LEI 9.605
• MULTAS ERAM • MULTAS SÃO TODAS
FIXADAS EM EM R$, E COM
INSTRUMENTOS VALORES CLAROS
PASSÍVEIS DE QUE VÃO DE 50 A
CONTESTAÇÃO 50.000.000 E COM
JUDICIAL E COM PREVISÃO NA LEI E
PARÂMETROS NÃO MAIS EM
VARIADOS, COMO PORTARIAS,
OTN, ORTN, VR. INSTRUÇÕES, ETC
QUANTOS E QUAIS SÃO OS CRIMES
CONTRA O MEIO AMBIENTE?
• A NOVA LEI DE CRIMES AMBIENTAIS
COMEÇA A DESCREVER OS TIPOS PENAIS NO
ART. 29 E TERMINA NO ART. 69 (40 CRIMES),
QUE SE DESDOBRAM EM DIFERENTES
FORMAS QUALIFICADAS, AGRAVADAS E
ATENUADAS, FORMAS CULPOSAS E
DOLOSAS, ULTRAPASSANDO MEIA CENTENA,
SEM CONTAR ALGUNS CRIMES QUE ESTÃO
PREVISTOS EM LEIS ANTERIORES E QUE NÃO
FORAM REVOGODOS PELA LEI NOVA
(CRIMES CONTRA OS CETÁCEOS E OUTROS)
QUAIS SÃO E COMO ESTÃO
CLASSIFICADOS OS CRIMES
• ESTÃO CLASSIFICADOS EM CINCO
CATEGORIAS:
• 1) CONTRA A FAUNA
• 2) CONTRA A FLORA
• 3) DE POLUIÇÃO
• 4) CONTRA O ORDENAMENTO URBANO E O
PATRIMÔNIO CULTURAL
• 5) CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL
QUAIS SÃO AS SANÇÕES
APLICÁVEIS PARA QUEM
COMETE CRIME AMBIENTAL

• PRIVATIVA DE LIBERDADE :
• a) DETENÇÃO
• b) RECLUSÃO
• MULTA – de um a trezentos e sessenta dias
multa aplicada pela Justiça Criminal
QUAIS SÃO AS SANÇÕES
APLICÁVEIS PARA QUEM
COMETE CRIME AMBIENTAL

• RESTRITIVAS DE DIREITOS:
• a) prestação de serviços à comunidade;
• b) interdição temporária de direitos;
• c) suspensão total ou parcial das atividades;
• d) prestação pecuniária;
• e) recolhimento domiciliar.
RESPONSABILIDADE CIVIL
• TODO AQUELE QUE CAUSA PREJUÍZO À
SOCIEDADE FICA OBRIGADO A
REPARAR O DANO OU INDENIZAR A
VÍTIMA (SOCIEDADE) QUANDO NÃO
SEJA POSSÍVEL TOTAL OU
PARCIALMENTE REPOR O PATRIMÔNIO
AMBIENTAL AO ESTADO ANTERIOR.
RESPONSABILIDADE CIVIL
AMBIENTAL

• SUBJETIVA – CÓDIGO CIVIL


BRASILEIRO 1916 – DIREITO DE
VIZINHANÇA (ATÉ 1981)
• OBJETIVA – A PARTIR DA LEI 6.938/81,
ART. 14
INTERESSE DE AGIR

• INDIVIDUAL – NA PERSPECTIVA DO
DIREITO CIVIL CLÁSSICO
• TRANSINDIVIDUAL – A PARTIR DA
ACEITAÇÃO DA TUTELA JURÍDICA
DOS INTERESSES DA SOCIEDADE –
INTERESSE SOCIAL X INTERESSE
PÚBLICO X INTERESSE PRIVADO
LEGITIMIDADE CLÁSSICA

• INDIVÍDUO OU GRUPO DE
INDIVÍDUOS (LITISCONSÓRCIO)
• CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
• AÇÃO INDIVIDUAL
LEGITIMIDADE ATUAL
• AÇÃO CIVIL PÚBLICA
• SOCIEDADE EM JUÍZO
• POSSIBILIDADE DA SOCIEDADE BUSCAR EM
JUÍZO A SATISFAÇÃO DE INTERESSES
PRÓPRIOS
• VALORIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO SOCIAL
• NOVO PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
O ADVENTO DA LEI DA AÇÃO
CIVIL PÚBLICA
• LEI Nº 7.347 DE 24.07.1985 - DOU
25.07.1985
• Disciplina a Ação Civil Pública de
Responsabilidade por Danos Causados ao
Meio Ambiente, ao Consumidor, a Bens e
Direitos de Valor Artístico, Estético, Histórico,
Turístico e Paisagístico (Vetado) e dá outras
providências.
LEI DE PROTEÇÃO DOS
INTERESSES DIFUSOS

• Art. 1º Regem-se pelas disposições


desta Lei, sem prejuízo da ação
popular, as ações de responsabilidade
por danos morais e patrimoniais
causados:
• "Caput" com redação dada pela Lei nº
8.884, de 11.06.1994
BENS E INTERESSES
TUTELADOS
• I - ao meio ambiente;
• II - ao consumidor;
• III - a bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico e paisagístico;
• Vide Lei nº 10.257, de 10.07.2001, DOU de
11.07.2001.
BENS E INTERESSES
TUTELADOS
• IV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo;
• Inciso IV acrescido pela Lei nº 8.078, de 11.09.1990,
DOU de 12.09.1990, em vigor cento e oitenta dias
após sua publicação.
• V - por infração da ordem econômica e da economia
popular;
• Inciso V com redação dada pela Medida Provisória nº
2.180-35, de 24.08.2001, DOU de 27.08.2001, em
vigor desde sua publicação.
• VI - à ordem urbanística.
HIPÓTESES DE INCABIMENTO
• Parágrafo único. Não será cabível ação civil pública
para veicular pretensões que envolvam tributos,
contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço - FGTS ou outros fundos de
natureza institucional cujos beneficiários podem ser
individualmente determinados.
• Parágrafo único com redação dada pela Medida
Provisória nº 2.180-35, de 24.08.2001, DOU de
27.08.2001, em vigor desde sua publicação.
FORO DO LOCAL DO DANO
• Art. 2º As ações previstas nesta Lei serão
propostas no foro do local onde ocorrer o
dano, cujo juízo terá competência funcional
para processar e julgar a causa.
• Parágrafo único. A propositura da ação
prevenirá a jurisdição do juízo para todas as
ações posteriormente intentadas que possuam a
mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.
OBJETO DA A.C.P.

• Art. 3º A ação civil poderá ter por


objeto a condenação em dinheiro ou o
cumprimento de obrigação de fazer ou
não fazer.
LEGITIMIDADE
• Art. 5º A ação principal e a cautelar poderão ser
propostas pelo Ministério Público, pela União,
pelos Estados e Municípios. Poderão também ser
propostas por autarquia, empresa pública,
fundação, sociedade de economia mista ou por
associação que:
• I - esteja constituída há pelo menos um ano, nos
termos da lei civil;
• II - inclua, entre suas finalidades institucionais a
proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à
ordem econômica, à livre concorrência, ou ao
patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e
paisagístico;
INTERVENÇÃO OBRIGATÓRIA
DO MINISTÉRIO PÚBLICO

• O MINISTÉRIO PÚBLICO, SE NÃO


INTERVIER NO PROCESSO COMO
PARTE,ATUARÁ OBRIGATORIAMENTE
COMO FISCAL DA LEI.
DESISTÊNCIA
• EM CASO DE DESISTÊNCIA INFUNDADA
OU ABANDONO DA AÇÃO POR
ASSOCIAÇÃO LEGITIMADA, O
MINISTÉRIO PÚBLICO OU OUTRO
LEGITIMADO ASSUMIRÁ A
TITULARIDADE ATIVA.
LITISCONSÓRCIO DE M.P.s

• ADMITIR-SE-Á O LITISCONSÓRCIO
FACULTATIVO ENTRE OS
MINISTÉRIOS PÚBLICOS DA UNIÃO,
DO DISTRITO FEDERAL E DOS
ESTADOS NA DEFESA DOS
INTERESSES E DIREITOS DE QUE
CUIDA ESTA LEI.
TERMO DE AJUSTAMENTO DE
CONDUTA
• OS ÓRGÃOS PÚBLICOS LEGITIMADOS
PODERÃO TOMAR DOS
INTERESSADOS COMPROMISSO DE
AJUSTAMENTO DE SUA CONDUTA ÀS
EXIGÊNCIAS LEGAIS, MEDIANTE
COMINAÇÕES, QUE TERÁ EFICÁCIA
DE TÍTULO EXECUTIVO
EXTRAJUDICIAL.
INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO
• O MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ
INSTAURAR, SOB SUA PRESIDÊNCIA,
INQUÉRITO CIVIL, OU REQUISITAR, DE
QUALQUER ORGANISMO PÚBLICO OU
PARTICULAR, CERTIDÕES,
INFORMAÇÕES, EXAMES OU PERÍCIAS,
NO PRAZO QUE ASSINALAR, O QUAL
NÃO PODERÁ SER INFERIOR A 10 (DEZ)
DIAS ÚTEIS.
PODER DE REQUISIÇÃO

• PARA INSTRUIR A INICIAL, O


INTERESSADO PODERÁ REQUERER
ÀS AUTORIDADES COMPETENTES AS
CERTIDÕES E INFORMAÇÕES QUE
JULGAR NECESSÁRIAS, A SEREM
FORNECIDAS NO PRAZO DE 15
(QUINZE) DIAS.
PROMOÇÃO DE
ARQUIVAMENTO DO I.C.P.
• SE O ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO,
ESGOTADAS TODAS AS DILIGÊNCIAS, SE
CONVENCER DA INEXISTÊNCIA DE
FUNDAMENTO PARA A PROPOSITURA DA
AÇÃO CIVIL, PROMOVERÁ O
ARQUIVAMENTO DOS AUTOS DO
INQUÉRITO CIVIL OU DAS PEÇAS
INFORMATIVAS, FAZENDO-O
FUNDAMENTADAMENTE.
HOMOLOGAÇÃO
OBRIGATÓRIA PELO C.S.M.P.

• OS AUTOS DO INQUÉRITO CIVIL OU


DAS PEÇAS DE INFORMAÇÃO
ARQUIVADAS SERÃO REMETIDOS,
SOB PENA DE SE INCORRER EM
FALTA GRAVE, NO PRAZO DE 3 (TRÊS)
DIAS, AO CONSELHO SUPERIOR DO
MINISTÉRIO PÚBLICO.
CRIME DE RECUSA DE DADOS
• Constitui crime, punido com pena de reclusão
de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa de 10
(dez) a 1.000 (mil) Obrigações do Tesouro
Nacional - OTN, a recusa, o retardamento ou a
omissão de dados técnicos indispensáveis à
propositura da ação civil, quando requisitados
pelo Ministério Público. – ART. 10
TUTELA

• CLÁSSICA – REPARATÓRIA
• NOVAS TENDÊNCIAS – INIBITÓRIA,
DE CARÁTER PREPONDERAMENTE
PREVENTIVO