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Componentes

químicos das células

Profª Marília Scopel Andrighetti


BIOQUÍMICA
PRINCIPAIS ELEMENTOS QUÍMICOS DA MATÉRIA
VIVA:

• C, H, O, N, P, S, Ca, Fe, Na, K, Cl.

•Nas células existe predominância dos compostos de


carbono, cujas propriedades químicas são mais
adequadas à vida.

• Características do “C”: pequeno raio atômico,


capacidade de fazer duplas ligações, versatilidade para
formar uma, duas, três ou quatro ligações.
BIOQUÍMICA

Constituintes da Matéria Viva:

• Inorgânicos – água e sais minerais.

• Orgânicos – proteínas, lipídios, carboidratos,

enzimas, vitaminas, ácidos nucléicos, hormônios.


LIGAÇÕES QUÍMICAS
menor partícula de um elemento que ainda
retém propriedades características do elemento.
 Átomo

 Molécula

agrupamento de átomos.
MACROMOLÉCULAS
 Polímeros formados por unidades repetitivas (monômeros)
mantidas unidas por ligações covalentes.

 Proteínas (aa), polissacarídeos (monossacarídeos), ácidos


nucléicos (nucleotídeos).

 Desempenham muitas das mais importantes funções das


células.

 Macromoléculas de diferentes tipos podem se associar


para formar complexos como as lipoproteínas,
glicoproteínas e proteoglicanas (proteínas +
polissacarídeos) e as nucleoproteínas (ác. nucléicos +
proteínas).
ÁGUA

Características:

1. molécula bipolar (H+ e O-)


2. alta tensão superficial.
3. alto ponto de ebulição.
4. elevado calor específico (grandeza física que
define a variação térmica de determinada
substância ao receber calor – caracteriza uma
substância).

.
ÁGUA
Funções:

• solvente universal
• veículo de transporte de substâncias
• reações de hidrólise
• manutenção da temperatura
estabilização de colóides* celulares.

*mistura na qual uma ou mais substâncias se encontram


uniformemente disseminadas numa outra substância, sob a forma de
pequenas partículas, formadas por agregados de moléculas. Um
sistema coloidal apresenta, assim, dois componentes: o meio
disperso e o meio dispersante.
ÁGUA
• Moléculas polares são hidrofílicas, têm afinidade
pela água (hidratos de carbono, ácidos nucléicos,
proteínas) e moléculas apolares são hidrofóbicas,
repelem a água (lipídios).

•Moléculas anfipáticas apresentam uma região


hidrofílica e outra hidrofóbica, podem associar-se
simultaneamente com a água e com compostos
hidrofóbicos.

• Pontes de hidrogênio ocorrem devido ao uso em


comum de um átomo de hidrogênio por radicais
diferentes. Ligação fraca que permite alterar, montar
e desmontar estruturas supramoleculares.
SAIS MINERAIS
Encontrados na matéria viva:

• forma iônica: dissociados na água formando


soluções intra e extracelulares.

- principais cátions: Na, K, Ca e Mg.


- principais ânions: Cl-, HCO3-, PO4-3, NO3-3 .

- Exemplo: líquidos intracelulares – alta concentração


de K+, Mg++ e PO4-3 e baixa concentração de Cl- e
HCO3-.
SAIS MINERAIS
Encontrados na matéria viva:

• forma cristalina: constituindo estruturas


esqueléticas (ossos, casca de ovos, conchas,
carapaças, espículas, etc.), unhas e chifres.

• componentes de substâncias orgânicas:


hemoglobina, clorofila, nucleotídeos, etc.
SAIS MINERAIS
Funções:
• equilíbrio osmótico, distribuição elétrica
(membrana), ativação de enzimas, formação de
estruturas esqueléticas.

Origem:
• absorção ou ingestão de alimentos.
SAIS MINERAIS
PRINCIPAIS EXEMPLOS

• cálcio – catalisador de reações – contração


muscular, regeneração de membranas celulares,
coagulação sanguínea, componente importante de
ossos e dentes. (figura)

• fósforo – formação de nucleotídeos, formação do


ATP.

• enxofre – radical prostético de muitas proteínas


celulares.
SAIS MINERAIS
PRINCIPAIS EXEMPLOS

• potássio – principal cátion do interior da célula;


contração muscular e atividade dos nervos.

• cloro – principal ânion do líquido extracelular,


manutenção do pH no balanço de líquidos do corpo.

• sódio – principal cátion do líquido extracelular,


condução do impulso nervoso.
SAIS MINERAIS
PRINCIPAIS EXEMPLOS

• cobre – componente de enzimas, essencial


para a síntese de hemoglobina.

• iodo – hormônios da tireóide (estimulantes


do organismo).

• cobalto – vitamina B12, produção de


hemáceas.
SAIS MINERAIS
PRINCIPAIS EXEMPLOS

• manganês – ativador enzimático.

• magnésio – ativador enzimático, funcionamento de


nervos e músculos, presente na clorofila. (figura)

• ferro – hemoglobina, mioglobina, enzimas


respiratórias, respiração celular.
SAIS MINERAIS
PRINCIPAIS EXEMPLOS

• flúor – ossos e dentes, protege contra cáries.


(figura)

• zinco – formação de enzimas.


GLICÍDIOS, CARBOIDRATOS, HIDRATOS
DE CARBONO OU AÇÚCARES

Polissacarídeos são polímeros de


monossacarídeos formados pelos grupos
químicos:

• Aldeído – CHO
• Cetona - C = O
GLICÍDIOS, CARBOIDRATOS, HIDRATOS
DE CARBONO OU AÇÚCARES

Classificação:
• Monossacarídeos – mais simples, menor peso
molecular e solúveis em água, fórmula geral (CH2O)n.

Podem ter:
3C – trioses.
4C – tetroses.
5C – pentoses (ribose e desoxirribose).
6C – hexoses (glicose, frutose, galactose).
7C – heptoses.
Classificação:
• Oligossacarídeos – os principais são os:

• dissacarídeos – resultam da ligação de dois


monossacarídeos através de uma ligação glicosídica.
Fórmula geral: Cn (H2O)n-1.

-Sacarose – glicose + frutose; em muitos vegetais;


abundante na cana-de-açúcar e na beterraba; papel
energético.

-Lactose – glicose + galactose; encontrado no leite,


papel energético.

- Maltose – glicose + glicose; em alguns vegetais,


resultado parcial da digestão do amido nos animais;
papel energético.
GLICÍDIOS, CARBOIDRATOS, HIDRATOS
DE CARBONO OU AÇÚCARES

Classificação:

• Polissacarídeos – macromoléculas resultantes da


união de muitos monossacarídeos (glicose); fórmula
geral: (C6H10O5)n.
Classificação:

-De reserva: Amido - (mais de 1400 resíduos de


glicose) , em raízes, caules e folhas; forma de
armazenagem do excesso de glicose produzida na
fotossíntese ; Glicogênio – (mais de 30000 resíduos
de glicose), no fígado e nos músculos; reserva
energética dos animais.

- Estruturais – Celulose – (mais de 4000 resíduos de


glicose), componente esquelético da parede das
células vegetais (reforço); carboidrato mais
abundante da natureza; Quitina – exoesqueleto dos
artrópodos.
LIPÍDIOS
Ésteres de ácidos graxos e álcool.
LIPÍDIOS
• Funções:

- estrutural (plástica).
– formação de membranas.
- energética – reserva de energia.
- hormonal – hormônios sexuais.
- isolante elétrico – bainha de mielina.
- isolante térmico – contra a perda de calor.
- impermeabilização de superfícies.
LIPÍDIOS
Classificação :
LIPÍDIOS SIMPLES

Glicolipídios – glicídio + glicerol + ác.graxo.


Funções: reserva energética de animais e vegetais.
(a) gorduras – sólidas em temperatura ambiente,
principalmente de origem animal (isolante
térmico).
(b) óleos – líquidos em temperatura ambiente;
principalmente de origem vegetal.
glicerol
LIPÍDIOS
Classificação :
LIPÍDIOS SIMPLES

• Cerebrosídeos – (ceras) esfingosina + glicídios;


impermeabilizante de superfícies (folhas e frutos e
axônio).

• Esteróides – com colesterol. Ex.: hormônios


sexuais.

Colesterol: composto que possui núcleo cíclico +


hidroxila de cadeia alifática.
LIPÍDIOS
COLESTEROL
LIPÍDIOS
• Colesterol está presente nas
membranas plasmáticas das células
animais reduzindo a fluidez destas, por
isso estão em menor quantidade nas
membranas da mitocôndria e dos
retículos endoplasmáticos.

• Células vegetais não possuem


colesterol que é substituído por
fitoesteróides.
LIPÍDIOS
COLESTEROL
O colesterol, no sangue, circula ligado a certas
proteínas:

• HDL (High Density Lipoprotein) – proteína de alta


densidade, conhecido como bom colesterol (retira e
elimina a gordura das células). Transporta o
colesterol das artérias para o fígado, onde é
inativado.

• LDL (Low Density Lipoprotein) – proteína de baixa


densidade; conhecido como mau colesterol (faz
retornar a gordura para o sangue).
LIPÍDIOS
HORMÔNIOS
ESTERÓIDES
LIPÍDIOS
Classificação :
LIPÍDIOS COMPLEXOS

• Formados por ácidos graxos, álcool e um outro


componente.

• Ex.: fosfolipídios – principal componente das


membranas celulares (esfingomielina).
LIPÍDIOS
● Interação das porções hidrofóbicas das
proteínas com os lipídios estabelecem a
estrutura das membranas celulares.

● Interação hidrofóbica no transporte de


lipídios no plasma: esteróides circulam
presos a região hidrofóbica da albumina.
PROTEÍNAS
São polímeros cujos monômeros são os aminoácidos.
PROTEÍNAS
 Ligação peptídica – ligação entre dois
aminoácidos; ocorre liberação de uma molécula
de água (reação por desidratação).

Tipos de aminoácidos:

naturais – produzidos pelo próprio organismo.

essenciais – não produzidos pelo organismo;


ingestão obrigatória através da alimentação.
Ligação peptídica
PROTEÍNAS
• Funções:

- estrutural.
- hormonal.
- defesa (anticorpos).
- energética.
- biocatalisadora (enzimas).
- movimento (actina e miosina).
- resistência (colágeno).
PROTEÍNAS
Estrutura: O número e a sequência dos aa em uma cadeia
polipeptídica determinam sua estrutura.

• primária – sequência linear dos aminoácidos na proteína.

• secundária – trajetória helicoidal da molécula proteica


(pontes de hidrogênio entre aa da mesma cadeia).

• terciária – dobras em diferentes pontos da molécula


proteica dando um aspecto esférico.

• quaternária – associação de diversas estruturas


terciárias; formam as moléculas proteicas mais
complexas.
PROTEÍNAS
Classificação:

• simples – formadas apenas por aminoácidos. Ex.:


histonas, albuminas, globulinas.

• conjugadas – formadas por aminoácidos mais um


radical não proteico (grupo prostético) .
• Ex.: nucleoproteínas (AA + ácidos nucleicos),
lipoproteínas (AA + lipídio), glicoproteínas (AA +
carboidrato).
PROTEÍNAS
Chaperonas = unem cadeias polipeptídicas
novas formando moléculas complexas.

Desfazem as agregações defeituosas


promovendo eliminação (hidrólise).
PROTEÍNAS
DESNATURAÇÃO PROTÉICA

Alteração da estrutura espacial de uma proteína –


pode ser motivada por fatores químicos ou físicos
(o frio desnatura de forma reversível, enquanto o
calor de forma irreversível).
ENZIMAS
• São proteínas biocatalisadoras.

• Ação : diminuem a energia de ativação.

• Energia de ativação: energia necessária para


iniciar uma reação química.

•É através delas que o DNA comanda todo o


metabolismo celular. São os efetores da
informação genética.
ENZIMAS
Classificação:

• simples – formadas apenas por aminoácidos.

• conjugadas – formadas por uma parte proteica


(apoenzima = enzima inativa) e um radical prostético
(coenzima = molécula; co-fator = íon metálico) ,
formando assim uma holoenzima.
- Muitos hormônios e vitaminas funcionam como
coenzimas.

Nomenclatura – acrescenta-se ao substrato ou à


reação catalisada o sufixo ASE.
ENZIMAS
Características :
• ação proporcional à temperatura – a velocidade da
reação enzimática aumenta com a elevação da
temperatura; o ponto ótimo para a maioria das enzimas
varia em torno de 37ºC a 40ºC. Em temperaturas mais
elevadas a enzima sofre desnaturação.

• ação específica – cada enzima atua especificamente


sobre determinado substrato (substância que sofre a
ação enzimática).

• modelo chave-fechadura – a molécula do substrato


encaixa no centro ativo da enzima.
• Funcionamento: E + S  E-S  P + E
ENZIMAS
temperatura
ENZIMAS
Características :

• Reversibilidade da reação – a mesma enzima pode ser


usada tanto para a síntese quanto para a quebra da
substância.

• Ação em pH específico – cada enzima possui um pH


específico em que apresenta atividade máxima.

• Ação proporcional à concentração do substrato –


aumentando a concentração do substrato, aumenta-se a
velocidade da reação enzimática, até um patamar
máximo onde há a estabilização da mesma.
ENZIMAS
Concentração do Substrato
ENZIMAS
 A atividade enzimática pode ser inibida de
diversas maneiras. A inibição pode ser
competitiva ou não-competitiva.

 Fatores que podem afetar a ação da enzima:


temperatura, concentração do substrato e
presença de ativadores ou inibidores que alteram
a velocidade de atuação da enzima.
ENZIMAS
 Inibição competitiva: quando uma molécula
muito parecida com a do substrato da enzima se
fixa nos centros ativos da molécula enzimática.
Quanto maior a concentração do substrato, menor
será a probabilidade de o inibidor chocar-se com a
enzima e ocupar seus centros ativos.

 Inibição não-competitiva: combinação reversível


de metais pesados com os grupos SH (tiol) da
enzima. Isso altera a forma tridimensional da
enzima e impede sua atividade.
ENZIMAS
 Regulação alostérica: o efetor (subst. inibidora)
combina-se com a enzima em um local diferente
do centro ativo (centro alostérico), ocorre uma
modificação na conformação tridimensional da
enzima, com alteração do centro ativo, cuja
atividade catalítica é inibida.

 Isoenzimas: enzimas de uma espécie animal que


atacam o mesmo substrato mas que exibem
diferenças na atividade, no pH ótimo de ação na
cadeia polipeptídica.
VITAMINAS
Classificação
As vitaminas estão classificadas em dois grandes
grupos em função de sua solubilidade:

• hidrossolúveis – complexo B e C.

• lipossolúveis – A, D, E e K.
VITAMINAS
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

Características:
• encontradas, normalmente, em alimentos de origem
vegetal.
• devem ser ingeridas regularmente, pois o organismo
não armazena.
• o excesso é excretado pela urina, por isso, com
toxidade limitada.
• normalmente atuam como coenzimas, agindo no
metabolismo energético do organismo.
• as vitaminas do complexo B são facilmente
destruídas com o cozimento.
VITAMINAS
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS

Características:

• Absorvidas com outros lipídios e na dependência da


presença da bile e do suco pancreático.
• Armazenadas em tecidos orgânicos.
• Normalmente, não são excretadas pela urina.
Vitaminas Fontes principais Carência
A (retinol) Vegetais verdes e Xeroftalmia (cegueira total por
amarelos; óleos de ressecamento da córnea), pele seca
fígado de peixes; gema e escamosa, queda imunológica,
de ovo; leite. hemeralopia (cegueira noturna).

B1 (Tiamina) Cereais não Beribéri (fraqueza e inflamação dos


beneficiados, legumes, nervos, neurite), insuficiência
nozes, fígado bovino cardíaca, distúrbio mental.
Absorção prejudicada pelo
consumo de álcool, açúcar, café,
chá e pela deficiência de ácido
fólico.
Atua na formação da Aco-A.

B2 (Riboflavina) Leite, ovos, queijo, Deficiência visual (fotofobia),


hortaliças rachaduras na pele.

B6 (Piridoxina) Cereais não Anemia, dermatite, convulsões.


beneficiados, fígado
bovino, gema de ovo

B12 (Cianocobalamina) Fígado bovino, peixes, Anemia perniciosa (hemáceas


ostras, carnes, leite, malformadas), lesões do sistema
ovos nervoso.
Principal dificuldade das dietas
exclusivamente vegetarianas.
H – Biotina Produzida pelas bactérias da Fadiga, depressão, náuseas,
flora intestinal, levedura, lesões cutâneas.
leite, cereais, fígado bovino

B3 – PP (Niacina ou nicotinamida) Carne, peixes, cereais, Pelagra (diarréia e lesões


levedura cutâneas). Doença dos 4Ds
(diarréia, dermatite, demência e
morte – “death”)

B9 - Ácido fólico Fígado bovino, levedura, Anemia.


germe de trigo, hortaliças

B5 - Ácido pantotênico Carne, ovos, leveduras, Lesões do sistema digestório e


cereais, nozes, legumes nervoso.
Queimação plantar (síndrome
dos pés ardentes).

C (Ácido ascórbico) Frutos citrícos, tomate, Escorbuto (hemorragias


acerola, batata, hortaliças internas, edemas nas
articulações), gengivite,
hemorragias nasais.

D (Calciferol) – pode ser tratada como Produzida pela pele sob ação Raquitismo (encurvamento dos
hormônio esteróide. da radiação solar, óleo de ossos por deficiência de
fígado de peixes, gema de cálcio), fraqueza óssea,
ovo anomalias na dentição.

E (Alfatocoferol) Óleos vegetais, cereais, Anemia , esterilidade em


vegetais verdes, fígado alguns animais.
bovino

K (naftoquinona) Vegetais verdes, produzida Ausência ou dificuldade de


por bactérias da flora coagulação sangüínea.
intestinal
ÁCIDOS NUCLÉICOS

Tipos:
• DNA e RNA;

• Constituição: formados pela união de nucleotídeos


(são polinucleotídeos).

• Nucleotídeo: fosfato + pentose + base nitrogenada.

• Nucleosídeo: pentose + base nitrogenada.


Nucleotídeo
ÁCIDOS NUCLÉICOS

• Pentose: ribose (RNA) e desoxirribose (DNA).

• Bases nitrogenadas – púricas: Adenina (A) e Guanina


(G);
• pirimídicas: Citosina (C), Timina (T) e Uracila (U).

• Timina: exclusiva do DNA.

• Uracila: exclusiva do RNA.


BASES NITROGENADAS
DNA

• Estrutura: modelo proposto por Watson e Crick em


1953 – dupla hélice enrolada em espiral.

• Ligação entre as bases: A  T e G  C.



• pentose: desoxirribose.

• grupamento fosfato ligado ao carbono 5 da pentose (


ligações 5’).

• Características: dupla-hélice, diâmetro constante,


enrola da direita para a esquerda, fitas antiparalelas
(ligações 3’5’ e 5’3’);
DNA
DNA – Funções
1. material informacional genético;
2.controla os processos básicos do metabolismo
celular (RNA),
3.síntese de macromoléculas juntamente com o RNA;
4.diferenciação celular;
5.transmissão do patrimônio genético de uma célula
para suas descendentes;
6.expresso através das proteínas como fenótipo
(características do indivíduo).

• Nos cromossomos das células eucarióticas, o DNA


está associado a proteínas básicas, principalmente
histonas.
DNA

 Duplicação: fenômeno chamado replicação.


 Tipo de replicação: semiconservativa.
DNA

• Procedimento para duplicação:

•DNA helicase abre a dupla hélice;

•DNA polimerase catalisa a ligação de bases


complementares na sequência de bases em cada
uma das fitas antigas;

•As duas novas moléculas de DNA apresentam


uma fita antiga, a fita-molde, e uma fita nova.
ÁCIDOS NUCLÉICOS
RNA

• Origem: um modelo de DNA.

• Função: síntese protéica.

• Constituição: ácido fosfórico;


• pentose: ribose;
• bases nitrogenadas: adenina, uracila, guanina,
citosina.

• Pareamento de bases: A = U; G  C.
ÁCIDOS NUCLÉICOS

RNA

• Transcrição: fenômeno de produção do RNA a partir


de um molde de DNA.

• Enzima que catalisa a transcrição: RNA polimerase


ou transcriptase.

• Tipos de RNA: RNAm (mensageiro), RNAt


(transportador) e RNAr (ribossômico).
ÁCIDOS NUCLÉICOS
RNA

• RNAm:

- cópia do segmento de DNA que necessita ser


expresso geneticamente para produzir proteína.

-representa o código genético.

- cada 3 bases nitrogenadas = um códon.

- cada códon representa um aminoácido específico na


molécula de proteína a ser sintetizada.
ÁCIDOS NUCLÉICOS
RNA
• RNAt:

-Transfere os aa para as posições corretas nas


cadeias polipeptídicas em formação nos complexos
de ribossomos e RNAm.
-Tem aspecto de um trevo de quatro folhas;
-com quatro sítios - de reconhecimento da enzima
ativadora;
-de ligação com o aminoácido (contém as bases
CCA);
-de reconhecimento do ribossomo;
- região de reconhecimento do códon, com três
bases, formando o anticódon.
ÁCIDOS NUCLÉICOS
 RNA
RNAr
- Combinado com proteínas formando ribossomos.
- Quando presos a filamentos de RNAm, os
ribossomos formam os polirribossomos, onde
acontece a síntese de proteínas.
DNA RNA
Pentose Desoxirribose Ribose
Bases nitrogenadas Adenina, guanina, citosina e Adenina, guanina, citosina e
timina uracila
Base exclusiva Timina Uracila
Nucleotídeo Fosfato + pentose + base Fosfato + pentose + base
nitrogenada nitrogenada
Localização Núcleo, nucleóide, mitocôndrias, Núcleo e, principalmente, no
cloroplastos; vírus (bacteriófago, citoplasma; vírus (mosaico do
varíola, adenovírus, varicela, tabaco, poliomielite, febre amarela,
herpes simples) raiva, gripe, aids).

Funções Material genético: controla Síntese de proteínas


funções celulares,
transmissão de informação
genética para outras células

Tipos -RNAm
-RNAt
-RNAr

Estrutura Dupla hélice Filamento simples

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