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 Portugal é um país cada vez mais envelhecido.

 Actualmente, os idosos são o grupo etário predominante na nossa


sociedade. Apesar da esperança média de vida estar a aumentar,
as pessoas mais velhas mantêm-se saudáveis e produtivas
durante muito mais tempo.

 Uma das mudanças mais significativas da velhice é a reforma,


pois além de implicar muito mais tempo livre, implica ainda a
aceitação de novos papéis e a adaptação a uma nova realidade
física, económica e social.

 Se o idoso possuir uma pensão satisfatória, um bom estado de


saúde, não vivenciar uma situação forçada de reforma e se
encarar o dia-a-dia como um constante desafio, poderá viver esta
nova fase de uma maneira bastante satisfatória.

Fundação de Apoio aos Trabalhadores


 O envelhecimento é algo comum e indeclinável.

 Está geneticamente escrito e é influenciado por fatores ambientais


e hereditários, contudo as modificações e o desenvolvimento
físico e cognitivo não ocorrem de forma igual e segmentada em
todas as pessoas, uma vez que depende do estilo de vida que a
pessoa leve.
 A nossa sociedade tende a depreciar e até a marginalizar a
velhice, isto porque, ainda, existe um estigma negativo que
circunda a velhice, vejamos:
- Estádio da vida desgastante e cansativa;

- Fase de deterioração e regressiva;

- Falta de capacidades físicas, cognitivas e emocionais;

- Já não servem para ajudar ou trabalhar;

- Apenas dão trabalho e despesa aos mais novos (filhos,


netos, etc);

- Podiam partir, pois já cá não estão a fazer nada;


 Físicas:
Aparência física; órgãos dos sentidos e internos; músculos, ossos e
mobilidade;
 Cognitivas:
Perda de memória e aparecimento de doenças de foro psíquico,
pensamentos e receio perante a morte;
 Psicossociais:
Perda do sentido e vontade de viver, falecimento de amigos e familiares
(viuvez), sentimento de solidão e desorientação, reforma e isolamento
social.
 Doenças;

 Estilos de vida;

 Acidentes;

 Causa do ambiente;

 Causas genéticas.
 De acordo com Erikson a velhice é marcada por um olhar
retrospetivo, que faz com que, ao aproximarmo-nos do final vida
sentamos a necessidade de aquilatar o que dela fizemos, revendo
escolhas, realizações, opções e fracassos. Nesta etapa da vida a
questão que se coloca é «Teve a minha vida sentido ou
falhei?». Esta última idade ocorre frequentemente a partir dos 60
anos (8ª Idade: Integridade vs Desespero).
 A Organização Mundial da Saúde classifica cronologicamente
como idosos as pessoas com mais de 65 anos de idade em
países desenvolvidos e com mais de 60 anos de idade em países
em desenvolvimento.
 Com este trabalho interiorizámos e aprofundámos conhecimentos
sobre uma etapa do desenvolvimento humano e aprendemos
como lidar com ela.
 A velhice é comum a todos e é um processo irreversível.
 http://caminhodapsicologia.webnode.com.pt/erik-
erikson/
 http://www.slideshare.net/jocarte/psicologia-do-
desenvolvimento-velhice
 http://www.slideshare.net/ruteferreira/a-velhice-
4363970
 http://www.slideshare.net/soniamonteiro73/psicologia-
do-desenvolvimento-4363898
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Idoso
 Ideias do Senso comum face à velhice:
 Aparência Física
 Cor de Cabelo cinzenta/branca.
 Pele enrugada
(com menos elasticidade e mais fina).
 Postura curvada.

 Órgãos dos sentidos


 Défice auditivo (especialmente no homem):
redução na capacidade em distinguir vozes
e outros sons, nomeadamente num
ambiente ruidoso.
 Decrescimento na focalização de objectos.
 Ligeira instabilidade na sensibilidade ao paladar e ao olfacto.
 Músculos, ossos e mobilidade
 Diminuição do peso e tonicidade muscular .
 Diminuição da motricidade fina e aumento do tempo de
reacção.

 Órgãos internos
 Diminuição da capacidade de
funcionamento do coração:
a pressão sanguínea de e para o
coração sofre modificações.
 Alterações no sistema imunitário:
menor protecção contra
microrganismos e doenças.
 Modificações cognitivas

 A maioria das pessoas vê a velhice como uma fase de declínio


intelectual.

 Episódios de esquecimento na juventude são interpretados como um


sinal de cansaço; na velhice, um sinal de que “a sua memória está
fraca”.

 Demência, ou seja, estado de confusão, esquecimento e alterações


na personalidade irreversível. Este estado é frequente nesta fase da
vida e o seu aparecimento depende não só da idade, mas de outros
factores, tais como: doença de Alzheimer, acidentes vasculares
cerebrais (AVC), malnutrição, abuso de álcool , medicação e
depressão.
 Diversos problemas cognitivos aparecem na velhice e poderão não
ser reflexo da idade, mas de factores, tais como:

 Depressão
 Inactividade
 Efeitos secundários de medicação
 Isolamento Social
 Pobreza
 Falta de motivação
 Falta de cuidados pessoais.
 O desenvolvimento psicossocial

 O modo de vida do idoso é fortemente influenciado pelos problemas


físicos e ambientais decorrentes ao longo da velhice.

 O seu auto-conceito vai sofrendo alterações, à medida em que o idoso


perde autonomia e se torna mais dependente dos outros para a
execução das suas rotinas diárias.

 O idoso experiência vários sentimentos, ao reflectir sobre a sua


vivência: quando considera positivo o que viveu, experiência
sentimentos de integridade e satisfação; quando considera que a sua
vida se resume uma série de acontecimentos negativos, experiência
sentimentos de fracasso e desespero.
 Porque é que a sociedade não pode aceitar essas
ideias

 Existe uma ideia negativa acerca da velhice, uma vez que ela é
percepcionada como uma fase de deterioração e involução.

 Cada vez mais os idosos são vistos como um grupo repleto de défices e
incapacidades, em que as capacidades físicas, cognitivas e emocionais
vão diminuindo.

 Sem dúvida que algumas capacidades vão diminuindo, no entanto outras


(e em grande número) mantêm-se e até evoluem, sendo reversíveis.
 Esta realidade apela à intervenção
da sociedade, a nível do conhecimento
das características e processos

relacionados com a velhice,


bem como ao desenvolvimento de
estratégias de intervenção adequadas.
 “Há homens que lutam um dia e são bons; há
outros que lutam um ano e são melhores; há
aqueles que lutam muitos anos e são muito bons;
mas há os que lutam toda a vida. Estes são
imprescindíveis.”
Brecht

 FIM