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Engenharia

de
Reservatórios
Prof. Valcir Tadeu Beraldo
Reservatórios
Parte 2
Métodos Convencionais de
Recuperação Secundária
CONTEÚDO DA PARTE 2 DA ÁREA DE
RESERVATÓRIOS
1) Revisão
2) Balanço de Materiais em Reservatórios de Gás
3) Balanço de Materiais em Reservatórios com Óleo
4) Eficiência de Varrido e Deslocamento Imiscível
5) Influxo de Água
6) Declínio de Produção
7) Previsão de Comportamento Usando EBM
8) Métodos Convencionais de Recuperação
Secundária
9) Métodos Especiais de Recuperação Secundária
10)Noções de Simulação Numérica de Reservatórios
Métodos Convencionais de
Recuperação Secundária
• Recuperação Secundária
• Esquemas de Injeção
• Eficiência de um Projeto de Recuperação
Secundária
Recuperação Secundária
• A energia mecânica capaz de deslocar os fluidos
de um reservatório para dentro dos poços,
existente no momento da descoberta da jazida, é
chamada de energia primária.
• A energia primária é função dos volumes de
fluidos, pressões e temperaturas.
• Essa energia se dissipa no processo de produção,
quando os fluidos são deslocados, vencendo
resistências viscosas e capilares.
• Existem duas linhas de ação para minorar os
efeitos nocivos da redução da energia do
reservatório:
– Suplementação com energia secundária.
– Redução das resistências viscosas e/ou capilares.
• Recuperação primária é a quantidade de
hidrocarbonetos que pode ser produzida
economicamente, dispondo-se unicamente da
energia primária.
• Recuperação secundária é a quantidade adicional
de hidrocarbonetos obtida pela suplementação de
energia secundária.
• Modernamente, a recuperação secundária se
inicia junto com o início da produção, podendo
também ser chamada de manutenção de
pressão.
• A escolha do esquema de injeção deve ser feita
junto com o plano de desenvolvimento da área.
• A recuperação secundária é responsável por:
– Aumento da Eficiência de Recuperação (Fr).
– Aceleração de produção (Qo).
• Métodos usuais de recuperação secundária:
– Injeção de Água
– Injeção Imiscível de Gás.
• O sucesso da recuperação secundária depende
muito da distribuição dos poços injetores e
produtores.
• Deve-se procurar situações em que a maior
quantidade de fluido injetado permaneça no
reservatório, minimizando o volume injetado.
• Deve-se dar atenção especial para as
características particulares do reservatório como
falhas, que podem ser selantes ou condutoras,
variações de permeabilidade, corredores de alta
permeabilidade, estratificações, barreiras
horizontais, etc.
Esquemas de Injeção
• Observar os mapas estruturais de topo e base do
reservatório em relação às densidades e a direção de
fluxo dos fluidos injetados e existentes no
reservatório.
• Basicamente, existem dois tipos de esquema de
injeção:
– Esquemas controlados pela estrutura do
reservatório.
– Injeção em malhas regulares ou semi-regulares.
• Alguns reservatórios possuem tais características que
uma malha especial será desenhada, não se
enquadrando exatamente em nenhuma das
definições acima.
• Esquemas controlados pela estrutura do
reservatório podem ser de injeção periférica, de
topo ou na base.
• Injeção periférica: poços injetores de água
localizados na parte mais baixa da estrutura
(periferia)

Distância entre canhoneados e


contato para evitar cone de
água
• Injeção de gás no topo da estrutura:
• Injeção de água na base da estrutura:
• No método de injeção em malha ou de padrão
repetido o fluido deslocante é injetado na
própria zona de óleo.
• Cada modelo tem um padrão que se repete por
todo o reservatório.
• Como visto no Tópico 4, alguns padrões, por
terem geometria definidas, podem ser tratados
de maneira adimensional, o que permite o
desenvolvimento de soluções simplificadas e de
fácil aplicação a casos reais.
• Modelo de linha direta:

Ninj=Nprod
• Se as linhas forem defasadas, o esquema é
chamado de injeção em linhas esconsas:

Ninj=Nprod
• No caso particular de linhas esconsas onde
d=a/2, temos o modelo de malha quadrática,
usualmente chamado de modelo five spot, sendo
o modelo mais utilizado na prática:

Ninj=Nprod
• Perfurando-se poços injetores nos lados dos
padrões, teremos o modelo nine spot:

Ninj=3xNprod
• Invertendo-se as funções dos poços, teremos o
modelo de malha nine spot invertido:

3xNinj=Nprod
• Malha seven spot:

Ninj=2xNprod
• Malha seven spot invertido:

2xNinj=Nprod
Eficiência de um Projeto de
Recuperação Secundária
• Determinação da Eficiência de Varrido
Horizontal em função do volume de água
injetado em um Modelo five-spot (Caudle
&Witte, 1959):

VD
EA 
VDL
VD  Ainvh Soi  So inv

VDL  At h Soi  Sor 


• Determinação do fluxo fracionário após o
breaktrough para malha five-spot:

VD
EA 
VDL
VD  Ainvh Soi  So inv
VDL  At h Soi  Sor 
• Como visto no tópico 4, a Eficiência
Volumétrica ( Ev ) é a relação entre volume
invadido e o volume total do reservatório:

Volume Invadido
Ev 
Volume Total

• Eficiência de Deslocamento ( ED ) é uma medida


da redução de saturação de óleo média na
região invadida.

E D  S oi  S o
• Eficiência de Recuperação E R de um projeto de
injeção de água é a relação entre o volume
deslocado e o volume poroso total, sendo uma
combinação entre a EV e a E D .

N B  V S  S 
por oi o
 
p o inv
ER
V 
por totalV  por total

• Em um caso onde a porosidade pode ser


considerada constante, temos:

ER 
Vinv
Soi  So inv ER  EV ED
V
• Podemos estimar pela curva de fluxo fracionário a
eficiência de deslocamento teórica quando um
fluxo fracionário de água máximo ( fw) abd é
atingido:

1
E D  S oi  S o

ED  (1  S wi )  (1  S w )

ED  S w  S wi

0 Swi 1
ED
• O formato da curva de fluxo acionário, por
determinar ED, é um fator importante para
determinar a efetividade de um processo de
injeção de fluido imiscível.

1 • Neste exemplo, a
recuperação com a
curva azul será
substancialmente
maior que obtida com
a curva vermelha.

0 Swi 1
• Os métodos adimensionais e as previsões
baseadas em balanço de materiais se aplicam
para estimativas grosseiras do desempenho de
um projeto de recuperação secundária. A melhor
ferramenta para esse tipo de análise e para
otimização do projeto é a simulação de fluxo.
• São passíveis de otimização:
– tipo de malha,
– número de poços produtores e injetores
– posição e tipo de poços produtores e
injetores,
– estratégias de canhoneio,
– vazões limites,
– etc
• Na definição de um projeto de recuperação
secundária, deve-se ter em mente que antes da
perfuração dos poços o conhecimento do
reservatório é limitado e, consequentemente,
existem muitas incertezas quanto à geometria e
às características do reservatório.
• A malha definida deve ser adequada aos vários
cenários esperados. Também devem ser previstas
flexibilidades para alterações do projeto durante
a implantação, em consequência de informações
que serão reveladas apenas com a perfuração
dos primeiros poços.
• Um parâmetro utilizado para se analisar a
qualidade de um projeto de injeção de água
estudado por simulação de fluxo é a comparação
entre o Fator de Recuperação da simulação e
máximo Fator de Recuperação, obtido pela teoria
de fluxo fracionário:
Fro _ simul
Eficiencia 
Fro _ teórico

 Np   Soi  ( So ) abd 
Eficiencia     
 N   S oi 
• Considerando a variação do Bo desprezível:

Eficiencia 
N p Bo 1  S wi 

V por ER 

NBo S oi  ( S o ) abd   Voi 
 
 (1  S )  S oi  ( S o ) abd
 wi 

Eficiencia 
V E   E
por R
ER  EV ED
S  (S )  E
R
v por oi o abd D

• Portanto a relação entre


Fro _ simul os FRs aproxima-se da
Eficiencia   EV
Fro _ teórico Eficiência Volumétrica
do projeto.

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