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Ciências Dos Materiais

Estrutura Cristalina dos Sólidos

Bruno Guedes.
Bruno Guedes.
Bibliografia

Livro - Ciência e
Livro - Fundamentos Ciencia.dos.materiai
Engenharia de
de Engenharia e Materiais uma
s.6ªedição james
Ciência dos Materiais - f.shackelford
Introdução -
William F. Smith e William D.
Javad Hashemi
Bruno Guedes
Callister e David
G. Rethwisch
Estrutura dos materiais: importância
 As propriedades dos materiais
estão diretamente relacionadas
às suas estruturas cristalinas.

 Explica a diferença significativa


nas propriedades de materiais
cristalinos e não cristalinos de
mesma composição (Exs:
Al2O3, Silício, algumas ligas
metálicas).
Tipos de materiais x estruturas

 Metais  estruturas relativamente simples.

 Cerâmicos  estruturas complexas.

 Polímeros  estruturas muito complexas.


Ligações atômicas

1 – Há quatro mecanismos pelos quais os átomos dos


materiais em engenharia são unidos:

a) Ligações metálicas;
Ligações primárias – átomo
b) Ligações covalentes; preenchem subníveis s e p
c) Ligações iônicas;
d) Ligações secundárias (ligações de Van der
Waals) – relativamente mais fracas.
Ligações Atômicas nos
sólidos
•Várias das propriedades físicas dos materiais está
baseada nas forças e energias interatômicas que unem
os átomos entre si;
•À Medida que os átomos se aproxima – interação
entre si – atrativas e repulsivas
Ligações Químicas

FORÇAS INTRAMOLECULARES

São ligações primárias fortes (dizem respeito


a ligações dentro de uma mesma molécula).

Força entre os elementos


Ligações Químicas

FORÇAS INTERMOLECULARES

São ligações secundárias fracas entre os segmentos


de cadeias poliméricas

Força entre as moléculas/macromoléculas


Ligações Químicas

FORÇAS INTRAMOLECULARES

1. Iônicas
2. Covalentes
3. Metálicas  Ligações fortes
LIGAÇÃO IÔNICA

 Os elétrons de valência são transferidos entre átomos


produzindo íons.
• O Na doa o seu elétron de valência,
tornando-se eletropositivo  Na+
• O Cl recebe elétrons, tornando-se
eletronegativo  Cl-
• Formação de íons (cátions e
ânions);
•Ligação não direcional.
•Duros e quebradiços, isolantes
elétricos e térmicos.
É a ligação predominante nos
materiais cerâmicos.

Ligação iônica no Cloreto de Sódio (NaCl)


Ligação Covalente
Consiste no compartilhamento de elétrons de valência

H • Ocorre entre átomos


com pequenas diferenças
de eletronegatividade e
que estão próximos uns
H C H dos outros na tabela
periódica.
• Característico dos
materiais polímeros.
Elétron Elétron
compartilhado do H compartilhado do • Direcional.
C H

Entre Ametal e Ametal; Ametal e Hidrogênio


Ligação Metálica
Os elétrons de valência são divididos com todos os átomos (não
estão ligados a nenhum átomo em particular) e assim eles
estão livres para conduzir .

Ligação não
direcional

Metal e Metal
Ligação Metálica

- Materiais com dois, no máximo 3 elétrons


de valência

- Pertencem a todo o metal (nuvem


eletrônica)

- Elétrons protegem os núcleos de forças


repulsivas
Bruno Guedes.
Ligações Químicas

FORÇAS INTERMOLECULARES

Ligações secundárias:
1. Forças de Van der
Waals:
Dipolo-dipolo


Dipolo-dipolo
induzido Ligações fracas em
Forças de relação as primárias
dispersão
2. Pontes de hidrogênio
FORÇAS INTERMOLECULARES

Ligações Secundárias

Associadas a Dipolos – Permanentes ou Não

Momento de dipolo  = q d
FORÇAS INTERMOLECULARES

Ligações Van der Walls

- Existem , virtualmente, entre todos os átomos e


moléculas

- Evidente em gases nobres e moléculas ligadas


covalentemente

- Surgem de dipolos elétricos

- Ligações da ordem de apenas 10 kj/mol.


Tipos de sólidos de acordo com o
ordenamento atômico

Cristalinos Não-cristalinos ou
amorfos
Estrutura não-cristalina ou
amorfa

 Não existe ordem de longo alcance na


disposição dos átomos, apenas ordem a curta
distâncias.

As propriedades dos materiais sólidos cristalinos


depende da estrutura cristalina, ou seja, da
maneira na qual os átomos, moléculas ou íons
estão espacialmente dispostos.

Importante!!!!!
SiO2
Amorfo e Cristalino
Materiais Cristalinos

Conhecidos há anos através dos


cristais
Estrutura cristalina
 Átomos situados em um arranjo que se repete
ou que é periódico ao longo de grandes e
curtas distâncias atômicas.

A maioria dos metais,


muitos materiais
cerâmicos e certos
polímeros formam
estruturas cristalinas
sob condições normais
de solidificação.
Como descrever as estruturas
cristalinas?
• Através das células unitárias (Unidades que se

repetem ).

•pequenos grupos de átomos formam um padrão repetitivo

• Para a maioria das estruturas cristalinas, as células unitárias são


paralelepípedos, prismas, com três conjuntos de faces paralelos.

•Todas as posições dos átomos podem ser


gerados por movimentos de translação ao
longo das arestas – INDICANDO
SIMETRIA DA ESTRUTURA.

• Célula unitár’ia – unidade básica


estrutural das estruturas cristalinas.
Como descrever as estruturas
cristalinas?
• Utilizando a célula unitária.
 É escolhida para representar a
simetria da estrutura cristalina.

Agregado de muitos átomos. Modelo atômico da esfera rígida Modelo de esferas reduzidas
Célula unitária e Rede/reticulado
cristalino

Unidade estrutural básica que define a


estrutura cristalina (através de sua
repetição no espaço)
Parâmetros de rede
 O tamanho e a forma da célula unitária
podem ser descritos pelos 3 vetores de rede,
a, b e c, com origem em um dos vértices da
célula unitária.

 Os comprimentos
a, b e c e os ângulos
,  e  são os
parâmetros de rede.
Sistema Cristalográficos

 Relação
entre os
parâmetros
de rede e a
geometria
das células
unitárias
Tipos de
células
unitárias
Rede de Bravais
 São empilhadas pra formar
os sistemas cristalinos no
espaço tridimensional.
 Possuem características que
diferenciam uma das outras e
auxiliam na definição das
propriedades de um material
particular.

São sete os sistemas cristalinos


Estudaremos apenas 2 tipos de estruturas
cristalinas – maioria dos metais
Cúbica simples - CS

1 – Sistema Cúbica de corpo centrado - CCC


Cúbico Cúbica de face centrada -
CFC
2 – Sistema Hexagonal simples - HS

Hexagonal
Hexagonal compacta - HC
Sistema Cúbico

Cúbico
Simples

Cúbico de Corpo
Centrado

Cúbico de Face
Centrada
Conceitos importante - Número de
coordenação - NC

 É o número de átomos vizinhos mais


próximos.
Sistema Cúbico Simples - CS

Há quantos átomos vizinhos ao


central?

Número de Coordenação 6
Sistema cúbico simples - CS

Parâmetro de rede

• Apenas 1/8 de cada átomo cai dentro da célula unitária, ou seja,


a célula unitária contém apenas 1 átomo.
Conceito importante - Relação entre o raio atômico e o
parâmetro de rede

• a = 2r
Conceito importante – Fator de
empacotamento atômico – FEA.

 É a relação entre o volume ocupado pelos átomos


e o volume da célula unitária.
Sistema Cúbico Simples

 Para estrutura Cúbica Simples

 FEA = volume de 1 átomo (esfera) x 1 átomo /


volume do cubo .

4 3 4 3 4 3
R R R
FEA  3 3  3 3  3 3  0,52  52%
a (2 R) 8R
• Os metais não cristalizam na estrutura cúbica simples, devido
ao baixo empacotamento atômico.
Daremos ênfase apenas as
seguintes estruturas cristalinas:

1 – Cúbico de corpo centrado – CCC


2 – Cúbico de face centrada – CFC

São essas as estruturas cristalinas


mais comuns dos metais.
Cúbica de corpo centrado - CCC

• Esta célula contém 1 átomo em cada vértice do


cubo e 1 átomo em seu interior.
•Quantos átomos por célula unitária?
• Exemplos: cromo, ferro e tungstênio.
Sistema CCC - NC

• NC = 8
Sistema CCC -Relação R e a

• Os átomos se tocam
ao longo da diagonal
do cubo.

a = 4R /(3)1/2
Sistema CCC- FEA

Qual o empacotamento do sistema?

Baixo Fator de Empacotamento de 0,68


Sistema CCC- FEA

 FEA = volume de 1 átomo (esfera) x 2


átomos / volume do cubo .

4 3
2  R 
FEA   3   0,68  68%
3
 4R 
 
 3 Estrutura
CCC
Cúbica de face centrada - CFC

• Esta célula contém 1 átomo em cada vértice do


cubo, além de 1 átomo em cada face.
• É o sistema mais comum encontrado nos metais.
Exemplos: cobre, alumínio, prata e ouro.
Número de coordenação - NC

Há quantos átomos vizinhos ao central?

Quantos átomos por célula unitária?


Número de coordenação - NC

1/2 de átomo 1/8 de átomo

• Há 4 átomos por • NC = 12
célula unitária.
Relação entre o raio atômico e o
parâmetro de rede

• Os átomos se tocam
através de uma
diagonal da face.

2R 2
a
Sistema CFC- FEA

 FEA = volume de 1 átomo (esfera) x 4


átomos / volume do cubo .

4 3 
 3 R x 4
FEA  3
 0,74  74%
 4R 
 
 2
Estrutura
CFC
Resumo: sistema cúbico

Átomos Relação Fator de


Sistema por NC com a empacota-
célula mento
CS 1 6 2R 0,52

CCC 2 8 4R/(3)1/2 0,68

CFC 4 12 2R 2 0,74
Sistema HC

 Os metais em geral não


cristalizam no sistema hexagonal
simples pq o fator de
empacotamento é muito baixo,
exceto cristais com mais de um
tipo de átomo

 O sistema Hexagonal Compacto é


mais comum nos metais (ex: Mg,
Zn)

 Na HC, cada átomo de uma dada


camada está diretamente abaixo
ou acima dos interstícios
formados entre as camadas
adjacentes
Sistema HC

 Cada átomo tangencia 3 átomos da


camada de cima, 6 átomos no seu
próprio plano e 3 na camada de baixo
do seu plano

 O número de coordenação para a


estrutura HC é 12 e, portanto, o fator
de empacotamento é o mesmo da
CFC, ou seja, 0,74.

Relação entre R e a:
a= 2R
Cálculo da Massa específica
Pode-se calcular a massa específica teórica de um
material utilizando as propriedades das estrutura
cristalina.

nA
ρ
VcNA
Onde:
: densidade do material [g/cm3]
n: número de átomos em cada célula unitária
A: peso atômico [g/mol]
Vc: volume da célula unitária [cm3]
NA: número de Avogadro (6,023×1023 átomos/mol)
Cálculo da Massa específica
Exemplo: O cobre possui um raio atômico de 0,128 nm, estrutura
cristalina CFC e um peso atômico de 63,5 g/mol. Calcule sua
densidade.
Cálculo da Massa específica
SOLUÇÃO a p n µ m k M G
10-15 10-12 10-9 10-6 10-3 103 106 109
Para uma célula CFC, tem-se:
• n = 4 átomos/célula
• a = 2R(2)1/2
Portanto, para R = 0,128 nm = 0,128 × 10-9 m = 0,128 × 10-7 cm:
nA nA nA nA
ρ  3  

Vc N A a N A 2R 2 3 N
A
16R3
2 NA  
4 átomos/cél ula (63,5 g/mol)
ρ
16  3

2 0,128 107 cm /célula 6,023 10 23 átomos/mol 
ρ  8,89g/cm 3

18
Exercício de fixação:
Determine a massa específica do Fe CCC , que possui um parâmetro
de rede de 0,286nm.
Por que estudar
direções e planos?
. Módulo de elasticidade  Fe ccc possui um maior módulo de
elasticidade na direção da diagonal do cubo do que na direção da
aresta.
. Permeabilidade magnética.
. Índice de refração.

Deformação em metais envolve


deslizamento de planos atômicos. O
deslizamento ocorre mais facilmente nos
planos e direções de maior densidade
atômica.
Posições Atômicas

A estrutura é formada por pontos


(posições atômicas)
Posições Atômicas
Posições atômicas
z
• As posições
0,0,1 0,1,1 são representadas
por números
1,1,1
inteiros ou não
1,0,1 separados por
y virgulas.
0,1,0

1,0,0 1/2,1/2,1/2
1,1,0
x
Posições Atômicas
Quais as coordenadas dos pontos da
célula CCC abaixo.

Posições
expressas:
(1,1,1)
(¼, ½, 1)

Parênteses e
Vígurlas
Direções cristalográficas
Uma direção cristalográfica e definida como uma linha entre dais pontos, ou um
vetor. As seguintes etapas são utilizadas na determinação dos três índices
direcionais:
Direções Cristalográficas

Direções cristalográficas são definidas


pela linha entre dois pontos, ou um vetor
– Vetor Direção

O vetor é posicionado de modo a passar


pela origem do sistema de coordenadas

O tamanho do vetor depende das


dimensões da célula unitária
Para indicarmos uma direção cristalográfica...
• Desenhamos um vetor-direção ou uma linha unindo 2
pontos a partir de uma origem.

z • Observamos as coordenadas
do ponto. Essas são os índices
da direção.
• Os índices são representados
0,0,0
entre colchetes [ ], sem
O y vírgulas.

1,1,0
• Os índices da direção OR
R são [110].
x
Outro exemplo:
z

0,0,0 y
O
Direção [100]
S
1,0,0
x
Quando as coordenadas são
frações:
z
Projeção sobre
o eixo y (b) • Devemos reduzi-las
Projeção sobre a um número
o eixo x (a/2)
inteiro.

• OT  (1/2, 1, 0).
O y Multiplicando por
c 2  [120]
a
T
(1/2 , 1, 0)
b
x
Também podem existir índices
negativos
• É representado pela colocação de uma barra
sobre o índice.
• Exemplo: [1 1 0], componente na direção -y.
z

c
-y
O y
Direção [110]
P a
-a
x b
Direções Cristalográficas
Determine a direção ilustrada abaixo

Vetor é determinado por dois pontos

Subtrai o FINAL - INICIAL


Direções Cristalográficas

Final – Inicial
1–0=1
½ - 1 = -½
0 – 1 = -1

Direção

212
Executando o deslocamento da origem da o
mesmo resultado
Direções Cristalográficas
Determine a direção ilustrada abaixo

Final – Inicial
0 – 1 = -1
0–0=0
0 – 1 = -1
Família de direções - <hkl>
• Quando ao longo das direções o espaçamento entre
os átomo e o número de átomos forem os mesmos,
tem-se direções cristalograficamente equivalentes.
Estas são designadas por FAMÍLIA.

<100> = [100], [010], [001], [010], [001], [100]


z

• Direções
correspondentes
ao eixos y
cristalográficos x, -
x, y,-y, z e -z.
x
Direções para o sistema CCC

• No sistema CCC os
átomos se tocam ao
longo da diagonal do
cubo, que
corresponde a família
de direções <111>.
• Então, a direção
<111> é a de maior
empacotamento
atômico.
Direções para o sistema CFC

• No sistema CFC os
átomos se tocam ao
longo da diagonal da
face, que
corresponde a família
de direções <110>.
• Então, a direção
<110> é a de maior
empacotamento
atômico.
PLANOS CRISTALINOS
Por quê são importantes?
· Para a determinação da estrutura cristalina Os métodos de difração medem diretamente a
distância entre planos paralelos de pontos do reticulado cristalino. Esta informação é usada para
determinar os parâmetros do reticulado de um cristal.
Os métodos de difração também medem os ângulos entre os planos do reticulado. Estes são usados
para determinar os ângulos interaxiais de um cristal.
· Para a deformação plástica
A deformação plástica (permanente) dos metais ocorre pelo deslizamento dos átomos, escorregando
uns sobre os outros no cristal. Este deslizamento tende a acontecer preferencialmente ao longo de
planos direções específicos do cristal.
· Para as propriedades de transporte
Em certos materiais, a estrutura atômica em determinados planos causa o transporte de elétrons
e/ou acelera a condução nestes planos, e, relativamente, reduz a velocidade em planos distantes
destes.
Exemplo 1: Grafita
A condução de calor é mais rápida nos planos unidos covalentemente sp2 do que nas direções perpendiculares a
esses planos.

75
Planos Cristalográficos

Os planos são representados por índices


de Miller (xyz), semelhantemente as
direções cristalinas
Planos Cristalográficos
Planos Cristalográficos
Planos Cristalográficos

Procedimento para determinação dos índices:

 Um plano é representado por 3 NÚMEROS INTEIROS, chamados ÍNDICES DE

MILLER. Exceção: cristais hexagonais utilizam 4 índices.

 Os índices de um plano são obtidos a partir do mesmo sistema de


referência empregado para as direções, seguindo-se os passos
abaixo:

 Determinam-se as interseções do plano com os eixos x, y e z.

 A distância entre as interseções e a origem é expressa em

função dos comprimentos das arestas da célula unitária, a, b e


Planos Cristalográficos

Procedimento para determinação dos índices:

 Calcula-se o inverso de cada número obtido acima.

 Se necessário, multiplicam-se os três números obtidos por um mesmo

fator, a fim de se obterem VALORES INTEIROS, os quais NÃO DEVEM


SER REDUZIDOS.

 A direção é indicada colocando-se os três índices entre parênteses, sem

vírgulas: (hkl).
Planos Cristalográficos
Urn plano que e paralelo a urn eixo pode ser considerado como tendo
uma interse(OaO no infinito e, portanto, urn indice igual a zero.

Intercepto
X
Y1
Z

Inverso
X  1/ = 0
Y  1/1 = 1
Z  1/ = 0
Planos Cristalográficos

Qual é esse plano?


Planos Cristalográficos

Qual é esse plano?


Planos Cristalográficos
Qual é esse plano?

z
Interceptos
a=½ c
b=
c=
y
a b
(200)
x

Sempre os menores Inteiros

(100)
Planos Cristalográficos
Qual é esse plano?

z
Interceptos c
a=½ 
b=1
c = 3/4  y

a b
(634) x

Sempre os menores Inteiros

(634)
Materiais para Construção Mecânica
A Estrutura dos Sólidos Cristalinos
Planos Cristalográficos

O plano NÃO PODE PASSAR pela origem. Se isso


acontecer, ENTÃO:

 Se o plano passar pela origem, outro plano deve


ser construído pela adequada translação, ou ser
estabelecida nova origem
 Utiliza-se o inverso (recíproco) do intercepto do
plano com os eixos cristalinos
Os índices são sempre os menores inteiros possí

29
Materiais para Construção Mecânica
A Estrutura dos Sólidos Cristalinos
Planos Cristalográficos

O plano NÃO PODE PASSAR pela origem. Se isso


acontecer, ENTÃO:

negativos são representados com uma BARRA sobre o


índice apropriado.
Planos cujos índices são IGUAIS ou MÚLTIPLOS uns dos
outros são paralelos. Planos com os mesmos índices de
Miller são ainda EQUIVALENTES (MESMO ARRANJO
ATÔMICO). Dois planos cujos índices sejam simétricos
também são paralelos e eqüidistantes em relação à
origem. Exemplo: (123) e (123).
veis
 Índices entre parêntese sem separação por vírgula
29
Planos Cristalográficos

Etapas x y z

1. Interseções aa-a
a ∞∞
bb∞ ∞
2c∞
/3
c z
2. Interseções 11
-1
1 ∞∞
1∞ ∞

2/3
1 z
(em termos de a, b e c)
3. Inversos 1
1-1
1 01
00 001
3/2
0
4. Redução (se necessária) 1
1-1
2
1 01
00 0
301
0 y

5. Plano (1
(1 1
(2 0 0)
1)
3)
0) o

y
o
x
+ Exemplos: MACMARON

29
, 1,  1, -1,  ? * *,1, ½,
-1, 1 * 1, 1, 1
0, 1, 0 ? * 0, 2, 0 * 1, 1, 1
(010) ? * (020) * (111)

1, -1,  * 1, -1, 1

1, -1, 0 * 1, -1, 1
(1 1 0) * (1 1 1)
Famílias de Planos Cristalográficos
Os planos que são cristalograficamente equivalentes
formam famílias de planos

Da mesma forma que ocorre com as


direções

São planos que têm o mesmo empacotamento atômico e


distribuição atômica

Representadas por { } sem vírgulas

APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS, planos que possuem OS


MESMOS ÍNDICES, independente da ordem e do sinal, SÃO
EQUIVALENTES. Exemplo: (123) e (321) fazem parte da família (123).
Famílias de Planos Cristalográficos
Famílias de Planos Cristalográficos
Famílias de Planos Cristalográficos
Família de Planos {110}
FAMÍLIA DE PLANOS {111}
Intercepta os 3 eixos

95
PLANOS NO SISTEMA CÚBICO

 A simetria do sistema cúbico faz com que a família de planos tenham o


mesmo arranjamento e densidade

 Deformação em metais envolve deslizamento de planos atômicos. O


deslizamento ocorre mais facilmente nos planos e direções de maior
densidade atômica

96
Famílias Particulares
Família {110} no sistema CCC

Planos com maior empacotamento


Famílias Particulares
Família {111} no sistema CCC

Planos com maior empacotamento


DENSIDADE ATÔMICA LINEAR

 DENSIDADE ATÔMICA LINEAR: fração do comprimento do vetor


direção que é interceptada pelos átomos cujos centros estão sobre
o vetor:

onde: LC
 DL: densidade linear.
DL 
LI
 Lc: comprimento total interceptado pelos círculos (átomos).
 LI: comprimento do vetor compreendido pela célula.
 Duas direções cristalográficas são EQUIVALENTES (pertencem à
mesma FAMÍLIA) se possuem a mesma DENSIDADE ATÔMICA
LINEAR.

33
DENSIDADE LINEAR: EXEMPLO

 Calcule a densidade linear para a direção [100] em uma estrutura


cristalina CCC.

SOLUÇÃO: a densidade linear (DL) é dada por,

L
DL  C

L I

A partir da figura ao lado, tem-se:


4R
L a
I CCC

3
Lc = 2R R + R

L 2R
DL  c
  0,866
L 4R 3
I

34
DENSIDADE ATÔMICA PLANAR
 DENSIDADE ATÔMICA PLANAR: fração da área do plano cristalográfico que é
interceptada pelos átomos cujos centros estão sobre o plano.

onde:
 DP: densidade linear.
 Ac: área total dos círculos (átomos)
 Ap: área do plano compreendida pela célula.

AC
 DP  (pertencem à mesma FAMÍLIA) se possuem a mesma
Dois planos cristalográficos são EQUIVALENTES
DENSIDADE ATÔMICA PLANAR. AP
 As densidades atômicas linear e planar são o análogo 1-D e 2-D do fator de empacotamento atômico
(FEA).

35
DENSIDADE PLANAR: EXEMPLO

 Calcule a densidade planar para o plano


(110) em uma estrutura cristalina CFC.

SOLUÇÃO: a densidade planar (DP) é dada por,


A
DP  C

A P

A partir da figura ao lado, tem-se:

A  AC AD  4R2R 2  A  8R 2


A B C
P P
2
Ac = ÁREA DE 2 CÍRCULOS = 2R2

A 2πR 2

DP   c
 0,555
2
A 8R 2
P
D E F
36
Relação entre o raio atômico e o
parâmetro de rede

• Os átomos se tocam
através de uma
diagonal da face.

2R
a
2
http://www.esi2.us.es/IMM2/estructuras_cristalinas/estru
cturas_cristalinas.html
Comparação Sistema CFC e HC

São estruturas compactas – 0,74

Os átomos são “empilhados” o mais


próximo uns dos outros

O empilhamento dos planos atômicos


são semelhantes, por isso ambas
apresentam elevado empacotamento
Comparação Sistema CFC e HC
Planos atômicos (111) da CFC e (0001) da HC têm uma
arranjo atômico idêntico
Empilhamento ABC e AB

Próximo plano de átomos pode ficar sobre C ou B

Tem-se
X X X Seqüência AB

Sítios
Empilhamento AB

Átomos (próxima camada) sobre as posições X (em cima dos


átomos A da primeira camada) formam um empilhamento AB
Estrutura HC
Empilhamento ABC

Átomos (próxima camada) sobre as posições C formam um


empilhamento ABC
Estrutura CFC
Monocristalinos: Há um arranjo periódico e repetidos dos
átomos ao longo de TODO o material

Policristalinos: Há vários pequenos


“monocristais”, cristais (GRÃOS)

Cada grão tem uma orientação cristalográfica própria

Os grão se encontram (suas orientações cristalográficas) nos contornos de


grãos

No contorno há uma certa falta de orientação (encontro das orientações)


Materiais Monocristalinos

Materiais Monocristalinos
Materiais Policristalinos

Cristalização
Materiais Policristalinos
Anisotropia e Isotropia

Maior simetria  Menor anisometria

Mesmo com anisotropia, sendo a orientação dos grãos


aleatória, o material se comporta isotropicamente

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