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TURMA B2 – 2º SEMESTRE

MEMBRO SUPERIOR

 ORTOPEDIA

 TRAUMATOLOGIA

 SKILLS

TIO AUGUSTO REIS E REIS


Correspondências 1

Epicondilite Nervo radial

Tendinite de De Quervain Nervo mediano

Doença de Kienbock Fractura de Bennett

Fractura da base do 1º Osteocondrite do semilunar


metacárpico
Dor face externa do cotovelo Canal de Guyon

Túnel cárpico Cotovelo do tenista

Fractura da diáfise do umero Epicondilite

Nervo cubital Dor limite palmar tabaqueira anatómica


Correspondências 2

4º e 5ºdedos da mão Tenovaginite do flexor

Ecografia meio auxiliar de Rotura tendão extensor


diagnóstico
Luxação do cotovelo Electromiograma

Nervo cubital Fractura da coronóide

Dedo em gatilho Epicondilite

Mallet-Finger Doença de Dupuytren


CASO CLÍNICO

Doente de 25 anos, vítima de queda sobre o ombro; assistido na Urgência


apresentava dor, crepitação e deformidade na região escapular esquerda;
este é o Rx realizado no Banco

1. Qual o seu diagnóstico? Justifique


2. Interprete o estudo radiológico. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
1. Fractura do terço médio da clavícula (grupo I). Mecanimo lesional
compatível ( mecanismo indirecto de queda sobre o ombro), clínica
compatível (dor espontânea e à palpação da região clavicular, com
deformidade e crepitação óssea).

2. Solução de continuidade óssea do terço médio da clavícula, com


desvios dos topos ósseos ( fragmento interno para cima por acção do
m.ECM e fragmento externo para baixo por acção dos m. deltóide e m
grande peitoral).

3. Tratamento conservador com cruxado posterior durante 4 a 6


semanas. No caso de haver lesões vascilo-nervosas ( a.subclávia e
plexo braquial) ou se grandes deslocamentos, é preciso tratamento
cirúrgico com encavilhamento com fios de Kirschner.

Complicações possíveis: pseudartrose, colo exuberante, lesões


vasculo-nervosas
FRACTURAS DA CLAVÍCULA

 15% totalidade das fracturas

 crianças e adolescentes

 queda sobre o ombro ou sobre a mão

 lesão vasculonervosa rara

 clavícula divide-se em 3 zonas ( fractura )

- 1/3 médio, 1/3 externo e 1/3 interno

 traço de # geralmente localizado ao 1/3 médio ( grupo I )

 fracturas 1/3 externo pouco frequentes e # 1/3 interno raras


FRACTURAS DA CLAVÍCULA

 dor espontânea e à palpação local no foco de fractura

 deformidade mais ou menos acentuada ( desvio dos topos ósseos )

 RX – diagnóstico, localização e tipo de fractura


FRACTURAS DA CLAVÍCULA

TRATAMENTO

 clavícula consolida bem ( frequência de pseudartrose baixa )


 conservador ( regra geral )
 clavícula não necessita de imobilização rígida
 imobilização com cruzado posterior
- 3 semanas crianças // 4 a 6 semanas adultos

 CIRURGIA

- fracturas expostas
- fracturas com lesão vasculonervosa
- fracturas do 1/3 distal c/ rotura dos lig.os conóide e trapezóide
- fracturas com grande encurtamento e afastamento
CASO CLÍNICO

Doente de 25 anos, vítima de queda sobre o cotovelo em jogo de rugby;


assistido na Urgência – dor intensa e impotência funcional do ombro;
apresentava achatamento na face externa do ombro. RX da Urgência

1. Qual o seu diagnóstico? Justifique


2. Interprete o estudo radiológico. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
1. Luxação gleno-umeral. Mecanismo lesional compatível (traumatismo
indirecto sobre o cotovelo ou mão com braço em abdução, retropulsão e
rotação externa), clínica sugestiva de dor intensa na região do ombro,
incapacidade funcional, achatamento da face esterna do ombro com
saliência do acrómio e tb proeminência na região anterior do ombro
correspondendo à cabeça umeral.

2. Incongruência da articulação gleno-umeral, com luxação anterior da


cabeça do úmero

3. Despistar primeiro lesão do n. Circunflexo, plexo braquial e a. Axilar.


Redução após infiltração com xilocaína para relaxamento muscular.
Manobras de redução: Hipócrates, Kocher, Stimson, tracção e contra-
tracção. Avaliar de novo componente vasculo-nervoso e fuñção do m.
deltóide. Depois imobilização com Velpeau por 2 a 3 semanas e Fisioterapia
posterior para tonificação muscular.

Complicações: lesão do n. Circunflexo, a. Axilar e plexo braquial. Fractura


associada do troquiter, troquino e colo do úmero. Luxações recidivantes
por ruptura da cápsula e ligamentos gleno-umerais.
LUXAÇÕES DO OMBRO

 cerca de 50 – 60% de todas as luxações traumáticas

 maioria das vezes doentes jovens ( desportistas )

 elevada frequência, devido às particularidades anatómicas da articulação

 mecanismo de lesão indirecto

- queda sobre o cotovelo ou mão c/ braço em abdução, retropulsão e rotação externa


LUXAÇÕES DO OMBRO

 3 tipos de luxações do ombro ( escapulo – umerais )

- LUXAÇÕES ANTERIORES ( as mais frequentes )


- LUXAÇÕES POSTERIORES
- LUXAÇÕES INFERIORES ( ERECTAS )

- LUXAÇÕES ANTERIORES ( as mais frequentes)

consoante a posição da cabeça umeral


- luxações subacromiais
- luxações subclaviculares
- luxações subglenoideias
LUXAÇÕES DO OMBRO

 algumas vezes lesões ósseas associadas

- # da grande tuberosidade ( troquíter )


- # da pequena tuberosidade ( troquino )
- # do colo do úmero

 complicações ( pouco frequentes )


- lesão do nervo circunflexo
- lesão do plexo braquial
- lesão da artéria axilar
LUXAÇÕES DO OMBRO

 dor intensa ombro ; o doente é incapaz de mobilizar a articulação


 braço em ligeira abdução, com cotovelo flectido e antebraço em
pronação
 proeminência na região anterior do ombro ( cabeça umeral )
 achatamento face externa ombro com saliência do acrómio

 RX – confirma suspeita clínica


LUXAÇÕES DO OMBRO

TRATAMENTO

 redução da luxação ( anestesia geral ) e imobilização com

“Velpeau”
 imobilização 3 a 4 semanas ( cicatrização da cápsula e reduzir o

risco de luxação recidivante )

 fisioterapia – tonificação muscular


CASO CLÍNICO

Doente de 18 anos, vítima de queda sobre o ombro; assistido na Urgência


apresentava dor e deformidade na região superior do ombro.
este é o Rx realizado no Banco

1. Qual o seu diagnóstico? Justifique


2. Interprete o estudo radiológico. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
1. Luxação acromio-clavicular (grau III da classificação de
Rockwood). Mecanismo lesional compatível (traumatismo directo de
queda sobre o ombro em que o acrómio é empurrado para baixo em
jovens desportistas), clínica sugestiva de dor á palpação e
deformidade acentuada visível na região superior do ombro.
Provavelmente haverá “sinal da tecla” doloroso e dor á mobilização
do braço em abdução.

2. Incongruência completa da articulação acromio-clavicular com


grande deslocamento superior da clavícula e aumento do espaço
coraco-clavicular. Devem ser realizadas 2 radiografias de ambas as
articulações acromio-claviculares: uma normal e outra “em stress”
com peso de 5 Kg em cada braço.

3. É necessário tratamento cirúrgico, uma vez que existe ruptura da


cápsula e ligamento acromio-claviculares, assim como dos
ligamentos coraco-claviculares( conóide e trapezóide), pois trata-se
de um grau III da classificação de Rockwood. Consiste na colocação
de fios metálicos e sutura dos ligamentos.
LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES

 queda ou traumatismo directo sobre o ombro ( acrómio empurrado para baixo )

 frequente jovens desportistas ( rugby e futebol )

 estabilidade da articulação - 2 formações anatómicas

- cápsula e ligamentos acrómio claviculares


- ligamentos coracoclaviculares ( conóide e trapezóide )

 lig.os acrómio claviculares – estabilidade horizontal


 lig.os coraco claviculares – estabilidade vertical
LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES - CLASSIFICAÇÃO DE ROCKWOOD
LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES

 3 tipos de lesões da AC ( consoante traumatismo )

ENTORSE – GRAU I

SUBLUXAÇÃO – GRAU II

LUXAÇÃO – GRAU III


LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES

ENTORSE – GRAU I
sem rotura dos ligamentos AC e CC
não há deformidade
RX negativo

SUBLUXAÇÃO – GRAU II
rotura dos ligamentos AC
deformidade discreta
RX ligeira elevação da clavícula e aumento discreto do espaço AC

LUXAÇÃO – GRAU III


rotura dos ligamentos AC e CC
deformidade acentuada
RX grande elevação da clavícula e aumento do espaço AC e CC
LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES

 dor à palpação da AC e à mobilização do braço em abdução

 ENTORSE - sem deformidade ; RX negativo

 SUBLUXAÇÃO - deformidade discreta; RX ligeira elevação da clavícula


em relação ao acrómio e aumento discreto do espaço AC

 LUXAÇÃO - deformidade acentuada


- sinal da “ tecla do piano ”

RX - incongruência completa das superfícies articulares


- espaço entre a clavícula e acrómio muito aumentado
LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES

RX ambas as articulações acrómio claviculares


RX ambas as articulações acrómio claviculares em “stress”
( peso de 5kg em ambos os braços )

espaço coracoclavicular espaço acromioclavicular


LUXAÇÕES ACROMIOCLAVICULARES

TRATAMENTO

 ENTORSES E SUBLUXAÇÕES – tratamento ortopédico

( suspensão braquial 2 a 3 semanas )

 LUXAÇÕES – tratamento cirúrgico

( lesões de fácil redução mas difícil contenção )


CAUSAS DE OMBRO DOLOROSO …

 TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO – CALCIFICAÇÃO DO SUPRAESPINHOSO

 BURSITE

 CONFLITO SUBACROMIAL – TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

 ROTURA DA COIFA DOS ROTADORES

 TENDINITE DA LONGA PORÇÃO DO BICÍPITE

 ROTURA DA LONGA PORÇÃO DO BICÍPITE

 OMBRO CONGELADO - CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (…)


CASO CLÍNICO

Doente do sexo feminino 45 anos. Ombro doloroso. Dores de predomínio


inflamatório, com exacerbação nocturna. Nas maiores amplitudes de
movimento, apresenta também exacerbação dolorosa.
Tem imagem radiológica e RM efectuadas e presentes na consulta.

1. Descreva as imagens? Justifique


2. Hipóteses diagnósticas? Justifique
3. Proposta terapêutica? Justifique
• 1. Na radiografia, denota-se a presença de deposição de material radiopaco
no tecido tendinoso do supra-espinhoso, na zona da sua inserção na grande
tuberosidade do úmero. Imagem de RM revela calcificação oval ou irregular
hiperintensa (T1).

• 2. Tendinite calcificante do ombro/ Calcificação do supra-espinhoso.


Imagiologia compatível. Clínica sugestiva com ombro doloroso, dores de
ritmo inflamatório e exacerbação nocturna, assim como dor exacerbada com
movimentos nas amplitudes extremas. Também o sexo e idade da doente
são compatíveis (é mais frequente em mulheres entre cerca de 30 e 40
anos).

• 3. Tratamento inicial é médico com AINE e infiltrações para aspiração da


calcificação, mais fisioterapia. Se houver manutenção das queixas ou novas
exacerbações, está indicado tratamento cirúrgico: artroscopia do ombro com
exérese da calcificação ou cirurgia aberta com descompressão do espaço
subacromial e exérese da calcificação.
TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO

CALCIFICAÇÃO SUPRAESPINHOSO
TENDINITE CALCIFICANTE OMBRO - CALCIFICAÇÃO DO SUPRAESPINHOSO

 afecção mais dolorosa do ombro

 OMBRO HIPERÁLGICO

 frequente mulheres entre 30 e 40 anos

 lesão – depósitos de fosfato de cálcio que impregnam o tecido

tendinoso ( coifa dos rotadores )

 sem relação com processos endócrinos ou metabólicos


TENDINITE CALCIFICANTE OMBRO - CALCIFICAÇÃO DO SUPRAESPINHOSO

CLÍNICA

 quadro clínico agudo, aparecimento súbito

 episódio muito doloroso

 DOR INFLAMATÓRIA

 OMBRO HIPERÁLGICO ( “ ABCESSO DENTÁRIO “ )

 perturba o sono ( DOR NOCTURNA )

 impotência funcional do ombro total

 braço em posição antálgica


TENDINITE CALCIFICANTE OMBRO - CALCIFICAÇÃO DO SUPRAESPINHOSO

DIAGNÓSTICO

 CLÍNICO

 RADIOLÓGICO – RX OMBRO FRENTE ( NEUTRO ) E PERFIL

OMOPLATA ( LAMY )

 RX – depósito fosfato de cálcio tendões da coifa, tamanho variável,

de forma oval ou irregular ( podem ser bilaterais )

 alguns casos RMAGNÉTICA OMBRO – define a calcificação,

tamanho e volume ( EXAME MUITO POUCO UTILIZADO )


TENDINITE CALCIFICANTE OMBRO - CALCIFICAÇÃO DO SUPRAESPINHOSO

TRATAMENTO

 MÉDICO - AINE + infiltrações ( aspiração da calcificação ) + fisioterapia

( tratamento médico 3 meses )

 CIRÚRGICO - se manutenção de queixas

- se novas crises hiperálgicas

 ARTROSCOPIA DO OMBRO C/ EXÉRESE DA CALCIFICAÇÃO

 CIRURGIA ABERTA – DESCOMPRESSÃO ESPAÇO SUB ACROMIAL

C/ EXÉRESE DA CALCIFICAÇÃO
OMBRO DOLOROSO

BURSITE

 inflamação da bolsa subacromial

 maior bolsa serosa do organismo – subacromio-deltoideia

 raramente a sua patologia é primária

 alia-se a um quadro de tendinite do supra espinhoso


OMBRO DOLOROSO - BURSITE

CLÍNICA

 dor região anterior do ombro ( DOR MISTA )

 dor região externa do ombro até à inserção do V deltoideu

 mobilidades passivas e activas limitadas só pela dor

 nas maiores amplitudes de movimento exacerbação dolorosa

IMAGIOLOGIA

 RX OMBRO normal

 ECOGRAFIA – aumento de volume da coifa e derrame líquido ( bolsa )


OMBRO DOLOROSO - BURSITE

TRATAMENTO

 conservador

 gelo + AINE + infiltrações da bolsa

 Se manutenção de queixas, se falha do tratamento médico –

CIRURGIA
OMBRO DOLOROSO

CONFLITO SUBACROMIAL – TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

 processo inflamatório da coifa dos rotadores

 conflito de espaço entre a coifa dos rotadores e a abóbada osteo-

ligamentar formada pelo ligamento coraco-acromial, acrómio,

articulação acromioclavicular e clavícula

 dor e limitação da mobilidade

 causa mais frequente de dor no ombro

 inflamação e degenerescência tendinosa


OMBRO DOLOROSO

CONFLITO SUBACROMIAL – TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

CLÍNICA

 “OMBRO DOLOROSO SIMPLES” – 30 / 40 anos de idade

 sem trauma prévio, após esforços de repetição

 dor mista c/ componente inflamatório

 dor face externa ombro até V deltoideu

 se associada c/ tendinite da LPB irradiação até cotovelo

 mobilidade passiva conservada

 mobilidade activa limitada por dor sobretudo ABD e RE


OMBRO DOLOROSO

CONFLITO SUBACROMIAL – TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

EXAME

 dor pressão grande tuberosidade – inserção dos tendões da coifa

 ARCO DOLOROSO – dor na ABD entre 60º a 140º

 Provas de conflito positivas

teste de Hawkins
teste de Neer
OMBRO DOLOROSO

CONFLITO SUBACROMIAL – TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

IMAGIOLOGIA

 RX OMBRO – frente neutro; rotação externa; rotação interna; perfil da

omoplata de LAMY

 ECOGRAFIA – alterações estrutura tendão, derrame, calcificações etc.

 RMAGNÉTICA – despistar rotura da coifa


OMBRO DOLOROSO

CONFLITO SUBACROMIAL – TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

TRATAMENTO

 MÉDICO - AINE + infiltrações + fisioterapia

SE MANUTENÇÃO DE QUEIXAS COM TRATAMENTO MÉDICO 3 MESES

 CIRURGIA

- descompressão subacromial – CIRURGIA ABERTA

( exérese da bolsa + exérese do ligamento coraco-acromial +

acromioplastia de Neer )

- descompressão via Artroscópica


OMBRO DOLOROSO

ROTURA DA COIFA DOS ROTADORES

 50% indivíduos a partir dos 50 anos – alterações degenerativas da coifa

 rotura a nível da inserção na grande tuberosidade

 coifa debilitada

 rotura aguda em caso de traumatismo ou esforço violento


OMBRO DOLOROSO

ROTURA DA COIFA DOS ROTADORES

CLÍNICA

 dor máxima face externa ou anterior do ombro

 mobilidade passiva conservada

 mobilidade activa muito limitada

 PROVAS CONFLITO POSITIVAS

 TESTE DE JOBE POSITIVO ( ROTURA DO SUPRAESPINHOSO )


OMBRO DOLOROSO

ROTURA DA COIFA DOS ROTADORES

IMAGIOLOGIA

 RX OMBRO – frente neutro; rotação externa; rotação interna; perfil da

omoplata de LAMY

 ECOGRAFIA – já evidencia a Rotura

 RMAGNÉTICA – exame mais fiel; tamanho da rotura; grau de retracção

da coifa dos rotadores; subida da cabeça umeral


OMBRO DOLOROSO

ROTURA DA COIFA DOS ROTADORES

TRATAMENTO

 MÉDICO - AINE + infiltrações + fisioterapia

SE MANUTENÇÃO DE QUEIXAS E LIMITAÇÃO DAS MOBILIDADES

 CIRURGIA

- descompressão subacromial + sutura da rotura – CIRURGIA ABERTA

( exérese da bolsa + exérese do ligamento coraco-acromial + acromioplastia de

Neer + SUTURA DA COIFA )

- sutura por via Artroscópica

- prótese total do ombro invertida


OMBRO DOLOROSO

TENDINITE E ROTURA DA LONGA PORÇÃO DO BICÍPITE

 alterações degenerativas da longa porção do

bicípite na passagem superior da cabeça umeral e goteira bicipital

 lesões: tendinite simples, degenerescência ( ombro doloroso agudo )

e a rotura ( ombro hiperálgico agudo )

 ROTURA
OMBRO DOLOROSO

TENDINITE E ROTURA DA LONGA PORÇÃO DO BICÍPITE

EXAME

 pressão sobre o tendão dolorosa ao longo da goteira bicipital

 mobilidade activa resistida dolorosa

( teste de Yergason positivo )

IMAGIOLOGIA

 RX OMBRO – frente neutro; rotação externa; rotação interna; perfil da

omoplata de LAMY

 ECOGRAFIA – identifica rotura

 RMAGNÉTICA – identifica a rotura ( vazio na goteira bicipital )


OMBRO DOLOROSO

TENDINITE E ROTURA DA LONGA PORÇÃO DO BICÍPITE

TRATAMENTO

 TENDINITE - TRATAMENTO MÉDICO - AINE + infiltrações + fisioterapia

 ROTURA - CIRURGIA

- questões estéticas jovens e atletas

- NA MAIORIA DAS VEZES ( > 50 ANOS ) NÃO VALE A PENA !!!

( não há reinserções que resistam com o tempo )


OMBRO DOLOROSO

OMBRO CONGELADO – CAPSULITE ADESIVA

 engrossamento fibroso da cápsula

 restrição da mobilidade passiva e activa

 pode ser secundária a situações como diabetes, enfarte do miocárdio,

lesões neurológicas etc.

 3 fases

- fase descongelamento ( 2 a 9 meses ) – dor +++ ( idêntica ao conflito )

- fase congelada ( 3 a 12 meses ) – dor e limitação das mobilidades

- fase de descongelamento ( pode ocorrer 2 anos após início )


OMBRO DOLOROSO

OMBRO CONGELADO – CAPSULITE ADESIVA

TRATAMENTO

 90 % CASOS REGRIDEM ESPONTANEAMENTE

 MÉDICO - AINE + infiltrações intraarticulares c/ corticóide e anestésico

- Fisioterapia

 MOBILIZAÇÃO DO OMBRO SOB ANESTESIA

- rotura mecânica das aderências e melhoria da mobilidade


CASO CLÍNICO

Doente do sexo feminino 74 anos, vítima de queda sobre o ombro ; é


assistida no Serviço de Urgência apresentando dor face externa do ombro,
tumefacção e equimose extensa; impotência funcional marcada;
este é o Rx realizado na Urgência.

1. Descreva a imagem radiológica. Justifique.


2. Hipótese diagnóstica. Justifique. Classificação. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
CASO CLÍNICO

Doente do sexo feminino 74 anos, vítima de queda sobre o ombro ; é


assistida no Serviço de Urgência apresentando dor face externa do ombro,
tumefacção e equimose extensa; impotência funcional marcada;
este é o Rx realizado na Urgência.

1. Descreva a imagem radiológica. Justifique.


2. Hipótese diagnóstica. Justifique. Classificação. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO
FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

 #s frequentes em IDOSOS ( + MULHERES )

 queda sobre o membro superior

 FRACTURAS COM 2, 3 E 4 FRAGMENTOS

- devido à distribuição das trabéculas ósseas e inserções musculares


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

 vários tipos

- fracturas colo anatómico

- fracturas do colo cirúrgico

- fracturas da grande tuberosidade ( TROQUÍTER )

- fracturas da pequena tuberosidade ( TROQUINO )

- fracturas combinadas ( associação de 2 ou mais tipos )


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

CLASSIFICAÇÃO DE NEER
FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

CLÍNICA E DIAGNÓSTICO

 dor espontânea na região do ombro

 dor palpação local e limitação dolorosa da mobilidade ( activa e passiva )

 tumefacção e equimose acentuada

 crepitação óssea e deformidade


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

DIAGNÓSTICO

 RX - CONFIRMA DIAGNÓSTICO

- RX OMBRO - FRENTE / PERFIL OMOPLATA / TRANSTORÁCICA /

TRANSAXILAR

 TAC com reconstrução tridimensional pode ser necessário

em fracturas complexas para planificação cirúrgica


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

TRATAMENTO

 cerca de 85% das fracturas desta região são fracturas

sem afastamento ou com afastamento mínimo

 fracturas com deslocamento < 1cm e angulação < 45º

 CONSERVADOR / ORTOPÉDICO

- imobilização “Velpeau” ou suspensão braquial 3 / 4 semanas

- fisioterapia – mobilização funcional do ombro


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

TRATAMENTO

 CIRÚRGICO

fracturas com afastamento > 1cm e angulação > 45º

- fracturas com 2 fragmentos

- fracturas com 3 fragmentos

- fracturas com 4 fragmentos


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

FRACTURAS COM 2 FRAGMENTOS

RX TRANSAXILAR

GRANDE TUBEROSIDADE COLO CIRÚRGICO

FIOS PLACA
KIRSCHNER E PARAFUSOS
FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

FRACTURAS COM 3 FRAGMENTOS IDOSOS - OSTEOPOROSE

RISCO DE NECROSE AVASCULAR > 27 %


FRACTURAS DA EXTREMIDADE PROXIMAL DO ÚMERO

FRACTURAS COM 4 FRAGMENTOS IDOSOS - OSTEOPOROSE

HEMIARTROPLASTIA

PRÓTESE PARCIAL

RISCO DE NECROSE AVASCULAR > 90 % !!!


CASO CLÍNICO

Doente do sexo masculino 36 anos, vítima de atropelamento é assistido no


Serviço de Urgência; apresentava dor, mobilidade anormal do úmero e
deformidade óssea evidente; este é o Rx realizado na Urgência.

1. Qual o seu diagnóstico? Justifique


2. Interprete o estudo radiológico. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
FRACTURAS DA DIÁFISE DO ÚMERO
FRACTURAS DA DIÁFISE DO ÚMERO

 #s adultos ( raras em crianças )

 mais frequentes 1/3 médio da diáfise

 geralmente produzidas traumatismo directo

 associação frequente com lesões vasculares e nervosas

( LESÃO NERVO RADIAL )

 fracturas fechadas // expostas


FRACTURAS DA DIÁFISE DO ÚMERO

CLÍNICA E DIAGNÓSTICO

 dor espontânea e à palpação local

 impotência funcional e mobilidade anormal do úmero

 deformidade óssea evidente ( angulação )

 deformidade em flexo ( procurvato ) e varo

 RX - CONFIRMA DIAGNÓSTICO

- RX ÚMERO - FRENTE E PERFIL ( 2 PLANOS )

- flexo ( angulação anterior ); varo e encurtamento


FRACTURAS DA DIÁFISE DO ÚMERO

TRATAMENTO

 CONSERVADOR / ORTOPÉDICO

- tratamento mais utilizado ( 33 a 90% dos casos )

- imobilização gessada em U // “ braçal “ ou ortótese funcional

- 12 semanas

 CIRÚRGICO

- fracturas expostas; fracturas segmentares ; fracturas patológicas

- lesão nervo radial após redução fechada

- se redução com gesso não aceitável ( angulação flexo e varo )


FRACTURAS DA DIÁFISE DO ÚMERO

TRATAMENTO

 ACEITA-SE

- ANGULAÇÃO ATÉ 20º DE PROCURVATO ( FLEXO / ANTERIOR ))

- ANGULAÇÃO ATÉ 30º DE VARO

- ENCURTAMENTO < 2,5 CM

 SE DEFORMIDADE INACEITÁVEL

- TRATAMENTO CIRÚRGICO

- placas e parafusos ; cavilhas centro medulares


CASO CLÍNICO

Doente do sexo masculino 46 anos, vítima de queda sobre o cotovelo ; é


assistido no Serviço de Urgência apresentando dor, tumefacção e
equimose face posterior do cotovelo; este é o Rx realizado na Urgência.

1. Descreva a imagem radiológica. Justifique.


2. Hipótese diagnóstica. Justifique. Classificação. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
FRACTURAS DO COTOVELO – OLECRÂNIO E TACÍCULA RADIAL
FRACTURAS DO OLECRÂNIO

 fracturas produzidas por traumatismo directo / queda sobre cotovelo

 traumatismo indirecto / queda sobre a mão

- tracção músculo tricípite sobre o topo proximal

 fracturas articulares
FRACTURAS DO OLECRÂNIO

CLASSIFICAÇÃO

 VÁRIAS

1. SEGUNDO O TRAÇO E LOCALIZAÇÃO DA FRACTURA

- fracturas da ponta

- fracturas da porção média

- fracturas da base

- fracturas com fragmento intermédio ou duplas

- fracturas olecrânio – coronoideias

- fracturas cominutivas
FRACTURAS DO OLECRÂNIO

CLASSIFICAÇÃO

2. CLASSIFICAÇÃO AO

divides the fractures into 3 broad categories as follows:

Type A fractures are extra-articular.

Type B fractures are intra-articular.

Type C fractures are intra-articular fractures of both the radial head

and olecranon.
FRACTURAS DO OLECRÂNIO

CLASSIFICAÇÃO

3. CLASSIFICAÇÃO DE SCHATZKER

a classification with 6 types (types A, B, and C are intra-articular fractures)

Type A is a simple transverse fracture.

Type B is a transverse impacted fracture.

Type C is an oblique fracture.

Type D is a comminuted fracture.

Type E is a more distal fracture, which actually is extra-articular.

Type F is a fracture dislocation.


FRACTURAS DO OLECRÂNIO

CLASSIFICAÇÃO

3. CLASSIFICAÇÃO DE MAYO ( estabilidade, deslocamento e cominução )


FRACTURAS DO OLECRÂNIO

CLÍNICA

 dor espontânea ; dor palpação região do olecrânio

 hemartrose

 equimose face posterior do cotovelo

 palpável depressão a nível do foco de fractura

 flexão activa cotovelo possível mas dolorosa

 extensão activa impossível nas fracturas com afastamento


FRACTURAS DO OLECRÂNIO

DIAGNÓSTICO

 RX COTOVELO - 2 PLANOS – FRENTE E PERFIL

- identifica o tipo de #, a localização e o grau de afastamento dos

fragmentos ósseos
FRACTURAS DO OLECRÂNIO

TRATAMENTO

 ORTOPÉDICO - simples fissuras, #s incompletas e sem qq deslocam.º

( gesso antebraquipalmar com cotovelo a 90º / 3 a 4 semanas )

MAS COMO SÃO FRACTURAS ARTICULARES

 TRATAMENTO CIRÚRGICO - evitar ARTROSE PÓS TRAUMÁTICA

- “ cerclage “ em oito apoiada por 2 fios Kirschner

- placas modeladas e parafusos


FRACTURAS DO OLECRÂNIO
CASO CLÍNICO

Doente do sexo masculino 46 anos, vítima de queda sobre o cotovelo ; é


assistido no Serviço de Urgência apresentando dor, tumefacção e
equimose face posterior do cotovelo; este é o Rx realizado na Urgência.

1. Descreva a imagem radiológica. Justifique.


2. Hipótese diagnóstica. Justifique. Classificação. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
FRACTURAS DA TACÍCULA RADIAL

 uma das lesões mais frequentes do mº superior – ADULTOS JOVENS

 queda sobre a mão em extensão

 força axial transmitida ao longo da diáfise do rádio


FRACTURAS DA TACÍCULA RADIAL

CLASSIFICAÇÃO DE MASON

FRACTURAS TRAÇO SIMPLES SEM DESLOCAMENTO

FRACTURAS TRAÇO SIMPLES COM DESLOCAMENTO

FRACTURAS COMINUTIVAS ( ESQUIROLOSAS )


FRACTURAS DA TACÍCULA RADIAL

CLÍNICA

 dor cotovelo e dor à palpação – zona da cabeça do rádio

 tumefacção e hematoma da região

 limitação da mobilidade do cotovelo

 dor intensa face externa do cotovelo ( sobretudo c/ movimentos de

prono-supinação )

 a punção da articulação ( ARTROCENTESE ) revela sangue


( HEMARTROSE COM GLÓBULOS DE GORDURA )
FRACTURAS DA TACÍCULA RADIAL

DIAGNÓSTICO

 RX COTOVELO - ( 2 PLANOS ) – FRENTE E PERFIL

 se dúvidas ( fissuras do rádio ) – RX C/ INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS

 TAC ( reconstrução tridimensional ) casos de #s complexas


FRACTURAS DA TACÍCULA RADIAL

TRATAMENTO – varia consoante tipo de fractura e idade do doente

 ORTOPÉDICO - fracturas traço simples sem deslocamento

( gesso braquipalmar cotovelo 90º - até 2 semanas )

 CIRÚRGICO – FRACTURAS COM DESLOCAMENTO

( traço simples ou cominutivas / esquirolosas )

- osteosíntese com parafusos

- se fractura muito cominutiva EXCISÃO DA CABEÇA RADIAL


FRACTURAS DA TACÍCULA RADIAL
CASO CLÍNICO

Jovem de 22 anos, vítima de queda de motorizada; observado no Serviço de


Urgência, com queixas dolorosas na região do antebraço. RX efectuado.

1. Descreva a imagem radiológica. Justifique.


2. Hipótese diagnóstica. Justifique. Classificação. Justifique.
3. Proposta de tratamento. Justifique.
FRACTURAS – LUXAÇÕES DE MONTEGGIA
FRACTURAS – LUXAÇÕES DE MONTEGGIA
 fractura da diáfise do cúbito associada a luxação da cabeça do rádio

 crianças e adultos

 2 tipos : anteriores e posteriores

 às – luxações de Monteggia anteriores

- # 1/3 proximal do cúbito c/ luxação anterior cabeça do rádio

 #s – luxações de Monteggia posteriores

- # 1/3 proximal do cúbito c/ luxação posterior cabeça do rádio


FRACTURAS – LUXAÇÕES DE MONTEGGIA TIPO I

CLASSIFICAÇÃO DE BADO

TIPO I TIPO II TIPO II

TIPO III

TIPO IV
FRACTURAS – LUXAÇÕES DE MONTEGGIA

CLÍNICA E DIAGNÓSTICO

 dor e perturbação acentuada da mobilidade

 deformação característica - arqueamento do contorno posterior do

antebraço com encurtamento

 palpação - solução de continuidade da crista do cúbito

 palpável cabeça rádio nas luxações posteriores ( nas anteriores mais difícil )
FRACTURAS – LUXAÇÕES DE MONTEGGIA IMAGIOLOGIA

RX ANTEBRAÇO COM ARTICULAÇÃO DO COTOVELO ( 2 PLANOS )

 objectiva diagnóstico, tipo de # e grau de deslocamento dos fragmentos


FRACTURAS – LUXAÇÕES DE MONTEGGIA

TRATAMENTO

 ADULTOS – TRATAMENTO CIRÚRGICO

2 LESÕES – # CÚBITO E LUXAÇÃO DA CABEÇA DO RÁDIO

- osteosíntese do cúbito com placa e parafusos

- redução da luxação da cabeça do rádio ( redução ortopédica ou cirúrgica )

 CRIANÇAS – TRATAMENTO ORTOPÉDICO ( tratamento preferencial )

redução ortopédica sob anestesia

- nas #s luxações anteriores – imobilização gessada cotovelo em flexão

- nas #s luxações posteriores – imobilização gessada cotovelo em extensão


CASO CLÍNICO

Doente de 29 anos, vítima de queda de andaime; assistido na Urgência


apresentava dor intensa a nível do punho, crepitação e deformidade óssea a
nível distal do antebraço; impossível realizar movimentos de prono-
supinação; este é o Rx realizado na Urgência.

1. Qual o seu diagnóstico? Justifique


2. Interprete o estudo radiológico. Justifique
3. Que tratamento proporia? Justifique
FRACTURAS – LUXAÇÕES DE GALEAZZI
FRACTURAS – LUXAÇÕES DE GALEAZZI

 fractura do 1/3 distal da diáfise do rádio cerca de 8 cm acima da

articulação do punho

 topos ósseos com angulação interna e desvio cubital

 luxação da cabeça do cúbito


FRACTURAS – LUXAÇÕES DE GALLEAZI

CLÍNICA E DIAGNÓSTICO

 dor e perturbação acentuada da mobilidade

 deformidade, arqueamento do rádio

 cabeça do cúbito anormalmente saliente

 movimentos de prono-supinação impossíveis


FRACTURAS – LUXAÇÕES DE GALLEAZI IMAGIOLOGIA

RX ANTEBRAÇO COM ARTICULAÇÃO DO PUNHO ( 2 PLANOS )

 objectiva diagnóstico, tipo de # e grau de deslocamento dos fragmentos


FRACTURAS – LUXAÇÕES DE GALLEAZI

TRATAMENTO

 CIRÚRGICO

2 LESÕES – # RÁDIO E LUXAÇÃO DA CABEÇA DO CÚBITO

- osteosíntese do rádio com placa e parafusos

- redução da luxação da cabeça do cúbito ( fios de Kirschner )


CASO CLÍNICO

Doente de 59 anos, diabético não insulino dependente, recorreu a médico de


família por presença de nódulos palmares e retracção do 4º dedo mão
direita; refere dificuldade em agarrar objectos; refere evolução lenta da
situação > 5 anos, sem qualquer queixa dolorosa.

1. Qual o seu diagnóstico? Justifique


2. Necessitaria de alguns exames complementares? Justifique.
3. Que tratamento proporia? Justifique
DOENÇA DE DUPUYTREN
DOENÇA DE DUPUYTREN

 contractura em flexão de 1 ou mais dedos ( geralmente 4º e 5º dedos )

devido ao engrossamento e retracção da aponevrose palmar

 aponevrose palmar localiza-se imediatamente por baixo da pele e

estende-se desde a inserção do tendão grande palmar até à falange

proximal e média dos dedos

 componente genético

 associada a certas patologias - epilepsia, diabetes, doença pulmonar,

alcoolismo e trauma repetitivo


DOENÇA DE DUPUYTREN

CLÍNICA

 mais frequente homens > 50 anos

 sintoma inicial – presença de pequenos nódulos na palma da mão

e no dedo anelar

 evolução da doença formando cordões rígidos que se estendem

até aos 4º e 5º dedos impedindo a extensão

 pele com forte aderência à fascia

 dificuldade do doente em pegar objectos, calçar luvas etc.

 afecção indolor, mesmo nos estádios avançados de doença


DOENÇA DE DUPUYTREN

TRATAMENTO

 DEFORMIDADE DISCRETA não é necessário tratamento ( evolução

por vezes muito lenta )

 EM CASOS GRAVES – TRATAMENTO CIRÚRGICO

- exérese das zonas engrossadas da aponevrose palmar e

libertação das contracturas articulares