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EQUAÇÕES DE MAXWELL

FÍSICA IV
Paulo Roberto Bueno

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP


INSTITUTO DE QUÍMICA
DEPARTAMENTO DE FÍSICO-QUÍMICA
EQUAÇÕES DE MAXWELL

Nome Equação

Lei de Gauss para Relaciona o fluxo elétrico resultante com


 qenv

eletricidade
 E .d A 
0
a carga elétrica envolvida resultante.

Lei de Gauss para o Relaciona o fluxo magnético resultante


 
magnetismo com a carga magnética envolvida
 B .d A  0 resultante.

Lei de Faraday Relaciona o campo elétrico induzido com


  d B
 E .d s   dt
o fluxo magnético variável.

Lei de Ampère- Relaciona o campo magnético induzido


Maxwell   d E com o fluxo elétrico variável e com a
 B .d s  0 0 dt
  0ienv
corrente.
LEI DE AMPÈRE
 

 B.d s   i
0 env

É uma lei aplicada a uma curva fechada denominada curva


amperiana. A corrente i na equação acima é a corrente líquida
englobada pela curva fechada.
Vamos aplicar a Lei de Ampére na situação abaixo:
 
A quantidade B.d s na figura
pode ser dada por:
 

 B.d s   B cosds
Devemos percorrer a curva
completa e escolher um sentido
Arbitrário.
Dentro da curva amperiana, a corrente total será:
ienv = i1 – i2
A corrente i3 está fora da curva amperiana.

 B cosds    i  i 
0 1 2

Esta lei é muito similar a lei de Gauss. Considere o caso de uma


curva amperiana circular, conforme a figura.
 

 B.d s   B cosds  B  ds  B(2r )


 

 B.d s   i 0 env

 0i
B(2r )   0i  B 
2r
SOLENÓIDES
Uma bobina helicoidal com um número muito grande de espiras
de tal forma que o comprimento l é muito maior que o diâmetro
da bobina, é denominado solenóide, que pode armazenar um
campo magnético aproximadamente constante.
Como existe simetria, a lei de Ampère pode ser utilizada neste
caso.
Considere uma linha amperiana na figura anterior. Vamos aplicar
a lei de Ampére.

  b  c  d   a 

 B.d s   a
B.d s   B.d s   B.d s   B.d s
b c d
b 

a
B.d s  Bh
c  a 

b
B.d s   B.d s  0
d
d  

c
B.d s  0  B  0 fora do solenóide
 

 B.d s  Bh
A corrente total que passa dentro da superfície (laço) é:

ienv = i(nh) onde n = nº espiras por comprimento.

Aplicando a lei de Ampère

Bh = µ0i(nh)

B = µ0in (solenóide ideal)


1. LEI DE FARADAY E AS SIMETRIAS DA FÍSICA

Corrente + campo magnético → provoca um torque numa espira.


Torque + campo magnético → gera uma corrente numa espira?
Na verdade isto acontece. É o princípio do gerador elétrico.

Experiências que confirmam a afirmação acima

Aparece uma corrente na


espira denominada corrente
induzida. A corrente induzida
é devido a uma f.e.m
induzida.
Quando a chave S é ligada,
aparece uma corrente
momentânea na espira da
esquerda que volta a zero após
um certo tempo.

Uma f.e.m induzida só aparece quando algo está variando.


Numa situação estática, na qual nenhum efeito físico não
mudam e as correntes são constantes, não há f.e.m
induzida.

A palavra chave é variação.


2. LEI DE INDUÇÃO DE FARADAY

Uma f.e.m induzida aparece numa espira somente quando o


número de linhas de campo magnético que passam através
dela está variando.

O número total de linhas de campo não é importante. O


importante é a taxa com que elas estão variando.

Considere o fluxo magnético definido por:

B   B.d A dA é um elemento diferencial da


área de superfície.
Se B é uniforme e perpendicular a área,

 B  B. A

A unidade de fluxo magnético é: 1 Weber = 1Wb = 1T.m2


A Lei de Faraday diz que:

A f.e.m induzida num circuito é igual (exceto a troca


de sinal) a taxa pela qual o fluxo magnético através
do circuito está variando com o tempo.

d B
 
dt
Se uma bobina tem N espiras, cada uma delas tem uma f.e.m
dada pela equação acima. A f.e.m para as N espiras será:

d B
  N
dt
3. LEI DE LENZ
Uma corrente induzida surgirá numa espira condutora fechada com
sentido tal que ela se oporá a variação que a produziu.
O sinal negativo da Lei de Faraday é expressa nesta oposição.
A Lei de Lenz se refere a correntes induzidas e não a f.e.m induzida.
Podemos aplicá-la somente em espiras condutoras fechadas.
Vamos tentar entender a Lei de Lenz utilizando o exemplo
da figura abaixo:

Ao aproximar o imã da espira, para que a espira se oponha a


variação do campo magnético provocado pelo movimento
do imã, deve aparecer uma corrente na espira de tal forma
que produza um campo magnético que se oponha a variação
do campo do imã. Assim, a corrente terá o sentido indicado
na figura.
Se o imã estiver se afastando com velocidade v, aparecerá uma
corrente no sentido contrário, ou seja, um campo magnético
gerado pela espira que deve compensar a diminuição do fluxo
magnético no imã.

(oposição ao movimento do pólo)

Uma outra interpretação da Lei de Lenz pode ser visto em


termos de fluxo. Ao se aproximar o imã, o campo magnético do
imã vai aumentar o fluxo dentro da espira. Para se opor a este
aumento de fluxo, deve aparecer uma corrente i na espira que
cria um campo magnético que se opõe ao movimento ao fluxo.

(oposição ao fluxo)
4. CAMPO ELÉTRICO INDUZIDO
Trabalho realizado
em um ciclo:
W  q0
 

 F .d s  (q E )(2r )
0

  Ε (2r )

Não é necessária a existência de um fio metálico para a


existência da f.e.m e, por conseguinte, o campo elétrico.
Suponha que um anel de cobre seja colocado dentro de um
campo magnético. Se este campo magnético estiver variando,
vai aparecer uma f.e.m induzida no fio e uma corrente i.

A f.e.m corresponde a um campo elétrico de módulo E porém


com direções diferentes. Podemos escrever:
     
W   F .d s  q0  E .d s    E .d s

Um campo magnético variável cria um campo elétrico.


A Lei de Faraday pode ser escrita da seguinte forma:

d B   d B
 
dt  E .d s   dt
POTENCIAL ELÉTRICO EM CAMPO INDUZIDO

Existe uma diferença entre campos elétricos criados por cargas


elétricas e campos elétricos criados pela variação de fluxo
magnético.

No caso de campos elétricos induzidos, as linhas de força


formam curvas fechadas. As linhas de força em campos
elétricos criados por cargas nunca formam linhas fechadas;
começam em cargas positivas e terminam em cargas negativas.

O potencial elétrico só tem sentido para campos elétricos


criados por cargas elétricas estáticas; ele não tem significado
para campos criados por indução.
Se uma carga elétrica se desloca num circuito fechado, retornando
ao mesmo ponto de partida:
f    
V f  Vi    E .d s   E .d s  0
i

V f  Vi

Por outro lado, se uma carga q0 se desloca no mesmo círculo


fechado, num campo elétrico induzido:

  d B
 E .d s   dt
5. CAMPO MAGNÉTICOS INDUZIDOS
  d B
 E .d s   dt
(lei da indução de Faraday)


E é o campo elétrico induzido ao longo de uma curva fechada
por um fluxo magnético variável.

Um fluxo elétrico variável pode induzir um campo magnético?

  d E
 B .d s  0 0 dt (lei da indução de Maxwell)


B é o campo magnético induzido ao longo de uma curva fechada
pelo fluxo elétrico variável na região envolvida pela curva.
6. LEI DE AMPÈRE-MAXWELL

 

 B .d s  0ienv (lei de Ampère)

  d E
 B .d s  0 0 dt  0ienv (lei de Ampère-Maxwell)

Quando existe corrente mas não há variação do fluxo elétrico a


equação se reduz a lei de Ampère.

Quando há variação do fluxo elétrico, mas não há corrente a


equação se reduz a lei de indução de Maxwell.
7. CORRENTE DE DESLOCAMENTO
Se comparamos os termos do lado direito da equação
  d E
 B .d s  0 0 dt  0ienv
d E
O produto 0 tem que ter dimensão de corrente e é clamada
dt
corrente de deslocamento id , então:
d E  
id   0
dt  B .d s   i
0 d ,env   0ienv

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