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EMBRIOLOGIA

HUMANA

AULA1
PROF.DRª. ÉRICA EUGÊNIO GONTIJO
Fisiologia da
Reprodução
Sistema Reprodutor
Masculino
Aparelho reprodutor
masculino consiste em:
 Testículos (produção de hormônios e
espermatozóide);
 Ductos genitais;
 Glândulas acessórias;
 Pênis (inocula o sêmen no trato
reprodutor feminino).
Os testículos
 São em número de dois;
 Função dupla:
 Durante o desenvolvimento embrionário
se desenvolvem retroperitonealmente –
túnica vaginal (parede posterior da
cavidade abdominal).
 Ficam fora da cavidade abdominal,
imersos em bolsa escrotal.
Criptorquidismo
Por volta do sexto mês de vida intra-uterina, os testículos
formados devem migrar para a bolsa escrotal;.

A criptorquidia ocorre quando um os dois ficam parados no


canal inguinal

Ocorre em 3% dos recém-nascidos de termo, mas muito mais


frequentemente (até 20%) nos prematuros.

Em 50% dos casos, o testículo pode completar sua descida


até o escroto após o nascimento, sendo que com um ano de
idade, apenas 1% dos meninos tem criptorquidia.
Criptorquidismo- TRATAMENTO
Considerando os aspectos cirúrgicos, anestésicos e
psicológicos, a idade ideal para realização do tratamento situa-
se entre SEIS E 18 MESES.
As duas formas de tratar a criptorquidia são: hormonioterapia e
cirurgia.

O hormônio gonadotropina coriônica humana (HCG), em doses


apropriadas para a idade e peso da criança, pode favorecer a
descida dos testículos, sendo mais útil nos casos em que a
posição dos mesmos não é muito distante do escroto.

O procedimento é realizado por uma incisão de 2 a 3


centímetros na região inguinal, que permite o
reposicionamento correto e definitivo do testículo no escroto na
grande maioria dos casos (laparoscopia)
Estrutura revestida por pele
com abundante camada de
músculo liso 35ºc
TESTÍCULOS A região posterior da túnica
albugínea é um pouco espessada

MEDIASTINO TESTICULAR

Irradiam septos de Tecido Conjuntivo

Subdividem cada testículo em


lóbulos
250
LÓBULOS

LOBULOS
Compartimentos piramidais TESTICULARES
intercomunicantes
Os testículos Túbulos seminíferos ( imersos em vasos
sang., vasos linf, nervos e cl de leydig

Tecido conjuntivo-
Túnica albugínea
4 cm

Lóbulo Testicular
( 250 lóbulos)

Espessamento-
mediastino 2-3 cm- largura
testicular 3 cm espessura
Os testículos- Túbulos
seminíferos

 É o local de produção de espermatozóides.
 São túbulos ocos, altamente contorcidos,
em número de um a quatro por lóbulo
testicular.
 Cada testículo possui 250 a 1000 túbulos
seminíferos.
 Medem 150 a 250 µm de diâmetro e 30 a 70
cm de comprimento.
 Comprimento total – 500 metros.
Epitélio germinativo ou
epitélio seminífero
 Dois tipos celulares:

 Células de Sertoli;

 Células da linhagem germinativa.


As células de Sertoli
 Piramidais ( células cilíndricas altas);
 Base aderida à membrana basal dos túbulos;
 Extremidade apical voltada para a luz dos
túbulos;( porção apical pregueada)
 Suas membranas citoplasmáticas possuem
complexas invaginações, tornando
impossível a distinção de seus limites laterais
no microscópio óptico..
Abraçam as células da linhagem
espermatogênica.
As células de Sertoli-
FUNÇÕES
Fagocitose do citoplasma eliminado durante a
espermiogênese.

Suporte físico e nutricional para as células germinativas em


desenvolvimento.
Secreção de fructose nutre e facilita o transporte dos
espermatozóides para os ductos genitais

Síntese e liberação da proteína de ligação a andrógeno


(ABP):molécula que facilita o aumento da concentração
de testosterona nos túbulos seminíferos ( impedindo que
ela deixe os túbulos seminíferos).
 secreção, produção de hormônios:

- Hormônio antimulleriano ( durante a


embriogênse) : estabelece a
masculinidade do embrião.

- Impedindo a formação dos precursores


do aparelho reprodutor feminino.

- Inibina:hormônio que inibe a liberação do


hormônio folículo-estimulante.
As células de Sertoli
 Junções de oclusão umas com as
outras- que subdividem a parede do
túbulos seminíferos em compartimentos
isolados.
 Barreira hematotesticular- isola os
compartimentos protegendo os gametas
do sistema imune.

Como a espermatogênese começa após a puberdade, as células


germinativas poderiam ser consideradas como ‘’células estranhas’’
para o sistema imune.
JUNÇÃO
DE
OCLUSÃO
A linhagem germinativa

 A maioria das células que compõem o


espesso epitélio seminífero é de células
da linhagem espermatogênica em
diferentes estágios de maturação.
 Célula germinativa primitiva
(espermatogônia)
 Pequena (12 µm de diâmetro);
 Situada próxima a membrana basal;
Espermatogênese

 Sequência de eventos pelos quais as


células germinativas primitivas se
transformam em espermatozóides, tem
início na puberdade (quando o
organismo começa a secretar altos
níveis de testosterona) e vai até a
velhice.
A espermatogênese

Na puberdade, a
testosterona influencia a
espermatogônia a
entrarem no ciclo celular
A espermatogênese
Espermatogônia
(mitose)
Espermatogônia tipo A Espermatogônia tipo B
(célula tronco)

Espermatócito primário

Espermatócito secundário

Espermátide

Espermatozóide
A espermiogênese

 Fase final da espermatogênese.


 Fase final da produção do
espermatozóide.
 Transformação das espermátides em
espermatozóides.
A espermiogênese

Espermátide

Espermatozóide
A espermiogênese

mitocôndrias
Centríolos
Espermatozóides
Os espermatozoides liberados no lúmen dos túbulos são
transportados ao epidídimo em um meio apropriado FLUIDO
TESTICULAR, produzidos pelas células de Sertoli e pelas
células da rede testicular

O FLUIDO TESTICULAR
contém esteroides, proteínas,
íons, e a proteína de ligação a
andrógeno (ABP), produzida
pela célula de Sertoli, que
transporta testosterona
- Durante a ejaculação os espermatozóides são
propelidos ao longo dos vasos deferentes e uretra e
são misturados com secreções provenientes das
vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais.

- De 100 a 300 milhões de espermatozoides são


depositados na vagina, mas apenas algumas centenas
atingirão as tubas uterinas, onde podem manter a sua
capacidade fertilizante por até 3 dias.
Fatores que influenciam
na espermatogênese
HORMÔNIOS

TEMPERATURA

OUTROS FATORES
Fatores que influenciam na
espermatogênese
HORMÔNIOS: São os fatores mais importantes no controle da
espermatogênese

Quais hormônios? FSH LH

FSH: age nas células de Sertoli, promovendo a síntese e a


secreção da proteína ligante de andrógeno ABP

LH: age nas células intersticiais ( CÉLULA DE LEYDIG) a


produzir testosterona.
A testosterona se difunde das células intersticiais para o interior
dos túbulos seminíferos, estimulando a espermatogênese.
Hipotálamo

Hormônio Liberador da gonadotrofina

Hipófise anterior

FSH LH

Age nas células de sertoli


Células Intersticiais-
Célula de Leydig
produzir a proteína
ligante de andrógeno ABP Testosterona
Características sexuais secundárias masculinas e
mantém o funcionamento normal das vesículas seminais
, próstata e glândulas bulbouretrais.
Fatores que influenciam
na espermatogênese
TEMPERATURA: a espermatogênese só acontece em
temperaturas abaixo da corporal (37ºC) .
A temperatura dos testículos é de aproximadamente 35ºC e é
controlada por vários mecanismos.

Plexo Pampiniforme é um rico plexo venoso que envolve as


artérias dos testículos e forma um sistema contracorrente de
de troca de calor, importante para manter a temperatura
testicular.

Evaporação do suor da pele da bolsa escrotal, contribuindo


para a perda do calor
Fatores que influenciam
na espermatogênese
Contração de
músculos
cremastéricos ,
que tracionam os
testículos em
direção aos
canais inguinais,

AUMENTANDO
A
TEMPERATURA
Fatores que influenciam
na espermatogênese

OUTROS FATORES: Desnutrição,


alcoolismo,irradiações
CORRELAÇÃO CLÍNICA
HIPERTERMIA Infertilidade masculina

Homens que trabalham com computadores


em seus colos por 1 hora consecutiva
apresentavam um aumento de temperatura
escrotal em torno de 2,8ºC
Tecido intersticial
 Preenche os espaços que circundam os
túbulos seminíferos.
 Tecido conjuntivo.
 Nervos.
 Vasos sanguíneos.
 Vasos linfáticos.
Tecido intersticial

 Células de Leydig

 Surgem na puberdade;
 Poligonal;
 Núcleo central;
 Produzem testosterona.
Glândulas acessórias

 Vesículas seminais.

 Próstata.

 Glândulas bulbouretrais.
Vesículas seminais
 Dois tubos tortuosos medindo 15 cm de
comprimento.

 Ela é responsável por produzir um fluido rico


em frutose, viscoso e amarelo

 Fonte energética para os SPTZ (frutose).

 EPIDÍDIMO- Reservatório de espermatozóides


Vesículas seminais

 70% do volume ejaculado pelo homem é


oriundo das vesículas seminais.
Glândulas bulbouretrais
São pequenas, com 3 a 5mm de diâmetro e estão
localizados na raiz do pênis, no início da uretra.

Produz muco
produzido pelas
glândulas
bulbouretrais.

O fluido é
espesso e viscoso
que funciona
como lubrificante.

Durante a ejaculação, este fluido antecede


o restante do sêmen.
Aparelho reprodutor
feminino
Aparelho reprodutor
feminino
 Dois ovários.
 Duas tubas uterinas.
 Útero.
 Vagina.
 Genitália externa ( clitóris, grandes lábios
e pequenos lábios)
Tubas uterinas Ovidutos

Ovário

Ovário Ligamento dos ovários

Útero

Colo do útero
Aparelho
reprodutor
Vagina feminino
Funções

 Produção do gameta feminino.


 Produção de hormônios.
 Manutenção do embrião durante todo o
desenvolvimento.
Fases da vida reprodutiva

 Menarca. Período em que ocorre a primeira


menstruação. O sistema reprodutor sofre modificações
cíclicas em sua estrutura e em sua atividade funcional.
Os órgãos reprodutores permanecem em repouso até
que os hormônios gonadotróficos secretados pela
glândula pituitária sinalizem o início da puberdade.

 Menopausa. Menopausa designa o período


fisiológico que se caracteriza pelo encerramento dos
ciclos menstruais e ovulatório.
Ovários

 Forma de amêndoas.
 3 cm de comprimento
 1,5 a 2,0 largura
 1cm espessura
 Estão suspensos pelo ligamento largo do
ovário por inserção denominada
mesovário.
Ovários

 Produzem os ovócitos secundários


(células que se desenvolvem em óvulos
maduros).

 Produzem hormônios sexuais femininos:


- estrogênio;
- progesterona;
Ovários
 Cada folículo consiste em um ovócito,

 Possuem um número variável de células


circundantes que nutrem o ovócito.
 Ovócito em desenvolvimento secretam
estrogênio.

 Esse folículo primário aumenta até se tornar


um folículo maduro – que é um grande
folículo cheio de líquido que se prepara
para romper e expelir um ovócito
secundário.
Ovários

 Os materiais remanescentes do folículo


ovulado desenvolve-se em corpo lúteo.

 O corpo lúteo produz progesterona,


estrógeno até degenerar-se e
transformar-se tecido fibroso chamado
de corpo albicante.
Ovários
LH FSH

15 a 20
folículos
são
estimulados
a crescer

Folículos
produzem
Corpo Lúteo Ovulação estrogênio
produz
progesterona

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Corpo Branco ou albicante
Corpo Branco ou albicante
Ovogênese
Conceito: Processo que abrange a formação, nas gônadas femininas
(ovários), dos gametas femininos. Inicia-se ainda no período pré-
natal e termina depois do fim da maturação sexual( puberdade).

Tubas uterinas Ovidutos

Ovário

Ovário Ligamento dos ovários

Útero

Colo do útero
Aparelho
reprodutor
Vagina feminino
Ovogênese

 É a formação dos gametas nos ovários.

 Este processo inicia antes mesmo do


nascimento.

 A ovogênese ocorre da mesma maneira


que a espermiogênese (processos de
meiose e maturação).
Ovogênese
OVOGÔNIAS

OVÓCITOS PRIMÁRIOS

OVÓCITOS SECUNDÁRIOS
OVOGÔNIAS
Desenvolvem-se no saco vitelino: após o primeiro mês de
vida intra-uterino

Sofrem várias divisões mitóticas

3 milhões de
5º mês de vida intra-uterina
ovogônias
A maioria das
ovogônias sofrem
atresia
(degeneram)

Quando um folículo torna-se


atrésico, o oócito e as células
foliculares circunvizinhas
degeneram-se e são substituídos
por Tecido conjuntivo, formando um
corpo atrésico.
Ovócitos primários
A ovogônias que sobrevivem entram em divisão mitótica
final , Tornando-se OVÓCITO PRIMÁRIO

Ao nascer encontram-se 200.000 a 2 milhões de ovócitos


primários em cada ovário.

Durante a puberdade restam cerca de 40.000.

Apenas 400 sofrem


maturação e ovulam O restante sofrem
durante a vida degeneração
reprodutiva da mulher
Ovócitos primários

OVÓCITO PRIMÁRIO ENTRAM NA PRÓFESE l DA


MEIOSE, ENTÃO A MEIOSE É INTERROMPIDA

Os ovócitos primários permanecem nesta fase até o


momento da ovulação, quando são estimulados a
completar a sua primeira divisão meiótica.
Ovogênese
 A retomada da ovogênese ocorre após a puberdade
com a secreção de hormônios pela adeno-hipófise.

 A meiose 1 reinicia em ovócitos secundários, porém


geralmente apenas 1 folículo alcança a maturidade
necessária para a maturação.

 Durante a ovulação,geralmente um único ovócito


secundário é expelido dentro da cavidade pélvica e
sugado para o interior da tuba uterina.
Ovogênese
No momento em que é formado o ovócito primário a partir da ovogônia,
ele é envolvido por uma camada de células foliculares, que tem forma
achatada.

Ovócito primário

Células foliculares

As células foliculares, são,as


responsáveis por eliminar o
ovócito, que ocorre mais ou
menos na metade do ciclo
ovariano.
Ovogênese

O ovócito primário transforma-se ovócito secundário

Ovócito

A proliferação dos folículos


ocorre principalmente pelo
FSH.(Hormônio Folículo O folículo aumenta de tamanho
Estimulante) e, devido ao crescimento
desigual das células foliculares,
assume uma forma oval.
Crescimento folicular

 Crescimento do ovócito
 Diâmetro máximo de 120 μm.
 Aumento do volume nuclear.
 Aumento do número de mitocôndrias.
 Crescimento do retículo endoplasmático.
Líquido folicular

 Aparece entre as células foliculares.


 Folículos secundários ou antrais.
 Componentes do plasma, proteínas ,
glicosaminoglicanos, esteróides
(progesterona, andrógenos, estrógenos).
Cumulus oophorus
Corona radiata

 Pequeno número de células que envolve


o ovócito.
 Acompanha o ovócito após a ovulação.
Corona radiata
Tecas foliculares

 Teca interna.

 Teca externa.
Folículo dominante

 Cresce mais que os outros.


 Também chamado de folículo maduro
pré-ovulatório ou de Graaf.
 Cerca de 2,5 cm de diâmetro.
 Faz saliência na superfície ovariana.
Corte histológico do ovário de uma cadela adulta,
evidenciando o córtex ovariano com folículos primordiais
Ovulação

Folículos em crescimento Estrógenos

LH Hipófise
Ovulação

 Liberação local de prostaglandinas,


histamina, vasopressina e colagenase.

 Produção de ácido hialurônico pelas


células da granulosa - células se
soltam.
Ovulação
Ruptura da parede do folículo maduro, liberação do
ovócito e sua captura pela tuba uterina.
Ovulação

Caso a liberação não ocorra em 24h o


ovócito sofrerá degeneração e será
fagocitado.
Imagens

Óvulo

Óvulo rodeado de espermatozóide

Espermatozóide tentando penetrar

Zigoto
Mecanismo
da Ovulação
Útero

 Funciona como uma parte da via de


passagem para os espermatozóides,
depositados na vagina, alcançarem as
tubas uterinas.
 É o local de implantação de um óvulo
fertilizado.
 É também o local de desenvolvimento do
feto durante a gravidez.
Útero

 Corpo.
 Fundo.
 Colo.
 Miométrio.
 Endométrio.
O ciclo menstrual

 Duração média de 28 dias.


 Início 12-15 anos.
 Término 45-50 anos.
 Primeiro dia de sangramento -
primeiro dia do ciclo menstrual.
 Fase menstrual - 3 - 4 dias.
 Fase proliferativa.
 Fase secretora.
Ciclo menstrual

 Fase proliferativa (folicular ou


estrogênica)
 dura cerca de 10 dias.
 Após a descamação uterina.
 Crescimento folicular rápido - secreção de
estrógenos.
Fase menstrual- Fase
secretora
 O corpo lúteo deixa de funcionar (10 a 12
dias depois da ovulação).
 Redução dos níveis de progesterona e
estrógeno.
 Sangramento.
Diferenças
1. A espermatogênese é um processo
contínuo, enquanto a ovogênese está
relacionada ao ciclo reprodutivo da
mulher;

2. A produção de gametas masculinos é


um processo que se continua até a Morte,
enquanto que a produção de gametas
femininos cessa com a menopausa;
Diferenças
4. O espermatozóide é uma célula pequena e
móvel, enquanto que o ovócito é uma célula
grande e sem mobilidade;

5. Quanto à constituição cromossômica,


existem dois tipo de espermatozóides: 23,X ou
23,Y. A mulher só produz um tipo de gameta
quanto à constituição cromossômica: 23,X.

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