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Expansão e saúde do trabalhador

Encontro regional Sudeste Sinasefe


OBJETIVO

 Desafios e possibilidades de mobilização de trabalhadores sob


o tema saúde e trabalho

 Saúde não é “sintoma” de problema, mas meio de luta


individual e coletiva
OBJETIVO
 1ª parte
Pressupostos
 2ª parte
Contexto
 3ª parte
Cenários da expansão
 4ª parte
Desafios e possibilidades
Parte um: alguns pressupostos

 Modos de produzir relaciona-se/produz Modos de adoecer

 Pessoas nunca são passivas às condições da vida


 Usos do corpo, do corpo-si, por si e por outros

 Saúde não é ausência de doenças


 Capacidade de normatização de si e do mundo
Parte um: alguns pressupostos

 Saúde nunca fica incólume ou indiferente ao trabalho

 Modos de adoecer e/ou produzir saúde não são exatos


 Homem não é exato

 Adoecimento e saúde são sempre, também, processos


coletivos
Parte dois: contextos
 Reestruturação da produção
 Novas tecnologias
 Reengenharia
 Clivagem planejamento-execução em refluxo parcial

 Resistências sociais como produtoras de contextos!


Parte dois: contextos

O que mudou:
 Gestão de panes
 Das prescrições de tarefas para prescrições de almas
 Controle internalizado
Parte dois: contextos
Métodos e efeitos:
 Treinamento da “alma”
 Ser criativo, sensível e eternamente estudante
 Capacidade de mudança, flexibilidade
 Sensibilidades mais “imateriais” para perceber
 o outro (necessidades)
 o acaso/pane (proatividade e flexibilidade)
 mudanças do mercado (antecipação, criatividade e seduação)

 Sem disciplina excessiva exterior


 Educadores atuam como mecanismos de poder sutilizado
 Valores
Parte dois: contextos

Modos de adoecer contemporâneos


 dores do corpo
 Corpo físico subutilizado (hipertensão, diabetes – “plugado” no consumo)
 Corpo físico hiperutilizado (juventude “eterna”; consumo de drogas –
“plugado” no fluxo)
 corpo físico como solução para felicidade (beleza)

 dores da alma
 Alma hipertutilizada (pânico)
 Alma em esgotamento (depressão)
Parte dois: contextos
MOVIMENTOS
 Educação é enclausurada, mas potencial de liberdade/
produção
 Aumento de escolaridade produz dilema para capital
 Paradoxo dos educadores – liberta/ controla

 Não há controle, de fato, mas injunções de poder por meio


de futuro “previsíveis”

RISCO
Parte dois: contextos
MOVIMENTOS
 Capital é um carrapato (se aproveita das resistências)
 Transformações são produtos de resistências anteriores
 Não há passividade
 Há sempre recentramento do meio a partir de si
 Políticas das diferenças em união (multidão)
 A multiplicidade separa é do capital
 A multiplicidade unida confronta o capital
Parte dois: contextos
MOVIMENTOS
 Possibilidades pelo coletivo e pelos saberes partilhados
 análise coletiva do trabalho, trabalhar, fazer,
 Arte de ofício
Parte três: cenários da expansão

Condições políticas
 Partidarização excessiva das ações
 Capital eleitoral guia expansão
 Crença de que educação mudará o Brasil
 Quanta responsabilidade!
 Trocas de favores na gestão da administração pública
 Princípios privatizantes ainda prevalecem
 Valores do mercado
Parte três: cenários da expansão

Condições físicas
 Expansão sem estrutura
 Ausência de política de fixação de professores
 Política do “ilhamento”
 Ilhas de excelência
 Fragmentação do coletivo, da multidão
Parte três: cenários da expansão

Condições da tarefa
 Capes eternamente com faca no pescoço
 pelo menos para educação superior
 Política de avaliação calcado exclusivametne em princípios
quantitativos
 Provinha Brasil, Enem, Pisa
 Critérios duvidosos de distribuição de recursos
 Financiamento de pesquisas
 Relações com empresas
Parte três: cenários da expansão

Condições coletivas e sociais


 Professores não se encontram
 Falta tempo
 Estímulo
 Competição
 Refluxo parcial das lutas sociais entre trabalhadores
Parte três: cenários da expansão

Adoecimento docente
 Professores entre os que mas adoecem contemporaneamente

 Adoecimento é, sobretudo, MENTAL/ PSÍQUICO

 Não há política significativa, institucional ou sindical, sobre a


questão da saúde e trabalho docente
Parte quatro: desafios e possibilidades

Desafios:
 Mobilização coletiva
 Produzir multidão
 Articular lutas com outros trabalhadores
 Qualificar a luta sobre a saúde (vivida individualmente) como
uma luta coletiva (também sindical)
Parte quatro: desafios e possibilidades

Desafios:
 Politizar luta pela saúde e condições de trabalho
 Não ser reativo
 Resistência é sempre primeira
 Não se tornar pessimista
 Trabalhadores não estão todos adoecendo:
 O que fazem?
 Como resistem e criam neste cenário?
Parte quatro: desafios e possibilidades

Possibilidades:
 Luta local identifica trabalhadores
 Produção de valores por meio do trabalho
 Renovação dos valores da “arte de ofício”
 Valorização do coletivo (produção de subjetividade)
Parte quatro: desafios e possibilidades

Possibilidades:
 Luta incide no coração do capital
 “Arrancar o carrapato”
 Embate de valores
Parte quatro: desafios e possibilidades

COMO FAZER:

?
Parte quatro: desafios e possibilidades

COMO FAZER:

Isso é conosco