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Síntese da

unidade 2
SÍNTESE DA UNIDADE 2

FERNÃO LOPES – O HISTORIADOR

Foi o primeiro a construir “uma


Serviu-se de fontes de natureza
narrativa ordenada diacronicamente, de
diplomática e arquivista e de outras como
estrutura e apresentação internas muito
“memórias dispersas, informações orais,
mais complexas”, servindo-se de
elementos lendários e tradicionais,
“materiais informativos muito
representações artísticas e até epitáfios”.
diversificados”.
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FERNÃO LOPES

 Foi um “escritor ao serviço do poder”.


 Da leitura das crónicas de Fernão Lopes, depreende-se a sua
parcialidade, motivada pelo facto de o seu trabalho ter sido
encomendado pelo rei D. Duarte.

A sua tarefa consistia em legitimar a regência de D. João I, cuja


nomeação, decorrente dos “acontecimentos verificados em Portugal
em 1383-1385”, levantava algumas dúvidas.
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CRÓNICA DE D. JOÃO I, DE FERNÃO LOPES

 A Crónica de D. João I debruça-se sobre a ascensão e reinado do Mestre de


Avis, filho de D. Pedro e de uma aia, Teresa Lourenço.

 A insurreição inicia-se com a morte do Conde Andeiro.


 O homicídio do amante de D. Leonor Teles surge como resposta à ameaça
castelhana que pairava sobre a coroa portuguesa.

 Os protagonistas do assassinato ocorrido nos paços da rainha manipularam o


povo, de modo a garantir o seu apoio.
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CRÓNICA DE D. JOÃO I, DE FERNÃO LOPES


 O povo regozijou-se com o facto de o Mestre de Avis estar vivo e apoiou o
assassinato do Conde Andeiro.

A questão da sucessão ao trono português colocou em confronto os


sentimentos do povo e as ambições de uma parte da nobreza.

 Apesar de o Mestre de Avis não ser um sucessor legítimo ao trono, o povo


apoiava-o por reconhecer nele a única garantia da independência nacional.

 Foram os castelhanos que puseram cerco à cidade de Lisboa, como forma de


dissuadir o Mestre de Avis dos seus propósitos.
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CRÓNICA DE D. JOÃO I, DE FERNÃO LOPES


O Mestre soube de antemão que
os castelhanos tencionavam cercar
Lisboa e, por isso, deu ordens para
as pessoas se abastecerem e
protegerem.

 Apesar de se terem preparado


antes do cerco, as necessidades do
povo, sobretudo em termos
alimentares, passaram a ser
muitas.

 O povo apresenta-se como a força


motora e impulsionadora da
revolta ocorrida por questões
dinásticas.
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FUNÇÕES SINTÁTICAS

SUJEITO
 Função sintática desempenhada por um
constituinte que comanda a concordância verbal.

 Função sintática desempenhada por um grupo


verbal, que inclui obrigatoriamente, além de um
verbo ou complexo verbal, os respetivos
PREDICADO complementos ou predicativos. Pode incluir
ainda os modificadores.

COMPLEMENTO  Função sintática interna ao grupo verbal e


DIRETO obrigatória, cujo constituinte é selecionado por
um verbo transitivo direto.
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 Função sintática interna ao grupo verbal e


COMPLENTO
INDIRETO obrigatória, cujo constituinte é selecionado por
um verbo transitivo indireto.

 Função sintática interna ao grupo verbal e


COMPLEMENTO obrigatória, cujo constituinte é selecionado pelo
OBLÍQUO
verbo e que assume a forma de um grupo
preposicional ou de um grupo adverbial.
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COMPLEMENTO  Função sintática de uma frase passiva, cujo


AGENTE DA constituinte é introduzido pela preposição por,
PASSIVA
na forma simples ou contraída, e que
corresponde ao sujeito da forma ativa.

PREDICATIVO  Função sintática obrigatória, cujo constituinte é


DO SUJEITO selecionado por um verbo copulativo, isto é, que
predica algo acerca de um sujeito.
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 Função sintática cujo constituinte não é


MODIFICADOR selecionado por nenhum núcleo, seja ele verbal
ou nominal. O modificador pode incidir sobre a
frase ou sobre o grupo verbal.

MODIFICADOR  Função sintática desempenhada por um constituinte


DE FRASE que se relacione com toda a frase/ oração.

MODIFICADOR  Função sintática desempenhada por um grupo


DO GRUPO preposicional, por um grupo adverbial ou por
VERBAL uma oração subordinada adverbial.
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 Função sintática não obrigatória, desempenhada


MODIFICADOR por um constituinte que está normalmente
DO NOME situado à direita do nome e que pode ser um
grupo preposicional ou adjetival ou uma oração
subordinada adjetiva relativa.

MODIFICADOR DO NOME RESTRITIVO MODIFICADOR DO NOME APOSITIVO

restringe a referência do nome; acrescenta informação a esse nome;

 Ocorre frequentemente em contextos de


VOCATIVO chamamento. Identifica o interlocutor, mas
distingue-se claramente do sujeito, pois não
obriga à concordância verbal e aparece isolado
por vírgulas.
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TEXTO DE APRECIAÇÃO CRÍTICA

 Centra-se na apreciação de um filme, de um livro, de uma peça de teatro, de


uma obra de arte, etc. Para tal, expõe informação significativa, encadeada
logicamente, sobre o objeto visado e associa-lhe um comentário crítico
orientado numa perspetiva positiva ou negativa.
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COMO ESCREVER UMA APRECIAÇÃO CRÍTICA

 Apresentar um conteúdo informativo, mas incluir apreciações pessoais;

 Recorrer à argumentação e respetiva exemplificação para fundamentar


a perspetiva e persuadir o público leitor;

 Utilizar uma linguagem valorativa (de polaridade negativa ou positiva), mas


clara.
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Estrutura tripartida

Introdução Desenvolvimento Conclusão

 descrever sucintamente  apresentar informações  sintetizar a informação


sobre o conteúdo ou mais importante.
o objeto.
características;

 fazer um comentário crítico


valorativo;

 sustentar a opinião crítica


através dos argumentos.