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Técnicas para uma boa Interpretação de Texto

1- Ler todo o texto sem interrupção e separá-lo por partes a cada nova
informação.
2 - Preste muita atenção no que for pedido.
3 - Elimine dados, estatísticas e palavras redundantes.
4 - A resposta estará quase sempre num único parágrafo ou frase.
5 - Pense sempre que seus argumentos não existem.
6 – Não procure pela resposta correta, e sim pela errada.
7 - Às vezes todas podem estar corretas, mas uma sempre estará mais.
8 - A verdade não serve. O que tem valor é a resposta correta.
9 - Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura.
10 - Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos duas vezes.
11 - O autor defende ideias e você deve percebê-las.
12 - Grife palavras como correto ou incorreto, evitando, assim, uma confusão na
hora da resposta.
13 – Leia com atenção a introdução e/ou a conclusão.
14 - Se o enunciado focar o item argumentação, concentre-se no
desenvolvimento.
15 – Dê atenção à fonte.
1 - Troca de palavras por expressões perifrásticas (antonomásia)
Ex: O país do futebol acredita em seus filhos.
O Brasil acredita em seus filhos.

“Os animais que eu treino não são obrigados a fazer o que vai contra a natureza
deles.” (Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)

O autor do texto é:
a) um treinador atento
b) um adestrador frio
c) um treinador qualificado
d) um adestrador consciente
e) um adestrador filantropo
2 - Diferença que faz diferença
Ele morreu faminto (ele estava faminto quando morreu)
Ele morreu de fome (a fome foi a causa da morte)

3 - Ironia
Consiste em dizer-se o contrário do que se quer. É figura muito importante para a
interpretação de texto.
Ex.: “João é tão esperto que travou o carro com a chave dentro.”
Observe que, após chamar João de esperto, mostra-se uma atitude de pouca
inteligência.
4 - Fique atento à pontuação
“Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada
dou aos pobres”
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna?

a) O sobrinho fez a seguinte pontuação:


“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro.
Nada dou aos pobres.”
b) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
“Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro.
Nada dou aos pobres.”
c) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro.
Nada dou aos pobres.”
d) Aí, chegaram os pobres da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro?
Nada! Dou aos pobres.”
Outro exemplo:
A criança agitada corria pelo quintal.
A criança, agitada, corria pelo quintal.

Polissemia
É a capacidade que as palavras têm de assumir significados variados de acordo
com o contexto.
Ex: Ele anda muito. Mário anda doente. Aquele executivo só anda de avião. Meu
relógio não anda mais.

Nas frases do exemplo, significa, respectivamente, caminhar, estar, viajar e


funcionar.
Leia o trecho e anote a alternativa em que não ocorre paráfrase.

O homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado, por não reconhecer no seu
íntimo a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas.

a) Frequentemente sem rumo, segue o homem pela vida, por não reconhecer no seu
íntimo o valor de todos os instantes, de todas as coisas, sejam simples ou grandiosas.
b) Não reconhecendo em seu âmago a importância de todos os momentos, de todas as
coisas, simples ou grandiosas, o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado.
c) Como não reconhece no seu íntimo o valor de todos os momentos, de todas as
coisas, sejam elas simples ou não, o homem vai pela vida frequentemente desnorteado.
d) O ser humano segue, com frequência, vida afora, sem rumo, porquanto não
reconhece, em seu interior, a importância de todos os instantes, de todas as coisas,
simples ou grandiosas.
e) O homem caminha pela vida sempre desnorteado, por não reconhecer, em seu
mundo íntimo, o valor de cada momento, de cada coisa, seja ela simples ou grandiosa.
5 - Mudança de posição das palavras
O garoto feliz voltou para casa. (era feliz – ad. nominal)
O garoto voltou feliz para casa. (estava feliz – pred. sujeito)
Encontrei determinadas pessoas naquela cidade. (certas pessoas)
Encontrei pessoas determinadas naquela cidade. (pessoas decididas)

“Os animais que eu treino não são obrigados a fazer o que vai contra a natureza deles.”
(Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)

Segundo o texto, os animais:


a) são obrigados a todo tipo de treinamento.
b) fazem o que não lhes permite a natureza.
c) não fazem o que lhes permite a natureza.
d) não são objetos de qualquer preocupação para o autor.
e) são treinados dentro de determinados limites.
“Uma nação já não é bárbara quando tem historiadores.”
(Marquês de Maricá, in Máximas)

O texto é:
a) uma apologia à barbárie
b) um tributo ao desenvolvimento das nações
c) uma valorização dos historiadores
d) uma reprovação da selvageria
e) um canto de louvor à liberdade
Dissecando os gastos públicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no
Orçamento da União deste ano. Por exemplo: Considerada a despesa geral da Câmara,
cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milhão por ano.
Entre os senadores, a loucura é ainda maior, pois o custo individual diário pula para R$
71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhões. Comparados a outras “rubricas”, os
números beiram o delírio. É o caso do que a mesma União despende com a saúde de
cada brasileiro - apenas R$ 0,36 por dia. E, com a educação, humilhantes R$ 0,20.
(Ricardo Boechat, JB, 6/11/01)

Os exemplos citados pelo jornalista:


a) atendem a seu interesse jornalístico.
b) indicam dados pouco precisos e irresponsáveis.
c) acobertam problemas do Governo.
d) mostram que os gastos com a classe política são desnecessários.
e) demonstram que o país não dispõe de recursos suficientes para as despesas.
As questões de interpretação podem referir-se ao
conjunto, às ideias gerais do texto.
Há questões que pedem conhecimento fora do texto.
Por exemplo, ele pode aludir a uma determinada
personalidade da história ou da atualidade, e ser cobrado
do aluno ou candidato o nome dessa pessoa ou algo que
ela tenha feito. Por isso, é importante desenvolver o
hábito da leitura. Procure estar atualizado, lendo jornais
e revistas especializadas.
TEXTO
É uma unidade básica de organização e transmissão de
ideias, conceitos e informações de modo geral. Em
sentido amplo, uma escultura, um quadro, um símbolo,
um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
televisão também são formas textuais.
Como interpretar uma charge?
1. Faça perguntas
A análise de uma charge deve ser a resposta de algumas perguntas básicas que
ajudam você a fazer a leitura crítica dos recursos visuais.
• O que se entende da charge?
• O que será que ela trata como assunto principal (tema)?
• Há diferentes possibilidades de Interpretação do desenho e do texto que
geralmente o acompanha?
• Conheço o cenário ou as pessoas retratadas?

2. Não ignore detalhes


As charges são um conjunto de informações que têm como objetivo criticar ou
satirizar uma situação ou acontecimento, por isso você não deve negligenciar
coisas que pareçam pequenas na imagem. Esses detalhes podem ser a sua pista
para responder a questão.
Charge: título, exagerada, recurso verbal e não verbal, ligação com o cotidiano,
crítica e humor. Contexto histórico. Publicada em jornais e revistas.
3. Contextualize as charges e imagens
Deve-se procurar contextualizá-las social, político, cultural e esteticamente.
- Por que ela foi feita?
- Qual é o seu público alvo e o que o autor esperou alcançar com a imagem?

Saber o período histórico no qual a charge está inserida ajuda você a


contextualizá-la.

4. Utilize o enunciado da questão


O melhor guia para uma resposta será sempre o enunciado da própria questão da
prova. Por isso, atente-se ao enunciado.

Procure entender exatamente o que a questão pede para começar a fazer a análise
crítica das imagens.
Cartum: cômico ou lírico, crítica social, sem contexto histórico.
Tira: divisão em quadrinhos, histórias curtas, personagens geralmente fixos,
podem ter continuidade.
5. Mantenha-se atualizado
O tema abordado na charge pode estar ligado a um acontecimento de um
período específico, o que mostra a importância de se manter informado
quanto as atualidades do ano para ter conhecimentos prévios que te
sirvam como base para descobrir qual fato ocorrido está sendo criticado
na charge.
O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos
linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à
a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia
que pretende veicular.
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço
da população rica.
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da
família.
Tirinhas
-O exame pede que o aluno mostre ter entendido a piada e encontre
uma alternativa que a explica, o que pode gerar confusão na
interpretação entre humor e crítica.

-É fundamental prestar tanta atenção aos diálogos quanto ao desenho:


não raramente, os elementos gráficos dão o tom adequado para
entender o que está escrito.

- Analise cada detalhe: no caso de tirinhas e desenhos em geral, os


recursos gráficos são muito poucos, então cada palavra, cada traço é
importante – e pode definir pistas para a resposta correta.
1. (Enem 2012) O cartum, publicado em 1932, ironiza as consequências sociais das
constantes prisões de Mahatma Gandhi pelas autoridades britânicas, na Índia,
demonstrando:
A) a ineficiência do sistema judiciário inglês no território indiano.
B) o apoio da população hindu à prisão de Gandhi.
C) o caráter violento das manifestações hindus frente à ação inglesa.
D) a impossibilidade de deter o movimento liderado por Gandhi.
E) a indiferença das autoridades britânicas frente ao apelo popular hindu.
Ciência e técnica se têm revelado, na sociedade atual, inadequadas a proporcionar ao homem, meios para a sua autêntica
realização. Mais ainda: utilizadas como estão, têm conspirado contra a felicidade humana. E a nova geração de intelectuais,
cientistas e jovens, nos últimos vinte anos, tem sido porta-voz da frustração, do medo, do protesto contra a invasão da ciência e
da técnica.
Enquanto há anos atrás era difícil encontrar um nome de cientista que levantasse dúvida sobre a validez total de seu
trabalho, hoje ocorre exatamente o contrário: não se conhece um só nome de grande cientista que acredite incondicionalmente
no poder total da ciência e da técnica para resgatar o homem de seus males e torná-lo completamente feliz. Cientistas e
pensadores não escondem seu ceticismo e sua preocupação com os resultados da ciência e da técnica.
Acontece que este clima de desconfiança, insatisfação e pavor não se nota só entre os cientistas e sábios; ele está já se
alastrando entre o povo e sensibilizou especialmente os jovens, sobretudo os estudantes. O fato de que as manifestações mais
clamorosas de seu protesto pertençam ao passado não significa que ele tenha perdido em intensidade e universalidade. Muito
pelo contrário: o terror dos anos 70 é filho direto do protesto dos anos 60.
Note-se bem: o protesto, a recusa por parte dos cientistas, dos intelectuais em geral e dos jovens não é propriamente contra a
ciência e a técnica em si, mas contra sua valorização exclusiva, contra uma sociedade que pretende construir-se unicamente
sobre estas pilastras, sem levar em conta outras exigências e componentes humanos que a ciência e a técnica não podem
satisfazer.
Na introdução do texto, o autor declara que a ciência e a técnica se têm revelado inadequadas na realização do homem.
Isto porque:
a) elas têm conspirado contra a felicidade humana.
b) nenhum cientista moderno acredita piamente no poder da ciência.
c) os cientistas estão céticos quanto aos resultados da ciência e da técnica.
d) deixam de lado algumas exigências e componentes humanos.
e) atingem não só cientistas e técnicos, mas também os jovens.
Ciência e técnica se têm revelado, na sociedade atual, inadequadas a proporcionar ao homem, meios para a sua autêntica
realização. Mais ainda: utilizadas como estão, têm conspirado contra a felicidade humana. E a nova geração de intelectuais,
cientistas e jovens, nos últimos vinte anos, tem sido porta-voz da frustração, do medo, do protesto contra a invasão da ciência
e da técnica.
Enquanto há anos atrás era difícil encontrar um nome de cientista que levantasse dúvida sobre a validez total de seu
trabalho, hoje ocorre exatamente o contrário: não se conhece um só nome de grande cientista que acredite
incondicionalmente no poder total da ciência e da técnica para resgatar o homem de seus males e torná-lo completamente
feliz. Cientistas e pensadores não escondem seu ceticismo e sua preocupação com os resultados da ciência e da técnica.
Acontece que este clima de desconfiança, insatisfação e pavor não se nota só entre os cientistas e sábios; ele está já se
alastrando entre o povo e sensibilizou especialmente os jovens, sobretudo os estudantes. O fato de que as manifestações
mais clamorosas de seu protesto pertençam ao passado não significa que ele tenha perdido em intensidade e universalidade.
Muito pelo contrário: o terror dos anos 70 é filho direto do protesto dos anos 60.
Note-se bem: o protesto, a recusa por parte dos cientistas, dos intelectuais em geral e dos jovens não é propriamente
contra a ciência e a técnica em si, mas contra sua valorização exclusiva, contra uma sociedade que pretende construir-se
unicamente sobre estas pilastras, sem levar em conta outras exigências e componentes humanos que a ciência e a técnica não
podem satisfazer.
Na introdução do texto, o autor declara que a ciência e a técnica se têm revelado inadequadas na realização do homem. Isto
porque:
a) elas têm conspirado contra a felicidade humana.
b) nenhum cientista moderno acredita piamente no poder da ciência.
c) os cientistas estão céticos quanto aos resultados da ciência e da técnica.
d) deixam de lado algumas exigências e componentes humanos.
e) atingem não só cientistas e técnicos, mas também os jovens.
O pássaro azul (Charles Bukowski)
há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas sou duro demais com ele, eu
digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja.
há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas eu despejo uísque sobre ele e
inalo fumaça de cigarro e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias nunca saberão que ele está lá dentro.
há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas sou duro demais com ele, eu
digo, fique aí, quer acabar comigo? quer foder com minha escrita?
quer arruinar a venda dos meus livros na Europa?
há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas sou bastante esperto, deixo
que ele saia somente em algumas noites quando todos estão dormindo.
eu digo, sei que você está aí, então não fique triste. depois o coloco de volta em
seu lugar, mas ele ainda canta um pouquinho lá dentro, não deixo que morra
completamente e nós dormimos juntos assim com nosso pacto secreto e isto é
bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e você?
O pássaro azul
há um pássaro azul (sentimento profundo. É a cor do sentimento que não está dominado pela paixão)
em meu peito que quer sair, mas sou duro demais com ele,
(o pássaro, assim como o sentimento, deve ser livre, mas é aprisionado na gaiola do medo)
eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja. (vergonha de demonstrar o que realmente sente)
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair, mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias nunca saberão que ele está
lá dentro. (a necessidade de se mostrar uma pessoa dura em um lugar perdido)
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair, mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí,
quer acabar comigo?
quer foder com minha escrita?
quer arruinar a venda dos meus livros na
Europa?
(no momento em que soltar o pássaro, deixará de ser o personagem da literatura marginal)
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair mas sou bastante esperto,
deixo que ele saia somente em algumas noites
quando todos estão dormindo. (ninguém pode ver sua fraqueza, seu sentimentalismo)
eu digo, sei que você está aí,
então não fique triste. (sabe que não é uma pessoa dura, apenas precisa de tempo)
depois o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente (não se esquece de quem ele realmente é)
e nós dormimos juntos (o melhor momento para ser quem realmente é)
assim com nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem chorar,
mas eu não choro, (já está acostumado)
e você?
Uma scena franco-brazileira: “franco” – pelo local e os
personagens, o local que é Paris e os personagens que são
pessoas do povo da grande capital; “brazileira” pelo que
ahi se está bebendo: café do Brazil. O Lettreiro diz a
verdade apregoando que esse é o melhor de todos os
cafés. (Essa página foi desenhada especialmente para A
Ilustração Brazileira pelo Sr. Tofani, desenhista do Je Sais
Tout.)

A página do periódico do início do séc XX documenta um


importante elemento da cultura francesa, que é revelador
do papel do Brasil na economia mundial, indicado no
seguinte aspecto:

a) Prestador de serviços gerais. (limpeza?)


b) Exportador de bens industriais. (fabrica?)
c) Importador de padrões estéticos.
d) Fornecedor de produtos agrícolas. (dimensiona)
e) Formador de padrões de consumo. (qualquer tipo de
consumo)
(Ciências Humanas)
Uma família resolveu comprar um imóvel num bairro cujas ruas
estão representadas na figura. As ruas com nomes de letras são
paralelas entre si e perpendiculares às ruas identificadas com
números. Todos os quarteirões são quadrados, com as mesmas
medidas, e todas as ruas têm a mesma largura, permitindo
caminhar somente nas direções vertical e horizontal.
Desconsidere a largura das ruas.

A família pretende que esse imóvel tenha a mesma distância de


percurso até o local de trabalho da mãe, localizado na rua 6
com a rua E, o consultório do pai, na rua 2 com a rua E, e a
escola das crianças, na rua 4 com a rua A.

Com base nesses dados, o imóvel que atende as pretensões da


família deverá ser localizado no encontro das ruas
a) 3 e C
b) 4 e C
c) 4 e D
d) 4 e E
e) 5 e C (matemática)
Preocupada com seus resultados, uma empresa fez um balanço dos lucros obtidos nos
últimos sete meses, conforme dados do quadro.

Avaliando os resultados, o conselho diretor da empresa decidiu comprar, nos dois


meses subsequentes, a mesma quantidade de matéria-prima comprada no mês em que
o lucro mais se aproximou da média dos lucros mensais dessa empresa nesse período
de sete meses.
Nos próximos dois meses, essa empresa deverá comprar a mesma quantidade de
matéria-prima comprada no mês
a) I
b) II
c) IV
d) V
e) VII (matemática)
Em uma cidade, o número de casos de dengue confirmados aumentou consideravelmente nos
últimos dias. A prefeitura resolveu desenvolver uma ação contratando funcionários para ajudar no
combate à doença, os quais orientarão os moradores a eliminarem criadouros do mosquito Aedes
aegypti, transmissor da dengue. A tabela apresenta o número atual de casos confirmados, por
região da cidade.

A prefeitura optou pela seguinte distribuição dos funcionários a serem contratados:


I. 10 funcionários para cada região da cidade cujo número de casos seja maior que a média dos
casos confirmados.
II. 7 funcionários para cada região da cidade cujo número de casos seja menor ou igual à média
dos casos confirmados.
Quantos funcionários a prefeitura deverá contratar para efetivar a ação?
a) 59
b) 65
c) 68
d) 71
e) 80
Antiode
Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-Virtude – em disfarçados urinóis).
Flor é a palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.
Flor é o salto
da ave para o voo:
o salto fora do sono
quando seu tecido
se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.
A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem
necessariamente explicá-lo. Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto,
poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de
a) uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode ser comparada, a fim
de assumir novos significados.
b) um urinol, em referência às artes visuais ligadas às vanguardas do início do
século XX. (não está recriando o urinol)
c) uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma imagem historicamente
ligada à palavra poética. (historicamente?)
d) uma máquina, levando em consideração a relevância do discurso técnico-
científico pós-Revolução Industrial. (é um discurso poético)
e) um tecido, visto que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu
lírico. (incompleto)
(Literatura)
Ser ou não ser — eis a questão.
Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obrigam a hesitar: e é essa a reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
(SHAKESPEARE, W. Hamlet. Porto Alegre: L&PM, 2007)
Este solilóquio pode ser considerado um precursor do existencialismo ao
enfatizar a tensão entre
a) consciência de si e angústia humana. (consciente sobre si e a angústia de ser
responsável por seus atos.)
b) inevitabilidade do destino e incerteza moral.
c) tragicidade da personagem e ordem do mundo.
d) racionalidade argumentativa e loucura iminente.
e) dependência paterna e impossibilidade de ação.
(Ciências Humanas)
TEXTO 1
Tradução: “As mulheres do futuro farão da Lua um
lugar mais limpo para se viver”.
Disponível em: www.propagandashistoricas.com.br.
Acesso em: 16 out. 2015.

TEXTO 2
Metade da nova equipe da Nasa é composta por
mulheres
Até hoje, cerca de 350 astronautas americanos já
estiveram no espaço, enquanto as mulheres não chegam
a ser um terço desse número. Após o anúncio da turma
composta 50% por mulheres, alguns internautas
escreveram comentários machistas e desrespeitosos
sobre a escolha nas redes sociais.
Disponível em: https//catracalivre com br. Acesso em 10
mar 2016
A comparação entre o anúncio publicitário de 1968 e a
repercussão da notícia mostra a

a) elitização da carreira científica.


b) qualificação da atividade doméstica.
c) ambição de indústrias patrocinadoras.
d) manutenção de estereótipos de gênero.
e) equiparação de papeis nas relações familiares.

(Ciências Humanas)

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