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Aula de Liturgia

– Cemec –

Prof. Edemir Antunes


Proposta de trabalho
1 – Questões introdutórias

2 – Uma herança do culto judaico: Antigo


Testamento

3 – Uma herança do culto cristão primitivo: Novo


Testamento

4 – Uma herança do culto na Igreja Anglicana

5 – Aspectos litúrgicos na Igreja Metodista

6 – O calendário litúrgico
Questões Introdutórias
O termo “liturgia” no Antigo Testamento

O termo “liturgia” no Novo Testamento

Três sentidos

Em suma, a Liturgia é o serviço dedicado à


Deus em culto quando cristãos/ãs se reúnem
para adorar e louvar. Liturgia é composta por
acontecimentos cúlticos, dentre os quais é
possível destacar as atitudes, os simbolismos,
os cantos e as prédicas.
Segundo Messias Valverde,

“o culto público, promovido pela Igreja, é uma


parcela do serviço total do povo de Deus, no
qual o Senhor vem ao seu encontro requer a
sua adoração, mostra-lhe o pecado, perdoa-lhe
quando se arrepende, confia-lhe sua
mensagem e espera a resposta de fé, gratidão,
amor e obediência.”
Uma herança do culto
judaico: Antigo Testamento
1 – Origens do culto hebraico

2 – Êxodo e Levítico: organização do culto

3 – Culto: nomadismo e monarquia

4 – Deturpação do culto

5 – Um modelo de Liturgia: Isaías 6,1-8


1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o
Senhor assentado sobre um alto e sublime
trono, e as abas de suas vestes enchiam o
templo.

Ocorrência: Contemplação da santidade de


Deus.

2 Serafins estavam por cima dele; cada um


tinha seis asas; com duas cobria o rosto,
com duas cobria os seus pés e com duas
voava.

Ocorrência: Reverência na casa de Deus.


3 E clamavam uns para os outros, dizendo:
Santo, Santo, Santo é o Senhor dos
Exércitos; toda terra está cheia da sua glória.

Ocorrência: Adoração a Deus.

4 As bases do limiar se moveram à voz do


que clamava, e a casa se encheu de fumaça.

Ocorrência: Quando Deus se manifesta vidas


são transformadas.
5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido!
Porque sou homem de lábios impuros, habito no
meio dum povo de impuros lábios, e os meus
olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!
Ocorrência: Diante da glória de Deus o ser humano
confessa sentir-se pequeno, frágil e pecador.

6 Então, um dos serafins voou para mim, trazendo


na mão uma brasa viva, que tirara do altar com
uma tenaz;

Ocorrência: A brasa representa o fogo que purifica o


ser humano de seus pecados e é declarado
perdoado.
7 Com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis
que ela tocou os teus lábios, a tua iniqüidade foi
tirada, e perdoado o teu pecado
Ocorrência: Os lábios representam o pecado
cometido que é perdoado pelo toque. O perdão
não é barato, custou o sangue do cordeiro que
cancela as culpas. A gratidão brota em um
coração perdoado (louvor).

8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia:


A quem enviarei, em quem há de ir por nós?
Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.
Ocorrência: A palavra é proclamada, a mensagem
é entendida, o apelo é aceito e o servo se
dedica ao serviço de Deus.
6 – O culto no cativeiro babilônico.

7 – O culto no período da reconstrução.


Uma herança do culto cristão
primitivo: Novo Testamento
Com a revelação de Jesus Cristo é iniciada uma
nova era litúrgica com o propósito de inovar e
não substituir ou anular a liturgia do AT.

Com a Nova Aliança estabelecida todos os


povos são convidados a achegarem-se a Deus e
celebrarem o Cristo Ressurreto.

O culto não fica mais restrito ao templo ou à


casa das pessoas, mas abarca toda a existência.
O viver cotidiano é um culto.

A liturgia do NT é elaborada após uma profunda


meditação sobre a vida de Cristo e seu projeto
transformador e libertador.
Uma herança do culto na
Igreja Anglicana
1 – Livro de Oração Comum
I – Oração do Pai Nosso
II – Leitura dos dez mandamentos ou resumo da Torah
III – A coleta
IV – Confissão
V – Oração
VI – Leitura de uma Carta
VII – Leitura de um Evangelho
VIII – Leitura do Credo Apostólico ou Niceno
IX – Avisos
X – Sermão
XI – Apresentação e consagração das ofertas
XII – Hino ou Antífona
XIII – Confissão geral
XIV – Leitura de acordo com o tempo litúrgico (prefácio próprio)
XV – Consagração dos elementos da Ceia (pão e vinho)
XVI – Celebração da Ceia do Senhor
XVII – Hino
XVIII – Oração Dominical
XIX – Hino
XX – Bênção
Aspectos litúrgicos na
Igreja Metodista
1 – Uma forma litúrgica: EUA, 1770.

2 – Adaptação da liturgia à cultura brasileira.

3 – Compêndio da Igreja Metodista (1878).

4 – Cânones da Igreja Metodista de 1942.

5 – Alterações significativas ocorrem em 1965 e


1971.

6 – Forma litúrgica: 1990.


Adoração Confissão

Dedicação Louvor

Edificação
Adoração: Esta é feita por meio de
leituras, orações e cânticos de adoração.
Se reconhece neste momento que a
santidade do Altíssimo está presente no
recinto, e os/as celebrantes o adoram por
aquilo que Ele é (majestoso, maravilhoso,
onipotente, onipresente, onisciente, digno
de glórias e honras etc.

Não esquecer: a adoração expressa o que


Deus é!
Confissão: Hora em que a congregação
reunida faz suas orações, confessando à
Deus os seus pecados, suplicando o seu
perdão para que, assim, limpos/as de tudo
aquilo que faz separação entre Deus e o/a
homem/mulher, o/a torne apto/a para
cultuar com liberdade. Este momento é
marcado por confissões pessoais e
sociais contra Deus e o/a próximo/a.
“Porque todos pecaram e carecem da
glória de Deus”. [Romanos 3,23]
Louvor: Após os momentos de adoração a Deus
por aquilo que Ele é, e de confissão e perdão dos
pecados, é que a comunidade, em uma só voz,
louva a Deus. O louvor pode ser feito com
leituras, hinos, cânticos, apresentação do coral,
solo, dueto etc. Deve ficar claro neste momento
quem é digno de louvor através dos atos
celebrados. Eis alguns motivos para louvar:
unidade com Deus e com o/a próximo/a,
salvação, paz na família, direcionamentos,
cuidado, provisão, livramentos, curas etc.

Não esquecer: o louvor expressa o que Deus faz!


Edificação: Nesta, a comunidade silencia,
para ouvir a voz de Deus e qual é a sua
vontade para a vida de cada um/a.
Segundo a tradição reformada, este é o
momento mais importante do culto;
portanto, se faz necessário muita
reverência.
Dedicação: é o momento em que a Igreja
reage aos desafios feitos por Deus e se
coloca nas mãos dele para fazer a Sua
vontade. É profícuo destacar que “nenhum
culto deve acontecer sem provocar na
comunidade um compromisso prático e
fora de seus limites internos”.
O calendário litúrgico
Ciclo do Natal
1º tempo litúrgico: Advento (Espera)

2º tempo litúrgico: Natal (Nascimento)

3º tempo litúrgico: Epifania (Manifestação)

4º tempo litúrgico: Batismo do Senhor


Tempo Comum: anúncio do Reino
1) Destaca que Deus não é Senhor apenas de
eventos extraordinários, mas também o é do
cotidiano.

2) Enfatiza a presença constante e amorosa de


Deus na vida do seu povo rumo à plenitude do
Reino.

3) Aponta para o serviço cristão de preservar e


abençoar as pessoas, bem como, toda a criação
de Deus.
Ciclo Pascal

1º tempo litúrgico: Quaresma

2º tempo litúrgico: Semana Santa

3º tempo litúrgico: Páscoa

4º tempo litúrgico: Pentecostes


Tempo Comum: vivência do REino
1) Destaca que Deus não é Senhor apenas de
eventos extraordinários, mas também o é do
cotidiano.

2) Enfatiza a presença constante e amorosa de


Deus na vida do seu povo rumo à plenitude do
Reino.

3) Aponta para o serviço cristão de preservar e


abençoar as pessoas, bem como, toda a criação
de Deus.
CICLO DO NATAL
I – Advento
II – Natal
III – Epifania
IV – Batismo do Senhor
TEMPO COMUM
I – Anúncio do Reino
CICLO PASCAL
I – Quaresma
II – Semana Santa
III – Páscoa
IV - Pentecostes
TEMPO COMUM
I – Vivência do Reino
V
E
S
T
I
M
E
N
T
A
S
Roupas Elegantes e Discretas (não-litúrgicas)
Elaborar uma liturgia em grupo
Aspectos que devem ser considerados:

Ciclo litúrgico: Ciclo Pascal


Tempo litúrgico: Quaresma
Cor litúrgica: roxo/lilás
Temas: Contrição, arrependimento,
conversão, expectativa e preparação.
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