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Eclesiologia da

Comunhão
A Homilia no contexto de uma Eclesiologia de
Comunhão
O que é Eclesiologia da Comunhão?
A origem central da compreensão da Igreja como “Comunhão”
encontra-se na relação comunitária da Trindade, pois a comunhão
vem do amor de Deus pela humanidade, e esta se manifesta em todo
o desejo salvífico de Deus, o que demonstra a economia de salvação.
Sendo assim, deve-se entender a comunhão eclesial como um dom
de Deus, Uno e Trino.

 Após o Concílio Vaticano II, a Igreja abriu-se para o mundo,


relacionando-se de maneira totalmente nova e, ao mesmo tempo,
imbuída de sua realidade maior, voltada para sua fonte, o Deus
Trindade, e comprometida com as realidades humanas de um povo
escolhido-consagrado-enviado. Portanto, sinal, instrumento e
sacramento salvífico de Deus para o mundo
 Eclesiologia de Comunhão denota uma visão da Igreja “Povo de Deus”.
Esta visão proposta pelo Vaticano II tem resquícios da práxis pastoral
Latino-Americano, sobretudo, do Documento da Aparecida.

 A EC supera, deste modo, a eclesiologia piramidal-Igreja Mãe e Mestra


(visão pré-Vaticano II) que enfatizava a distinção entre a Igreja que ensina
(Clero/pregador) e Igreja que aprende (Laicato/assembleia).

 Assim, a EC enfatiza uma Igreja que, impregnada do Evangelho e animada


pelo Espírito Santo, os pastores (clero/pregador) não só ensinam (pregam)
e santificam, mas também aprendem e são santificados.
 Assim, a homilia não é somente um ensinamento que o pregador ministra
à assembleia, mas deve ser fruto de um coro (pregador e cada membro da
assembleia) na adesão da fé: ao escutar a fé do povo, o pregador também
nutre e guia, pela ação do ES, a assembleia.

A Igreja é como uma mãe, não uma maternidade hierárquica, mas uma
maternidade guardada e garantida por todo Povo de Deus, onde cada
membro é, ao mesmo tempo, gerado e gerador: um filho que escuta sua
mãe porque se sente amado por ela e uma mãe que escuta e aprende com
o filho. Assim deve acontecer na homilia.
• 6. O ES ensina como se deve escutar a fé do povo e como se deve pregar. O
coração dispõe-se a ouvir melhor quando nos é falado em termos da nossa
“Cultura materna” e do idioma materno, ou seja, com uma tonalidade que
transmite coragem, inspiração, forca, impulso.

• 7. Assim, a homilia não deve ser somente um ensinamento doutrinal, uma


indicação moral ou explicação exegética. Mas deve consistir na alegria e no
gosto da comunhão, isto é, no diálogo que perpassa uma mera
comunicação da verdade. Deste modo, o pregador tem a missão de “unir
os corações que se amam: o do Senhor e os do seu povo”.
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