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Artigo 13 da Diretiva dos Direitos de Autor no Mercado Digital

DIREITO E ÉTICA NA CIBERSEGURANÇA


Artigo 13 da Diretiva dos Direitos de Autor no
Mercado Digital
O trílogo da União Europeia – Parlamento Europeu, o Conselho Europeu e Comissão
Europeia – chegou a um acordo em relação ao texto final da nova diretiva sobre os
direitos de autor no mercado digital, conhecido como artigo 13.

Esta diretiva gerou grande controvérsia, em particular devido ao artigo 13, que prevê que
qualquer plataforma que disponibilize conteúdos carregados pelos utilizadores, como
vídeos, seja obrigado a instalar sistemas de filtragem automática prévia desses
conteúdos, para evitar violações de direitos de autor.
Artigo 13 da Diretiva dos Direitos de Autor no
Mercado Digital
A diretiva, na versão
aprovada, contém disposições
específicas que obrigam os O texto introduz também
Estados-Membros a proteger exceções obrigatórias ao
o livre carregamento e a direito de autor para fins de
partilha de obras para efeitos prospeção de textos e dados,
de citação, crítica, análise, de atividades pedagógicas e
caricatura, paródia ou de difusão em linha do
pastiche. Isto garantirá que os património cultural.
memes e os GIFs continuarão
a estar disponíveis.
Artigo 13 da Diretiva dos Direitos de Autor no
Mercado Digital-Considerações finais
Liderado pela CEO Susan Wojcicki, o YouTube fomentou os seus
influenciadores com pedidos explícitos para que eles agitassem
as audiências, com o objetivo de pressionar o Parlamento
Europeu.

Na realidade, este artigo acabou por fortalecer a


posição dominante do Google. E isso é irónico, já que a
diretiva foi criada principalmente para atingir a Google e
Facebook, as duas plataformas que mais lucraram e
ainda lucram com a violação de direitos de autor.
Artigo 13 da Diretiva dos Direitos de Autor no
Mercado Digital-Considerações finais
O alarmismo dos youtubers não é totalmente errado, porque
outro receio dos especialistas em direito digital e ativistas é de
que, ao apertarem o cerco contra o uso indevido de materiais
protegidos, as plataformas geram muitos falsos-positivos, ou
seja, acabam por punir usos legítimos desses materiais.

Pode-se concluir que poderá ser um pouco precipitado


dizer que o artigo 13 vai matar a internet, no entanto,
pode-se afirmar com segurança que este modelo
prioriza os direitos de autor sobre outros direitos
fundamentais, e que há grandes chances de o “tiro sair
pela culatra.”.
Direito e Ética na
Cibersegurança (PGCIF)
Andreia Mendonça(17804)