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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO

JURÍDICA - TAJ
PROF.ª MARIA DO CARMO SILVA
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PRIMEIRA UNIDADE
• Objetivos visados da teoria da argumentação jurídica.
• Argumentação jurídica.
• Comunicação jurídica e seus usos.
• Elementos constitutivos da linguagem e do pensamento jurídico.
• O discurso jurídico.

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SEGUNDA UNIDADE
• Regras mais relevante sobre a teoria da argumentação jurídica.
• Conhecimentos demonstrados na redação e eloquência jurídica.
• O estudo da analogia, da jurisprudência, da interpretação e do
costume para a prática da argumentação jurídica.
• Prática da argumentação jurídica.

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BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 4

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• Argumentar é o hábito de
produzir argumentos.

• Produzir argumentos consiste


em apresentar razões em
defesa de uma conclusão.

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• Acepções do termo argumentar:


•Diálogos:
séries (longas):
de afirmações;
Objeções;
Réplicas;
Tréplicas.

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• Argumentar não é um ato privado, pois
argumentos jurídicos são produzidos
caracteristicamente no contexto de debates
públicos, mas cada argumentador é
responsável por seus próprios argumentos.

•Cada argumentador, ao produzir um argumento,


apresenta as suas razões em defesa da
sua conclusão.

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•A argumentação jurídica não tem de ser
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sempre competitiva ou conflituosa.

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•No ambiente acadêmico há muito espaço para a colaboração


intelectual através de congressos, simpósios e conferências, que
possibilitam que os juristas possam se reunir, dialogar e,
sobretudo, aprender uns com os outros.

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• A colaboração nem sempre é o principal motor do direito. Vemos isso0
ao observarmos advogados, defensores e promotores, quando se
enfrentam nos tribunais.

 Maneiras das pessoas trabalharem seus argumentos:


• Transparente e organizada expondo claramente seus objetivos e razões,
que levam às suas conclusões e outros o fazem de maneira complexa.

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• Argumentar é apresentar razões


em defesa de uma conclusão e
eles podem ser padronizados
para que fiquem mais claros e
facilmente avaliados .

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•Argumentos simples são conjunto de frases
compostas de uma conclusão e, uma ou mais
premissas interdependentes.

•Argumentos complexos são conjunto de argumentos


simples que convergem para uma mesma conclusão ou
que se encadeiam passando por conclusões
intermediárias até chegar a uma conclusão final.
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•Para que um argumento seja considerado bom, deve estar de
maneira interna e externa justificado.

•A justificação interna diz respeito à correção lógica e


capacidade das premissas, para oferecer uma defesa que seja
adequada à conclusão.

•A justificativa externa diz respeito à veracidade das


premissas.

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•Silogismo consiste no raciocínio dedutivo, surgido a partir das
premissas, através das quais se obtém uma terceira que é
a conclusão. Ex.: Todos os seres humanos são mortais; Os
brasileiros são humanos, logo são mortais.

•Silogismo jurídico costuma ser formulado com pretensões


dedutivas e só podem ser considerado internamente justificado,
se a veracidade da sua conclusão for garantida pela veracidade
das suas premissas.

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•A posição de juiz exige que suas


decisões sejam justificadas
institucionalmente.

• O juiz de direito é um exemplo de indivíduo, cuja posição social


exige respeito em relação a regras e procedimentos estabelecidos.

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•Advogados, promotores e defensores, por trabalharem


rotineiramente com o objetivo de obter o convencimento do julgador
(juízes) acabam falando a mesma língua.

• Os profissionais do direito argumentam de modo


predominantemente institucional e mesmo que desconfiem das
motivações reais dos juízes em casos institucionais, não podem deixar
suas desconfianças transparecerem nas suas petições.

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• Argumentos teóricos são aqueles que têm conclusões teóricas, conclusões sobre
como as coisas são, foram ou serão.

• Argumentos práticos são aqueles que têm conclusões práticas, ou seja, conclusões
sobre como as coisas devem ser, deveriam ter sido ou deverão ser. Podendo ser:
• Substantivos: apelam livremente a considerações de natureza moral, política,
econômica, social e etc.
• Institucionais: não apelam livremente a considerações de natureza moral,
política, econômica e social. Sendo mais burocrática, engessada e artificial. Sem
se preocupar em defender aquilo que parece mais justo, democrático e
eficiente. Quem a utiliza, ocupa uma posição social que exige respeito em
relação a regras e procedimentos previamente estabelecidos.

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TIPOS DE DISCURSO
•Discurso jurídico
•Discurso judicial
•Discurso extrajudicial
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•O discurso consiste num modo complexo de exercitar a
comunicação, ou seja: tornar algo comum, expressar de forma
concatenada as ideias para que o destinatário possa assimilá-las,
podendo dessa forma compreender a mensagem e, por vezes até
mudar seu pensamento ideológico anterior ao discurso.

•Essa força persuasiva é denominada de


argumentação ou retórica.

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•O discurso pode abranger vários objetos e várias


temáticas. Esse será qualificado dependendo de como o
mesmo está circunscrito a um tema, ou mesmo tendo
esse tema como ponto primordial.
• Podemos citar o discurso político, publicitário, jornalístico, religioso,
literário, pedagógico e assim sucessivamente.

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•O discurso jurídico não se


distancia dessa modalidade "jus-
juris” que significa direito no seu
sentido amplo.

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•O discurso será denominado de jurídico quando o mesmo


envolver direito e obrigações, ou seja, envolvido em
juricidade, recaindo sobre direitos, obrigações e
relações que englobam o direito, fazendo referência às
normas e princípios de um ordenamento jurídico,
podendo ser de direito Privado ou Público.

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•Constituem textos jurídicos o contrato, a ata, o parecer, a


petição inicial, a contestação, a sentença, a notificação, a
procuração, o requerimento, o acórdão, sendo redigidos de
modo a concatenar as ideias, tendo um liame condutor e
objetivos preestabelecidos, razão pela qual nós o denominamos
de Discurso Jurídico, ressalvando-se que nem todos os
discursos jurídicos, sejam judiciais.

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•O discurso jurídico pode ser judicial ou extrajudicial. É o que
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acontece exemplificarmente com o requerimento e com a


procuração, os quais, apesar de serem jurídicos, podem ser
judiciais ou extrajudiciais.

•O termo judicial trata do fato que está sendo processado em


juízo, significando que o mesmo está fazendo parte de um
processo judicial do qual é parte integrante.
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•Ao termos uma procuração ou requerimento extrajudicial, o


designamos de jurídico, porque a matéria tratada se encontra
contida na ordem jurídica, porém não são judiciais e está
ocorre pelo fato de não tratar-se de processo judicial.

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•O discurso extrajudicial tem o condão de produzir seus efeitos
entre pessoas que não compõem uma lide.

•A procuração judicial além de ser um discurso jurídico, pois


envolve o direito, é também um discurso judicial, pois essa
modalidade de procuração é outorgada com o objetivo de
provar, em juízo, dentro de um processo judicial, que o
procurador está efetivamente representado, possuindo os
poderes de representação.

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•O requerimento, quando judicial, trata-se de um discurso dirigido
ao juiz. Entretanto em um requerimento extrajudicial, não há
processo judicial, podendo ser realizado por pessoas que não
são juristas.

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•O discurso forense é o discurso judicial realizado no fórum 29

(compreendido como espaço físico onde se exercita o foro). O


discurso jurídico deve atender aos padrões da linguagem culta,
devendo ser escrito de modo escorreito, conciso, coerente e,
sobretudo, juridicamente fundamentado.

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•É imprescindível que a linguagem sirva de comunicação e


utilização da norma culta, não devendo ser utilizada na mesma
palavras de raro uso, ou muito eruditos, as quais venham
dificultar a compreensão, não sendo possível a comunicação.

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•Os parágrafos na língua escrita simbolizam estágios do


raciocínio, de tal sorte que o escritor facilite a compreensão do
que for escrito e do objetivo a ser alcançado.
•No discurso jurídico, judicial ou extrajudicial, é obrigatório o
nome designado a cada uma das partes, conforme a situação
jurídica.

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•Discursos extrajudiciais o ideal é que o jurista crie o seu


próprio estilo, sempre respeitando às normas e padrões
exigidos, observando as peculiaridades inerente à cada caso
concreto.
•Notificação Extrajudicial é dedicado do verbo "notificar" que
significa dar a notícia, dar a saber, dar ciência.

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•A parte que envia a notificação chama-se notificante, por outro


lado a parte que a recebe nomeia-se como notificada.

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•A notificação judicial procede de ordem do juiz com o


objetivo de comunicar à pessoa, algo referente sobre um certo
fato, que também seja do seu interesse, podendo assim
tomar as medidas legais cabíveis.

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•Parecer Jurídico é provocado por uma consulta através da qual


os pontos controversos da questão, a serem elucidados pelo
consultado.

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