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MODA E TRANSESTETIZAÇÃO

DO COTIDIANO
Aula 1
Professora Dra. Aliana Barbosa Aires
EMENTA
Na contemporaneidade, a estética perpassa todas as esferas da vida em sociedade, tornando-
se uma lógica que parece ordenar o sistema cultural, econômico e social, instigando a tudo e a
todos passarem por investimentos estéticos. Essa disciplina estuda a transestetização do
cotidiano, caracterizada pelo colapso do encadeamento ordenado de significantes, pelas
mudanças percebidas nas experiências culturais e nos modos de significação; e através do
fluxo veloz de signos e imagens que saturam a trama da vida cotidiana na sociedade
contemporânea e, especialmente no ambiente digital.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FEATHERSTONE, Mike. Cultura do consumo e pós-modernismo. São Paulo: Studio Nobel,
2007 (reimpressão).
LIPOVETSKY, Gilles. SERROY, Jean. A estetização do mundo: viver na era do capitalismo
artista. São Paulo: Editora Companhia das Letras.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo: EXO Experimental /
Editora 34, 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LIPOVETSKY, Gilles. Da Leveza: Rumo a uma civilização sem peso. Barueri: Amaylis, 2016.
CLARK, Hazel. BUCKLEY, CHERYL. Fashion and Everyday Life: London and New York.
LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 5ª edição;
Porto Alegre: Sulina, 2010
Critérios de Avaliação
Participação em aulas e atividades em classe, Leitura Programada,
Trabalho em grupos.

Metodologia
Aulas expositivas com slides, descrições e análises dos objetos
estudados.
Vídeos e imagens para discussão.
Discussões de textos em sala de aula, segundo bibliografia proposta para
a disciplina.
Aula 1: Apresentação da Disciplina
Cronograma, Bibliografia, Critérios de Avaliação, Definição dos Grupos de
Trabalho.
- Exposição teórica sobre a passagem da modernidade para a pós-modernidade,
na qual se desenvolve a reflexão teórica sobre estetização, e transestetização.

Aula 2: A estetização do cotidiano e do mundo.


Leitura:
FEATHERSTONE, Mike. Cultura do consumo e pós-modernismo. São Paulo:
Studio Nobel, 2007. Ler da página 98 a 106.
BAUDRILLARD, Jean. A transparência do mal. Campinas, SP. Papirus,1996. Ler da
página 09 a 42.
Atividade de classe.

Aula 3: Da estetização à transestetização


Leitura:
LIPOVETSKY, Gilles. SERROY, Jean. A estetização do mundo: viver na era do
capitalismo artista. São Paulo: Editora Companhia das Letras. Ler Introdução, da
página 11 a 37.
AIRES, Aliana. De gorda à plus size: a moda do tamanho grande. Estação das
Letras e Cores, 2019. Ler Capítulo 2.
Atividade de classe.
Orientações aos trabalhos em grupos.
Aula 4. Pós- humanismo e transestetização do sujeito
contemporâneo na moda.

Leitura:
LIPOVETSKY, Gilles. SERROY, Jean. A estetização do mundo: viver
na era do capitalismo artista. São Paulo: Editora Companhia das
Letras. Ler da página 326 a 386.
AIRES, SOUZA. CIBORGUES INVADEM A MODA: CORPO, GÊNERO
E MEDICINA. 14 Colóquio de Moda, 2018. Ler artigo inteiro.
Discussão sobre: A produção cultural do corpo. Entrecruzamentos e
hibridismos. O corpo mídia, o corpo virtual. Roupa, identidade e
representação.
Atividade em classe.

Aula 5. A transestetização no cotidiano da cidade de São Paulo:


moda, arte e cultura.
Apresentações dos trabalhos dos grupos.
Considerações Finais
Cenário Contemporâneo

- Efêmero, Transitório e Fugidio tomam o lugar do estável

- Descarte e circulação
ao invés de durabilidade

- Obsolescência
- Diluição das fronteiras geográficas entre os países

- Hibridização das culturas

- Dificuldade de se estabelecer uma identidade nacional


homogênea.
como marca destacada
A imagem
• Ao contrário da escrita que exige tempo de leitura e decifração,
permitindo a escolha entre entrar ou não em seu mundo, a
imagem convida a entrarmos imediatamente e não cobra o
preço da decifração. A imagem não exige uma senha de
entrada, pois o seu tributo é a sedução e o envolvimento. A
imagem nos absorve, nos chama permanentemente a sermos
devorados por ela, oferecendo o abismo do pós-imagem, pois
após ela sempre há uma perspectiva em abismo, um vazio do
igual (ou, como dia Walter Benjamin, uma “catástrofe” do
sempre igual”), um vácuo de informações, um buraco negro de
imagens que suga e faz desaparecer tudo o que não é imagem.

Norval Baitello Jr. 2000


Múltiplas
e Intercambiáveis
Interatividade e Performance
• Da modernidade à pós- Modernidade

• Mercadorização do mundo
• Ficcionalização do real
• Aceleração da produção
• Permanente novidade
• Tempo pontilhado ao invés
• de contínuo: “presentes perpétuos”(Jameson)
• Do Sólido ao Líquido
• Sociedade Midiatizada
Do espetáculo ao Hiperespetáculo

• Fim da contemplação à distância


• Proximidade: diluição de fronteiras entre público
e privado
• Era Youtube: Da intimidade à“Extimidade”(Paula
Sibilia)
• “ O espetáculo era uma imagem do mundo, O
hiperespetáculo é uma imagem de si mesmo”.
(Juremir Silva, 2007)
• Simulacro/Representação
“ O importante não é fazer, é ser visto
fazendo, mesmo que seja um fazer inútil”(Silva, 2007).
Valor de exposição
Do receptor passivo ao sujeito

• Não mais só decodifica as mensagens


• Interpreta
• Reelabora, trazendo para seu repertório pessoal
• Prosumidor, consumidor-autor
• “Não se trata de um consumidor passivo que se adequa
às ofertas, mas de um protagonista em termos
criativos." (Morace, 2009)
• “ele tem capacidade de escolher, interpretar e combinar
livremente serviços, produtos, estéticas - o que torna
cada vez mais difícil distinguir entre aquilo que ele
consome e aquilo que ele mesmo produz.”
(Morace, 2009)
Consumidor contemporâneo

• Exploram novos produtos


• Lançam moda e não mais apenas querem segui-la
• Disseminam conhecimentos sobre os produtos
• Estão atentos à demonstração
• Gastam mais tempo na loja
• São curiosos
• Esforçam-se para ter produtos genuínos e
autênticos : consumo autoral
• Se preocupam com questões ambientais
• Extremamente visuais
• Instáveis
Estetização do Cotidiano

• - Diluição das as fronteiras entre arte e vida cotidiana.


• - Colapso do encadeamento ordenado de
significantes
• - Mudanças percebidas nas experiências culturais e
nos modos de significação
• - Tentativa de transformar a vida em obra de arte
• - Transformação da realidade em imagens, através
do fluxo veloz de signos e imagens que saturam a
trama da vida cotidiana na sociedade contemporânea
• - Derrubada de barreiras entre o real e o ficcional

Fonte: Mike Featherstone – “Cultura do Consumo e Pós


Modernidade”
VIDEO: LA MASCADA ROJA
Mas quais os sintomas pós-
modernos no mercado?
“ O novo é um produto que cada vez
mais depende da embalagem”.

Fonte: Guy Debord – “A Sociedade do Espetáculo”


Que estratégias as marcas tomam para atuar
neste ambiente tão complexo?

• Posicionar-se : focar no estudo do consumo

• Dos estilos de vida


aos estilos de consumo
(Di Nallo, 1999)

• Focar no ponto de contato


de clientes ocasionais
Atividade Final
Mapeamento da cidade transestética: online e offline
Traçar uma rota (percurso, mapa) física e virtual baseada
em 3 referências:

- Pessoas
- Lugares
- Projetos

Argumentar quanto à transestetização elecando critérios e


mostrar entrecruzamentos online e offline
Pessoas Lugares Projetos

Voyer Arte clássica Sustentável

Fashionista Indie Juventude

Pessoas Lugares Projetos

Punk Art Nouveau Compartilhado

Hippie Arquitetura Social


moderna
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