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O mundo de Sofia

Capítulos : 22,23 e 24
Nomes: Emily, Mariana e Wendell
Capítulos:

Capitulo 22 : Berkeley
Capitulo 23 : Bjerkely
Capitulo 24 : O iluminismo
CAPITULO 22 : Berkeley.
George Berkeley foi um bispo irlandês que viveu entre 1685 e 1753, mas também foi um filosofo.
Berkeley se preocupava com a filosofia e a ciência de seu tempo no que tange a ameaça ao
cristianismo e a visão cristã do mundo. Ele também achava que o materialismo colocava em risco a
crença cristã que Deus criou e mantém vivo tudo o que existe na natureza. Ao mesmo tempo, Berkeley
foi um dos mais coerentes representantes do empirismo pois dizia que as coisas do mundo são, de fato,
exatamente da forma como nós percebemos, mas não são coisas.
Berkeley diz que tudo o que existe é só o que percebemos, mas aquilo que percebemos não é matéria
ou substância. Para ele é possível induzir alguém a sentir algo, portanto Berkeley acreditava que foi a
vontade ou o espírito que faz com que sentimos algo. Quando batemos com força em uma mesa com a
mão, não sentimos o material em si da mesa, mas sim sensações que nos dizem que a mesa é sólida e,
se batermos com muita força, nossas sensações irão produzir a dor, mas não passa de sensações (nota
do Ale: Exatamente o conceito de mundo que vivemos empregado na trilogia dos filmes Matrix).
Em suma, para Berkeley, tudo que vemos e sentimos é um efeito da força de Deus, pois Deus está
presente no fundo de nossa consciência e é a causa de toda a multiplicidade de ideias e sensações a
que estamos constantemente sujeitos. Toda a natureza que nos cerca, e também toda nossa existência,
estariam portanto em Deus. Ele seria a causa única de tudo o que existe.
CAPITULO 23 : Bjerkely
Hilde Knag acordou na mansarda da antiga casa do capitão, nas proximidades de Lillesand.
Levantou-se e foi até a janela. Eram 15 de junho de 1990, o dia de seu aniversário de quinze anos.
Então, lembrou-se de que seu pai estaria de volta do Líbano em uma semana. Na janela, ela
observou o jardim, o ancoradouro e a casa de barcos pintada de vermelho. Olhou para o lago e se
recordou de que uma vez caíra nele quando tinha seis ou sete anos por tentar atravessá-lo sozinha no
barco. Hilde tinha cabelos loiros e levemente ondulados e olhos verdes. Quando olhou para o
criado-mudo viu que sobre ele havia um grande pacote, embrulhado num papel de presente e
deduziu que era o presente de seu pai. Havia muitas folhas datilografadas e na primeira página estava
o título O MUNDO DE SOFIA. Hilde acomodou-se na sua cama e começou a ler. Teve um susto
quando leu que Sofia recebera cartões-postais do Líbano, endereçados a ela. Em vez de colocar os
cartões dentro do pacote seu pai tinha escrito a mensagem de "feliz aniversário" dentro do próprio
presente. Então, continuou a ler e não conseguia mais parar. A parte em que Sofia achou a cabana
chamou bastante a atenção de Hilde principalmente no tocante ao espelho, pois ele realmente existia
em sua casa. A cada capítulo lido, Hilde tinha a convicção de que Sofia não era apenas uma
personagem fictícia e que talvez ela existisse.
CAPITULO 24 : O iluminismo
Depois de Hume, Kant foi o próximo grande construtor de um sistema filosófico. Mas a França também
teve muitos pensadores importantes no século XVIII. Podemos dizer que o centro filosófico concentrou-
se no começo desse século na Inglaterra, no meio do século ficou na França e no final do século ficou
na Alemanha.
Nesse período, houve muitos pensadores de grande importância e um modo comum de se pensar
tornou-se popular, a esse novo modo de pensar deu-se o nome de “Iluminismo”.
O primeiro ponto do iluminismo que merece destaque foi a revolta contra as autoridades e contra o
autoritarismo que se instaurava na época, o qual impunha um conhecimento controlado e que deveria
ser filtrado ou restrito para se evitar uma anarquia e/ou heresia em massa. Essa luta era em prol da
defesa de uma visão cética de tudo. Isso seria vital para que um individuo pudesse encontrar respostas
de uma maneira verdadeira e não viciada em pré-conceitos como era praticado (a essência de
Descartes).
A revolta contra o autoritarismo não tardou a se voltar também contra o poder da igreja, do rei e da
aristocracia. Então o racionalismo de Hume surge como um novo modo de encarar a religiosidade, ética
e moral na visão dos iluministas.
Os iluministas também acreditavam que era uma questão de tempo até que todo o conhecimento fosse
difundido entre todos, aniquilando por fim a ignorância e a irracionalidade surgindo assim uma sociedade
iluminada e esclarecida. Esse movimento ficou conhecido como “otimismo cultural”.
A palavra de ordem passou a ser “de volta a natureza” e um consenso coletivo passou a permear a
sociedade iluminista. Esse conceito foi criado e difundido por Jean-Jacques Rousseau. Ela afirmava que
a natureza era boa e que o homem era naturalmente bom, portanto que deixava o homem mal era a
civilização criada por ele mesmo.
Desse modo naturalista de pensar, surgiu o que foi chamado de “cristianismo humanista”. Embora nesse
período já existissem os chamados ateus (aqueles que não acreditam de Deus), os iluministas
acreditavam que, racionalmente falando, era impossível que um mundo tão perfeito não contivesse por
detrás um Deus, seja Ele como for.
Por ultimo, nesse período foi criado o conceito talvez mais importante do movimento, “os direitos
humanos” ou direitos naturais dos cidadãos. Esse direito garantiria acima tudo a liberdade de expressão
e a garantia de que todos devem ser livres em se manifestar e adquirir conhecimentos. Essa primeira
versão dos direitos da humanidade não previa a igualdade de maneira clara entre mulheres e homens.
Foi somente no século XIX que esse direito foi mais bem definido.
A filosofia do iluminismo foi de vital importância na construção dos ideais e princípios que constitui os
pilares da ONU. Antes as palavras liberdade, igualdade e fraternidade tinham como objetivo unir a
França. Hoje essas palavras têm como objetivo unir o mundo.