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A Objetividade do Objeto:

processos criativos para contar


histórias.

Facilitador: Profº Ms.Heráclito Cardoso


VAMOS DIRETO AO QUE
INTERESSA!

Contar histórias é uma arte que requer,


tanto do narrador quanto do ouvinte, apenas
a capacidade de imaginar e interagir com a
histórias no universo da fantasia. Porém,
alguns recursos podem usados para facilitar
esta relação com a história. Muitos desses
recursos são simples e estão mais perto de
nós do que imaginamos.
O QUE É UM OBJETO?

1. Tudo o que é perceptível por


qualquer dos sentidos. 2. Coisa,
peça, artigo de compra e venda.
(Dicionário Aurélio)
Os objetos não falam por
si sós, para que
comuniquem algo
precisam da mediação
simbólica do homem.
Todas as relações
simbólicas que o homem
estabelece com o mundo
se dão no CORPO.
O QUE É UM CORPO?

• Cabeça;
• Tronco;
• Membros.

(será?)
Durante muito tempo, na história
da humanidade, o corpo foi
renegado, demonizado e motivo
para muitas discussões históricas,
sociológicas, culturais, religiosas,
etc.
PLATÃO
O corpo como:

• Invólucro da alma
• Reduto do pecado

Corpo X Alma
DESCARTES
O corpo como:

• Máquina;
• Objeto divisível, separável.

Corpo X Mente
NIETZSCHE

Aos que desprezam


o corpo quero dizer a
minha opinião: tudo
é corpo e nada mais.
MERLEAU-PONTY

O corpo como uma


totalidade, não mais
como um objeto, mas
como a encarnação do
sujeito.
O CORPO OBJETO

Somos o que somos


porque o outro existe para
nós, assim como nós
existimos para o outro.
(reveja o conceito de objeto)
O CORPO SUJEITO

 Pensamos, sentimos,
criamos, somos inteiros,
completos.
 Afetamos e somos afetados,
modificamos o espaço e por
ele somos modificados.
O CORPO TRAJETO

Somos seres constituídos


de memórias, das quais são
formados o nosso EU e o
nosso SI MESMO,
presentes na nossa
CORPOREIDADE.
Contar histórias é
o dom da palavra
e esta palavra já
está encarnada
em nós.
Não precisamos de objetos para
contar histórias, nosso “corpovoz” é
autossuficiente nesta função.
Mas usar objetos para contar histórias
é muito interessante, porque eles
refletem a nossa maneira criativa de
enxergarmos o mundo.
“De certa forma, o corpo torna-se escritura
de histórias de vidas e, ao mesmo tempo,
inscreve-se na história da humanidade
através de suas várias maneiras de se
expressar, de modo que corpo e história se
compõem recursivamente (um em função
do outro e não como um binômio
simplificado) como uma complexidade de
dois elementos, em diálogo, que se
autoorganizam e ao mesmo tempo
organizam o outro.”
(ALVES, 2006, p.62)
Nós não pensamos apenas
com a mente, nós
pensamos com o corpo
inteiro. Lembre-se; somos
uma totalidade.
“A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado.
A força de um artista vem das suas
derrotas.
Só a alma atormentada pode trazer para a
voz um formato de pássaro.
Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a
imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.”

(Manoel de Barros in: Livro sobre nada. Ed. Record, p. 75)


Nossa capacidade de
enxergar as coisas de
forma criativa, emerge de
nossas memórias
pessoais e/ou coletivas.
BONECOS

Bonecos são objetos, mas dão uma


informação fechada, pronta. Fujamos do
óbvio, do convencional, enxerguemos para
além dos objetos.
A imaginação é
como um músculo
que gosta de ser
exercitado
diariamente.
Todo objeto tem uma
objetividade, que nem
sempre se mostra num
primeiro olhar, é preciso ler
as entrelinhas das formas.
As coisas vivem
abandonadas nos espaços,
esperando apenas um
olhar seu para que elas
estrelem histórias
fantásticas.
Encante-se com os objetos – Durante sua contação
de histórias, busque o máximo de naturalidade e
familiarização com os objetos que manipula. Você
deverá demonstrar encantamento por eles, como se
os estivesse vendo pela primeira vez. Lembre-se que
você só poderá encantar os ouvintes se você também
estiver encantado.
PARA FIM DE CONVERSA...

Pode parecer um pouco maluco ou até incoerente o que


vou dizer, mas direi assim mesmo: Não leve tão a sério as
coisas que estão aqui, não use estes breves apontamentos
como uma receita ou um manual. Seja livre para criar,
invente alternativas, dê novos significados às coisas que lhe
cercam e acima de tudo isso AME AQUILO QUE FAZ!
Espero ter contribuído de alguma forma para o seu
trabalho e que você possa fazer novas reflexões acerca de
sua prática artístico-pedagógica.
E lembre-se do que disse a andorinha: “Só me sinto digna
das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros
voarem [...]”.