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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

ESCOLA DE ENGENHARIA ELÉTRICA E DE


COMPUTAÇÃO
PROJETO DE FINAL DE CURSO

LABORATÓRIO DE REDES
INDUSTRIAIS

Alunos :
Fabricio Stênio Freitas Barbosa
Giovanni Cendes Finotti
Orientado Prof. Dr. Bernardo Alvarenga
r:

Goiânia
2010 1
PROJETO DE LABORATÓRIO
DE REDES INDUSTRIAIS
 ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO

 Introdução e Objetivos
◦ Histórico do avanço dos sistemas de Controle
◦ As redes e os protocolos de comunicação
industriais
◦ A importância do Laboratório de Redes Industriais
A proposta da Estrutura do Laboratório
 Estudo dos Protocolos integrantes do laboratório:
◦ Modbus
◦ Devicenet
 Componentes do Laboratório
 Estudos a serem realizados no Laboratorio
2

Histórico do Avanço dos
Sistemas de Controle
 Contexto pré década de 60: utilização
de sistemas de controle centralizados
em controladores de malha única
 Anos 60: a utilização em larga escala
dos DDC’s – Direct Digital Controller
 Anos 70: ínicio dos DCS – Sistemas de
Controle Distribuidos;
 Anos 90: evolução da tecnologia de
CLP’s – surgimento dos SDCD –
sistemas digitais de controle
distribuido
 Dias Atuais: utilização de sistemas de
3
As Redes e Protocolos
Industriais
 Conceito de Rede Industrial: Diversos
elementos interligados operando de
maneira simultânea, controlando e
supervisionando os processos industriais
◦ Sistemas de controle distribuídos sejam
eles fundamentados por SDCD’s ou
sistemas SCADA;
◦ Características essenciais: confiabilidade,
segurança, velocidade e precisão na troca
de informações
◦ Vantagens: menor custo de implementação
para grandes aplicações industriais (menor
quantidade de cabos empregada e módulos
E/S, etc.), facilidade de manutenção e
solução de problemas 4
O Laboratório de Redes
Industriais
Ferramenta primordial para o
aprendizado e pesquisa das mais
difundidas tecnologias de automação
empregadas atualmente;
◦ Redes Industriais - Tendência geral no
cenário da Indústria brasileira;

5
O Laboratório de Redes
Industriais
Objetivos do Projeto:
◦ Estudo de uma instalação de um
laboratório de Redes Industriais e
os protocolos integrantes,
anexado ao Laboratório de
Automação da EEEC da UFG;
◦ Somar conhecimentos precisos e
práticos das mais difundidas
tecnologias de Redes Industriais
às disciplinas de Controle e
Automação do curso de
Engenharia Elétrica
6
A proposta da Estrutura do
Laboratório
Bancada de testes;
Conectores especiais selados;
Diversidade de sensores;
Programação de CLP’s e chaves
de partidas;
Pré-requisito de conhecimento
básico de automação;

7
Estrutura do Laboratório

8
Estrutura do Laboratório

Laboratório de redes industriais UNIARP

9
Estudo dos
Protocolos
Integrantes do
Laboratório:

MODBUS
10
História
 Criado em 1979 para comunicação entre
controladores da MODICON (hoje Schneider
Electric).

 Comunicar um dispositivo mestre (master) com
outros módulos escravos (slaves).

 Atualmente é considerado um protocolo público

 Difundido em larga escala na Indústria e
adotado por diversos fabricantes;

 Talvez o protocolo de maior utilização em
automação industrial; 11
Características Básicas e
Vantagens
Simplicidade, flexibilidade, facilidade de
implementação e comunicabilidade;

Fácil operação e manutenção (para um


N° limitado de dispositivos);

Permite que os sistemas se comuniquem


entre si através de dados analógicos e
digitais.

Sucesso devido ao fato da grande


comunicabilidade entre diversos
fabricantes, com módulos a preços
mais acessíveis; 12
Características Básicas e
Vantagens
Utilizado sobre conexões seriais RS-232
e RS-485

Protocolo da camada de aplicação de


redes industriais tais como TCP/IP sobre
Ethernet e MAP;

Certas características deste protocolo


são pré-estabelecidas , tais como o
formato da mensagem (frame format),
sequência de frame, tratamento dos
erros e exceções da comunicação e
funções desempenhadas (códigos de
função). 13
Algumas
Desvantagens
Linhas Seriais relativamente lentas –
9600-115000 bps, comparado a
Ethernet com 100 Mbps, 1 Gbps e
10 Gbps;

Dificuldade em conectar mais de 500


dispositivos com RS-232/485,
requerendo para tanto uma
complexa hierarquia de
mestres/escravos em uma estrutura
de árvore que impõe sérias
barreiras de manutenção; 14
Tipos de Protocolos
Modbus

15
Tipos de Protocolos
Modbus
1. O MODBUS TCP/IP é usado para comunicação entre
sistemas de supervisão e controladores lógicos
programáveis. O protocolo Modbus é encapsulado
no protocolo TCP/IP e transmitido através de redes
padrão ethernet com controle de acesso ao meio
por CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with
Collision Detection).
2. MODBUS PLUS é usado para comunicação entre si de
controladores lógicos programáveis, módulos de
E/S, chaves de partida eletrônica de motores,
interfaces homem máquina etc. O meio físico é o
RS-485 com taxas de transmissão de 1 Mbps,
controle de acesso ao meio por HDLC (High Level
Data Link Control ).
3. O MODBUS PADRÃO é usado para comunicação dos
CLP’s com os dispositivos de entrada e saída de
dados, instrumentos eletrônicos inteligentes (IEDs)16
MODOS DE TRABALHO DO
MESTRE

17
FUNÇÕES DO MESTRE

O mestre possui 4 funções básicas:


◦ Assegurar a troca de informações
entre as ECL’sou EDT’s;

◦ Assegurar o diálogo com as IHM’s;


◦ Assegurar o diálogo com outros


mestres ou com o computador
supervisório;

◦ Assegurar a passagem de parâmetros


para os escravos (ECL) a fim de
obter a flexibilidade de produção
18
Transmissão ModBus
O quadro abaixo ilustra um formato
simples de mensagem modbus:

19
Modos de Transmissão
Modbus: RTU e ASCII
MODO RTU

MODO ASCII

Formação dos Quadros - Definição do inicio e fim da


mensagem
RTU: Tempos de silêncio de 3,5 caracteres.
ASCII: Inicia com “:” (ASCII 3A hex) e termina com
“CR” e “LF” (ASCII 0D e 0A hex).
20
Conteúdo da Transação
 Endereço (1 byte):
◦ 0 : Usado para “broadcast”.
◦ 1 a 247 : Usados pelos escravos.
 Código da Função (1 byte): Estabelece a ação a ser efetuada.
◦ 0 a 127 : Funções
◦ 128 a 255 : Informe de erro na transmissão
 Bytes de Dados:
◦ Informação adicionais necessárias.
◦ Endereços de memória
◦ Quantidade de itens transmitidos
◦ Quantidade de bytes do campo
 Verificação de Erros (2 bytes):
◦ LRC ou CRC

21
Códigos de Função e Tipos
de Dados

Endereços e Funções Modbus

22
Exemplos de Transação
CÓDIGO DE FUNÇÃO 01 CÓDIGO DE FUNÇÃO 02
– LEITURA DO – LEITURA DO
ESTADO DE BOBINA - ESTADO DE ENTRADA -
TABELAS DE TABELAS DE
REQUISÇÃO E REQUISÇÃO E
RESPOSTA RESPOSTA

endereço código de offset n° de CRC


função da regist endereço código de offset Número CRC
bobina ros função da de
incial bobina registro
incial s
01 01 000A 0002 16 bits
01 02 0000 0002 16bits

endereço código de byte dado CRC


função de de endereço código de byte dado CRC
contag bobina função de de
em contag entrad
em a
01 01 01 03 16 bits
01 012 01 02 16bits

Estado das
0000 0011 Bobinas 0000A e
000B “ON” 23
Temporização no
Modbus
 Tempo de linha inativa entre bytes de uma
mesma mensagem não pode exeder a 1,5
tempos de byte;
◦ Ex.: taxa de 9600 bps, 11 bits/mensagem –
tempo do byte ~ 1,146ms . Portanto o tempo
limite de linha inativa seria de 1,72 ms.

O tempo entre duas mensagens consecutivas


< 3,5 tempo de byte.

O atraso mínimo, natural dos escravos a uma


requisição do mestre, deve ser configurado
no master no parâmetro TIMEOUT

 Se a resposta não for recebida dentro do24


Estudo dos
Protocolos
Integrantes do
Laboratório:
Devicenet
25
História:
Apresentado em 1994 pela Allen-
Bradley;
Transferida para a ODVA em
1995;
Primeiramente desenvolvida para
aplicação automobilística;
Atualmente mais de 300
empresas estão registradas;
DeviceNet é baseado no
protocolo CAN;
26
Cenários Tecnológicos

27
Características
Topologia baseada em tronco
principal com ramificações;
Suporta até 64 nós, incluindo o
mestre;
Proteção contra inversão de
ligações e curto-circuito;
Alta capacidade de corrente na
rede;
Comunicação baseada em conexões
de E/S e modelo de pergunta e
resposta;
28
A Camada Física
Tem como composição os
conectores, tranceivers, circuitos
de proteção contra desconexão,
dentre outros.

29
A Camada de Enlace de
Dados
DeviceNet é um protocolo carrier
sense;
Quando um dispositivo transmite,
ele também está recebendo;

30
As Camadas Superiores
DeviceNet é independente do
meio físico e da camada de
enlace de dados;

31
Serviços de controle
Polled message

Strobed
message

32
Serviços de controle
Cyclic message

Change of
state

33
Teste de Conformidade
Teste feito pela ODVA
(Conformance Testing);
Teste de CIP;
Teste de Folha de Dados
Eletrônica DeviceNet.

34
Cabeamento
Vermelho – Positivo 24Vcc;
Branco – Comunicação CAN-H;
Dreno – Terra GND;
Azul – Comunicação CAN-L;
Preto – Negativo 24Vcc.

35
Anatomia dos Cabos

36
Aterramento
deve-se aterrar o condutor V-, a
blindagem e o fio dreno em um
mesmo local.

37
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Para a instalação da bancanda de
redes industriais é necessário uma
estrutura de equipamentos que
podem se situar de duas maneiras
distintas:
1. Duas árvores de equipamentos
utilizando um protocolo cada;
2. Uma árvore de equipamentos
utilizando dois protocolos, sendo
um adaptado a outro por meio de
módulos de comunicação.

38
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
 REDE DEVICENET
 Cabo Redondo (Grosso)
◦ para linha tronco da rede DeviceNet.;
 Cabo Redondo (Fino)
◦ para as linhas secundárias DeviceNet;
 Cabo Chato – Para ligação das fontes classe 1;
 Exemplo de cabos:
◦ Cabos DataCELL FIELD ODVA DeviceNet da northwire
◦ Comprar cabos ODVA Thick, ODVA Mid high flex-life, ODVA
thin, Special PLTC thin, Custom Hi-flex DeviceNet.

39
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
 Sensores Discretos;
◦ Ex: Sensores Fotoelétricos,
◦ Indutivos, etc.
 Inversor de Frequência;
◦ Ex: Inversor de
 Frequencia PowerFlex 4

 da Allen Bradley

 IHM
◦ Ex: PanelView 550 Allen Bradley

40
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
CLP com no mínimo 8 entradas
◦ Ex: SLC 500 da Allen Bradley
Módulos I/O discretos e
analógicos
Sensores de processo.
◦ Ex: Encoder

41
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Conector Selado – Para ligação
estilo Mini ou Micro
Fonte 24Vcc 4A
◦ Ex: Allen-Bradley 1606-XL
 Power Supplies Rockwell

42
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Conector Aberto – para
dispositivos que aceitem
conectores removíveis
Resistores de terminação da Rede
DeviceNet de 120 ohms

43
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Caixa de derivação (DeviceNet
Cbox);
a ixa d e d e riva çã o d e ca m p o

44
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Microcomputador ou Notebook
com módulo/porta Serial para
comunicação com os
equipamentos;

- Notebook da AmazonPCAMZ A221 da série AMD com porta serial de fábrica.


45
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Cabo RS-485;
Terminador de Linha
Caixas/ Módulos
C a b o A L -2 3 6 R S -4 8 5 d a A ltu s p a ra R e d e s
M odbus

 de Derivação Suspensa

 e Comum Modbus

46
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Módulo de Comunicação Modbus
para o CLP SLC 500;
Adaptador de Escravos para
equipamenetos Rockwell

A d a p ta d o r d e E scra vo s 3 1 7 0 M B S Pro S o ft
p a ra e q u ip a m e n to s R o ckw e ll - A lle n
B ra d le y p a ra u m a re d e e m M o d b u s

O m ó d u lo M V I4 6 - M C M d a Pro so ft p e rm ite q u e
p ro ce ssa d o re s S LC p o ssa m co m u n ica r co m o u tro s
d isp o sitivo s co m p a tive is co m m o d u lo M o d b u s.
47
COMPONENTES DO
LABORATÓRIO
Software analisador de protocolo
◦ Ex.: software NetDecoder™da
Frontline Test Equipment - possibilita
a análise de diversos protocolos,
entre eles Modbus e Devicenet.
Dentre algumas funções que o
software disponibiliza podemos
destacar:
 Análise da integridade da rede para novas
instalações e configurações;
Diagnóstico de problemas de
comunicação;
Levantamento da Rede, com análise de
performance dos dispositivos instalados48
COMPONENTES DO LABORATÓRIO – Software
Analisador de Protocolo

49
Estudos e testes a serem
realizados no Laboratorio
Identificação dos
componentes das redes
DeviceNet e Modbus assim
como o entendimento de
suas funções;
Instalação correta dos
dispositivos integrantes a
rede;
Posicionamento da Fonte de
alimentação.
 50
Estudos e testes a serem
realizados no Laboratorio
Instalação de uma rede
DeviceNet-Modbus com
cálculos de queda de tensão;
Aterramento de redes
DeviceNet e ModBus;
Configuração da Rede
DeviceNet.

51
DIAGRAMAS DE LIGAÇÃO DAS REDES
DEVICENET E MODBUS
 REDE DEVICENET

52
DIAGRAMAS DE LIGAÇÃO DAS REDES
DEVICENET E MODBUS
 DIAGRAMA DE ADAPTAÇÃO DE REDE MODBUS

53
Lista de Equipamentos e
Cotação

54
Considerações e Conclusões
Finais
 Contexto nacional de automatização de processos
– exigência de capacitação profissional para
atender as necessidades da Indústria:
◦ Indústrias que buscam soluções de Redes
Industriais: Redução de custos e melhoria na
qualidade e produtividade industrial
◦ Importantes Indústrias: com sistemas de
controle e supervisão em grande escala,
englobando todo o processo fabril – desafio para
os profissionais da área
O Laboratório de Redes industriais como
Instrumento essencial de estudo e pesquisa
para as disciplinas de Controle e Automação
A presença dos protocolos industriais no
laboratório , Devicenet e Modbus, como
protocolos de grande aceitação e difusão no 55
OBRIGADO
PELA PACIÊNCIA!

56
PERGUNTAS???

57