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Universidade Federal do Ceará

Centro de Tecnologia
Departamento de Engenharia Mecânica

Disciplina: Análise de Sistemas Térmicos – TE0303


Docente: Maria Alexsandra de S. Rios

Semestre 2019.2
SUMÁRIO

 Balanço da taxa de exergia para sistemas fechados


 Balancete de exergia
 Exercícios

2
EXERCÍCIO

Um aquecedor doméstico mantém 189 litros de água a 60 °C e


1 atm (1,01325 bar). Determine a exergia da água quente, em
kJ. A que altura, em m, deve uma massa de 1000 kg ser
erguida a partir de uma elevação zero em relação ao ambiente
de referência, para que sua exergia seja igual à da água
quente? Considere To = 298 K, po = 1 atm, g = 9,81 m/s2.

Utilizar a equação:

  (U  U O )  Po (V  VO )  TO (S  SO )  EC  EP

3
EXERCÍCIO

Buscar dados para T = 60 °C e P = 1 atm: RLC ou RLSR

v(T , p)  v f (T )  1,0172 10 3 m3 / kg


u (T , p)  u f (T )  251,11kJ / kg
s(T , p)  s f (T )  0,8312kJ / kg  K
4
EXERCÍCIO

Buscar dados para T = 25 °C: RLC ou RLSR

vo (T , p)  v f (T )  1,0029 103 m3 / kg
uo (T , p)  u f (T )  104,88kJ / kg
so (T , p)  s f (T )  0,3674kJ / kg  K
1°) u – uo = 251,11 – 104,48 = 146,23 kJ/kg
2°) Po (v – vo) = 1,4489 J/kg (Po = 101,325 kPa)
3°) To (s – so) = 298 K (0,8312 – 0,3674) = 138,21 kJ/kg

Considerando Ec e Ep = 0. 5
EXERCÍCIO

e = 146,23 kJ/kg + 1,4489 J/kg – 138,21 kJ/kg = 8,02145 kJ/kg

Como devemos determinar a Exergia em kJ, deve-se calcular m.


1m3
189 L
V 1000 L
m  3 3
 185,8kg
v 1,0172 10 m / kg

E = me = 185,8 kg  8,02145 kJ/kg = 1490,39 kJ

p 1490,39kJ J Nm
 p  mgz  z    151,93  151,93  151,93m
mg 1000kg  9,81m / s 2
kg  m N
s2

6
EXERGIA DE UM SISTEMA

 Variação de exergia

Um sistema fechado em um dado estado pode alcançar novos


estados, por interações de calor e trabalho com a vizinhança.

O valor da exergia associado a um novo estado, geralmente difere do


valor da exergia do estado inicial.

1  (U1  U O )  Po (V1  VO )  TO ( S1  SO )  EC1  EP1 Estado inicial

 2  (U 2  U O )  Po (V2  VO )  TO ( S 2  SO )  EC2  EP2 Estado final

Variação da exergia:
  
 2  1  (U 2  U1 )  Po (V2  V1 )  TO ( S 2  S1 )  EC2  EC1  EP2  EP1  7
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

 A exergia pode ser transferida PARA ou DE um sistema por:


CALOR, TRABALHO e FLUXO DE MASSA.

 Para os sistemas fechados as formas de interação de exergia


estão associadas a transferência de calor e a realização de
trabalho.

 Sempre existe potencial de produção de trabalho por meio


de calor a uma T acima da To. T

Máquina térmica

To
8
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

 A transferência de calor
sempre é acompanhada da
transferência de exergia.

Transferência de exergia por calor

 To 
 calor  1  Q [kJ]
 T 

9
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

T = 1000 K

Qentra

To = 300 K

Nesse ciclo apenas 70% da energia transferida pode ser


convertida em trabalho em um ambiente a 300 K.
10
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

 Quando T > To, as transferências de exergia e de calor estão


na mesma direção. A exergia e a energia do meio para o qual
calor é transferido aumentam. T

 To 
 calor  1  Q
 T 
To

 Quando To > T, as transferências


de exergia e de calor têm direções opostas.
A energia do “meio frio” aumenta como
To resultado da transferência de calor, mas a
exergia diminui.
11
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

 Pode-se operar uma máquina térmica entre To (ambiente) e


o meio “frio” (T).

300 K Ambiente como fonte de calor

 300 K 
 calor  1  1kJ  2kJ
 100 K 
Significa que a exergia do
sumidouro de calor diminui em 2 kJ

Q = 1 kJ Significa também que se for


recuperada essa exergia, tem-se o
potencial de 2 kJ de trabalho por
100 K Sumidouro de calor
cada 1 kJ de calor rejeitado para o
meio “frio”
meio “frio”.
12
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

Ambiente como fonte de calor

300 K

Qentra = 3 kJ

Wciclo = 2 kJ

Qsai = 1 kJ Tsumidouro 100K


Carnot  1   1  0,667
T fonte 300K
100 K
Wciclo  Carnot  Qentrada  0,6673kJ   2kJ
Sumidouro de calor
meio “frio”
13
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

 Quando T = To, a exergia do meio “frio” torna-se zero.

To = T

Máquina EXERGIA ZERO


térmica

T =To

14
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR CALOR

A transferência de calor com


um T é irreversível e isso
resulta na geração de entropia.

15
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR TRABALHO

 A transferência de exergia por trabalho pode ser representada

W  Wviz Para o trabalho de fronteira


trabalho  
W Para outras formas de trabalho

Wviz  Po (V2  V1 )

16
TRANSFERÊNCIA DE EXERGIA POR FLUXO DE MASSA

 Massa contém exergia, assim como energia e entropia, e tais


conteúdos de um sistema são proporcionais à massa.

 O fluxo de massa é um mecanismo para transportar exergia,


entropia e energia para dentro ou fora de um sistema.

Transferência de exergia
pela massa
 massa  m
V2
  (h  ho )  To ( s  so )   gz
2 17
CONSIDERAÇÕES

 ECALOR = 0 (para sistemas adiabáticos)

 EMASSA = 0 (para sistemas fechados)

 ETOTAL = 0 (para sistemas isolados)

 Destruição de exergia

Tudo que gera entropia destrói exergia


 0 irreversível

 destruída  To gerada  0  destruída 0 reversível

 0 impossível
 18
BALANÇO DE EXERGIA

Mecanismos de transferência de exergia


Eentrada Esaída
Sistema
Massa Massa
Calor Esistema Calor
Trabalho Edestruída Trabalho

 entrada total   saída total   destruição   variação total 


          
 de exergia   de exergia   de exergia   de exergia do sistema 

entrada   saída   destruída  sistema


19
BALANÇO DE EXERGIA

Forma geral

 entra   sai   destruída   sistema


  
 
exergia líquida destruiçãode exergia variação de exergia
transferida por calor,
trabalho e massa [kJ]

Forma de taxa

 entra   sai   destruída  d sistema / dt


  
taxa líquidada exergia taxa da destruição taxa da variação
transferida por calor, de exergia de exergia
trabalho e massa [kJ/s]
20
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 Um sistema fechado não envolve fluxo de massa.

calor  trabalho  destruída  sistema


Etrabalho
 To 
 1  T Qk  [W  Po (V2  V1 )]  To gerada  2  1
 k 

Esistema
Edestruída

Ecalor
21
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 Exergia pode ser transferida através da fronteira de um sistema


fechado.

 A variação de exergia de um sistema durante um processo, não é


necessariamente igual à exergia líquida transferida, porque
exergia pode ser destruída devido as irreversibilidades presentes.

 Os conceitos de E, transferência de exergia e destruição de exergia


estão relacionados com o BALANÇO DE EXERGIA PARA UM SF.

 TO 
2
 2  1   1  Q  [W  Po V2  V1 ]  To
1
Tb 
Destruição de
Variação de exergia
exergia Transferências de exergia

22
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 O balanço de exergia para um sistema fechado é desenvolvido


combinando-se os balanços de energia e entropia para SF.
2
U  Ec  E p   Q  W
1

 Q 
2
S     
1
T b

Multiplicando-se o balanço de entropia por To e subtraindo-se do


balanço de energia, tem-se:
2 
U  Ec  E p   To S    Q   To   Q   W  To
2

1
1  T b
Reorganizado os termos de Q e utilizando-se a equação E2 – E1.
2
 
2  1   po V2  V1    1  To Q  W  To
1  Tb 
23
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 O primeiro termo está associado à transferência de calor do ou para o


sistema.
2
 To 
calor   1  Q Transferência de exergia associada ao calor
1
Tb 

 O segundo termo está associado ao trabalho.

trabalho  W  po V2  V1  Transferência de exergia associada ao trabalho

 O terceiro termo leva em conta a destruição de exergia, em virtude


das irreversibilidades no interior do sistema.
 destruída  To Exergia destruída
24
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 Assim,
 2  1  calor  trabalho  destruída

 Conceituando a Transferência de Exergia


A quantidade que é interpretada como o trabalho desenvolvido por
 To 
1  Q um ciclo de potência reversível recebendo a energia Q por
 Tb  transferência de calor a uma Tb e descarregando energia por TC no
ambiente a uma To (To < Tb).

trabalho  W  po V2  V1  Trabalho W do sistema menos o trabalho


requerido para se deslocar o ambiente cuja
pressão é po.

25
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 De acordo com a SLT, a destruição de exergia é positiva quando há


irreversibilidades presentes no interior do sistema durante o processo
e será zero, na ausência de irreversibilidades.

 0 Presença de irreversibilidades no sistema


 destruída : 
 0 Ausência de irreversibilidades no sistema

 A variação de exergia de um sistema pode ser:

 0

 2  1 :  0
 0

26
BALANÇO DE EXERGIA PARA SISTEMAS FECHADOS (SF)

 Sistema isolado

Em um sistema isolado não ocorrem interações de calor e trabalho com a


vizinhança, assim, não ocorrem transferências de exergia entre o sistema
e a vizinhança.

isolado   destruídaisolado
Eisolado  0
Edestruída  0
Observação!!!

Como a destruição de exergia deve ser positiva em qualquer


processo real, os únicos processos de um sistema isolado que
ocorrem são os processos para os quais a exergia do sistema diminui.

27
EXERCÍCIO

Um conjunto cilindro-pistão contém água inicialmente a 100 °C.


A água é aquecida até o estado de vapor saturado correspondente
em um processo internamente reversível a T e p constantes. Para
To = 20 °C, po = 1 bar e ignorando os efeitos de movimento e da
gravidade, determine, em kJ/kg, (a) a variação de exergia, (b) a
transferência de exergia associada ao calor, (c) a transferência de
exergia associada ao trabalho e (d) a destruição de exergia.

28
EXERCÍCIO

O processo vai de líquido saturado a vapor saturado

Ec e Ep = 0
2 3
W 3 m kJ
1°) calcular   pdv  p(v2  v1 )  101,4kPa(1,673  1,0435 10 )  169,54
m 1 kg kg

2
Q kJ kJ
2°) calcular   Tds  T ( s2  s1 )  373,15K (7,3549  1,3069)  2256,81
m 1 kg  K kg

Tem-se o trabalho e o calor transferido por unidade de massa 29


EXERCÍCIO

e2  e1  (u2  u1 )  po (v2  v1 )  TO (s2  s1 )

kJ  3 m 
3
 kJ 
3°) e2  e1  (2506,5  418,94)  (0,1MPa)(1,673  1,0435 10 )   (293,15K )(7,3549  1,3069) 
kg  kg   kg  K 
kJ
e2  e1  481,79
kg

4°)  calor  1  To Q  1  293,15K 2256,81 kJ


 
m  Tb   373,15K  kg
 calor kJ
 483,84
m kg
30
EXERCÍCIO

5°) trabalho  W  p v  v   169,54 kJ   (0,1MPa)(1,673  1,0435 103 ) m 


3

 o 2 1   
m m  kg  kg 
trabalho kJ
 2,34
m kg

 destruída
6°)  0 Processo internamente reversível
m

Podemos verificar a proposição  calor  trabalho  destruída


do item 6°, com um e2  e1   
m m m
balanço de exergia
 destruída  calor  trabalho
   e2  e1 
m m m
 destruída kJ kJ kJ
 484  2  482 0
m kg kg kg
31
BALANÇO DA TAXA DE EXERGIA PARA SF

 Taxa do balanço de exergia para um sistema fechado.

d  To    dV  
  1  Q j   W  po   d
dt  T 
j   dt 
j 

dE/dt = taxa de variação de exergia

 To 
j 1  T Q j  Taxa de transferência de exergia que acompanha a TC à taxa Qj que
 j  ocorre nos pontos de fronteira em que Tj.

  dV  Taxa de transferência de exergia, dV/dt é a taxa de variação do


 W  po 
 dt  volume do sistema

 d  Taxa de destruição de exergia devido as irreversibilidades presentes no


sistema
32
BALANÇO DA TAXA DE EXERGIA PARA SF

 Em regime permanente (RP), dE/dt = 0 e dV/dt = 0.

 To 
0   1  Q j  W   d
 T 
j  j 

 Para um sistema em regime permanente, a taxa de transferência de


exergia associada a W é simplesmente a potência.

 A taxa de transferência de exergia associada à TC à taxa Qj que ocorre


a Tj será:
 
  1  To Q
qj  T  j
 j 

33
BALANÇO DA TAXA DE EXERGIA PARA SF

 O balanço da taxa de exergia em regime permanente, para um sistema


fechado, pode também ser representado por:

0    qj  W  d
j

 A taxa de destruição de exergia no interior do sistema, está


relacionada à taxa de produção de entropia no interior do sistema por:

 d  To

 As destruições e perdas EVITÁVEIS de exergia representam um


desperdício das entradas de exergia em um sistema, oriundas da
queima de combustíveis.

34
BALANÇO DA TAXA DE EXERGIA PARA SF

O balanço de exergia pode ser aplicado


para determinar a localização, os tipos e
a verdadeira magnitude do desperdício
de recursos energéticos e, assim, pode
representar uma parte importante no
desenvolvimento de estratégias para um
uso mais eficiente dos combustíveis.

35
EXERCÍCIO

Um reservatório rígido e isolado (ver Figura), contém 1,11 kg de


R-134a. Inicialmente, o refrigerante está na condição de vapor saturado a
-28 °C. O reservatório é equipado com um agitador utilizado para
suspender uma massa. Conforme a massa desce uma certa distância, o
refrigerante é agitado até atingir um estado final de equilíbrio à pressão
de 1,4 bar. As únicas variações significativas no estado são percebidas
pelo refrigerante e pela massa suspensa. Determine, em kJ,

(a) A variação de exergia do refrigerante


(b) A variação de exergia da massa suspensa
(c) A variação de exergia do sistema isolado composto pelo reservatório
e o conjunto massa-polia
(d) A destruição de exergia no interior do sistema isolado
Adote To = 293 K (20 °C), po = 1 bar
36
EXERCÍCIO

Resolução

Considerações: W = 0, Q = 0
Buscar dados para:
1. vapor saturado (x = 1,0) e T = -28 °C
0. P = 1 bar, T = 20 °C
2. P = 1,4 bar = 0,14 MPa

37
EXERCÍCIO

Resolução

38
EXERCÍCIO

Resolução
T > Tsat  RVSA

Calcular E1:
1  mR 134a (u1  uo )  po (v1  vo ) T o( s1  so )
 kJ m3 kJ 
1  (1,11kg) (211,29  246,67)  (0,1MPa)(0,2052  0,23349)  (293K )(0,9411  1,0829) 
 kg kg kg  K 
1  3,71kJ 39
EXERCÍCIO

Resolução reservatório de paredes rígidas


Como v2 = v1 = 0,2052 m3/kg
Encontrar os dados para v2 e p2.

Como v2 > vg , RVSA

40
EXERCÍCIO

Resolução

Por interpolação tem-se:


T = 84,61 °C
u = 300,16 kJ/kg
s = 1,2369 kJ/kgK

v2 = v1 = 0,2052 m3/kg
41
EXERCÍCIO

Resolução
Calcular E2:
 2  mR 134a (u2  uo )  po (v2  vo ) T o( s2  so )
 kJ m3 kJ 
 2  (1,11kg) (300,16  246,67)  (0,1MPa)(0,2052  0,23349)  (293K )(1,2369  1,0829) 
 kg kg kg  K 
 2  6,15kJ

(a) Calcular E2 – E1: variação de exergia do refrigerante

2  1  6,15kJ  3,71kJ  2,44kJ

Essa variação também pode ser obtida por:


 V22  V12 
 2  1  m(u2  u1 )  po (v2  v1 ) T o( s2  s1 )   g ( z2  z1 )
 2  42
EXERCÍCIO

Resolução v2 = v1
 2  1  m(u2  u1 )  po (v2  v1 ) T o( s2  s1 )
 kJ kJ 
 2  1  1,11kg (300,16  211,29)  (293K )(1,2369  0,9411) 
 kg kg  K 
 2  1  2,44kJ

(b) Calcular a variação de exergia da massa suspensa

 2  1  (U 2  U1 )  po (V2  V1 ) T o( S 2  S1 )  ( Ec 2  Ec1 )  ( E p 2  E p1 )

43
EXERCÍCIO

Resolução
massa  E p

Fazendo um balanço de energia para o sistema isolado, tem-se:

Esistemaisolado  ER 134a   Emassa suspensa   Q  W

para o sistema isolado: Q = 0 e W = 0


E massa suspensa   E 
R 134a

U  E c  E p 
ma ssa su sp en sa
 U  E  E 
c p R 134a

E  p
ma ssa su sp en sa
 U R 134a  mu R 134a 

E 
p  (1,11kg)(300,16  211,29)
kJ
 98,65kJ
ma ssa su sp en sa
kg 44
EXERCÍCIO

Resolução
massa  E p  98,65kJ

A exergia decresce porque a energia potencial decresce.

(c) A variação de exergia do sistema isolado composto pelo reservatório


e o conjunto massa-polia
sistemaisolado   R134a   massasuspensa
sistemaisolado  2,44kJ  98,65kJ  96,21kJ
(d) A destruição de exergia no interior do sistema isolado

 sistemaisolado  d isolado


 (96,21kJ )  96,21kJ

45
EXERCÍCIO

Conforme ilustra a Figura, uma barra de metal de 0,8 lb inicialmente a


1900 °R é removida de um forno e resfriada por imersão em um tanque
fechado que contém 20 lb de água, inicialmente a 530 °R. Cada
substância pode ser modelada como incompressível. Um valor adequado
para o calor específico da água é ca = 1,0 Btu/lbºR, e um valor adequado
para o metal é cm = 0,1 Btu/lbºR. A transferência de calor dos conteúdos
do tanque pode ser desprezada. Determine a destruição de exergia, em
Btu. Considere To = 77 °F.

1 lb = 0,453592 kg 46
EXERCÍCIO

Resolução

Considerações: W = 0, Q = 0
T(°F) = T(°R) – 459,67
To = 77 + 459,67 = 536,67 °R

Fazendo um balanço de energia para o sistema, tem-se:

(E ) sistema  (E ) metal  (E ) água


(E ) sistema  (U  Ec  E p ) metal  (U  Ec  E p ) água
(E ) sistema  (U ) metal  (U ) água
(E ) sistema  (U ) metal  (U ) água  Q  W
(E ) sistema  (U ) metal  (U ) água  0 47
EXERCÍCIO

Resolução

Fazendo um balanço para exergia, tem-se:


 To 
2
 2  1   1  Q  [W  po (V2  V1 )]  To
1
Tb 
 2  1  To   d
 sistema   d

A variação de exergia do sistema será:  sistema  metal  água


Assim,
sistema  [(U  U o )  po (V  Vo )  To ( S  So )]metal  [(U  U o )  po (V  Vo )  To ( S  So )]água
sistema   d
 d  [(U  U o )  To ( S  So )]metal  [(U  U o )  To ( S  So )]água 48
EXERCÍCIO

 d  [(U  U o )  To ( S  S o )]metal  [(U  U o )  To ( S  S o )]água


Resolução

Como: U metal  U água

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Devemos calcular a temperatura final de equilíbrio: c 


ma  a Tai  mmTmi
U  E c  E p sistema  Q  W Tf   m 
c
c 
U sistema  0 ma  a   mm
 cm 
U metal  U água  0 T f  535 R
(mcT f  Tmi ) metal  (mcT f  Tai ) água  0 49
EXERCÍCIO

Resolução

A quantidade de entropia gerada pode ser avaliada a partir de um balanço de


entropia:
 Q 
2
S sistema     
1
T b
S sistema  S metal  S água  

Para substâncias incompressíveis, com a suposição de calor específico


constante:
T2
S 2  S1  c ln
T1
Tf Tf
S metal m m cm ln ; S agua m a ca ln
Ti Ti 50
EXERCÍCIO

Resolução
Tf Tf
  mm cm ln  ma ca ln 
Ti Ti
 Btu  535  Btu  535
  (0,8lb ) 0,1  ln  ( 20lb ) 1,0  ln 
 lb   R  1900  lb   R  530
Btu
  0,0864
R
Então
 Btu 
 d  (536,67 R) 0,0864   46,37 Btu
 R 
To = 536,67 °R

51
1 Btu = 1,0551 kJ
EXERCÍCIO

 Em um balancete de exergia , os diversos termos para um sistema


são sistematicamente avaliados e comparados.

Exercício

Uma caixa de redução que opera em regime permanente recebe 2 hp (1,5


kW) ao longo do seu eixo de entrada e fornece 1,89 hp (1,4 kW) ao
longo do seu eixo de saída. A superfície externa da caixa de redução está
a 110 °F (43,3 °C). Para a caixa de redução: (a) determine, em Btu/s, a
taxa de transferência de calor e (b) realize um balancete completo da
exergia associada à potência de acionamento, em Btu/s. Considere To =
70 °F (21,1 °C).
52
EXERCÍCIO

Resolução

Considerações: Regime permanente


T(°F) = T(°R) – 459,67
dE  
Para um sistema fechado e regime permanente, tem-se:  Q W
dt
O balanço da taxa de energia será:

2 hp (-)

1,89 hp (+)
(a)

53
EXERCÍCIO

Resolução (b)

Balancete de exergia
- Taxa de exergia entrando: 2 hp (100 %)
- Distribuição de exergia
- Taxa de exergia saindo: 1,89 hp (94,5 %)
- Calor perdido: 0,0078 hp (0,39 %)
- Taxa de destruição de exergia: 0,1022 hp (5,11 %)

Cálculo para o calor perdido (em termos de exergia) Transferência


de exergia do
 T   529,67 R  Btu  Btu
 q  1  o Q  1   0,078   0,0055 sistema
 Tb   569,67 R  s  s

 q  0,0055
Btu 1hp
 0,0078hp Como é calor perdido, a
s 0,7069 Btu resposta será: -0,0078 hp
54
s
EXERCÍCIO

Resumo

Entrada Saídas
2 hp 1,89 hp
0,0078 hp
0,1022 hp
2 hp

55
EXERCÍCIO

Resolução

A exergia destruída também pode ser calculada por:  d  To

Assim, deve-se obter o termo de geração de entropia através da equação:

dS Q j
  
dt j Tj

Q j
   Logo:
Tj  Q j
 529,67 R   Btu   1hp
 d  To       0,078  
 T  569,67 R   s   0,7069 Btu
 
j
s
 d  0,1026hp
56
EXERCÍCIO PARA ESTUDO

Considere transferência de calor em regime permanente através de uma parede


de dimensões 5 m x 6 m e espessura de 30 cm. Considere também Texterna =
0 °C e a Tinterna = 27 °C. A taxa de transferência de calor é de 1035 kJ/s e a T1 =
20 °C e a T2 = 5 °C. Calcule a destruição de exergia na parede e a taxa total de
destruição de exergia associada ao processo de transmissão de calor.

57
EXERCÍCIO PARA ESTUDO

Um cilindro contém 0,05 kg de vapor (água) nas condições especificadas (ver


Figura). O vapor se expande até o estado 2, realizando trabalho. O sistema
perde 2 kJ de calor para vizinhança durante o processo. Considere To = 25 °C e
Po = 100 kPa. Calcule:
a) A exergia do vapor nos estados 1 (inicial) e 2 (final)
b) A variação de exergia do vapor d’água
c) A exergia total destruída
(Considere que na superfície estendida Q = 0)
d) A eficiência de segunda lei II

58

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