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01.- BASES FISICAS DA


ECOGRAFIA
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 O fundamento da aplicação dos ultra-sons no diagnóstico consiste


na detecção e representação da energia acústica reflectida a partir
de distintas interfases corporais.

 Estas interacções proporcionam a informação necessária para


gerar imagens corporais bidimensionais de alta resolução, em escala
de cinzento, assim como para representar os parâmetros de fluxo.

 O ultra-som descreve a propagação duma onda mecânica através


dum meio.
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 A velocidade do som está em função das características do


tecido que atravessa.

 A propagação do som requer um meio físico.

 As ondas de som transmitem-se muito rápidamente através


da agua (isto e , reflectem pouco,e é por isso que se utiliza o
gel como interfase entre a pele e a sonda), e muito
lentamente através do ar (isto e, refracta muito). O cálcio
(ossos), metal,... não permitem passgem de ondas (isto e,
reflectem muito). Outros meios proporcionam velocidades
intermédias às anteriores.
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DIFERENÇAS DE TRANSMISÃO DE IMAGENS: RAIO X vs ULTRA-SONS

RX: o ar desenha as estruturas pela sua boa transmisibilidade de RX (hemitórax


direito opacificado com enfisema subcutâneo na parede torácica).

Ecografia: o ar subcutâneo não deixa ver o que há por baixo.


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COMPONENTES BÁSICOS DO ECÓGRAFO

Ecrã
Ecrãou
ouMonitor
Monitor

Processador
Processador
com
comcomando
comando
Transdutor
Transdutorou
ouSonda
Sonda
Impressora
Impressora
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FUNCIONAMENTO BÁSICO DO ECÓGRAFO

 A energia eléctrica que recebe do processador, o transdutor ou


sonda converte em ondas mecânicas (som) mediante pezo-
electricidade, que emite uma certa frequência.

 Recebe de volta, parte das ondas emitidas (as reflectidas), que


novamente são convertidas em sinal eléctrica. A quantidade de
onda recebida é interpretada como densidade de tecido e a demora
no retorno, como profundidade da imagem. Neste processo ocorrem
reflexao, refraccao, atenuacao e aceleracao.

 Este sinal é enviado para o processador que o converte em imagem


no ecrã ou monitor de imagem.

 Este sinal pode ser enviado a periféricos de reprodução (película


radiológica, impressora, vídeo,...).
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Tipos de transdutores/sondas: INTRA-CAVITÁRIO, LINEAL, SECT


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T. Sectorial T. Lineal
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ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS

 Modo “M” (movimento): comparação entre profundidade do


movimento (eixo Y) e tempo (eixo X). Útil em cardiologia.

 Modo “B-TR” (bidimensional em tempo real): imagem real em


movimento, mediante a superposição de muitas imagens
pontuais (como a TV).

 Doppler. Tipo de ecografia que com base no efeito Doppler


consegue determinar a presença do fluxo, direcção e
movimento.
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 Frequência das sondas (entre 2,5 e 10 MHz) . As frequências mais


altas tem mais definição e menos profundidade. Pelo que, só as
sondas com frequências baixas podem ver órgãos profundos.

 Resolução (definição da imagem) vs Penetração (profundidade de


chegada dos ecos). Depende da frequência da sonda.

 Foco. Ponto de máxima resolução da imagem.

 Ganância global : aumento da sensibilidade a todos os ecos


recebidos e selectiva ao aumento da sensibilidade aos ecos
recebidos a uma certa profundidade).
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 Propagação. Penetração dos ecos em profundidade.

 Reflexão. Devolução de ecos à sonda (são os que formarão a


imagem ecográfica).

 Dispersão. Perda de ecos por refracção lateral.

 Atenuação. Perda de ecos com a profundidade, devida aos efeitos


anteriores
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VANTAGENS DO EXAME ECOGRÁFICO

 Imagens sectoriais, bidimensionais de uma secção.

 Exames em tempo real.

 Pode repetir-se quantas vezes seja necessário (útil no


seguimento): não radiação ionizante, poucos custos.

 Indicações vastíssimas: orgãos sólidos abdominais, vasos, pélvis


feminina, imagem pediátrica, tecidos moles,...

 Diferença entre o líquido e o sólido (sensibilidade maior que RX).


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LIMITAÇÕES DO EXAME ECOGRÁFICO

 Depende do examinador(conhecimentos e experiencia).

 Precisa de cooperação do doente.

 Precisa duma janela acústica:


- Órgão sólido
- Bexiga cheia

 O ar e os ossos não permitem ver mais além.


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PROCEDIMENTO PARA UM EXAME CORRECTO (1)

ANTES DE COMEÇAR CADA EXAME:

 Local adequado (amplo, ventilado, com cortinas, com mesa,


marquesa,...) e aparelho adequado (com estabilizador de corrente, com
sonda para uso geral,...), gel, pano de resguardo, rolo de papel
guardanapo para limpar o doente.

 Trabalhar a vontade: iluminação ambiente, posição do doente e do


examinador, livro de registos de exames, requisicoes de exames
devidamente preenchidas, indicações previas para o tipo de exame, horas
de exame bem marcadas, etc..
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PROCEDIMENTO PARA UM EXAME CORRECTO (2)

DURANTE O EXAME:

 TEMPO MÍNIMO DE EXPLORAÇÃO 10-15 MINUTOS (!!!).

 FAZER O EXAME COM UMA SISTEMÁTICA (!!!).

 Exploração dos órgãos em 2 planos, tirando as medidas nos 3 eixos.


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PROCEDIMENTO PARA UM EXAME CORRECTO (3)

DEPOIS DE ACABAR O EXAME:

 Preparar para o doente seguinte: congelar imagem (sonda


em repouso), limpar transdutor, mudar lençõis,...

 Relatório escrito, com descrição de imagens, diagnóstico


provável e alternativas e ocorrências durante o exame.

 Registo no livro (para produção de estatísticas).


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IMAGENS BÁSICAS
ECOGENICIDADE: Densidade de brilho (nível de cinzentos) da imagem
ecográfica, que está formada por pontos de luz de intensidade variável.

• Anecogénico ou anecóico: pouco brilho (quase preto), que


corresponde a densidade “água” (mínima atenuação).

• Hipoecogénico ou hipoecóico: pouco brilho (cinzento escuro), que


corresponde a densidade “sólido” (pouca atenuação).

• Isoecogénico ou isoecóico: brilho semelhante ao valor standard,


que corresponde a densidade “sólido” (atenuação média). É um
termo comparativo.

• Hiperecogénico ou hiperecóico: muito brilho (quase branco), que


corresponde a densidade “sólido” ou “cálcio” (muita atenuação).
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Quisto no fígado

Quisto no fígado

ANECOGÉNICO,
que não tem
ecos. Equivale a
líquido.

Quisto no rim

Bexiga
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HIPOECOGÉNICO,
com poucos ecos.

Cortex renal Quisto complicado


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Hemangioma
hepático

Lipoma

HIPERECOGÉNICO,
com ecos de alta
densidade.

Fígado
gordo

Pâncreas
gordo
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Quisto simples
do fígado

REFORÇO POSTERIOR.
Ganância posterior às zonas
anecóicas.

Endometrioma

Quisto de
ovário
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Colelitiase

Litiase renal

SOMBRA ACÚSTICA.
Atenuação posterior às zonas
muito hiperecogénicas.

Quisto
calcificado
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REVERBERAÇÃO.
Artefacto por dispersão sónica
numa interfase com
impedâncias muito diferentes.

Abcesso necrotizante, com


conteúdo líquido e gasoso

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