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Tráfego Aéreo Internacional

Generalidades
Convenção de Chicago - em novembro de 1944 - Acordo Interino Sobre Aviação Civil
Internacional, Acordo de Trânsito dos Serviços Aéreos Internacionais, acordo de
Transporte Aéreo Internacional, etc.

O acordo interino estabeleceu uma organização provisória, a OPACI (Organização


Provisória de Aviação Civil Internacional).

Nos termos da convenção, a OACI (Organização de Aviação Civil Internacional) ou ICAO,


entraria em vigor 30 dias após a ratificação oficial pelo 26º estado à convenção de
Chicago, o que se deu em 5 de março de 1947.

O Brasil ratificou a convenção pelo decreto-lei n.º 21713 de 27 de julho de 1946.

O seu escritório central localiza-se na cidade de Montreal, no Canadá.


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A partir de 15 de agosto de 1945, quando o Conselho se reuniu pela primeira vez, ficou
combinado que as nações tomariam de comum acordo as medidas necessárias para
organizar e manter as instalações e serviços imprescindíveis para os serviços aéreos
internacionais.

Essas medidas são concretizadas através de normas e métodos recomendados pela


OACI, apresentados sob a forma de publicações, denominadas “anexos.”

Á comissão de Navegação Aérea, composta de 12 membros, do qual o Brasil faz parte,


cabe a responsabilidade de considerar e recomendar ao conselho, sugestões para
adoção ou modificação dos anexos.
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Até ao momento, são os seguintes os Anexos existentes:

Anexo 1 - Licenciamento de Pessoal


Anexo 2 - Regras de vôo
Anexo 3 - Serviço Meteorológico de Navegação Aérea Internacional
Anexo 4 - Cartas Aeronáuticas
Anexo 5 - Unidades de Medida utilizadas em operações em vôo e em Terra
Anexo 6 - 1 – Transporte Aéreo Comercial Internacional – Aeronaves
2 – Aviação Geral Internacional
3 – Vôos Internacionais – Helicópteros
Anexo 7 - Registros Nacionais e Matrículas de Aeronaves
Anexo 8 - Certificados de Navegabilidade de Aeronaves
Anexo 9 - Facilitação
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Anexo 10 - Telecomunicações Aeronáuticas (vol. I a V)
Anexo 11 - Serviços de Tráfego Aéreo
Anexo 12 - Busca e Salvamento
Anexo 13 - Investigação de Acidentes a Aeronaves
Anexo 14 -Aeródromos (vols. I e II)
Anexo 15 - Serviços de Informação Aeronáutica
Anexo 16 - Proteção do Ambiente
Anexo 17 - Segurança – Proteção da Aviação Civil Internacional contra atos de
intervenção ilícitos
Anexo 18 - Segurança Aérea de Mercadorias perigosas
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Quando houver variações do padrão ICAO, estas diferenças são
mencionadas em publicações apropriadas, tais como: AREA
PLANNING, FLIGHT INFORMATION HANDBOOK, JEPPESEN, etc.

Há oito regiões ICAO em todo o mundo.

Há sete escritórios regionais.


América do Sul – Lima
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ICAO – Representa os governos
IATA – Representa as companhias Aéreas
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DIVISÃO DO ESPAÇO AÉREO
A – ESPAÇO AÉREO NÃO CONTROLADO
- Flight Information Service (FIR)
a- Flight Information Service (FIS)
b- Alert Service
c- Upper Flight Information Region (UIR)
- Advisory Airpace (Espaço Aéreo de Assessoramento)
a- Air Traffic Advisory Service

B –ESPAÇO AÉREO CONTROLADO


- Control Area – CTA
- Control Zone – CTR
- Terminal Control Area – TCA (TMA)
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DIVISÃO DO ESPAÇO AÉREO


c- Upper Flight Information Region (UIR)
Regiões superiores de informações de vôo (UIRs) foram estabelecidas
sobre as FIRs.
A UIR e a FIR têm basicamente a mesma função, ainda que uma UIR
possa cobrir mais de uma FIR.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS

CLASSE A
Somente vôos IFR são
permitidos; todos
vôos estão sujeitos ao
serviço de controle de
tráfego aéreo e são
separados entre si.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS
CLASSE B
São permitidos vôos IFR e VFR; todos vôos estão sujeitos ao serviço de
controle de tráfego aéreo e são separados entre si.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS
CLASSE C
São permitidos vôos IFR
e VFR; todos vôos estão
sujeitos ao serviço de
controle de tráfego
aéreo; os vôos IFR são
separados entre si e dos
vôos VFR; os vôos VFR
são separados apenas
dos vôos IFR e recebem
informações de tráfego
em relação a outros
vôos VFR.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS
CLASSE D
São permitidos os vôos IFR e VFR; todos vôos estão sujeitos ao serviço de controle de tráfego
aéreo; os vôos IFR são separados entre si e recebem informações de tráfego em relação aos
vôos VFR. Os vôos VFR recebem informações de tráfego em relação a outros vôos.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS

CLASSE E
São permitidos vôos
IFR e VFR; apenas os
vôos IFR estão sujeitos
ao serviço de controle
de tráfego aéreo; e
separados de outros
vôos IFR; todos vôos
recebem informações
de tráfego sempre
que possível.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS

CLASSE F
São permitidos vôos
IFR e VFR; todos os
vôos IFR recebem
serviço de
assessoramento de
tráfego aéreo; todos
vôos recebem serviço
de informação de vôo,
quando requerido.
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Classificação dos Espaços Aéreos ATS

CLASSE G
Espaço aéreo no qual são
permitidos vôos IFR e
VFR, recebendo somente
serviço de informação de
vôo quando requerido.
(Tudo que for fora do
espaços aéreos
classe A, B, C, D e E.)
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Designadores de Rotas ATS
A –DESIGNADORES BÁSICOS
1 –As letras A, B, G e R são usadas para identificar rotas que formam parte das redes regionais
ATS, porém, não são rotas RNAV.
2 –As letras L, M, N e P identificam rotas RNAV que formam parte das redes regionais ATS.
3 –As letras H, J, V e W identificam rotas que não formam parte das redes regionais ATS, e que
não são rotas RNAV.
4 –As letras Q, T, Y e Z identificam rotas RNAV que não formam parte das redes regionais de
rotas ATS.
B –PREFIXOS DESIGNADORES SUPLEMENTARES
1 –K (KOPTER) é usado para identificar uma rota de nível baixo estabelecido para uso,
primariamente, por helicópteros.
2 –U (UPPER) é usado para indicar que a rota (ou porção dela) está estabelecida no espaço
aéreo superior.
3 –S (SUPERSONIC) é usado para indicar uma rota estabelecida exclusivamente para uso por
aeronave supersônica durante aceleração, desaceleração e durante o vôo supersônico.
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Designadores de Rotas ATS
C –SUFIXOS DESIGNADORES
1 –O sufixo D é usado para indicar que na rota (ou em uma porção dela) é somente
fornecido serviço de assessoramento pelo órgão ATS.
2 –O sufixo F é usado para indicar que na rota (ou em uma porção dela) é somente
fornecido serviço de informação de vôo pelo órgão ATS.

D –APLICAÇÕES DOS DESIGNADORES


A ICAO recomenda que os designadores de rotas ATS descritos acima devem
consistir de um designador alfanumérico básico.
A411, que pode ser suplementado por um prefixo como necessário UA411,
e/ou como necessário por um único sufixo. Ex.: A411D.

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