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ESCOLHA PROFISSIONAL E ASPECTOS

DESENCADEADORES NA MUDANÇA DE
CURSO
INTRODUÇÃO
MARCO TEÓRICO
ESCOLHA PROFISSIONAL NA CONTEMPORANEIDADE

• O trabalho era transmitido através das gerações de uma família


• Com a transição do trabalho no campo para o modo de
produção capitalista surge o trabalho assalariado que modifica
as relações da família com o trabalho
• Antes da Revolução Industrial não existia a possibilidade de
uma escolha profissional
• Na contemporaneidade surgiram múltiplas profissões, diante
disso os jovens são convocados a escolher uma profissão e
elaborar um projeto de vida.

  
• Construir um projeto de vida passa a ser uma necessidade a partir
do século XX.
• A elaboração de um projeto de vida sofre influências de inúmeras
dimensões, como os fatores sociais, econômicos, políticos e
familiares.
• O indivíduo experimenta uma falsa liberdade de escolha frente as
diversas possibilidades de escolha de um curso superior
• Mesmo o indivíduo possuindo a sensação de liberdade de escolha, a
família exerce uma grande influência. Os filhos carregam a
responsabilidade pelo sucesso, prestígio e ascensão social da família
•O indivíduo, mesmo antes de nascer, já recebe projeção familiar e já
vem ao mundo inserido em uma história preexistente da qual ele é
herdeiro e também prisioneiro
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
• Sabe-se que a adolescência é uma fase em que os jovens
precisam assumir uma postura diante da sociedade, tendo
que optar por uma carreira profissional. Diante da
multiplicidade de profissões o jovem pode ficar confuso nas
suas decisões. Nesse sentido, às práticas de orientação
profissional mostram-se muito importantes, e o orientador
vocacional deve consideram que na adolescência ocorrem
muitas transformações e crises
• O processo de Orientação Profissional surge como um
facilitador, ajudando o jovem a se conhecer melhor como um
indivíduo inserido em contexto social, econômico e cultural e
oferecendo meios para que ele faça uma escolha profissional
adequada.
• O trabalho de Orientação profissional indica um caminho
provável a ser trilhado pelo jovem, diante da realidade do
Escolha Profissional e trajetórias acadêmicas:
•Subsídios maiores para a compreensão da sua problemática
vocacional específica;
• A passagem pela universidade é um momento para a
retomada ou o surgimento de conflitos vocacionais;
• Maturidade:
     - a variável "trabalho" não alterou a maturidade
profissional e as habilidades sociais
 - os adolescentes que trabalhavam e estudavam
apresentaram menor dificuldade em estabelecer vínculos
afetivos e maior dificuldade em serem assertivos
• EMEP:
- Escola pública: maior conhecimento da realidade
esducativa, socioprofissional e maturidade 
- Escola pública a noite: apresentaram um maior nível de
autoconhecimento 
- Escola particular no turno da noite --> apresentaram um
maior repertório de habilidades sociais no autocontrole e na
desenvoltura social.

• O aluno universitário necessita de uma atenção especial


para que o desafio encontrado na adaptação ao curso
superior estimule a sua transição da adolescência para a vida
adulta e não gerem consequências negativas no nível do
METODOLOGIA

• 10 entrevistados, homens e mulheres entre


22 e 36 anos;
• Entrevista estruturada contendo10
perguntas;
• Análise quantitativa e qualitativa;
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Categoria 1: Considerações sobre a escolha do pirmeiro
curso

“Eu sempre gostei muito


de ler e me fascinava pela
leitura e as possibilidades
de interpretação que a
linguagem traz. Sempre
pensei em Letras.”
Sentiam-se confusos Incentivo da família
Considerar ter aptdão na área escolhida Foi algo que sempre quis
Pesquisou sobre o curso Queria seguir carreira específica
Categoria 2: Período da mudança de curso

10

10

80

Antes da metade do curso Depois da metade do curso Concluiu

“Cogitei a mudança no terceiro período da graduação,


e decidi aguardar para ter certeza da decisão. Efetivei
a mudança após finalizar o quarto período do curso.”
Categoria 3: Motivos da escolha do segundo curso
1.2

13.2

45.5

27.3

Mercado de trabalho Interesse surgiu antes e/ou ao longo do curso anterior


 Reflexão pessoal Orientação profissional 

“Principalmente o grande leque de carreiras profissionais no Direito, tanto


no âmbito público como na iniciativa privada. Além da grande dificuldade
em se seguir carreira na área de RI, pois, por ser um curso novo no
mercado a oferta de empregos ainda é escassa no país.”
Categoria 4: Opiniões das pessoas ao redor

40

60

 Incentivaram a decisão Não incentivaram

“Ao desistir do curso de odontologia e optar pela psicologia as pessoas ao


meu redor e não aceitaram muito bem, diziam que eu estava largando um
curso promissor para entrar em um curso que não me realizaria
financeiramente.”
Categoria 5: Dificuldades encontradas na mudança
8
8
31
8

15
22

Reação da família e das pessoas em geral  Mudanças na rotina


Adaptação à nova turma  Financeira 
Não aceitar desistir Precisar formar antes
Sensação de recomeço

“Quando deixei o primeiro curso, me vi perdida. Era como se eu tivesse


que começar a escolha do terceiro ano toda de novo. Esse foi um dos
motivos de eu procurar ajuda profissional, e foi aí que comecei meu
acompanhamento com minha psicóloga.”
Categoria 6: Visão de si no curso atual

100

Satisfeitos

“Me vejo feliz e satisfeito por ter feito a escolha que julguei a correta e
após alguns anos dessas decisão tenho cada vez mais certeza que tomei
a decisão certa.”
Categoria 7: Passagem pelo processo de Orientação Profissional

20

60 20

Passou, na escolha do primeiro curso Passou, na escolha do segundo curso Não passou

“Minha psicóloga me ajudou bastante, fizemos alguns testes e processos


que sempre apontavam para a mesma área.”
CONCLUSÃO
• Consideração pelo mercado de trabalho;
• Intensa influência do social;
• Defasagem no processo de Orientação
Profissional;

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