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OXIGENOTERAPIA

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

FUNDAMENTOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM II

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AULA edit Master title style
– 2017-1
Profª. Espª. Crislaine Sponchiado
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Prof. Esp. Rodrigo Silveira Vargas
Objetivos da aula:
•Realizar breve revisão anatômica do sistema respiratório.

•Realizar breve revisão fisiológica do sistema respiratório.

•Discutir a importância da oxigenoterapia no tratamento


de diversas patologias

•Descrever os principais métodos de administrar


oxigneoterapia.

•Discutir os cuidados de enfermagem em oxigenoterapia.


ANATOMIA VIAS AÉREAS
FISIOLOGIA
FISIOLOGIA

• HIPOXEMIA Redução anormal da


quantidade de oxigênio no sangue
arterial, ocorrendo geralmente em
função do funcionamento inadequado dos
pulmões.

• HIPÓXIA: Falta ou entrega reduzida de


O2.
SINAIS CLÍNICOS DE HIPÓXIA
•Sinais respiratórios: Taquipnéia, dispnéia ,
respiração laboriosa (ofegante, ruidosa), sons
respiratórios anormais (sibilos, estertores).  

•Sinais cardíacos: Taquicardia (precoce),


bradicardia, hipotensão e parada cardíaca ;
•Sinais neurológicos: Inquietação, confusão,
prostração, convulsão e coma;

•Outros: Palidez, cianose progressiva;


SINAIS CLÍNICOS DE HIPÓXIA
• CIANOSE
DEFINIÇÃO DE OXIGENOTERAPIA

•A oxigenoterapia consiste na
administração terapêutica de
oxigênio acima da concentração
normal ambiental (21%), com objetivo
de manter a oxigenação tecidual
adequada;
MÉTODOS OXIGENOTERAPIA

 BAIXO FLUXO:
 É utilizado em situação de baixo risco, pois o
paciente irá inspirar parcialmente o gás, o que
não fornece concentração exata do oxigênio
respirado.
 CATETER NASAL.
 MÁSCARAS: Máscara facial simples (névoa ou
nebulização contínua); Máscara de reinalação
parcial.
MATERIAL NECESSÁRIO
• Fonte de oxigênio;
• Manômetro;
• Umidificador;
• Latex (extensor);
• Água destilada;
• Esparadrapo;
• Material de escolha: cateter nasal, mascara etc…
RÉGUA DE GASES MEDICINAIS
FONTE DE OXIGENIO SUPLEMENTAR
MANÔMETRO
E
VÁLVULA FLUXOMETRO

TORPEDO OU
CILINDRO
UMIDIFICADOR
CATETER NASAL TIPO
ÓCULOS
CATETER NASAL TIPO ÓCULOS

•FINALIDADE: oferecer aporte de


oxigênio umidificado.
•É utilizado, quando o paciente requer uma
concentração de baixo fluxo de oxigênio.
•As velocidades de fluxo superiores a 6 e
8l/min podem levar a deglutição de ar e o
ressecamento da mucosa nasal e faríngea.
CATETER NASAL TIPO ÓCULOS
CATETER NASAL TIPO ÓCULOS
CATETER NASAL TIPO ÓCULOS
•Lavar as mãos e reunir material;
•Explicar ao paciente o procedimento e sua finalidade;
•Instalar o fluxômetro na rede de O2;
•Colocar AD no copo umidificador, fechar bem e conectá-lo ao fluxômetro;
•Conectar a extensão ao umidificador;
•Instalar e ajustar a cânula nasal no paciente, evitando tracionar as asas
do nariz;
•Conectar a cânula à extensão, abrir e regular o fluxômetro conforme
prescrição;
•Trocar a cânula nasal diariamente;
•Trocar o umidificador e a extensão a cada 48h;
•Anotar o procedimento e intercorrências;
CATETER NASAL TIPO ÓCULOS
MASCARAS FACIAIS
MASCARA FACIAL SIMPLES
MASCARA FACIAL SIMPLES
 VANTAGENS:
 maior concentracão de O2 que o cateter nasal;
 menor risco de infecção;
 DESVANTAGENS:
 Uso apenas em respiração espontânea;
 Não tolerado em dispneia grave;
 Desconfortável;
 Dificuldade para comunicação e alimentação;
 Fluxo acima de 10 l/min, não aumenta a concentração de O2
ofertado;
MASCARA FACIAL SIMPLES
MÁSCARA COM RESERVATÓRIO
As válvulas unidirecionais permitem que o ar
exalado escape e impede que o ar ambiente seja
inspirado.
O paciente inala 100% do oxigênio ofertado.
MÁSCARA COM RESERVATÓRIO
MASCARA DE
VENTURI
MASCARA DE VENTURI
MASCARA DE VENTURI
MASCARA DE VENTURI
CÁLCULO CONCENTRAÇÃO OXIGENIO
OXIGENIO PRESCRITO:

1l/pm – 24%

2l/pm – 28%

3l/pm – 32%

4l/pm – 36%

5l/pm – 40%
CÁLCULO CONCENTRAÇÃO OXIGENIO

• Catéter nasal 2 l/min.


 FiO2= ( 20 + 4x2 ) = 28%.   

• Máscara facial 5 l/min.


 FiO2=( 20 + 4x5 ) = 40%
EFEITOS TÓXICOS E COLATERAIS NA
ADMINISTRAÇÃO DE O2
Em pacientes portadores de DPOC - apnéia;

Resseca a mucosa do sistema respiratório;

Altas concentrações de O2 (acima de 50%) por


tempo prolongado ocasionam alterações
pulmonares (atelectasias, hemorragia e outros);
Altas concentrações de O2 (acima de 100%) há
ação tóxica sobre os vasos da retina,
determinando de fibroplasia retrolenticular.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

 Padrão Respiratório Ineficaz


 Definição: Inspiração e/ou expiração que
não proporcionam ventilação adequada.

 Ventilação Espontânea Prejudicada


 Definição: Reservas de energia diminuídas,
resultando em incapacidade do indivíduo em
manter respiração adequada para sustentação
da vida.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
•Manter o paciente com decúbito elevado;

•Controlar o fluxo de oxigênio oferecido;

•Colocar umidificador com água destilada;

•Trocar a cânula ou mascara diariamente;

•Trocar o umidificador e a extensão a cada 48hs.

•Monitorizar a saturação de O2- ( a cianose é um


dos últimos sinais de hipoxemia a aparecer);
CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Avaliar extremidades e pulso radial.


CUIDADOS DE ENFERMAGEM
• Reduzir o consumo de oxigênio, limitando a
movimentação do paciente;

• Avaliar a expansão torácica e auscultar os pulmões de


4/4h.

• Identificar ruídos adventícios e simetria de murmúrios.

• Avaliar a frequência cardíaca (as arritmias cardíacas


podem ser causadas por hipoxemia ou desequilíbrio
ácido – básico).
OXIMETRIA
Evolução de enfermagem
•Relatar sobre o estado de Oxigenação do
paciente: dispneico; eupneico; acianótico;
cianótico;
•Avaliar e relatar perfusão periférica;
•Relatar o uso de oxigênio complementar e
quantos litros/mim estão sendo utilizados no
paciente.
•Relatar o dispositivo utilizado: máscara, cateter
nasal; etc.
REFERÊNCIAS
NETTINA, Sandra M. Prática de enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2011.

POTTER, Patricia Ann; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de


enfermagem: 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

KAWAMOTO, Emilia Emi. Fundamentos de enfermagem. 3. Rio de


Janeiro Guanabara Koogan 2011.

TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e habilidades fundamentais no


atendimento de enfermagem. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

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