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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA
CIÊNCIA E APLICAÇÕES
Gelson Iezzi, Osvaldo Dolce,
David Degenszajn, Roberto Périgo,
Nilze De Almeida – 2º ano Ensino Médio
2º Bimestre
NESTE BIMESTRE FORAM TRABALHADOS OS TEMAS:

• Neste bimestre foram trabalhados os temas:


• As demais voltas na circunferência trigonométrica
• Função seno
• Função cosseno
• Matrizes – definição e representação
• Matrizes especiais
• Operações com matrizes: adição, subtração e multiplicação
por um número real.
• Multiplicação de matrizes
• Matriz identidade
• Matriz inversa

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

AS DEMAIS VOLTAS NA CIRCUNFERÊNCIA TRIGONOMÉTRICA

As demais voltas na circunferência trigonométrica

A cada número real x está associado um ponto na circunferência.


Com a inclusão dos números reais negativos e dos números reais maiores
ou iguais a 2π, podemos ampliar o estudo da trigonometria não só à
primeira volta da circunferência trigonométrica.
Considere x ∈ ℝ.
Veja como determinar o ponto P imagem de x.
• Se x > 0, partimos do ponto A(1, 0) e percorremos no sentido anti-
horário um arco de comprimento x (e medida x rad), cujas
extremidades são A e P.
• Se x < 0, partimos do ponto A(1, 0) e percorremos, no sentido horário,
um arco de comprimento |x|, cujas extremidades são A e P.
• Se x = 0, a imagem P é o próprio ponto A.

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

AS DEMAIS VOLTAS NA CIRCUNFERÊNCIA TRIGONOMÉTRICA

Arcos côngruos

Um determinado ponto na circunferência trigonométrica é imagem de infinitos números reais.

São também imagem de P:


 Percorremos, a partir de A, no sentido  Percorremos, a partir de A, no sentido
anti-horário um arco de comprimento anti-horário um arco de comprimento
e, em seguida, demos 1, 2, 3, ... voltas e, em seguida, demos 1, 2, 3, ... voltas
completas, no mesmo sentido. completas, no outro sentido (horário).

 𝜋 5𝜋  𝜋 3𝜋
+2𝜋= − 2 𝜋 =−
2 2 2 2   P é imagem de

   
Possuem imagem em P todos os números
reais (determinam arcos côngruos)da
   
forma:  𝜋 + 𝑘 . 2 𝜋 , 𝑘 ∈ℤ
2
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CAPÍTULO 4 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

FUNÇÕES PERIÓDICAS

Função seno
f : R → R | f(x) = sen(x)
x sen x
0 0
  𝜋
2 1 D:f(x) = ℝ (domínio)
  𝜋 0 Im:f(x) = [−1, 1] (imagem)
 3 𝜋 -1 P = 2π (período)
2
 2 𝜋 0

Uma função f: A → B é periódica se existir um número real positivo p tal que f(x) = f(x + p), ∀x ∈ A.
menor valor positivo de p é chamado de período de f.

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CAPÍTULO 4 – FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

FUNÇÕES PERIÓDICAS

Função cosseno

x cos x f : R → R | f(x) = cos (x)


0 1
  𝜋
2 0
D:f(x) = ℝ (domínio)
  𝜋 -1
Im:f(x) = [−1, 1] (imagem)
 3 𝜋 0
2 P = 2π (período)
 2 𝜋 0

Período da função seno e da função cosseno


 Sejam c e d números reais, com c 0.As funções definidas por y = sem (cx + d) e y =cos (cx + d) tem período p dado por P =

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

DEFINIÇÃO

Matrizes

Sejam m e n números naturais não nulos.


Uma tabela de m ⋅ n números reais dispostos em m linhas (filas horizontais) e n colunas (filas verticais) é uma matriz
do tipo m x n, ou simplesmente matriz m x n.
Os elementos de uma matriz são colocados entre parênteses ou entre colchetes.

  é uma matriz 1 × 3.   é uma matriz 2 × 2.

  é uma matriz 3 × 2.   é uma matriz 3 × 1.

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

REPRESENTAÇÃO DE UMA MATRIZ


Representação de uma matriz

 A= ( a ij )n x n
  É a representação da matriz A com m linhas e n colunas, sendo o elemento da linha i e coluna j.

Exemplo:
a11 = −1 a12 = 0
 Na matriz
a21 = −2 a22 = 5
a31 = 3 a32 = 4

De modo geral, uma matriz A do tipo m × n é representada por A = (aij)m × n, em que i e j são números inteiros
positivos tais que 1 ≤ i ≤ m, 1 ≤ j ≤ n e aij um elemento genérico de A.

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

MATRIZES ESPECIAIS

Definições
Matriz linha Matriz quadrada
é uma matriz formada por uma única linha. é uma matriz que possui número de linhas igual ao número
  é uma matriz linha 1 × 3. de colunas.
Matriz coluna  é uma matriz quadrada 2 × 2 ou de ordem 2
é uma matriz formada por. uma única coluna
  é uma matriz coluna × 1.
 
Diagonal principal índice da linha + índice da coluna.
Diagonal secundária soma dos índices da linha e da
Matriz nula coluna é igual a n + 1
é uma matriz onde todos os elementos são iguais a zero.
0m × n é a matriz nula com m linhas e n colunas.

  é a matriz nula 2 × 3
Diagonal principal Diagonal secundária

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

MATRIZ TRANSPOSTA E IGUALDADE DE MATRIZES

Igualdade de matrizes
Dada uma matriz A = (aij)m × n, chama-se transposta de A e indica-se por At a matriz:
At = (aji)n × m

Em outras palavras, a matriz At é obtida a partir de A trocando-se, ordenadamente, suas linhas pelas colunas.

 A transposta de é At

Igualdade de matrizes

Duas matrizes A e B de mesmo tipo m × n são iguais se todos os seus elementos correspondentes são iguais.

Elementos correspondentes são os que possuem mesmos índices.

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

OPERAÇÕES COM MATRIZES

Adição
Dadas duas matrizes do mesmo tipo, A = (a ij)m × n e B = (bij)m × n, a soma de A com B (representada por A + B) é a matriz C
= (cij)m × n, em que cij = aij + bij, para 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n.

Exemplo:
  1 5
[ 3
−1
−4
5 ][
2 + 0
3
−3
−1
−4
2 =
−1 ][
3
−4
−5
1
2
2 ]
Matriz oposta
Seja a matriz A = (aij)m × n. Chama-se oposta de A a matriz representada por −A, tal que A + (−A) = 0m × n, sendo 0m × n a
matriz nula do tipo m × n. Observe que a matriz −A é obtida de A trocando-se o sinal de cada um de seus elementos.
  1 1
A=
3
−2 [ 3
4
−1
0 ] , ent ã o − A=
[ −3
2

3
−4
1
0 ]
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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

OPERAÇÕES COM MATRIZES

Adição

Dadas duas matrizes do mesmo tipo A = (aij)m × n e B = (bij)m × n, chama-se diferença entre A e B (representa-se A − B) a
matriz soma de A com a oposta de B, isto é:

A − B = A + (−B)

Multiplicação de um número real por uma matriz

Seja a matriz A = (aij)m × n e k um número real. O produto de k pela matriz A (indica-se k ⋅ A) é a matriz B = (bij)m × n, em
que bij = k ⋅ aij, para todo i ∈ {1, 2, …, m} e j ∈ {1, 2, …, n}.
Exemplo:
 
A = (2 3 7) 3 ⋅ A = (2 ⋅ 3 3⋅3 7 ⋅ 3) = (6 9 21)

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

OPERAÇÕES COM MATRIZES

Multiplicação de matrizes

Dadas a matrizes A = (aij)m × n e B = (bij)n × p, chama-se produto de A por B, e se indica por A ⋅ B, a matriz C = (cij)m × p, em
que cik = ai1 ⋅ b1k + ai2 ⋅ b2k + ai3 ⋅ b3k + ai4 ⋅ b4k + … + ain ⋅ bnk; para todo i ∈ {1, 2, …, m} e todo k ∈ {1, 2, …, p}.
O procedimento para obter o elemento cik da matriz C é o que segue:
1. Tomamos ordenadamente os n elementos da linha i da matriz A: ai1, ai2, …, ain. (1)
2. Tomamos ordenadamente os n elementos da coluna k da matriz B: b1k, b2k, …, bnk. (2)
3. Multiplicamos o primeiro elemento de (1) pelo primeiro elemento de (2), o segundo elemento de (1) pelo
segundo elemento de (2), e assim sucessivamente.
4. Somamos os produtos obtidos.   Am x n . Bn x p =C m x p
Assim:
𝑐  𝑖𝑘 =𝑎𝑖 1 . 𝑏1 𝑘 +𝑎 𝑖2 . 𝑏2 𝑘 +…+𝑎 𝑖𝑛 . 𝑏 𝑛𝑘
Garante a existência do produto

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES

 Exemplo:
Dadas as matrizes e , determine A ⋅ B.

Resolução:
O produto A ⋅ B existe pois A é do tipo 2 × 2 e B é do tipo 2 × 2 (O número de colunas de A é igual ao número de
linhas de B).
O resultado será a matriz C do tipo 2 × 2 (número de linhas de A e número de colunas de B).
Temos: A⋅B= . =

 Daí:
c11 = (−1) ⋅ 1 + 2 ⋅ 1 = 1 c12 = (−1) ⋅ (−3) + 2 ⋅ 2 = 7
c21 = 0 ⋅ 1 + 5 ⋅ 1 = 5 c22 = 0 ⋅ (−3) + 5 ⋅ 2 = 10 A⋅B=

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

MATRIZ IDENTIDADE

Matriz identidade
Seja A uma matriz quadrada de ordem n.
A é denominada matriz quadrada de ordem n (indica-se por In) se os elementos de sua diagonal principal são todos
iguais a 1, e os demais elementos são iguais a zero.

  é a matriz identidade de ordem 3

Propriedades:
Se A é quadrada de ordem n, temos: A ⋅ In = In ⋅ A = A.
Se A = (aij)m × n, com m ≠ n, temos: Im ⋅ A = A e A ⋅ In = A.

A multiplicação de matrizes não é comutativa, isto é, em geral, A ⋅ B ≠ B ⋅ A.

Não vale a propriedade do anulamento do produto na multiplicação de matrizes.

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

MATRIZ INVERSA

Matriz identidade

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. A matriz A é dita inversível (ou invertível) se existe uma matriz B
(quadrada de ordem n), tal que:

A ⋅ B = B ⋅ A = In

Lembre que In representa a matriz identidade de ordem n.


Nesse caso, B é dita inversa de A e é indicada por A−1

  A inversa da matriz

  e . Assim, B = A−1

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CAPÍTULO 5 – MATRIZES

VERIFICAÇÃO SE UMA MATRIZ QUADRADA É OU NÃO INVERTÍVEL

  Vamos verificar se existe a inversa de

 Temos: .

  fizemos o mesmo
Se
Do conceito de igualdades de matrizes, seguem os sistemas: procedimento com a matriz ,
  3 𝑎+ 2𝑐 =1  ⇒  a = 2 e c = - veremos que a resolução do
{ 5 𝑎+4 𝑐=0   A−1 =
sistema associado à ela não tem
solução. Daí, a matriz C não é
  3 𝑏+2 𝑑= 0
{5 𝑏+4 𝑑=1  
⇒  b = -1 e d = invertível.

É fácil verificar que a outra condição A−1 ⋅ A, está satisfeita.

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