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C U R S O TÉCNICO

EM SEGURANÇA
DO TRABALHO
CURSO DA
NOVA NR-10

Desde épocas remotas o homem aprendeu


a utilizar o fogo como um auxiliar
de grande utilidade.
O fogo controlado tem sido
fator importante no processo
de desenvolvimento da
humanidade, tanto para o
conforto do lar, aquecendo
e ajudando na preparação
de alimentos, como também
na indústria, no transporte e
na produção de energia.
CURSO DA
NOVA NR-10

Entretanto essa fonte considerada tão útil


e indispensável, quando acontece fora de
controle do homem, transforma-se num
agente de grande poder de destruição e
causador de inúmeras tragédias.
CURSO DA
NOVA NR-10

Neste caso o fogo é denominado de

e é contra ele que devemos


investir na PREVENÇÃO e estarmos
bem preparados para o COMBATE.
COMBATE
CURSO DA
NOVA NR-10

DIÁRIO CATARINENSE
SÁBADO, 08.06.2002 PG 25
Uma brincadeira de criança
resultou na destruição de
uma casa na Rua São Vicente
de Paula, no Bairro
Agronômica, na Capital, às 10
horas de ontem.

Um menino de cinco anos de


idade, ao brincar com
fósforos, queimou
acidentalmente um brinquedo
de pano e o fogo se alastrou
pela moradia.

O avô da criança, Guilherme


Silveira, que estava na casa
no momento do acidente,
informou que tudo ocorreu
durante a sua distração.
É importante salientar que o problema dos
dos incêndios não se restringe só aos países
do terceiro mundo ou aos paises em
desenvolvimento.

Os Estados Unidos apresenta o maior índice de


mortes provocadas por incêndio entre os
países industrializados.

A cada ano são mais de 2,4 milhões de


incêndios, com mais de 6.000 mortes.

A quantidade de incêndios criminosos também é


bastante elevada, provocando mil mortes por ano.
Fatos como os relatados levaram ......ao
ao desenvolvimento de técnicas de prevenção
e combate cada vez mais sofisticadas.

Os computadores vem sendo utilizados cada vez


mais para simular a evolução de incêndios e os
resultados obtidos são aplicados em
equipamentos para detectar fumaça e também
no desenvolvimento de materiais mais
resistentes ao fogo.
ou COMBUSTÃO é uma reação química
exotérmica, decorrente da oxidação
rápida de uma substância (sólida, líquida
ou gasosa).

Durante esta reação os materiais


combustíveis transformam-se, havendo
desprendimento de luz e calor.
Para que a reação química da combustão
tenha início, é indispensável que
estejam presentes e atuem três
elementos que são:

• COMBUSTIVEL
• COMBURENTE
• CALOR
• TRIÂNGULO DO FOGO
Como acabamos de ver, para que o fogo tenha início
são necessárias três condições essenciais:
primeiramente a presença do combustível, depois do
comburente e por último do calor, ou seja, da
temperatura elevada ou de temperatura de ignição.

Objetivando facilitar a compreensão e o


estudo do fenômeno da combustão, estas
três condições foram colocadas, cada uma
delas, formando um dos lados de um
triângulo eqüilátero, que passou a ser
denominado em todo mundo como:

“TRIÂNGULO DO FOGO”
• TETRAEDRO DO FOGO
Estudos mais recentes e adiantados sobre o
fenômeno da combustão indicam que além
dos três elementos constantes do Triângulo
do Fogo, ou seja, combustível, oxigênio e
calor, o fogo necessita de um quarto
elemento para continuar se propagando, que
é a reação química em cadeia que ocorre
quando os três primeiros elementos atingem
condições favoráveis, isto é, misturam-se em
condições ideais.
• TETRAEDRO DO FOGO
Assim sendo, na nova concepção de combustão, a
Reação em Cadeia (que inclui as reações químicas
intermediárias que ocorrem durante a combustão)
está sendo considerada como o quarto elemento
do fogo.

A partir do momento em que foi concebida a


necessidade de considerar o quarto elemento, os
pesquisadores deste novo conceito passaram a
representar didaticamente o fogo não mais como
um triângulo, mas como um tetraedro ou como
um quadrado formado por COMBUSTIVEL,
COMBUSTIVEL
COMBURENTE,
COMBURENTE CALOR e pela REAÇÃO QUÍMICA
EM CADEIA.
CADEIA
COMBUSTIVEL
É todo elemento que serve de campo de propagação
do fogo. Em síntese, combustível é todo material,
toda substância que possui a propriedade de
queimar, de entrar em combustão.

Quanto ao seu estado físico, os combustíveis são


classificados em sólidos, líquidos e gasosos.

Exemplos:
● Combustíveis Sólidos
madeira, papéis, couro, borracha, tecidos, plástico
● Combustíveis Líquidos
gasolina, querosene, éter, álcool, benzina, tintas, solventes
● Combustíveis Gasosos
gás metano, gás propano, gás de cozinha (GLP) , gás natural
Combustivel
Sólido

Combustivel Líquido

Combustivel Gasoso
COMBURENTE
É toda substância que entrando em contato com o
combustível permite a ocorrência da reação
química denominada de combustão. O
comburente que existe em abundância na
natureza e que alimenta todas as combustões que
se processam na atmosfera é o oxigênio (O 2).

Este é o elemento químico (gás) que se combina


com o combustível, possibilitando a combustão,
dando vida às chamas, assim é que em ambientes
pobres em oxigênio o fogo não tem chamas e em
ambientes ricos em oxigênio elas são intensas,
brilhantes e com elevada temperatura.
O oxigênio existe no ar atmosférico na proporção
(concentração) de 21% e alimenta todas as
combustões que se desenvolvem na atmosfera.
Em números redondos, a composição do ar
atmosférico é a seguinte:

78% de Nitrogênio – elemento neutro, não entra na combustão


21% de Oxigênio – absolutamente indispensável à combustão
1% de outros gases e vapores
A importância do oxigênio na reação fica facilmente
demonstrada quando se realiza a seguinte experiência:
1. Acende-se uma vela.
2. Coloca-se (emborca-se) um copo ou um recipiente de
vidro sobre a vela acesa, bloqueando a entrada de ar.
3. Observa-se que a chama vai diminuindo
gradativamente até a total extinção do fogo.

Isso ocorre porque o oxigênio (O2) existente no recipiente


vai sendo consumido pela reação de combustão, até
atingir uma quantidade insuficiente para mantê-la.
CALOR
É o componente que serve para dar início ao
fogo, que o mantém e incentiva a sua
propagação.

É o elemento que fornece a energia de ativação


necessária para iniciar a reação entre o
combustivel e o comburente, mantendo e
propagando a combustão.

Pode-se ainda dizer que é a temperatura


elevada, também chamada de Temperatura de
Ignição, que fornece a energia necessária para
que o material combustível libere gases e
vapores suficientes para que aconteça a ignição.
REAÇÃO QUÍMICA EM CADEIA
Significa a sequência de reações intermediárias que
se formam durante o complexo da combustão.

Toda reação química envolve troca de energia, sendo


que na combustão, parte da energia desprendida é
dissipada no ambiente, provocando os efeitos
térmicos do incêndio e a outra parte continua a
aquecer o combustivel, fornecendo a energia
necessária para que o processo de queima continue.

A propagação do fogo vai depender da existência de


energia suficiente para manter a continuidade da
reação química em cadeia. Alguns produtos químicos
tem a propriedade de interromper essa reação.
Cada material, dependendo da temperatura a que
estiver submetido, liberará maior ou menor
quantidade de vapores inflamáveis, sendo que
muitos combustíveis liberaram esses gases mesmo
a temperatura ambiente ou até abaixo dela.

Uma mesma substância tem 3 pontos ou


temperaturas capazes de inflamá-la:
• PONTO DE FULGOR (FLASH POINT)
É a temperatura mínima na qual uma substância
começa a desprender gases e vapores capazes de se
inflamarem ao entrar em contato com uma fonte
externa de calor (chama ou centelha), não havendo
porém duração prolongada da queima, uma vez que a
quantidade de vapores ainda é insuficiente para
manter a combustão, ou seja, dar sequência a reação
em cadeia.

Exemplo: aparas (pedaços) de madeira em frasco de vidro


sendo aquecido na base. Após algum tempo percebe-se o
desprendimento de uma névoa.

O Ponto de Fulgor registra a temperatura em que a


combustão tem início com a proximidade de uma chama,
EXPERIÊNCIA DE LABORATÓRIO PARA DEMONSTRAÇÃO DO
PONTO DE FULGOR (FLASH POINT) DA MADEIRA = 150° C
• PONTO DE COMBUSTÃO (FIRE POINT)
É a temperatura na qual os vapores desprendidos
por uma substância aquecida, ao entrarem em
contato com uma fonte externa de calor (chama
ou centelha), inflamam-se mantendo a
combustão (sequência da reação em cadeia)
mesmo com a retirada da fonte externa.

EXEMPLO: continuando a experiência das aparas


de madeira no frasco de vidro, haverá um
momento em que uma maior quantidade de gases
desprendidos da madeira aquecida, iniciarão a
queima com a aproximação de uma chama, e a
combustão terá continuidade mesmo se a fonte
for removida.
EXPERIÊNCIA DE LABORATÓRIO PARA DEMONSTRAÇÃO DO
PONTO DE COMBUSTÃO (FIRE POINT) DA MADEIRA
• PONTO DE IGNIÇÃO (SELF IGNITION)
Também conhecido como Ponto de Auto Ignição, é
a temperatura mínima na qual os vapores
aquecidos desprendidos de uma substância,
inflama-se espontaneamente, isto é, iniciam o
processo de combustão sem a necessidade de
contato direto com uma chama ou centelha.

EXEMPLO:
Combustíveis com Ponto
de Fulgor abaixo de 70º C
são chamados de
inflamáveis e devem ser
tratados com cuidado pela
facilidade com que podem
incendiar ou explodir.

Os mais perigosos são os


que tem o Ponto de Fulgor
abaixo da temperatura
ambiente.

GASOLINA PF = - 43 º C
ÉTER = - 40 º C
ÁLCOOL = 13 º C
ACETONA = 18 º C
QUEROSENE = 38 º C
ÓLEO DIESEL = 66 º C
FORMAS DE TRANSMISSÃO DO CALOR
O calor é uma espécie de energia, denominada
ENERGIA CALORÍFICA que se transmite de uma
molécula para outra, de uma substância para outra.
A transmissão do calor pode ser considerada como a
maior causa da propagação dos incêndios.
O conhecimento das formas pelas quais o calor pode
se transmitir é de fundamental importância no estudo
da Prevenção e do Combate a Incêndios.

A transmissão do calor ocorre de três formas:


Condução ou condutibilidade é o processo pelo qual o
calor se transmite através de meio físico, diretamente
de molécula em molécula, de matéria para matéria nas
substâncias sólidas, a partir de um ponto que está em
contato direto com a fonte de calor.

A propagação por condução ocorre quando dois


corpos de temperaturas diferentes são colocados em
contato, sendo que o corpo mais aquecido sede calor
para o corpo com menor temperatura.

A quantidade de calor transferida por condução


depende diretamente da condutibilidade do material
por onde transita, que varia de uma substância para
outra.
EXEMPLO DE CONDUÇÃO
Os metais Diz –se que
são bons eles tem boa
condutores condutibilidade
de calor

Viga metálica aquecida em apenas uma das extremidades.


Com o tempo a outra extremidade também irá aquecer,
mesmo sem estar em contado direto com a fonte de calor.
É a forma de propagação do calor nos fluidos. O calor
propaga-se através de um meio circulante, líquido ou
gasoso, a partir de uma fonte de calor.

Pelo aquecimento as partes mais próximas da


fonte de calor ficam mais leves (menos densas)
e tendem a elevar-se, criando correntes
ascendentes e as partes mais frias (mais densas)
tendem a descer.

É um fenômeno bastante comum em edifícios, pois


através de poços de elevadores, vãos de escadas e
janelas, o calor pode atingir andares superiores ao
do foco do sinistro.
EXEMPLO DE CONVECÇÃO

Os gases aquecidos
liberados pelo incêndio no
andar térreo (incêndio
original) criam correntes
ascendentes, subindo pela
abertura e atingindo
combustíveis depositados
no pavimento superior
(incêndio secundário)
CURSO DA
NOVA NR-10

É a forma de transmissão do calor por meio de ondas que são


irradiadas por um corpo aquecido.

Todo corpo quente irradia calor que se propaga em inclusive


no vácuo, indo atingir os corpos frios.

A intensidade do calor irradiado é proporcional à temperatura


do foco, diminuindo em relação a distância do mesmo.

Ao nos aproximarmos de uma


fogueira, de um forno quente ou de
uma lâmpada acesa sentimos o
calor irradiado dos mesmos.

O calor do sol é transmitido através


do espaço por esse processo.
Tecnicamente extinguir o fogo significa
desfazer o Tetraedro (Quadrado) do Fogo,
ou seja retirar um de seus lados
Sempre que houver possibilidade, pode-se
controlar ou extinguir o fogo pela retirada do
combustivel que ainda não está queimando.

É um método utilizado com sucesso no caso de


incêndios em tanques (reservatórios) de
combustíveis. O líquido pode ser removido para
outros reservatórios através de canalizações
baixas e registros de manobras, tomando-se o
cuidado de interromper o fluxo quando o nível
chegar próximo à saída da canalização.
O líquido pode ser removido para outros reservatórios
através de canalizações baixas e registros de manobras
O abafamento, ou controle
do comburente, consiste
na retirada, ou redução, da
concentração do oxigênio
pela aplicação de um
agente extintor que
bloqueie o acesso ou
desloque o ar da
superfície do material em
combustão.

A reação de combustão
será interrompida quando
a concentração de 21% de
O2 cair para menos de
16%
O resfriamento ou retirada do calor é o método mais
utilizado para extinção de incêndios.

O mecanismo de funcionamento desse processo consiste na


absorção de grande quantidade de calor pelo agente
extintor que é lançado sobre as chamas, fazendo com que a
temperatura do material que está queimando desça abaixo
do ponto de combustão.

A partir deste ponto, o combustivel resfriado deixa de


emitir gases e vapores inflamáveis e necessários
(indispensáveis) ao prosseguimento das chamas.

A água é o principal agente extintor usado neste método


pela sua grande capacidade de absorção de calor.
A utilização da água (com sua
grande capacidade de
absorção de calor) como o
principal agente de combate
ao fogo pelo processo do
RESFRIAMENTO
A combustão é uma reação
química de oxidação rápida
constituida de inúmeras
reações intermediárias com
liberação de radicais livres.
Esta sequência de reações
intermediárias que se
formam durante o complexo
da combustão pode ser
interrompida adicionando-se
ao material em chamas
algum composto químico
que tenha capacidade de
provocar a
INTERRUPÇÃO QUÍMICA DA
REAÇÃO EM CADEIA.
CADEIA
Quanto mais rápido e eficiente for o ataque às
chamas em sua fase inicial, maiores serão as
chances de reduzir e eliminar o fogo, evitando
que transforme-se num grande sinistro.

Para facilitar os estudos de prevenção e a


escolha do método de combate e do agente
extintor mais adequado, em função das
características do material que está
queimando, didaticamente adotou-se a
existência de
CLASSE CLASSE

CLASSE CLASSE
INCÊNDIO CLASSE A
É representado por um triângulo verde
contendo a letra “A” em seu interior e tem
um pictograma associado.

São os incêndios que ocorrem em


materiais fibrosos ou sólidos, geralmente
de natureza orgânica, que queimam em
superfície e em profundidade, deixando
como resíduos cinzas e brasas.

EXEMPLOS: madeira, tecido, papéis,


palha, estopas, algodão, borracha, couro.

O método de extinção mais eficiente é o RESFRIAMENTO


INCÊNDIO CLASSE B
É representado por um quadrado de cor
vermelha contendo a letra “B” em seu
interior e tem um pictograma associado.

São incêndios que ocorrem em líquidos


combustíveis e inflamáveis, gases e
materiais graxosos. Queimam apenas
em sua superfície e não deixam resíduos
ao final da combustão.

EXEMPLOS: álcool, acetona, óleo diesel,


gasolina, éter, querosene, solventes,
tintas, graxa, GLP, metano, propano.

O método de extinção mais eficiente é o ABAFAMENTO


INCÊNDIO CLASSE C
É representado por um círculo de cor azul
contendo a letra “C” em seu interior e tem um
pictograma associado.

São incêndios que ocorrem em


equipamentos elétricos energizados, ou seja,
conectados à corrente elétrica. Por menores
que sejam sempre representam risco de
vida, sendo indispensáveis certos cuidados
com não usar água ou substâncias
condutoras na extinção.

EXEMPLOS: motores, transformadores,


estabilizadores, computadores, quadros de
distribuição, tv, eletrônicos energizados.

O método de extinção mais eficiente é o ABAFAMENTO


INCÊNDIO CLASSE D
É representado por uma estrela de cor
amarela contendo a letra “D” em seu interior
e tendo um pictograma associado.

São incêndios que ocorrem em metais


pirofóricos (ligas metálicas combustíveis).
Exigem para a sua extinção agentes extintores
especiais que se fundem em contato com o
metal, formando uma capa isolante do ar
atmosférico, interrompendo a combustão.
Nunca usar água, espumas ou outro agente
líquido pois provocam explosão.

EXEMPLOS: potássio, alumínio em pó, zinco,


titânio, sódio, zircônio, magnésio.

ABAFAMENTO e
O método de extinção mais eficiente é o
INTERRUPÇÃO DA REAÇÃO EM CADEIA
São considerados Agentes Extintores todos os
materiais, produtos e substâncias que tem
atuação sobre as chamas, sendo capazes de
interromper a combustão e extingui-las.

Os agentes extintores agem sobre as chamas


eliminando um dos quatro fatores responsáveis
pela combustão, ou seja, atuam sobre:
É fundamental para o sucesso no
combate às chamas que os agentes
extintores sejam empregados
conforme a Classe de Incêndio,

pois em alguns casos poderão ocorrer


sérias consequências, se forem
utilizados inadequadamente.
Os principais agentes extintores são:
A água apresenta como principal característica a sua
grande capacidade de diminuir a temperatura dos
materiais em combustão. É o agente extintor de
mais fácil obtenção, de menor custo podendo ser
utilizada em seu estado líquido e gasoso.

{
{
• jato sólido (compacto)
estado líquido
Água • neblina (chuva)
estado gasoso • vapor d'água
A água não pode ser usada para o combate a
incêndios de Classe “C” – equipamentos
elétricos energizados, pois é condutora de
corrente elétrica.
É um agente extintor especialmente desenvolvido
para combate a incêndios Classe B.

As espumas são sempre geradas em meio aquoso


constituindo-se de um aglomerado de bolhas de ar
ou CO2 o que permite que flutuem sobre a superfície
dos líquidos incendiados, criando uma barreira
entre o material combustivel e o comburente,
abafando a combustão.
}
Existem dois tipos de espuma
• Espuma Química

• Espuma Mecânica
NÃO USAR ESPUMAS EM INCÊNDIO CLASSE C
Também conhecido como:
• Dióxido de Carbono
• Bióxido de Carbono,
• Neve Carbônica ou
• Fórmula química CO2

É um gás mais pesado que o ar atmosférico,


incolor e não condutor de energia elétrica.

É comprimido a 60 atmosferas e armazenado


em cilindro de aço especial para resistir a alta
pressão.
Quando aliviado da alta compressão em
que é armazenado, o líquido vaporiza
baixando bruscamente a temperatura que
alcança –70° C.

O CO2 combate por abafamento, sendo


especialmente indicado para incêndios
Classe C.

Em função da baixa temperatura do gás,


tem ação secundária de resfriamento.
Os pós químicos combatem o fogo por abafamento,
sendo que alguns tem também a característica de
interromper a reação química em cadeia.
Comercialmente são encontrados 03(três) tipos de pós:

Bicarbonato de Sódio, com vários aditivos para


melhorar o armazenamentoe evitar a absorção de
umidade que causa empedramento. Indicado com
grande eficiência para incêndio em líquidos inflamáveis
e equipamentos elétricos energizados.
Deixam resíduos não sendo recomendável seu uso em
centrais telefônicas e centros de processamento.
Também conhecido como Pó Polivalente, com
base no Fosfato de Mono-Amônio é indicado
com eficiência para combate a fogo das
Classes A, B, e C. Contém componentes
retardantes do fogo que impedem qualquer
combustão subsequente.

Apaga quimicamente o fogo interrompendo a


reação em cadeia.
Com base no Cloreto de Sódio com Fosfato
Tricálcio. É considerado um pó especial por
ser altamente eficaz apenas para o combate
a incêndios de Classe D.

Existe um tipo diferente para cada tipo de


metal pirofórico.

Este pó extingue o fogo por abafamento e


interrupção química da reação em cadeia.
São hidrocarbonetos halogenados cujo
mecanismo de extinção é a inibição química
da reação em cadeia da combustão.

Atuam com eficiência no combate aos


incêndios das classes A, B e C.

Estão momentaneamente suspensos do


mercado por provocarem efeitos danosos na
camada de ozônio.
Cerca de 90% do ozônio que existe na atmosfera
localiza-se na estratosfera, entre 15 e 35 km,
constituindo o que se convencionou chamar
“Camada de Ozônio”. Esta camada é fundamental
para assegurar a vida na Terra, uma vez que o
ozônio estratosférico tem a capacidade de absorver
grande parte da radiação ultravioleta-B (UV-B).

Em substituição aos halogenados foram


recentemente lançados no mercados os chamados
agentes extintores limpos, que também atuam com
eficiência nas classes A, B e C.
São os diversos dispositivos especial-
mente desenvolvidos e utilizados na
detecção e no combate ao fogo.
Constituem as chamadas instalações
preventivas, protetoras e de combate, podendo
ser fixas ou portáteis.
e cç ã o e A lar m e
Sistemas de Det
de Incêndio
ã o de Se g u r an ç a
Sinalizaç
Escadas Enclausuradas
Saidas de Emergência
In st ala ç ã o H i d r áu li c a
r e d e d e H id r a n t e s
com
R e se rv a t ó ri o d e Á gu a
Portas Corta Fogo
ã o d e Em e r gê n c ia
Iluminaç
A p a r e lh o s E xt i n t o r e s
(Ext i n t o r e s P o r t á t e is
de Incêndio)
Mangueiras
Esguichos
Os extintores portáteis de incêndio são equipamentos
projetados para combater com eficiência pequenos
focos de incêndio, sendo portanto indicados para uso
com eficiência e segurança na fase inicial dos sinistros.

É muito importante conhecer bem cada tipo de


extintor, seu funcionamento, as características do
agente extintor e principalmente sua adequação às
diversas Classes de Incêndio, uma vez que existem
extintores que não podem ser utilizados para combate
em determinados tipos de fogo, pois podem agravar
ainda mais a situação do sinistro.
São especialmente indicados para combate a
incêndios Classe A (materiais sólidos).

São apresentados comercialmente em 2 tipos:

Não usar em ÁGUA PRESSURIZADA (PRESSURIZAÇÃO DIRETA)


“B” “C” e “D” O gás propelente (CO2 , nitrogênio ou ar) está
dentro do cilindro junto com a água e um
manômetro controla a pressão.

ÁGUA A PRESSURIZAR (PRESSURIZAÇÃO INDIRETA)


O gás propelente fica acondicionado numa ampola
externa ao cilindro do extintor.

Os extintores portáteis contém 10 litros de água,


podendo também em carretas com 75 e 150 litros.
Funciona a partir da reação química de duas
substâncias reagentes dissolvidas em água.

Dentro do cilindro está acondicionado o


BICARBONATO DE SÓDIO mais um agente
estabilizador de espuma dissolvidos em 7,5 litros
de água, e num cilindro menor o SULFATO DE
ALUMÍNIO dissolvido em 1,5 litros de água.
Não usar em
Ao ser invertido o aparelho, as duas substâncias
“C” e “D” se misturam desencadeando a reação, com
produção intensa de espuma.

É especialmente indicado para o combate a


incêndios Classe B, podendo ser usado com
eficiência na Classe A. A ABNT cancelou as
normas EB-17 e EB-52 e desde 1991 este extintor
parou de ser fabricado no Brasil.
Para a formação da espuma mecânica são
necessários 3 elementos:
ÁGUA + EXTRATO GERADOR DE ESPUMA +
AR
Não usar em
“C” e “D” Dentro do aparelho está acondicionada uma
mistura contendo o estrato gerador de espuma de
filme aquoso AFFF (Aqueous Film Forming Foam)
diluido a 9% em água. Indicação- Classes A e B.

Ao ser acionado o gatilho do extintor, a mistura


passa pelo esguicho aerador instalado na
extremidade da mangueira, que puxa o ar do
ambiente, fazendo a aeração e o batimento da
mistura, formando a espuma. O gás propelente é
o Nitrogênio e atualmente este extintor já é
fabricado nos modelos pressurizado e a
pressurizar (com ampola externa com o gás).
O gás CO2 é acondicionado no cilindro a uma
pressão entre 50 a 60 kg/cm2. Ao ser acionado o
gatilho, o gás passa por um tubo sifão, indo até o
difusor que fica instalado na extremidade da
mangueira, sendo expelido em forma de nuvem.

O pegador (punho) que reveste a extremidade da


mangueira (antes do difusor) serve de proteção do
operador, uma vez que o gás é expelido a uma
temperatura de - 70° C, podendo causar queimadura
ou mesmo o choque térmico.

É especialmente indicado para incêndio Classe “C”


(não deixa resíduos), sendo eficiente para Classe

 “B” e não deve ser em “A” (pode espalhar o fogo).


Possui uma válvula de alívio de pressão para
evitar acidentes em casos de sobrepressão.
O extintor de pó mais comum é o que utiliza o
Bicarbonato de Sódio, que é eficiente para combate
a fogo das Classe B e C. O agente propulsor (gás
propelente) pode ser o gás carbônico ou o
nitrogênio.
É apresentado comercialmente em dois tipos:

PÓ PRESSURIZADO (PRESSURIZAÇÃO DIRETA)


O agente propulsor está dentro do cilindro junto
com o pó e um manômetro controla a pressão.

PÓ A PRESSURIZAR (PRESSURIZAÇÃO INDIRETA)


O agente propulsor fica acondicionado em uma
ampola (garrafa) externa fixada ao cilindro.
Com exceção das edificações residenciais
multifamilia- res, o local o local de instalação de
cada extintor deverá ser sinalizado por uma
seta vermelha com borbas em amarelo
contendo a inscrição “extintor” ou por um
círculo vermelho com borda em amarelo com a
letra “E” em negrito, posicionados
imediatamente acima do aparelho.
Nas edificações industriais,
depósitos, galpões, gara-
gens oficinas e similares, sob
cada extintor, deverá ser
pintado no piso acaba- do,
um quadrado com 1,00 m de
lado, sendo 0,10 m de
bordas, nas seguintes cores:

• QUADRADO VERMELHO COM


BORDA EM AMARELO

• QUADRADO VERMELHO COM


BORDA EM BRANCO

• QUADRADO AMARELO COM


BORDA EM VERMELHO
CAUSAS DIRETAS
•Instalações elétricas velhas e sobrecarregadas
•Aparelhos de calefação mal instaladas
•Manipulação de líquidos inflamáveis
•Trabalhos com chama aberta
•Superquecimento mecânico por excesso de atrito
•Negligência humana (fumantes)
•Armazenamento indevido de material inflamável
•Balões em festas juninas
•Sabotagem
CAUSAS INDIRETAS
• Aumento de estoques

• Baixa qualificação da mão de obra

• Desordem

• Ignorância quanto aos riscos existentes

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