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Dança



Danças Primitivas

9000 a 8000 a.c PERÍODO PALEOLÍTICO E MESOLÍTICO
Manifestações corporais dos povos mais primitivos, gestos rítimicos e
repetitivos tinham objetivo de aquecer os corpos e preparar o corpo para
o combate e a caça. Essas manifestações se mostram também como forma
de celebração das forças da natureza e mudanças de estação. Com
sentido místico e rituais. POVOS NÔMADES.
Danças Primitivas

6500 a.c PERÍODO NEOLÍTICO
O Homem troca o nomadismo pela agricultura e domesticação de
animais passa e se fixar em lugares. É capaz de produzir objetos de
pedra polida e começa a mostrar sua capacidade de representar de forma
mais clara. Nestas arcaicas sociedades agrícolas origina-se os rituais de
fertilidade como uma maneira de tentar controlar a natureza e seus
ciclos. Os rituais de canto, dança e dramatizações tinham como objetivo
de transmitir para a terra a capacidade reprodutiva de homens e
animais, essa sintonia com a natureza auxiliava o homem a programar
suas ações.
Dança no Egito.

5000 a.c MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA
Nesta época as danças tinham um caráter sagrado e eram executadas
em homenagem aos Deuses. Aos Deuses da Dança e da Música eram
atribuídos poderes sobre a fertilidade. Diferentes Deuses eram
reverenciados com danças, cantos e dramatizações , muitas vezes essas
apresentavam acrobacias e utilização de máscaras. Alguns destes rituais
são classificados como ancestrais do teatro, pois embora originalmente
vinculado ao culto servia também para diversão da aristrocacia.
Dança na Índia

2000 a.c MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA
Assim como no Egito a Dança na Índia tem origem na evocação dos
Deuses. Com a invocação de Shiva Deusa da Dança, os Hindus
procuravam a união com a natureza. Tinha como tema atividades
cósmicas e exprimia eventos divinos. Os vários estilos de dança estão
sempre relacionados aos Deuses, e tinham por princípio que “o corpo
inteiro deve dançar”, cada gesto tem um significado místico, afetivo e
espiritual. A Dança Indiana não vê fronteira entre a vida material e
espiritual, para os Hindus corpo e alma não estão separados. Na India
ainda hoje escolas de dança funcionam junto à santuários.
Dança na Grécia

Séc. VII a III a.c
MODIFICAÇÃO DE SIGNIFICADOS ATRAVÉS DOS TEMPOS

I.MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA- Os Gregos creditavam enorme


importância a Danças desde os primórdios da civilização. Ela aparece
em mitos, lendas, cerimônias, literatura e como matéria obrigatória na
formação do cidadão. Sua origem é atribuída à titã Réia, mulher de
Cronos, devorador da prole, segundo a Mitologia Grega. Nas Ruinas
Gregas estão os registros do mais antigo teatro, pinturas de moças
dançando, instrumentos musicais e pinturas de personagens
mitológicos, confundindo mitologia com a história. Aparecem aí
vestígios da arte nas civilizações antigas.
Dança na Grécia

Séc. VII a III a.c DANÇA TEATRAL
II. A Dança chega ao teatro com a tragédia e nasce nos cultos
Doinísicos. Nestes cultos predominam a participação feminina. Porém
em seu início AS MULHERES FORAM EXCLUÍDAS DAS
REPRESENTAÇÕES TEATRAIS E ISSO AS LEVOU A SEREM
EXCLUÍDAS TAMBÉM DA VIDA SOCIAL. Os mitos serviam de
matéria prima para as peças teatrais, os heróis abençoados ou punidos,
tomam o destino nas próprias mãos, DESAFIANDO O DIVINO.
Essa exaltação ao homem mais tarde será esmagada pelo cristianismo.
Somente os homens desempenhavam os papéis masculinos e femininos
e o coro submetido ao ator principal Dançavam cantavam e
representavam.
AS MULHERES SÓ ERAM PERMITIDAS AS DANÇAS
COMUNITÁRIAS E RELIGIOSAS.

Dança na Educação
Grega

Séc. VII à VIII a.c CULTO AO CORPO.
III. Na Grécia antiga, aonde se cultivava o belo, o ideal de perfeição
consistia na harmonia entre CORPO, MENTE E ESPÍRITO. O corpo
esbelto e bem torneado simbolizava a beleza personificada. Para atingir
esta perfeição era preciso se exercitar, o esporte e a dança cumpriam este
papel. Ambos integravam a formação dos soldados-cidadãos desde a
infância.
Grandes filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles se
manifestavam a favor da dança como exercício saudável para manter
uma boa musculatura.
A Dança na Idade Média

476 a 1453 DANÇA NO OCIDENTE

Com a decadência do Império Romano, o legado cultural Greco-


Romano foi reinterpretado pelo código Cristão. A Autoridade Civíl foi
substituída pela Eclesiástica. Todos os setores da sociedade sofrem
interferência da igreja , o teatro e dança não escaparam...
Com relação a Dança a igreja teve uma atitude dúbia: Os mais liberais
a consideravam a mais nobre atividade dos anjos e os conservadores a
qualificavam como pecado grave. Tiveram que tolerar , o cristianismo
não conseguiu banir vestígios dos pagãos costumes populares.
Dança na Idade
Média

Os camponeses mantiveram suas festas que comemoravam
semeadura e colheita, embora camufladas com a nova crença. As antigas
crenças e danças acabaram por fazer parte das cerimônias cristãs.
Algumas peças teatrais baseadas no antigo e no novo testamento. Toda
manifestação artística traz forte inspiração religiosa. As Danças
executadas pela corte na Idade Média tem inspiração nas danças
camponesas começam a ser executadas nos bailes. Os passos antes
executados com espontaneidade começam a ser substituídos por
posturas estruturadas e movimentos codificados.
A MULHER RETORNA À DANÇA
MAS PARA ACOMPANHAR O
HOMEM NAS DANÇAS DE PAR.
Dança na Idade Média

Dança no Renascimento

Séc XV e XVI DANÇA NA CORTE.
Época de transformação de valores e as ideias humanistas trazem de
volta o conceito de beleza aonde o CORPO e ESPÍRITO devem se tornar
um todo harmônico, assim como na Grécia Antiga. Esse período é
marcado por uma fértil produção e renovação cultural e artística.
A Dança se desenvolve na Itália, que foi o berço deste movimento
renovador, ela serve a corte aristocrática. Grandes festas e eventos são
altamente valorizadas por esta. Nestas grandiosas festas começaram a
ser apresentados espetáculos.
Dança no Renascimento
Séc XV e XVI

DANÇA NA CORTE.
Pode-se dizer que esses espetáculos representam os primeiros balés
da história e eram os próprios nobres que serviam com intérpretes . A
dança passa a fazer parte da educação do cidadão, assim como na idade
média, torna-se necessária então a figura do mestre de dança que ensina
os passos e coreografa os espetáculos. Os mestres de balé começam a
criar tratados e iniciam uma sistematização dos movimentos.
O Balé de Corte atinge seu apogeu na França, aonde foram criados
muitos espetáculos com diversos gêneros. LUIZ XIV, o Rei Sol, teve em
seu reinado o apogeu para a arte e cultura. Monarquista Absolutista,
ditou normas para civilização europeia. Um exímio bailarino, cria seus
próprios papéis e personagens nos espetáculos

O Ballet Profissional
Séc. XVIII

BALLET PROFISSIONAL
Em seu reinado, Luiz XIV fez inúmeras ações de incentivo a arte e a
dança. A Dança evolui tanto que sai da corte e começa a se apresentar
em teatros, para o povo. Cria-se a primeira companhia profissional de
bailarinos, a dança não se limita mais somente a nobreza. As mulheres
até então minoria, passam a integrar também esta companhia.
Começou a se incentivar mudanças nos trajes

para facilitar as movimentações. Embora a


supremacia técnica ainda fosse masculina as
mulheres começam a conquistar espaço de
destaque.

Ballet Romântico

Séc XIX BALÉ ROMÂNTICO
Passou-se a valorizar o conhecimento sobre as diversas artes para
aperfeiçoar a interpretação. A imaginação tomou o lugar da lógica,
comover se tornou a palavra chave, os recursos cênicos se ampliaram. O
balé modificou-se, em busca desse novo mundo de sonhos, criava um
universo de ilusão e esboçava o ideal das concepções românticas. A fada,
a feiticeira, o vampiro e outros seres imaginários eram seus personagens.
O HOMEM, CONSIDERADO FIGURA PRINCIPAL NA DANÇA DO
SÉCULO XVIII, PASSA A OCUPAR UM LUGAR SUBALTERNO NO
PRINCÍPIO DO SÉCULO XIX. A mulher foi elevada a uma esfera sobre-
humana e o homem deixou de ser herói e se limitou a elevar a mulher,
quando necessário. A bailarina sublime provoca modificações técnicas na
dança.

Criação de Tutu e sapatilhas de ponta


Dança Moderna

Final do séc. XIX e séc. XX DANÇA
MODERNA
Com a revolução Industrial anunciam-se mudanças. Tempo do
progresso, das descobertas científicas, da rapidez, de expansão de
fronteiras, da modernidade. Nasce uma nova sociedade, com outros
anseios e necessidades.
Inicia-se um período de contestação daquelas antigas propostas
pela dança moderna e contemporânea.
François Delsarte Émile Jaques-Dalcroze
Dança Moderna

TEMPOS DE RUPTURA com os dogmas e preceitos da Dança
Clássica e do Ballet Romântico. A liberdade cria novas possibilidades de
conceitos, princípios e aplicações da arte e da dança.

SUBSTÂNCIA( MOV.) DINAMISMO E


FORMAS
X
SISTEMATIZAÇÃO, TRADIÇÕES E TEC.
SISTEMATIZADAS
Dança Moderna

A Dança tem maior caráter expressionista do que
espetáculo.
É considerada primitiva pois volta aos princípios de
liberdade de movimento.
O Homem pode expressar seus conceitos de acordo
com suas necessidades existenciais.
Dança Moderna

As rupturas dão margem a diferentes
entendimentos:

Alguns adeptos utilizavam-se da técnica da dança


clássica para composições com diferentes propostas
expressivas.
Outros rompiam com toda e qualquer menção a está
buscando movas formas e conceitos de movimento.
Dança Moderna

François Delsarte (1811-1871)- Cantor francês. Seu interesse se
voltou para os estudos da relação entre o gesto e a voz. A partir da
observação das pessoas nas ruas, nos parques, nos hospitais, construiu
uma teoria codificada das relações entre o gesto e a emoção. Cria uma
relação entre respiração, contração e relaxamento do corpo. Princípios
até hoje encontrados na Dança Contemporânea.

Émile Jaques-Dalcroze(1865-1950)- Músico suíço cuja pesquisa


parte de uma reflexão sobre o ensino da música. Desenvolveu um
método pedagógico que consiste em decompor o ritmo e dar uma
interpretação ao movimento, instaurando uma relação estreita de
dependência entre o movimento e a música.
.
Dança Moderna

 Isadora Duncan : Precedeu essa nova geração e foi tida como a fundadora do
movimento de dança moderna. Na verdade, ela foi um fenômeno isolado – uma
intérprete genial, uma criadora que deu origem a um tipo fugaz de dança
intensamente romântico, a vítima de uma massa de imitadoras embaraçosamente
sentimentais. Porém, certos princípios e práticas de Duncan significaram um
impulso considerável em direção ao que estava por vir. Primeiro, ela fez um corte
completo com a dança acadêmica, repudiando os seus figurinos, cenário, música e
técnica tradicionais. E segundo, ao descartar os seus sapatos, seus pés, ao invés de
serem um ponto de fuga da realidade como no balé, tornaram-se o contato essencial
com o chão.
 Martha Graham : baseou toda a sua técnica no ato fundamental da vida: respirar.
Considerando que a respiração se dá no tronco, que se expande para inspirar e se
contrai para expirar, Graham se baseou aí para considerar que todo o movimento
expressivo tem origem neste “centro motor” e neste rítmo primário de inspiração
(expansão) e de expiração (contração)
Dança Moderna

 Doris Humpherey : Ligou sua dança e sua técnica à lei da existência do homem:
uma eterna tensão em se erguer em um mundo que lhe opõe resistência. Em
termos de movimento, sua dança enfatizou o princípio de queda e recuperação,
onde, quanto maior a distância entre os dois pontos máximos destas situações,
maior a força e a carga dramática do gesto.
 Rudolf Von Laban : Empenhou-se em explorar as possibilidades de movimento
do corpo e a relação deste com o espaço, criando assim um sistema que
desenvolveu uma codificação dos gestos (escrita da dança) e possibilitou o
avanço de inúmeras técnicas e criações artísticas. Apesar de Laban ter vivido e
desenvolvido seu sistema durante a época de desenvolvimento da Dança
Moderna, seu trabalho é amplamente utilizado atualmente, sendo uma das
concepções que norteiam o desenvolvimento da Dança Contemporânea e das
linhas de dança educacional, merecendo um destaque à parte em qualquer
curso de dança VOLTADO À FORMAÇÃO DE PROFESSORES


Dança Moderna

Rudolf Laban(1879-1958)- Ocupou um lugar fundador na
história da dança moderna e sua influência é mais direta e imediata do
que a de Delsarte ou de Dalcroze.
Sua proposta é baseada em princípios básicos da linguagem corporal.
Movimentos considerados simples em nosso cotidiano, que na maioria
das vezes executamos automaticamente, são transportados para a dança
moderna de um modo mais estudado e pensado para que o corpo se
movimente de maneira artística.
Dança Contemporânea

Séc. XX PÓS – MODERNA,
Déc. 60 “NOVA- DANÇA”
DANÇA” ABSTRATA.
Entre 1950 e 1960 começam a se delinear no cenário artístico mundial
rupturas em relação à arte moderna, que estão extremamente ligadas às
transformações sociais que se manifestaram no contexto histórico mundial
após o fim da Segunda Guerra Mundial.
A Dança acompanha o processo de transformação das linguagens
artísticas. A arte é manifestação do intelecto.
“ A dança não deve significar, mas existir como realidade autônoma”
(Garaudy, 1980). Surge a idéia do “movimento “em si”.
Dança Contemporânea

A dança Contemporânea diferencia-se da dança
moderna por acreditar que não há mais uma forma
correta de movimentar-se, todas as técnicas devem
estar a serviço do melhor caminho para se chegar à
criação. Até mesmo a técnica clássica, volta a ser
incorporada como meio de se atingir a conquista de
determinados movimentos.
Dança Contemporânea

 Propõem a comunhão da dança com outras linguagens
artísticas, tais como o teatro (“dança teatro”).
 A incorporação de técnicas circenses e acrobáticas:
exploração inovadora do corpo no espaço.
 A Utilização de elementos da capoeira, dos esportes,
técnicas orientais, entre outras.
 Integração da dança as artes Plásticas: integração do corpo
ao cenário.
 Uma maior elaboração dos espetáculos com o uso da
tecnologia multimídia: a música eletrônica, o vídeo, recursos de
iluminação.