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A VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO PROCESSO DE

ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA POPULAÇÃO

Prof. Paulo Sérgio Dourado Arrais

Integração à Prática Farmacêutica II


Departamento de Farmácia-FFOE/UFC
FILME EPIDEMIA

• Agente etiológico
• Hospedeiro
• Caso índice/caso secundário
• Período de incubação
• Caso suspeito/confirmado
• Isolamento/quarentena
• Surto/epidemia
• Caso alóctone/autóctone
• Transmissão (Direte e Indireta)

• Centro de Pesquisa do Exército para Doenças Contagiosas


• Centro de Controle e Prevenção de Doenças
• Depósito de animais para teste biológico
• Avião
• Hospitais
• Cidade
• Exército
FILME EPIDEMIA
• Transmissão (Direta ou Indireta?):
– Homem => contaminação da ÁGUA (Reservatório
Ambiental)
– Macaco => Homem NAVIO
– Macaco => Jambo (Califórnia)
– Macaco => Homem Pet Shop (Cedar Creek)
– (Macaco => Macaco)
• (AVIÃO)
• Jambo => Namorada (Boston)
• (Hospital) (Óbito)
• Passageiros
– Sangue contaminado => Analista Clínico (CEDAR CREEK)
– Analista clínico => Pessoas Cinema
• Aumento exagerado de casos, espaço (Cedar Creek) e tempo
determinado (Hospital)
• Cedar Creek: ninguém entra e ninguém sai
– Transmissão pela central de AR condicionado (hospital)
– Contaminação pesquisador no BL4
– Contaminação por perfurocortante
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VIGILÂNCIA EM SAÚDE

O processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação,


análise de dados e disseminação de informações sobre eventos
relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de
MEDIDAS DE SAÚDE PÚBLICA, incluindo a regulação, intervenção e
atuação em condicionantes e determinantes da saúde, para a
proteção e promoção da saúde da população, prevenção e controle
de riscos, agravos e doenças.

(Política Nacional de Vigilância em Saúde.


Resolução CNS no. 588, 02/7/18)
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
• Vigilância e controle das doenças transmissíveis;

• Vigilância e controle das doenças e agravos não transmissíveis;

• Vigilância ambiental em saúde

• Vigilância da saúde do trabalhador

• Vigilância Sanitária

• Rede de Laboratórios de Saúde Pública (equipamentos, insumos


e Profissionais capacitados)

• Vigilância da situação de saúde;

• Imunizações

• Sistema de Informação em Saúde


VIGILÂNCIA EM SAÚDE Organização

Planejamento
Secretaria de Vigilância em Saúde/MS (2003)
Estados, Distrito Federal e Municípios Preparação

ANVISA/MS Resposta do setor saúde


Estados, Distrito Federal e Municípios
• Identificação das atribuições e responsabilidades
CONASS de cada área técnica.
CONASSEMS
• Identificar as ações intra e intersetoriais.
Conselhos de Saúde (controle social)
PLANO:
OPAS/OMS
Quem faz o que?
Defesa Civil Quando?
Como?
Outros setores Onde?
Com quê?

Prever recursos humanos, físicos, tecnológicos,


materiais e financeiros.

Avaliação das intervenções realizadas

Município fortalecido e preparado para prestar ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE


SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Ministério da Saúde
(www.saude.gov.br/svs)
As funções da SVS incluem:

A COORDENAÇÃO DE PROGRAMAS de prevenção e controle de DOENÇAS


TRANSMISSÍVEIS de relevância nacional, como AIDS, DENGUE, MALÁRIA, HEPATITES
VIRAIS, DOENÇAS IMUNOPREVENÍVEIS, LEISHMANIOSE, HANSENÍASE E
TUBERCULOSE e do PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES (PNI);

A investigação de SURTOS DE DOENÇAS;

A coordenação da REDE NACIONAL DE LABORATÓRIOS DE SAÚDE PÚBLICA


(LACEN);

A gestão de SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DE MORTALIDADE, AGRAVOS DE


NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA E NASCIDOS VIVOS, realização de inquéritos de fatores
de risco, coordenação de DOENÇAS E AGRAVOS NÃO-TRANSMISSÍVEIS e ANÁLISE DE
SITUAÇÃO DE SAÚDE, incluindo investigações e inquéritos sobre fatores de risco de
doenças não transmissíveis, entre outras ações.
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Ministério da Saúde
(www.saude.gov.br/svs)

Criação do CIEVS -  CENTRO DE INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS

EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE, com o objetivo de investigar e dar

respostas rápidas em casos de SURTOS E EMERGÊNCIAS DE

SAÚDE PÚBLICA que possam colocar em risco a saúde da

população.
Atuação do CIEVS

Identificar emergências epidemiológicas, de modo contínuo e sistemático, por meio de


notificação telefônica (Disque Notifica: 08006446645), eletrônica (E-notifica) e mineração
de informações nos principais meios de comunicação.

Aperfeiçoar os mecanismos de triagem, verificação e análise das notificações para


identificar e responder às emergências epidemiológicas.

Fortalecer a articulação entre a SVS/ MS, SES, SMS e outros órgãos e/ou instituições, para
o desencadeamento de resposta às emergências epidemiológicas.

Apoiar as áreas técnicas da SVS/MS e SES ou SMS na formulação de Planos de


Respostas às emergências epidemiológicas, por meio de: informações epidemiológicas
oportunas, fomento a estruturação de Unidades de Respostas, dentre outras ações.

Monitorar e avaliar a implementação dos planos de respostas às emergências


epidemiológicas, para os eventos de relevância nacional, pelos seguintes Sinan Surtos,
fax e instrumentos de avaliação desenvolvidos pelo CIEVS.

Disponibilizar às áreas técnicas da SVS/MS, estrutura física e de tecnologia da


informação, para a análise de situação de saúde dos programas prioritários da SVS/MS.

Disponibilizar informações oportunas sobre as emergências epidemiológicas de


relevância nacional e programas prioritários da SVS/MS.
 
http://portalms.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/emergencia-em-saude-publica/cievs
Vigilância Epidemiológica:

“Conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou


prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE das
doenças ou agravos” .
(Lei Federal no. 8.080 de 19/9/90)

• Notificação dos casos suspeitos: Serviço de Vigilância Epidemiológica mais


próximo.
• A investigação do local provável de infecção = conhecer as áreas infestadas;
• A busca ativa de casos
• Medidas de controle.
SISTEMA DE INFORMAÇÃO E AGRAVOS DE
NOTIFICAÇÃO – SINAN

Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016*

Define as TERMINOLOGIAS adotadas em legislação nacional, conforme

disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005), a

RELAÇÃO DE DOENÇAS, AGRAVOS E EVENTOS EM SAÚDE PÚBLICA DE

NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL e

estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos

profissionais e serviços de saúde.

*Portaria de Consolidação No. 4 de 28/9/17


SINAN

Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016


QUEM NOTIFICA?

• Art. 3º A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros


profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e
privados de saúde, que prestam assistência ao paciente, em
conformidade com o art. 8º da Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975.

• § 1º A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou


confirmação de doença ou agravo, de acordo com o estabelecido no
anexo, observando-se, também, as normas técnicas estabelecidas pela
SVS/MS.

• § 2º A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de


notificação compulsória à autoridade de saúde competente também
será realizada pelos responsáveis por estabelecimentos públicos ou
privados educacionais, de cuidado coletivo, além de serviços de
hemoterapia, unidades laboratoriais e instituições de pesquisa.

• § 3º A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de


notificação compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por
qualquer CIDADÃO que deles tenha conhecimento.
SINAN
TIPOS DE
Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016 NOTIFICAÇÃO
• Art. 4º A NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA IMEDIATA deve ser realizada
pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial
que prestar o primeiro atendimento ao paciente, em até 24 (vinte e
quatro) horas desse atendimento, pelo meio mais rápido disponível.

• Parágrafo único. A autoridade de saúde que receber a notificação


compulsória imediata deverá informa-la, em até 24 (vinte e quatro)
horas desse recebimento, às demais esferas de gestão do SUS, o
conhecimento de qualquer uma das doenças ou agravos constantes
no anexo.

• Art. 5º A NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA SEMANAL será feita à


Secretaria de Saúde do Município do local de atendimento do
paciente com suspeita ou confirmação de doença ou agravo de
notificação compulsória.

• Parágrafo único. No Distrito Federal, a notificação será feita à


Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Nº DOENÇA OU AGRAVO (Ordem alfabética) Periodicidade de notificação
Imediata (até 24 Semanal
horas) para* *
MS SES SMS
a. Acidente de trabalho com exposição a material
1 biológico X
b. Acidente de trabalho: grave, fatal e em crianças e
X
adolescentes
2 Acidente por animal peçonhento X
Acidente por animal potencialmente transmissor da
3 raiva X
4 Botulismo X X X
5 Cólera X X X
6 Coqueluche X X
7 a. Dengue - Casos X
b. Dengue - Óbitos X X X
8 Difteria X X
9 Doença de Chagas Aguda X X
10 Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) X
11 a. Doença Invasiva por "Haemophilus Influenza" X X
b. Doença Meningocócica e outras meningites X X
12 Doenças com suspeita de disseminação intencional: a. X X X
Antraz pneumônico b. Tularemia c. Varíola
13 Doenças febris hemorrágicas X X X
emergentes/reemergentes: a. Arenavírus b. Ebola c.
Marburg d. Lassa e. Febre purpúrica brasileira
14 a. Doença aguda pelo vírus Zika X
b. Doença aguda pelo vírus Zika em gestante X X
c. Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika X X X
15 Esquistossomose X
16 Evento de Saúde Pública (ESP) que se constitua X X X
ameaça à saúde pública (ver definição no Art. 2º desta
portaria)
Nº DOENÇA OU AGRAVO (Ordem alfabética) Periodicidade de notificação
Imediata (até 24 Semanal
horas) para* *
MS SES SMS
a. Acidente de trabalho com exposição a material
1 biológico X
b. Acidente de trabalho: grave, fatal e em crianças e
X
adolescentes
2 Acidente por animal peçonhento X
Acidente por animal potencialmente transmissor da
3 raiva X
V - evento de saúde
4 Botulismo X X (ESP): X
pública situação
5 Cólera X X constituir
que pode X
potencial ameaça à
6 Coqueluche X X
saúde pública, como a
7 a. Dengue - Casos ocorrência de surto ou X
b. Dengue - Óbitos X epidemia,
X doença X ou
agravo de causa
8 Difteria X
desconhecida, X
9 Doença de Chagas Aguda X
alteração no X
padrão
clínicoepidemiológico
10 Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) das doenças
X
11 a. Doença Invasiva por "Haemophilus Influenza" X
conhecidas, X
b. Doença Meningocócica e outras meningites considerando
X o
X
potencial de
12 Doenças com suspeita de disseminação intencional: a. X X
disseminação, Xa
Antraz pneumônico b. Tularemia c. Varíola magnitude, a
gravidade, a
13 Doenças febris hemorrágicas X X
severidade, a
X
emergentes/reemergentes: a. Arenavírus b. Ebola c. transcendência e a
Marburg d. Lassa e. Febre purpúrica brasileira vulnerabilidade, bem
como epizootias ou
14 a. Doença aguda pelo vírus Zika agravos decorrentes de
X
b. Doença aguda pelo vírus Zika em gestante X ou X
desastres
c. Óbito com suspeita de doença pelo vírus Zika X acidentes;
X X
15 Esquistossomose X
16 Evento de Saúde Pública (ESP) que se constitua X X X
ameaça à saúde pública (ver definição no Art. 2º desta
portaria)
Nº Periodicidade de notificação
DOENÇA OU AGRAVO (Ordem alfabética)
Semanal
Imediata (até 24
*
horas) para*

MS SES SMS

17 Eventos adversos graves ou óbitos pós-vacinação X X X


18 Febre Amarela X X X
19 a. Febre de Chikungunya X

b. Febre de Chikungunya em áreas sem transmissão X X X


c. Óbito com suspeita de Febre de Chikungunya X X X

Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de


20 importância em saúde pública X X X
21 Febre Maculosa e outras Riquetisioses X X X

22 Febre Tifoide X X
23 Hanseníase X
24 Hantavirose X X X
25 Hepatites virais X
26 HIV/AIDS - Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência X
Humana ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
27 Infecção pelo HIV em gestante, parturiente ou X
puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão
vertical do HIV
28 Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) X
Nº Periodicidade de
DOENÇA OU AGRAVO (Ordem alfabética) notificação
Sema
Imediata (até 24
nal*
horas) para*

MS SES SMS
 
Influenza humana produzida por novo subtipo
29 viral X X X
30 Intoxicação Exógena (por substâncias químicas, X
incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais
pesados)
31 Leishmaniose Tegumentar Americana X
32 Leishmaniose Visceral X
33 Leptospirose X
34 a. Malária na região amazônica X
b. Malária na região extra Amazônica X X X
35 Óbito: a. Infantil b. Materno X
36 Poliomielite por poliovirus selvagem X X X
37 Peste X X X
38 Raiva humana X X X
Nº Periodicidade de
DOENÇA OU AGRAVO (Ordem alfabética) notificação
Sema
Imediata (até 24
nal*
horas) para*

  MS SES SMS
39 Síndrome da Rubéola Congênita X X X
40 Doenças Exantemáticas: a. Sarampo b. Rubéola X X X
41 Sífilis: a. Adquirida b. Congênita c. Em gestante X
42 Síndrome da Paralisia Flácida Aguda X X X
43 Síndrome Respiratória Aguda Grave associada a X X X
Coronavírus a. SARS-CoV b. MERS- CoV
44 Tétano: a. Acidental b. Neonatal X
45 Toxoplasmose gestacional e congênita X
46 Tu b e r c u l o s e X
47 Varicela - caso grave internado ou óbito X X
48 a. Violência doméstica e/ou outras violências X
b. Violência sexual e tentativa de suicídio X
VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Lei Nº. 8080/90 – Art.6º

§ 1º - Entende-se por VIGILÂNCIA SANITÁRIA um conjunto de


ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir
nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e
circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde,
abrangendo:

I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se


relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da
produção ao consumo; e

II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou


indiretamente com a saúde.
ATIVIDADES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA

PRODUTOS E PRODUTOS E
PRODUTOS E
PRODUTOS E SERVIÇOS PRODUTOS E SERVIÇOS PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS SERVIÇOS NÃO
SERVIÇOS
FARMACÊUTICOS QUÍMICOS SERVIÇOS EM SAÚDE RELACIONADOS À RELACIONADOS À
ALIMENTÍCIOS
SAÚDE SAÚDE

1- Depósitos; 1- Depósitos de Correlatos; 1- Depósito de produtos 1- Laboratório de 1- Salão de beleza; 1- Terreno baldio;
2- Transportes: 2- Depósitos de Medicamentos, saneantes e domissanitários; análises clínicas e 2- Piscina de uso 2- Depósito de
2.1- Lacticínios; Drogarias e Insumos 2- Depósito de cosméticos, patológica; público; material de
2.2- Refeições Farmacêuticos; perfumes e produtos de higiene; 2- Unidade odontológica 3- Cemitério, construção;
Prontas; 3- Transporte de Correlatos; 3- Transporte de saneantes com ou sem Raio X necrotério e 3-Movelaria e
2.3- Produtos 4- Transporte de Medicamentos, domissanitários; (sem RX panorâmico); crematório; madereiras;
Cárneos; Drogarias e Insumos 4- Transporte de cosméticos, 3- Clínicas de 4- Creches; 4-Escritório
2.4- Lanche Móvel. Farmacêuticos; perfumes e produtos de higiene; fisioterapia; 5- Estabelecimentos imobiliário;
3- Distribuidoras; 5- Distribuidora sem 5- Distribuidora sem 4- Clínica ou consultório de ensino; 5-Escritório de
4- Comércio: fracionamento de correlatos; fracionamento de produtos médico com ou sem 5.1- Ensino representação;
4.1- Restaurante; 6- Distribuidora de saneantes domissanitários; imunização; Fundamental; 6- Armarinho;
4.2- Buffet; medicamentos,drogarias e 6- Distribuidora sem 5- Unidades de saúde; 5.2- Ensino Médio; 7- Confecção;
4.3- Marmitarias; insumos farmacêuticos; fracionamento de cosméticos, 6- Ópticas; 6- Habitações 8- Posto de
4.4- Lanchonetes; 7- Comércio de Correlatos; perfumes e produtos de higiene; 7- Unidade de multifamiliar; combustível;
4.5- Bares; 7.1- Estabelecimento de artigos 7- Comércio de saneantes transporte de pacientes 7- Cárceres; 9-
4.6- Frigoríficos; médicos hospitalares; domissanitários; sem procedimentos; 8- Hotéis, motéis e Estacionamento;
4.7- Supermercados; 8- Drogaria / Farmácia 8- Comércio de cosméticos, 8- Lavanderias congêneres. 10-Rodoviária,
4.8- Mercearias; comercial, ervanário, posto de perfumes e produtos de higiene; 8.1- Comum Ferroviária e
4.9- Sorveterias. medicamento; 9- Empresas especializadas na 8.2- iHospitalar Terminais de
4.10 – Panificadoras 09- Coleta de amostra de prestação de serviços de terceirizada; ônibus;
4.11 - Bomboniere correlatos, de drogas, de saneantes domissanitários; 9- Clínicas de tatuagem 11- Borracharia;
5- Coleta de medicamentos, de insumos 10- Coleta de amostra de e de piercing; 12- Sucatas;
Amostra; farmacêuticos; saneantes, domissanitários, 10- Casas de repouso / 13- Locais
6- Indústria de 10- Central de Abastecimento cosméticos, perfumes e asilo de idosos/abrigos; públicos e
alimentos Farmacêutico; produtos de higiene; 11- Academias de restritos;
Dispensados de 11- Controle da numeração da 11- Indústria de saneantes ginástica,estabelecimen 14- Outros.
Registro no notificação de receituário B (azul domissanitários; to de massagem;
Ministério da Saúde; psicotrópicos) e medicamentos 12- Indústria de cosméticos e 12-Atendimento
7- Cozinhas sob controle especial (branco) produtos de higiene. domiciliar.
Industriais; portaria 344 / 98; 13 - Ambulatórios.
8- Produtos naturais 12- Cadastrar prescritores; 14- Laboratório de
13- Casas de produtos naturais; Próteses;
15- Posto de coleta.

Fonte: NADJA PINTO BANDEIRA DE BRITTO


PRÁTICAS DE VISA

1.PROMOÇÃO DA SAÚDE:

- Capacitação e conscientização dos grupos;


- Ações de caráter educativo;
- Intervir na melhoria da qualidade de vida e saúde.

2. PREVENÇÃO DE RISCOS OU DANOS

- É a ação antecipada, tendo por objetivo interceptar ou anular a evolução de


doenças/agravos à saúde;
- Ação sobre fatores de risco.

3. PROTEÇÃO DA SAÚDE (principal estratégia da Visa):


- Reforçar as defesas;
- Aplicação de medidas dirigidas a determinado agravo à saúde, ou situação
indeterminada, com objetivo de interceptar suas causas antes mesmo que
elas atinjam o indivíduo;
- Utilizada quando se desconhece ou se tem pouca informação sobre o
problema a resolver ou decisão a tomar.
Laboratórios Clínicos
Conveniados
N
Postos de saúde/UBASF
I
V Hospitais Fiocruz
E
L
Instituto Adolfo Lutz
F CAPs SAMU
E VIGILÂNCIA SANITÁRIA
D
E
R
Assistência Farmacêutica
A INCQS
L

E
S Laboratórios Oficiais
SUS LACENs
T
A de produção medicamentos Vigilância Epidemiológica
D
U
A
L

VIGILÂNCIA SANITÁRIA Hemocentros Vigilância ambiental


M
U Bancos de Sangue
N
I Banco de leite Saúde do Trabalhador
C
I
P
A Banco de Órgãos e Tecidos Centros de Zoonoses
L

Central de Transplante Central de Leitos


Lei nº 9.782/99
(Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária)

Art. 3º - Fica criada a AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA,


autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, com
sede e foro no Distrito Federal, prazo de duração indeterminado e
atuação em todo o território nacional.
Parágrafo único: A natureza especial conferida à Agência é
caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus
dirigentes e autonomia financeira.

Art. 6º - A Agência terá por finalidade institucional promover a proteção


da saúde da população, por intermédio do controle, produção e da
comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária,
inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias
a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de
fronteiras.
SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

MINISTÉRIO DA SAÚDE

ANVISA

CONASS*

CONASSEMS*

VISAS (ESTADOS, MUNICÍPIOS E DISTRITOS)

LACENS

INCQS

CONSELHOS DE SAÚDE (ESTADOS, MUNICÍPIOS E DISTRITOS)

* Norma Operacional Básica SUS no. 01/93 (Portaria MS no. 545 de 20/5/93): define Instâncias colegiadas do SUS
TECNOLOGIAS DE INTERVENÇÃO OU INSTRUMENTOS DE AÇÃO
• LEGISLAÇÃO (normas jurídicas e técnicas);

• FISCALIZAÇÃO: exercício do poder de polícia;

• INSPEÇÃO: observação sistemática; conformidade com padrões e requisitos de saúde pública.

• MONITORAMENTO: de situações de risco, processos, a qualidade de produtos etc. e identificar


risco iminente ou virtual de agravos à saúde, e resultados de ações de controle;

• LABORATÓRIOS: LACEN e INCQS;

• VIGILÂNCIA DE EVENTOS ADVERSOS E OUTROS AGRAVOS: identificar eventos negativos,


subsidiar ações de controle sanitário;

• PESQUISA EPIDEMIOLÓGICA, DE LABORATÓRIO E OUTRAS MODALIDADES: produzir


conhecimentos, fundamentar a regulamentação, elucidar relações de causalidade;

• Ações em torno da informação, comunicação e educação para à saúde.


Lei nº 6437, de 20 de agosto de 1977 – Configura Infrações à Legislação
Sanitária Federal, estabelece as Sanções Respectivas e dá outras
Providências.

Art. 2º Sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal cabíveis, as


infrações sanitárias serão punidas, alternativa ou cumulativamente, com as
penalidades de: 

I - advertência; 
II - multa; 
III - apreensão de produto; 
IV - inutilização de produto; 
V - interdição de produto; 
VI - suspensão de vendas e/ou fabricação de produto; 
VII - cancelamento de registro de produto; 
VIII - interdição parcial ou total do estabelecimento; 
IX - proibição de propaganda; 
X - cancelamento de autorização para funcionamento de empresa; 
XI - cancelamento do alvará de licenciamento de estabelecimento.  
Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
O Sistema, detecta EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA e define ações de intervenção,
por intermédio de:

I - Rede de Comunicação em VISA – Rcvisa, que notifica surtos relacionados a alimentos;

II - Farmácias Notificadoras, que comunicam eventos adversos e queixas técnicas em


relação ao consumo de medicamentos;

III - Hospitais Sentinelas, que comunicam eventos adversos e queixas técnicas


relacionados a produtos e equipamentos de saúde;

IV - Notivisa, que notifica eventos adversos e queixas técnicas relacionados com os


produtos sob vigilância sanitária, quais sejam:
a) medicamentos, vacinas e imunoglobulinas;
b) artigos médico-hospitalares;
c) equipamento médico-hospitalar;
d) sangue e componentes;
e) agrotóxicos;

V - Centros de Informações Toxicológicas, que notificam intoxicações e


envenenamentos; e

VI - postos da ANVISA em portos, aeroportos e fronteiras, que notificam eventos


relacionados a viajantes, meios de transporte e produtos.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL

É um conjunto de ações que proporciona o conhecimento e detecção


de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do
meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de
identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco
ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde.

Nesse sentido, a qualidade da água para consumo humano,


contaminantes ambientais, qualidade do ar, qualidade do solo,
notadamente em relação ao manejo dos resíduos tóxicos e
perigosos, os desastres naturais e acidentes com produtos
perigosos, são objetos de monitoramento dessa vigilância seja de
forma direta e contínua ou por meio de ações em parceria com
outros órgãos e secretarias.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL
Programa de Vigilância de Populações Expostas a Contaminantes
Químicos (VIGIPEQ):

Vigilância em Saúde de Populações Expostas a solo contaminado


(VIGISOLO)
Vigilância Ambiental em Saúde Relacionada a Substâncias Químicas
(VIGIQUIM)
Vigilância em Saúde Ambiental relacionada à Qualidade do Ar
(VIGIAR)

Programa Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada aos


Riscos Decorrentes de Desastres Naturais (VIGIDESASTRE).

Programa Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental relacionada à


qualidade da água para consumo humano (VIGIAGUA)

•Água de Abastecimento Público: Análise laboratorial e Inspeções nas Estações de Tratamento de


Água.
•Água de Fontes Alternativas: poços, nascentes e caminhões transportadores de água potável
SAÚDE DO TRABALHADOR

É um conjunto de ações voltadas à formulação e implementação de


políticas de proteção à saúde, visando à redução e eliminação do
adoecimento e morte resultantes das condições, dos processos e
dos ambientes de trabalho, bem como o aprimoramento da
assistência à saúde dos trabalhadores.
SAÚDE DO TRABALHADOR

• REDUÇÃO DOS ACIDENTES E DOENÇAS RELACIONADAS AO


TRABALHO.
• Ações de promoção, proteção e reabilitação

• Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho

• Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador - RENAST


• Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do
Trabalhador (CEREST)
• Ações para melhorar as condições de trabalho e a
qualidade de vida do trabalhador

• Sistema de Informação de Agravos de Notificação

• Formação em saúde do trabalhador e em segurança no trabalho

• Estudos e pesquisas em segurança e saúde do trabalhador


LABORATÓRIOS DE SAÚDE PÚBLICA

• Atender com maior eficácia as ações de vigilância epidemiológica,


sanitária e ambiental e assistência médica de alta complexidade.

• Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública:


• Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Epidemiológica,
• Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância em Saúde Ambiental,
• Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária,
• Rede Nacional de Laboratórios de Assistência Médica de Alta
Complexidade.

• Desenvolvimento de ações para melhoria dos serviços prestados


pelos laboratórios.
PRINCIPAIS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

• Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan)

• Sistema de Informações de Mortalidade (SIM)

• Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc)

• Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS)

• Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIA/SUS)

• Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI)

• Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)

• Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops)

• Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológica (Sinitox), da Fundação Oswaldo


Cruz

• Painel de Informações em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Pisast), da


Secretaria de Vigilância em Saúde.
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
INFORMAÇÕES

Conhecimento sobre a • Perfil de morbimortalidade


situação de saúde • Principais fatores de risco e seus determinantes
• Características demográficas
• Informações sobre os serviços: RH; Infra; R$.

Aplicação (Gestão): TOMADA DE DECISÕES

• Planejamento SUS Orientam a implantação dos:


• Organização SUS
• Avaliação de Ações • Modelos de atenção
e Serviços • Promoção da saúde
• Atenção à Saúde • Ações de prevenção e controle

ELABORAÇÃO DO PLANO DE SAÚDE Estabelecer prioridades e


alocação de recursos
direcionadas
VIGILÂNCIA EM SAÚDE Organização

Planejamento
Secretaria de Vigilância em Saúde/MS (2003)
Estados, Distrito Federal e Preparação
Municípios
Resposta do setor saúde
ANVISA/MS
Estados, Distrito Federal e • Identificação das atribuições e responsabilidades
Municípios de cada área técnica.
CONASS • Identificar as ações intra e intersetoriais.
CONASSEMS
PLANO:
Conselhos de Saúde
Quem faz o que?
OPAS/OMS Quando?
Como?
Defesa Civil Onde?
Com quê?
Outros setores
Prever recursos humanos, físicos, tecnológicos,
materiais e financeiros.

Avaliação das intervenções realizadas

Município fortalecido e preparado para prestar ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE


Educação em saúde:
Estratégias redução do risco Comitê de crise
• limpeza caixa d’água e
Planejamento da Atenção cuidados com a água para
Proteção saúde do
Integral ao Cuidado Trabalhador consumo humano;
• Uso de hipoclorito de sódio 2,5%;
• Manipulação de alimentos;
Vigilância da qualidade da água
para consumo humano DESASTRE • Conservação de alimentos;
• Higiene e organização banheiros
Situação do sistema de NATURAL e abrigos;
• destinação de dejetos e lixo do
Abastecimento de água
domicílio;
Avaliação de danos
• cuidado com animais
Situação da água dos
peçonhentos;
Abrigos e alojamentos Atenção psicossocial
• Leptospirose e medidas
preventivas da doença;
Situação das soluções ACESSO SISTEMA • Doenças respiratórias;
Alternativas (poços, caminhões-pipa) DE SAÚDE
• Tétano acidental.
Vigilância e monitoramento:
Mecanismos de informação e comunicação
• Doenças Diarréicas agudas
• Doenças transmitidas por alimentos Medidas de controle e de higiene nos ambientes
• Acidentes por animais peçonhentos Públicos, domiciliares e comércios.
• Leptospirose, hepatites virais, rotavírus
• Doenças respiratórias (Varicela, Difteria, Controle de vetores e
coqueluche, Sarampo, Rubéola, Meningite) roedores Soros e Vacinas
(rede de frios)
Monitoramento dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública
Medicamentos
Capacidade instalada para realização diagnóstico
INTEGRAÇÃO ENTRE A VIGILÂNCIA EM SAÚDE E
A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Inserção da vigilância em saúde se dá na CONSTRUÇÃO DAS


REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE coordenada pela Atenção
Primária à Saúde.

Atenção Primária à Saúde –

Conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange


a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, danos e
riscos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da
saúde, tendo a ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA como
prioridade para sua organização.

As atividades dos Agentes Comunitários de Saúde – ACS e dos Agentes de


Combate a Endemias – ACE serão desempenhadas de forma integrada e
complementar.
(PORTARIA GMS Nº 3.252 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009)
ATUAÇÃO FORÇA NACIONAL DO SUS

Prestar assistência em situações de riscos e vulnerabilidades:

•Alagamento e Seca
•Desabamento
•Enchente
•Incêndio
•Epidemias/Pandemias
•Acidentes Nucleares
•Atentados Terroristas
•Eventos com aglomeração: Copa 2014 – Olimpíadas de 2016
•Situações especiais de vulnerabilidade e suscetibilidade de populações
especiais, como povos indígenas e demais comunidades;
•Qualquer situação especial em que seja necessária a atuação da Força Nacional
de Saúde
PROTOCOLO DE ACIONAMENTO FN-SUS

• Hospitais de Campanha; Ambulâncias; Veículos de tração 4X4; Material para procedimentos


cirúrgicos; Equipamentos e serviços de informática; Logística; Medicamentos e materiais
hospitalares; Equipamentos de comunicação
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

•PORTARIA GM Nº 3.252 de 22/12/09. Aprova as diretrizes para


execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios e dá outras providências.

•Lei 8.080, de 19/9/1990. Lei orgânica da Saúde que dispõe sobre as


condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras
providências. 

•Brasil. Plano de preparação e resposta do sistema único de saúde frente


aos desastres associados às inundações. Brasília: 2009.

•www.saude.gob.br/svs