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PROPAGAÇÃO DO VÍRUS DA FEBRE AMARELA

NO ESTADO DO PARANÁ

Mariana de Moura de Souza, Gabriela Alves Marroni….?


INTRODUÇÃO:
• A Febre Amarela (FA) é uma doença infecciosa não
contagiosa causada por um vírus do grupo dos
arbovírus;
• É transmitida ao homem mediante a picada de
insetos hematófagos da família Culicidae, em
especial dos gêneros Aedes e Haemagogus;
• No Brasil, se mantém endêmica ou enzoótica na
região Amazônica (1);

1 Cavalcante, K. R. L. J. Risco de reintrodução da febre amarela


urbana no Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde vol.26 no.3. 2017
INTRODUÇÃO:
• Nas duas últimas décadas foram registrados casos
além dos limites das áreas consideradas
endêmicas, demonstrando a expansão da
circulação viral no sentido leste e sul do país;
• Episódios prévios de reemergência extra-
Amazônica da FA no Brasil:
• Século XX: 1934 a 1941; 1951 a 1953 e, mais
recentemente, entre 1998 e 2003;
• Século XXI (contexto atual): 2007 a 2009 e
entre 2014 e 201(?)  atualmente!
INTRODUÇÃO:
• Impactos:
• Elevada mortalidade de macacos (epizootias) 
biodiversidade;
• Ocorrência de casos e surtos (risco de
epidemias)  saúde pública
OBJETIVOS:
• Investigar o surto de febre amarela para ampliar a
sensibilidade da vigilância de epizootias de
primatas não humanos (PNH) e aumentar o número
de registros para incorporar na modelagem de
dados de corredores ecológicos de transmissão na
região Sul do Brasil.
MATERIAIS E MÉTODOS:
• Estudo observacional descritivo.
• Dividido em duas etapas:
• coleta de dados epidemiológicos, de Março a
Abril de 2019, com apoio da plataforma SISS-
Geo na vigilância de epizootias em PNH;
• elaboração de corredores ecológicos
favoráveis a dispersão do vírus da FA na região
Sul do Brasil no ano de 2019 com apoio da
SUCEN/SP.
MATERIAIS E MÉTODOS

Questionári Ficha de notificação


o
RESULTADOS:
Porção leste do Paraná com determinação
de relevo

Polígono amarelo = área de maior probabilidade de


circulação do vírus
RESULTADOS:
Porção leste do Paraná com variação de
temperatura
RESULTADOS:
Mapa com provável área de circulação* do vírus até
Março/2019 e Maio/2019, respectivamente

*Velocidade de propagação do vírus = 2,7 km/dia (como


observado em SP);
RESULTADOS:
Mapa com provável área de circulação do
vírus até o segundo semestre/2019
Mapa com provável área
improvável de circulação do vírus
RESULTADOS:
• Área de alerta;
• Ocorrência de
casos sugere
mudança no
padrão de
circulação do
vírus = ↑ risco de
ocorrência na
região
metropolitana.
RESULTADOS:
Corredor Nordeste
RESULTADOS:
Corredor Leste
RESULTADOS:
Corredor Norte
RESULTADOS:
Corredor Oeste
RESULTADOS:
Corredor Noroeste
RESULTADOS:
Corredor Sul
CONCLUSÃO:
• Áreas de provável circulação epizootica 
necessidade de cobertura vacinal e prazos
a serem cumpridos de acordo com a
velocidade de propagação do vetor (2,7
km/dia);
• Áreas de maior probabilidade de
propagação do vetor devem ter a
vigilância sobre PNH intensificada a fim
CONCLUSÃO:
• A ocorrência de casos humanos e
epizootias nas áreas de menor
probabilidade de circulação do agente
causador da FA sugerem mudanças no
padrão de propagação do mesmo 
aumenta o risco de ocorrência na região
metropolitana de Curitiba.
OBRIGAD
O