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A molécula de DNA

• Considerada intocável (1950-1975)


• A partir de década de 70, foi possível abri-la,
extrair genes, transplantá-los, multiplicá-los
• Conhecer doenças humanas

• Transformar organismos…
Como encontrar um gene?
Como isolá-lo?

• Uso de enzimas de restrição


– Cortam a molécula de DNA em zonas
específicas, sempre que as encontram.

Presentes em bactérias, que as usam


como mecanismo de defesa contra os
vírus que as atacam (bacteriófagos).
Enzimas de restrição

• Endonucleases de restrição
– Enzimas presentes nas bactérias que
cortam a cadeia de DNA em zonas
específicas – zonas de restrição

Fragmentam o DNA em fragmentos mais pequenos que


contêm na extremidade a sequência reconhecida.
Enzima de restrição Eco RI

Por exemplo a enzima Eco RI reconhece a sequência:


5´GAATTC3´
Enzima de restrição Eco RI

Por exemplo a enzima


Eco RI reconhece a
sequência:
5´GAATTC3´
fará o corte entre o
nucleótido de guanina
e o nucleótido de
adenina em cada
cadeia.

Extremidades coesivas
Enzima de restrição Eco RI

Reconhecem determinadas sequências de DNA e cortam a molécula


nestes locais - as zonas de restrição.
Estas zonas correspondem a sequências de DNA simétricas que se
lêem da mesma forma nas 2 cadeias na direção 5`- 3`.
Originam fragmentos de DNA em dupla hélice - Fragmentos de restrição,
com extremidades em cadeias simples - extremidades coesivas.
Outras enzimas de restrição

Atualmente já foram
identificadas mais de
100 Enzimas de
Restrição.

O nome das enzimas


compõe-se das iniciais
do nome da espécie e
às vezes da sigla da

IL 2010
linhagem da bactéria
que a produz.
Ligases do DNA

Molécula DNA 1 Molécula DNA 2

Permitem catalizar
as reações em que
as extremidades
livres são ligadas a
novas sequências de
DNA (novo gene) por
complementaridade
de bases.

DNA Recombinante
Molécula DNA 3
Técnica do DNA recombinante

Cada fragmento de DNA, que foi separado do resto


da molécula, contém um ou mais genes.
Cada gene permite a síntese de uma proteína,
por isso ao estudarmos o gene estamos a estudar a
proteína que ele codifica.
Isolando fragmentos de DNA (genes) podem
transferir-se para outro organismo.

Como fazer a transferência?


Técnica do DNA recombinante
“Vetor”

É necessário usar um vetor, uma entidade que possa


transferir o gene do organismo (de onde foi retirado) para
o organismo que o vai receber

Vetores mais importantes:

plasmídeo bacteriano

IL 2010
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”

Plasmídeo bacteriano

Os plasmídeo é uma
molécula de DNA circular
não ligada ao cromossoma, e
que se encontra no
hialoplasma das bactérias.
Multiplica-se a cada divisão
celular, passando uma cópia
para cada célula “filha”.
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”

Plasmídeos bacterianos
Estas moléculas extra cromossómicas podem ter um baixo ou alto peso molecular, fator
este que irá determinar o número total de cópias que podem ser feitas a partir de um
único plasmídeo. Esta relação é inversamente proporcional, ou seja, quanto maior o peso
molecular menor o número de cópias a serem feitas.

Existem alguns tipos de plasmídeos:

Plasmídeo F e F’: responsável pela fertilidade das bactérias.


Plasmídeo R (ou RTF): confere a resistência bacteriana aos antimicrobianos.
Plasmídeo COL (ou colicinogénico): responsável pela fixação do nitrogénio no solo.

E ainda existem os plasmídeos que degradam metais pesados e codificam algumas toxinas
bacterianas.
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”
Técnica do DNA recombinante
“Vetor”

Bacteriófago – fago lambda 


Técnica do DNA recombinante
“Vetores”

Para conseguir a transferência de genes entre seres vivos diferentes usam-


se estruturas designadas por vectores, que dada as suas reduzidas
dimensões permitem a sua transferência e associação a estruturas maiores.
Os vectores são moléculas de DNA usadas como veículos de transferência
de material genético de uma célula para outra.
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”

Características dos vectores:

 Capacidade de se replicarem independentemente da célula hospedeira,


 Possuir sequências que permitem o novo DNA ser adicionado - sequências
de reconhecimento para uma enzima de restrição – o vector tem de ser capaz
de produzir DNA recombinante
 Possuir um marcador que permite ao investigador detectar a sua presença
na célula hospedeira – tipicamente, trata-se de um gene identificador (ou
“repórter”) que codifica para uma proteína cujo fenótipo é facilmente
identificado (por exemplo, resistência a uma droga ou o gene GFP da proteína
fluorescente verde)
 Ser isolado e manipulado facilmente – geralmente dimensão reduzida
relativamente aos cromossomas dos seus hospedeiros
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”

• O vector é geralmente uma sequência de DNA que consiste num transgene


e numa sequência maior que serve de base ao vector. A função do vector
que transfere informação genética para outra célula é isolar, multiplicar ou
expressar o transgene na célula alvo.

• Os denominados vectores de expressão têm a função específica de


expressar o transgene na célula alvo e geralmente possuem uma
sequência promotora que lidera a expressão do transgene. Os vectores de
transcrição são apenas capazes de serem transcritos mas não traduzidos,
isto é, podem ser replicados na célula alvo mas não são expressos, sendo
geralmente utilizados para amplificar o transgene.

• Existem quatro tipos principais de vectores: plasmídeos, vírus, cosmídeos e


cromossomas artificiais (levedura).
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”

Os vetores oferecem a possibilidade de transportar no seu interior, de forma


específica, material genético para o local onde é necessário que ocorra a sua
incorporação no genoma da célula de um determinado tecido. Os vetores
podem ser virais ou não virais .Atualmente existem diversos vetores que são
utilizados na terapia genética, mas não existe um que se destaque de todos os
outros como o vetor ideal, porque para que isto ocorresse esse vetor deveria
reunir uma série de caraterísticas, como permitir a incorporação e expressão
regulada de um ou mais genes, ser específico na sua transferência genética
para a célula alvo, expressão estável do transgene, baixo custo, fácil
manipulação, não ser imunogénico e não produzir resposta inflamatória e fácil
de obter.
Técnica do DNA recombinante
“Vetores”
Técnica do DNA recombinante
“Métodos de introdução de DNA exógeno”
Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Transformação com cloreto de cálcio (bactérias);

• Transdução (fagos empacotados in vitro);

• Transfecção (células de mamíferos);

• Eletroporação (leveduras e bactérias);

• Biolística ou “bombardeamento” (plantas);

• Microinjeção (ovos e oócitos).


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Eletroporação (leveduras e bactérias);


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Transformação com cloreto de cálcio (bactérias);


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Transformação com cloreto de cálcio (bactérias);


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Transdução (fagos empacotados in vitro);


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Microinjeção (ovos e oócitos, mas também em células


vegetais).
Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

• Transfecção (células de mamíferos);


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

Bombardeamento de partículas ou Biolística


Métodos de introdução do DNA na célula
hospedeira

Bombardeamento de partículas ou Biolística


Genericamente…

A inserção de um vector num célula alvo denomina–se transformação


quando ocorre em células bacterianas, e transfecção em células
eucariontes.

Se se tratar da inserção de um vector viral denomina-se transdução.


Técnica do DNA recombinante
“Corte e isolamento do gene”
A enzima de A mesma enzima corta o
restrição corta o DNA dador, de forma a
DNA do isolar o gene que se
plasmídeo num pretende inserir no
ponto específico. plasmídeo.
Técnica do DNA recombinante
“Introdução no plasmídeo”
O gene a inserir é colocado em contacto com o plasmídeo,
juntamente com ligases do DNA (enzimas). As
extremidades coesivas podem ligar-se por
complementariedade a outro DNA, catalisadas por
outras enzimas - ligases do DNA
Técnica do DNA recombinante
“Introdução no plasmídeo”

O gene passa
a fazer parte
do plasmídeo,
que possui
agora um DNA
recombinante
Técnica do DNA recombinante
“Propagação”

O plasmídeo recombinante em contacto com bactérias


introduz-se em algumas delas.

As bactérias portadoras do plasmídeo sintetizam


agora a proteína desejada.

Como saber quais as


bactérias portadoras
do DNA recombinante?
Técnica do DNA recombinante
“Seleção”

Os plasmídeos usados possuem genes que lhes


conferem resistência a determinados antibióticos.

Num meio com determinado


antibiótico, sobreviverão
apenas as bactérias
resistentes, e portanto
portadoras do gene
pretendido (com DNA
recombinante).
Técnica do DNA recombinante
“Aplicações”

Produção de
insulina humana

Atualmente cerca de 50%


da insulina humana é
produzida por leveduras
geneticamente modificadas
da espécie Saccharomyces
cerevisiae.
Técnica do DNA recombinante
“Aplicações”

Estudos de mecanismos de replicação e


expressão de genes
Determinação da sequência de um gene (e
proteína codificada)
Aumento no rendimento de plantas
Obtenção de organismos geneticamente
modificados capazes de produzir
substâncias úteis (ex.: insulina humana)


Biblioteca de genes

Os genes clonados através da


tecnologia do rDNA podem ser
conservados em
bibliotecas genómicas ou
bibliotecas de genes

Ficam assim disponíveis para


posteriores utilizações.

As bibliotecas de Genes podem


também ser conseguidas
utilizando outra tecnologia -
DNA complementar - cDNA.
cDNA
Os procariontes são muito utilizados em Engenharia
Genética porque:

• São fáceis de cultivar.

• Têm um crescimento rápido.

• Têm processos bioquímicos bem conhecidos.

No entanto, não processam o mRNA e, quando recebem


genes com intrões, estes não são retirados e a proteína
produzida não é funcional.

Este problema pode ser ultrapassado pela obtenção e


transferência de DNA complementar ou cDNA.
Técnica do DNA complementar

Para obtenção de insulina humana:


Antes: Uso de insulina obtida a partir do pâncreas de
vacas ou de porcos (provocava por vezes rejeição)

Solução?
 Uso do RNAm existente nas
células do pâncreas humano
 Recurso a uma enzima existente
nos vírus: transcriptase reversa
(catalisa a formação de DNA a partir
de RNA)
Formação de cDNA

A molécula de
RNAm, serve de
molde à sintese de
uma molécula de
DNA
(já sem intrões e por isso
funcional)
Formação de cDNA

O gene isolado que


codifica a síntese de
insulina pode agora
ser inserido numa
bactéria e iniciar-se a
produção industrial
de insulina
Reações de polimerização em
cadeia (PCR)

Quando é necessária uma quantidade de DNA


superior à disponível, como obtê-la?

Casos que envolvem as ciências forenses


Na década de 80, passou a utilizar-se a
técnica do PCR para fazer milhares de
cópias de um único segmento de DNA.
PCR

Técnica é usada em tubos de ensaio contendo o DNA e


mais alguns compostos necessários, como primers
(DNAs iniciadores) e a enzima DNA polimerase
(enzima que faz a replicação do DNA).

Os primers são fitas de DNA, com mais


ou menos 20 bases (A, T, C, G)
complementares, isto é se ligam por
complementaridade ao início da sequência
de DNA que se quer multiplicar. 
PCR

Quando uma molécula de DNA vai ser multiplicada


deve-se separar a dupla fita, formando assim duas
fitas diferentes mas complementares entre si. Cada
fita servirá de molde para a duplicação, por isso,
precisamos de dois tipos de primers diferentes
PCR

 Obtêm-se uma amostra mínima de DNA de uma célula


humana.
 A amostra de DNA, a enzima que faz a replicação (DNA
polimerase/Taq polimerase), os nucleótidos de DNA e os
primers complementares a sequência de DNA são colocados
em um tubo de ensaio.
 Coloca-se o tubo de ensaio numa máquina de PCR (máquina
que aumenta e diminui a temperatura de acordo com um
programa). Os passos seguintes, de aquecimento e
arrefecimento, acontecem dentro da máquina controlados
pelo programa.
Adaptado de http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biotecnologia/recombinante.php
A técnica de PCR não teria sido tão bem sucedida como é hoje, sem a ajuda
da natureza. A enzima essencial que é especializada em catalisar a síntese
de novas cadeias de DNA a partir de um molde de DNA a temperaturas
muito elevadas é chamado de polimerase Taq. Esta enzima tem o nome da
bactéria Thermus aquaticus, que cresce naturalmente em fontes de água
quente, bem como fontes hidrotermais e possui proteínas que são
extremamente resistentes ao calor (igual ou superiores a 100ºC.

PCR SONG • http://youtu.be/x5yPkxCLads


PCR

 Aquece-se o tubo a 94ºC para desnaturar (separar a dupla


cadeia) o DNA.
 Cada cadeia simples do DNA desnaturado serve de molde
para a síntese de novas cadeias complementares. Para isso
submete-se a 54ºC onde os primers servem de iniciadores
para a enzima polimerase.
 Aquece-se novamente o tubo a 72ºC (temperatura ideal de
funcionamento da DNA polimerase) para a duplicação da
cadeia - ligação dos nucleotídos livres por complementaridade
à cadeia de DNA ,formando assim uma nova cadeia dupla.
 Repete-se até obtenção da quantidade necessária.

Adaptado de http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biotecnologia/recombinante.php
Recorre-se
atualmente a
termocicladores

Esta técnica permite a obtenção de biliões de cópias de uma porção


de DNA em poucas horas (cada ciclo demora alguns minutos) e é
executada por máquinas.
1ª fase - Desnaturação
2ª fase – Emparelhamento dos primers
3ª fase – Polimerização/Síntese
PCR
PCR
Animações
• http://learn.genetics.utah.edu/content/labs/pcr/
• http://highered.mcgraw-hill.com/sites/0072556781/st
udent_view0/chapter14/animation_quiz_6.html
• http://www.dnalc.org/resources/animations/pcr.html
Vamos investigar…
O caso do “chupa-chupa lambido”, e terás de o
resolver. Terás a mais avançada tecnologia forense ao
teu lado: Os perfis de ADN.
Experimenta este cenário interactivo, do Web site NOVA: "Trail The Killer's", que
te guia pelo processo de criação de perfis de ADN de diversos suspeitos de crimes
e pelas provas deixadas na cena do crime. Depois vais comparar os perfis que

IL 2010
obtiveste e esperançosamente, encontrar o criminoso… (clica no ?)
Vamos investigar…
Este excerto de vídeo do web site NOVA: "Trail The
Killer's" segue uma equipa de peritos que investigam a
evidência forense de 1954 referente ao assassinato de
Marilyn Sheppard, um dos crimes mais famosos e não
resolvidos na história dos E.U.A.

IL 2010
DN
A
fin
ge
rp
rin
t
DNA fingerprint

Com exceção dos gémeos


verdadeiros, cada
indivíduo
possui o seu próprio DNA,
que1984,
Em é único.
com base neste
princípio, foi possível
desenvolver uma técnica
destinada a identificar
porções de DNA - DNA
fingerprint ou impressões
digitais genéticas
DNA fingerprint

No genoma humano existem sequências de DNA repetitivas que


são reconhecidas e cortadas por determinadas enzimas de
restrição.

Estas enzimas dividem o DNA em fragmentos cujas dimensões e


composição em nucleótidos variam de pessoa para pessoa.

Diferentes fragmentos de DNA movimentam-se de modo diferente


quando sujeitos a electroforese e o resultado é um padrão de
bandas que difere de indivíduo para indivíduo.
Os fragmentos de DNA são
aplicados numa camada de gel e submetidos a um campo elétrico.
Quando a corrente é ligada, os fragmentos movem-se a velocidades inversamente
proporcionais ao seu tamanho.
Quando o campo é desligado, fragmentos do mesmo tamanho estacionam juntos
em determinada posição do gel, formando faixas.

Técnica de
eletroforese

Fotos do gel tratados sob


iluminação ultravioleta
revelam
um padrão de faixas típicas
do DNA analisado que é
característico para cada
pessoa e corresponde à
sua impressão digital
genética.
Vídeo
• http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/i
ndex.php/DNA_fingerprinting
• http://biology-animations.blogspot.pt/2011/07
/dna-fingerprinting-animation.html
• http://ishanwadibiotechnology.blogspot.pt/20
08/12/dna-fingerprinting-animation.html
DNA fingerprint -
exercício
http://www.scq.ubc.ca/a-brief-tour-of-dna-fingerprinting/
• É fácil de ver neste exemplo que a filha 2 é filha do casamento anterior
da mãe e o filho 2 é adotado;
• Tanto a filha e o filho 1 possuem partes em comum com a mãe e o pai;
• A filha 2 tem segmentos em comum com a mãe, mas não com o pai, e o
filho 2 não tem segmentos do pai ou da mãe.
Aplicações Engª Genética

.A heterose é o fenómeno
pelo qual os filhos
apresentam melhor
desempenho (mais vigor ou
maior produção) do que a
média dos pais
DNA fingerprint
Aplicações
Determinação da Investigação criminal, forense e
paternidade histórica.

A técnica permite
partir de material
biológico deixado no
local (cabelo,
sangue,esperma,...)
e compará-lo com o
dos suspeitos;
permite a
A comparação das impressões identificação de
digitais genéticas dos cadáveres.
progenitores e do descendente
permite excluir a paternidade ou
confirmá-la com um elevado grau
de certeza.
Tecnologia de DNA recombinante

Aplicações:
• Investigação fundamental
Torna possível isolar genes de organismos complexos e estudar as suas
funções a nível molecular.

• Obtenção de organismos geneticamente modificados -


- OGM
Os OGM são utilizados:

• Agricultura e indústria agroalimentar.

• Saúde e indústria farmacêutica.

• Produção de substâncias com aplicação industrial.

• Ambiente.
Tecnologia de DNA recombinante

Investigação fundamental
É possível estudar a sequência de DNA de muitos organismos quer
eucariontes quer procariontes.

A automatização das técnicas permitiu a criação


de base de dados contendo milhares de
sequências de genes - microchips de DNA.

Todos os cDNA do genoma inteiro podem ser


dispostos em chips.

Os microchips permitem:
• Detectar antecipadamente doenças genéticas.
microchips de DNA -
• Pesquisar informação sobre a estrutura e amostras de DNA
função de um gene e também estabelecer colocadas em certas
possíveis relações evolutivas entre os disposições ligadas a um
diferentes organismos. “chip”de vidro.
Tecnologia de DNA recombinante
Agricultura e indústria agroalimentar.

Outros ex:
• Arroz com maior valor
nutritivo.
• Batatas com mais amido.
• Plantas resistentes às geadas
e
às secas...

Milho resistente às pragas


rDNA – plantas
transgénicas
Produção de Camundongos (ratos)Transgénicos

rDNA – animais
transgénicos
Transgénico para Hormona de Crescimento
Microinjeção de DNA no núcleo de ovo
fertilizado de camundongo - gene do fator de
crescimento humano
Diagnóstico Pré-Natal
Tecnologia de DNA recombinante
Saúde e indústria farmacêutica.
Produção de moléculas com Interesse farmacológico.

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OGM´s e AGM´s
Alimentos do futuro

• Colza (couve-nabiça) resistente aos


pesticidas
Os cientistas transferiram para a planta
da colza um gene que lhe permite resistir
a um certo pesticida. O gene é retirado
de uma bactéria com capacidade de
resistir aos pesticidas. Quando o
agricultor pulveriza a cultura de colza
com pesticidas, pode destruir a maior
parte das pestes sem modificar as
plantas de colza geneticamente
modificadas.
• Vantagens:
• O agricultor pode ter uma colheita maior porque é mais fácil
combater as pestes.
• Em alguns casos, o agricultor pode utilizar um pesticida
mais compatível com o ambiente.
• O agricultor poderá igualmente proteger o ambiente
utilizando menos pesticida.
• Desvantagens:
• Os genes da cultura de colza geneticamente modificada
podem ser transferidos para as pestes. As pestes poderão
tornar-se resistentes ao pesticida e a pulverização tornar-se
inútil.
• A colza pode polinizar as ervas daninhas - por exemplo o
navew, que se encontra nos campos de colza. Quando a
colza poliniza, os seus genes são transferidos para o navew.
Esta adquire então resistência aos pesticidas.
• Milho, feijão de soja e cana do açúcar são outros
exemplos de plantas geneticamente modificadas
pelos cientistas para tolerar a pulverização de
pesticida.
• Milho doce insecticida
Os cientistas modificaram geneticamente o milho
doce para produzir um veneno que mata insectos
nocivos. Isto significa que o agricultor já não
necessita de combater os insectos com insecticida.
O milho geneticamente modificado chama-se milho
Bt, porque o novo gene da planta provém da
bactéria Bacillus thuringiensis.
• Vantagens:
O agricultor já não necessita de utilizar inseticida para matar
os insetos. O ambiente circundante já não é, deste modo,
exposto a grandes quantidades de inseticida nocivo.
O agricultor já não necessita de percorrer os campos com um
pulverizador de produto tóxico, máscara e vestuário
protetor.
• Desvantagens:
• Existe o risco de os insetos indesejáveis desenvolverem
tolerância ao veneno ou, por outras palavras, se tornarem
resistentes. O milho geneticamente modificado envenena
os insetos durante um período mais longo em que o
agricultor se limita a pulverizar a cultura uma ou duas
vezes. Deste modo, os insetos podem habituar-se ao
veneno, e, se isso acontecer, tanto a pulverização como a
utilização de milho Bt geneticamente modificado se
tornam ineficazes.
• Existe o risco de se matarem outros insetos para além
dos indesejáveis, como os insetos predadores que se
alimentam dos insetos nocivos. Nos EUA, país que utiliza
muito o milho Bt, existe um intenso debate dos seus
efeitos nocivos sobre a bela borboleta Monarca.
O algodão e as batatas são outros exemplos de plantas
geneticamente modificadas pelos cientistas para
produzirem inseticida.
Arroz dourado
• "Arroz dourado" é arroz
geneticamente modificado que
contém uma grande quantidade de
vitamina A. Ou, mais corretamente, o
arroz contém o elemento beta-
caroteno, que é convertido no
organismo em Vitamina A. Assim, ao
comemos arroz dourado, obtemos
mais vitamina A.
O beta-caroteno dá a cor laranja às cenouras e é a razão
pela qual o arroz geneticamente modificado é dourado.
Para que o arroz crie beta-caroteno, são implantados três
novos genes: dois de narcisos e o terceiro de uma
bactéria.

• Vantagens:
• O arroz pode ser considerado como uma vantagem
específica para as pessoas carenciadas dos países
subdesenvolvidos. Estas têm uma dieta extremamente
limitada na qual faltam as vitaminas essenciais ao
organismo. Em consequência dessa dieta restrita, muitas
pessoas acabam por morrer ou cegar. É o que acontece
muitas vezes nas regiões pobres da Ásia, onde grande
parte da população se alimenta de arroz de manhã à
noite.
• . Desvantagens:
• Os críticos receiam que as pessoas pobres dos países
subdesenvolvidos se estejam a tornar demasiado
dependentes dos países ricos do mundo ocidental.
Geralmente, são as grandes empresas privadas do ocidente
que têm meios para desenvolver plantas geneticamente
modificadas. Tornando as plantas estéreis, as empresas
podem impedir os agricultores de criarem sementes para o
ano seguinte, forçando-os a comprar-lhes novo arroz.
• Alguns opositores à modificação genética consideram o
arroz dourado como um meio de conseguir uma maior
aceitação da engenharia genética. Esses opositores
receiam que, se isto acontecer, as empresas continuem a
desenvolver outras plantas geneticamente modificadas para
obtenção de lucros. Desse modo, poderá criar-se uma
situação em que as grandes empresas detenham os direitos
sobre todas as boas colheitas.
Tomate de longa duração

• O tomate modificado geneticamente para durar mais


tempo foi o primeiro produto alimentar geneticamente
modificado que os consumidores tiveram a possibilidade
de adquirir. Este tomate foi lançado em 1994 no mercado
dos EUA.. Chamava-se "Flavr Savr" (trocadilho em
inglês, algo como "mantém o sabor"), e foi desenvolvido
pela empresa Calgene, da Califórnia. É geneticamente
modificado para se manter firme e fresco durante muito
tempo, o que acontece porque, em consequência da
modificação genética, o tomate produz uma quantidade
inferior da substância que causa a sua degradação.
• Vantagens:
• Uma vez que o tomate se mantém fresco durante mais
tempo, pode deixar-se amadurecer ao sol antes de ser
colhido, o que se traduz num tomate de melhor sabor.
• O tomate geneticamente modificado para maior duração
aguenta um período de transporte mais prolongado, o
que significa que os horticultores podem evitar colher o
tomate ainda verde como forma de tolerar o transporte.
• Os produtores têm a vantagem de o tomate poder ser
colhido todo ao mesmo tempo.
• Desvantagens:
• O primeiro tomate geneticamente modificado
desenvolvido por cientistas contém genes que o tornam
resistente aos antibióticos. Os médicos e veterinários
utilizam os antibióticos para combater as infeções. Se os
genes transplantados se alastrarem aos animais e às
pessoas, os médicos poderão vir a ter dificuldade em
combater as doenças infeciosas. Hoje em dia, os
cientistas podem modificar geneticamente o tomate sem
introduzir genes para a resistência aos antibióticos.
• Morangos, ananases, pimentos e bananas são outros
exemplos de produtos alimentares geneticamente
modificados pelos cientistas para se manterem frescos
durante mais tempo.
Como saber se um alimento foi
geneticamente modificado?
• Não é possível ver nem sentir no sabor se, por
exemplo, uma maçaroca de milho foi geneticamente
modificada.
• É possível ler na embalagem se um alimento foi
geneticamente modificado ou contém ingredientes
geneticamente modificado, uma vez que a UE
obriga à rotulagem dos produtos alimentares
geneticamente modificados.
• A obrigatoriedade de rotulagem aplica-se a:
• Produtos alimentares diferentes dos seus equivalentes não
modificados geneticamente. Ou seja, produtos alimentares
contendo genes ou proteínas derivadas de modificação
genética. Um exemplo poderia ser o arroz geneticamente
modificado com um elevado teor de vitamina A.
• A obrigatoriedade de rotulagem NÃO se aplica a:
• Alimentos que involuntariamente contenham menos de 1% de
ingredientes geneticamente modificados.
• Alimentos produzidos a partir de plantas geneticamente
modificadas mas que não contenham vestígios dos genes
transplantados. Por exemplo, um saco de milho geneticamente
modificado deverá ser rotulado. Mas uma garrafa de óleo de
milho do mesmo milho geneticamente modificado não
necessita de ser rotulado porque o óleo não contém vestígios
da modificação genética (Junho 2002). A regulação poderá vir
a sofrer alterações num futuro próximo.
Quais os alimentos geneticamente
modificados que se comercializam
atualmente e onde?

• Na Europa, são atualmente permitidas 3 culturas


geneticamente modificadas (Junho 2002): Feijão de soja -
resistente à pulverização da cultura
• Milho doce - resistente à pulverização e apto a produzir
inseticida
• Colza - resistente à pulverização e não passível de produzir
pólen (não podendo, por isso, polinizar outras plantas)
• Estas 3 plantas foram aprovadas para importação e
fabrico de produtos alimentares. A colza e o milho
estão igualmente aprovados para cultivo.
• A alface chicória geneticamente modificada está
igualmente aprovada para cultivo. Mas a alface é
utilizada unicamente no processamento e não como
produto alimentar.
• Desde 1998 que não são aprovadas na Europa quaisquer
outras plantas geneticamente modificadas, o que resulta da
regulamentação aprovada pela União Europeia no sentido
de suspender as aprovações. A razão subjacente a esta
decisão foi dar mais tempo para ponderar os riscos
relacionados com as plantas geneticamente modificadas e
aguardar nova regulamentação mais rigorosa sobre a
rotulagem e a avaliação de riscos.
Qual o ponto da situação a
nível mundial?

• Em 2001 a área de culturas geneticamente modificadas era de


52,6 milhões de hectares, o que corresponde à área ocupada
por França ou Espanha. Esta área inclui culturas de alimentos
e de algodão.
• 4 países produzem 99% das culturas geneticamente
modificadas do mundo. São eles:
• EUA (68%)
• Argentina (22%)
• Canadá (6%)
• China (3%)
• Os 3 alimentos geneticamente modificados que são mais
comuns são o feijão de soja, a colza. 46 % do feijão de
soja, 11% da colza e 7 % do milho existentes são
geneticamente modificados.
É seguro consumir alimentos
geneticamente modificados?
• A UE irá assegurar a inexistência na Europa de alimentos
geneticamente modificados que representem um risco para o
consumidor. Atualmente, os alimentos geneticamente
modificados têm de ser aprovados pela UE para poderem
ser comercializados na Europa.
• Para ser aprovado, um alimento geneticamente modificado deverá
ser sujeito à Avaliação de Risco Alimentar. Entre outros, são
considerados os seguintes pontos:

• Existe diferença entre os alimentos geneticamente modificados e os seus


equivalentes não modificados? Entre outras, são efetuadas
comparações em termos de gordura, proteínas, vitaminas e toxinas.
• As novas substâncias ou matérias dos alimentos geneticamente
modificados podem afetar os consumidores? Os valores nutricionais
estão alterados? Os alimentos poderão tornar-se tóxicos ou causar
reações alérgicas?
• Em alguns casos, são efetuadas experiências de alimentação de cobaias
animais com estes produtos.
• O futuro?

É difícil saber o que o futuro reserva ou prever as possíveis


consequências a longo prazo da ingestão de produtos
geneticamente modificados.
• Em 1994, foi lançado no mercado norte-americano o
primeiro produto geneticamente modificado - um tomate.
Desde então, muitos mais surgiram e o consumo de
alimentos geneticamente modificados tem-se tornado uma
prática comum. As pessoas consomem alimentos
geneticamente modificados há relativamente pouco tempo.
Poderá, portanto, haver efeitos a longo prazo que ainda se
desconhecem.
• Os americanos são os que consomem alimentos
geneticamente modificados há mais tempo, ingerindo hoje
em dia este tipo de alimentos diariamente.
• Estima-se que cerca de 65% dos produtos disponíveis nos
supermercados americanos contenham ingredientes
geneticamente modificados em maior ou menor
percentagem.
• Estudos realizados nos EUA mostram que os americanos
encaram com tranquilidade a modificação genética. Acham
que deve ser seguro porque já consomem alimentos
geneticamente transformados sem adoecerem
Vacinas
Vacinas genéticas

As mais estudadas consistem em plasmídeos


bacterianos, incapazes de produzir uma
infeção.

Os usados na imunização são alterados para


transportar genes específicos para um ou mais
antigénios de um patogene selecionado.
Vacinas genéticas

São aplicadas por meio de injeções


intramusculares ou por um mecanismo conhecido
como revólver genético, que coloca os
plasmídeos dentro de micro esferas de ouro e
dispara-as contra a pele do paciente, utilizando
para isso um disparador de alta pressão.
Vacinas comestíveis

A vacina comestível é uma possível forma de


substituir a vacina tradicional pela ingestão de
fruta ou vegetais. As vacinas comestíveis contêm
fragmentos de DNA do organismo patogénico
original, por exemplo, do vírus do sarampo. Estes
fragmentos podem ser da parte externa do vírus
e são expressos no fruto (ou vegetal),
provocando assim uma resposta imunitária no
organismo do indivíduo que consumir esse fruto.

Saber mais…
http://www.profpc.com.br/Vacinas%20Comest
%C3%ADveis/Vacinas_comest%C3%ADveis.htm
Alface contra a tuberculose!
• http://sbsc.org.br/nanocell/vacina-contra-
tuberculose-em-capsulas-de-alface/
cDNA
Terapia génica
Terapia génica
Substituição de genes que provocam doenças hereditárias num indivíduo
adulto. Já foi utilizada em crianças com menos de um ano.
Terapia génica

Utilizada no
tratamento
da Fibrose
cística
Adição do gene
terapêutico

Substituição do gene
terapêutico
Uso de vírus
                                                       

                        
                                                       

                        
Tecnologia de DNA recombinante
Produção de substâncias com aplicação industrial

O corante indigo dos jeans é produzido por


estirpes de E. Coli geneticamente modificadas

Ambiente

É possivel inserir genes em bactérias que passam


a ser capazes de limpar produtos tóxicos.
Engenharia Genética
Problemas Bioéticos
Engenharia Genética e os
Problemas Bioéticos
A engenharia genética levanta problemas bioéticos, nomeadamente:

Aspetos ambientais

• Disseminação incontrolada de genes


• Alterações definitivos de genomas de certas espécies
• Redução da biodiversidade

Aspetos humanos
• Alteração do genoma humano
• Hipotética manipulação do indivíduo e da família
• Quebra de privacidade
• Discriminação com base em dados genéticos
• Eugenia “bem nascido – derrotada pela genética mendeliana
Engenharia Genética e os
Problemas Bioéticos
É necessário um grande debate publico, a fim de que cada cidadão
ganhe consciência das enormes potencialidades e dos perigos desta
ciência do futuro.
Adotar uma posição informada e sem preconceitos permite escolher
e decidir, sem fantasmas nem tabus, o futuro que queremos deixar às
novas gerações.

“A genética que entrou timidamente neste século como uma pura


tentativa de explicação da hereditariedade natural, sai dele como uma
ciência de reconstrução artificial dos seres vivos. Entrou como uma
área do interesse estritamente científico e sai agora como uma
ciência que agita toda a sociedade.
A nova genética constitui um forte desafio à humanidade no dealbar
do novo milénio.”
Luís Archer
Casos Bizarros
Gatos que brilham no
escuro?

Fonte: http://www.mnn.com/green-tech/research-
innovations/photos/12-bizarre-examples-of-genetic-
engineering/mad-science
Gatos fluorescentes

• Em 2007, cientistas sul-coreanos alteraram o DNA de um


gato para fazê-lo brilhar no escuro e depois obteve gatos
clonados a partir dele - criação de um conjunto de macios,
felinos fluorescentes. Utilizaram células da pele de gatos
Angorá Turco feminino e usaram um vírus para inserir
instruções genéticas para fazer a proteína fluorescente
vermelha. Depois colocaram os núcleos geneticamente
alterados nos ovos para clonagem, e os embriões clonados
foram implantados de volta para os gatos doadores -
tornando os gatos as mães substitutas para seus clones. Os
cientistas esperam assim estudar doenças genéticas
humanas nos gatos…
Gatos fluorescentes
Vê o vídeo em:
http://video.today.msnbc.msn.com/today/22257875#222578
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Ovos medicinais?

• Cientistas britânicos criaram uma raça de galinhas


geneticamente modificadas que produzem medicamentos de
combate ao cancro. Foram adicionados genes humanos ao seu
DNA, de modo a que as proteínas humanas sejam secretadas
para o branco dos seus ovos, em conjunto com complexos de
proteínas farmacêuticas semelhantes às drogas utilizadas para
o tratamento de cancro da pele e outras doenças.
 
• O que exatamente esses ovos de combate a doença
contêm? As galinhas que põem ovos têm miR24, uma
molécula com potencial para o tratamento de melanoma
maligno e artrite, e interferão humano b-1a, uma droga
antiviral que se assemelha tratamentos modernos para a
esclerose múltipla
Vacina genética

• As pessoas podem ser vacinadas para doenças como hepatite B e


cólera, basta morder uma banana…??? Pesquisadores com sucesso
utilizaram bananas, batatas, alface, cenoura e tabaco para produzir
vacinas, mas dizem que as bananas são o veículo ideal.
 
Quando uma forma alterada de um vírus é injetado num rebento de
banana, o material genético do vírus torna-se rapidamente uma parte
permanente de células da planta. À medida que a planta cresce, as suas
células produzem as proteínas do vírus - mas não a parte infeciosa.
Quando as pessoas comem uma banana geneticamente modificada,
cheia de proteínas do vírus, o seu sistema imunológico produz
anticorpos para combater a doença - como uma vacina tradicional.
Vacas menos…
flatulentas?

• As vacas produzem quantidades significativas de metano,


como resultado do seu processo de digestão. O metano é
um dos principais contribuintes - perdendo apenas para o
dióxido de carbono - para o efeito estufa, de modo que os
cientistas têm trabalhado para modificar geneticamente
uma vaca para produzir menos metano. Cientistas da
Universidade de Alberta identificaram a bactéria
responsável pela produção de metano e criaram uma linha
de gado que cria metano 25 % menos do que uma vaca
normal
Porco ecológico?

• O Enviropig, ou "Frankenswine", como os críticos chamam, é


um porco que foi geneticamente alterado para digerir melhor o
fósforo. O estrume de porco é rico em fitato, uma forma de
fósforo, por isso, quando os agricultores utilizam o esterco
como adubo, o produto químico entra nos lençóis freáticos e
causa proliferação de algas que esgotam o oxigénio na água 
eutrofização!
• Assim, os cientistas adicionaram a uma bactéria E. coli , DNA
de um rato e colocaram num embrião de porco. Esta
modificação diminui a saída de fósforo de um porco até 70 %
menos, fazendo um porco mais ecológico.
Tomate resistente?

• O tomate Flavr Savr foi o 1º alimento geneticamente modificado a que foi


concedida uma licença para o consumo humano. Pela adição de um
gene anti-senso, a empresa sediada na California, esperava desacelerar
o processo de amadurecimento do tomate para evitar o seu
amolecimento e apodrecimento, permitindo que o tomate mantivesse o
seu sabor natural e cor.
• O Flavr Savr foi aprovado em 1994, no entanto, os tomates eram tão
delicados que eram difíceis de transportar, e saíram do mercado em
1997, para além disso, os tomates também foram relatados para ter um
gosto muito agradável: "Os tomates Flavr Savr não sabiam muito bem,
devido à variedade de onde foram desenvolvidas.