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PROF.

CARLOS CABRAL

DILATAÇÃO TÉRMICA
Dilatação de sólidos
QUESTÕES

 Quando se soldam duas partes de um corpo que se


fragmentou, é necessário que o material utilizado na solda
tenha coeficiente de dilatação de valor próximo ao do
material que constitui o corpo que está sendo colado. Por
que?

 Quando o dentista obtura uma cárie, ele deve utilizar um


material que tenha um coeficiente de dilatação próximo ao do
material do dente. Por que?

 Para desatarrachar a tampa metálica que não quer sair de um


vasilhame de vidro, recomenda-se colocá-la sob a água
quente da torneira. Por que?

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Dilatação térmica dos
sólidos
 Todos os corpos, quando aquecidos,
apresentam dilatação térmica decorrente
do aumento da vibração de suas partículas.

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Dilatação térmica de sólidos

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Dilatação térmica de sólidos

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Dilatação térmica de sólidos

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OBS: Diminuindo-se a
temperatura ocorre a
contração térmica.
Os fios elétricos entre os postes

nas ruas e entre as torres das


linhas de alta tensão, ao serem
instalados, não são esticados.
Esse procedimento visa a evitar
que, no inverno, com a queda
de
temperatura, a contração
térmica
possa esticar esses fios a ponto
de se romperem.

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JUNTA DE DILATAÇÃO → É o espaço deixado
entre os segmentos de uma construção para permitir a livre
dilatação do material, devido ao aumento de temperatura.

As ferrovias, pontes,
viadutos e
grandes construções são
feitos em segmentos, com
um espaço entre eles (junta
de dilatação) para permitir
a livre dilatação do
material
quando a temperatura
aumentar.
Assim, os trilhos da ferrovia
não
entortam e o concreto das
construções não racha.

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Dilatação Térmica: mudanças nas
dimensões de um corpo, quando sofrem
variações de temperatura.

Dilatação dos Sólidos


Linear

Superficial

Volumétrica

Dilatação dos Líquidos

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Dilatação linear
 Apenas uma das dimensões
(comprimento), apresenta alteração
considerável quando o corpo e submetido a
variações de temperatura. (L = L – Lo)

Lo L

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Coeficiente de dilatação
linear
 É uma constante de proporcionalidade e seu
valor depende da natureza do material.

 = LO.T
L
 Notamos que a unidade do coeficiente
de dilatação linear é o inverso da
unidade de variação de temperatura,
1/°C = °C-1, denominada grau Celsius
recíproco. PROF. CARLOS CABRAL
Coeficiente de dilatação
linear
Tabela com valores de coeficiente de
dilatação linear de alguns materiais
 
Material Material
(10-5 °C-1) (10-5 °C-1)
Chumbo 2,9 Ferro 1,18
Zinco 2,5 Platina 0,9
Alumínio 2,2 Vidro comum 0,9
Latão 2,0 Vidro pirex 0,3
Cobre 1,7 Ouro 1,5
Aço 1,2 Concreto 1,2
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Representação Gráfica

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Laminas Bimetálicas

Utilizadas em
ferroelétricos
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APLICAÇÃO

Lâmina bimetálica

A
B Utilizado em alguns
 = 20 ºC aparelhos, como o
A > B ferro elétrico de
passar (termostato)

 > 20 ºC

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Exercício
 O gráfico abaixo representa a variação
do comprimento de uma barra
homogênea com a temperatura.
Determine o coeficiente de dilatação
linear de que a barra é constituída.

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Solução

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Exercício
 A extensão de trilhos de ferro sofre
dilatação linear, calcule o aumento de
comprimento que 1000 m dessa
ferrovia sofre ao passar de 0 °C para 20
°C, sabendo que o coeficiente de
dilatação linear do ferro é 12.10-6 °C-1.

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Solução
 Obs: Aumento de comprimento sempre indica
variação, ou seja, ∆L.
 ∆L = Lo α ∆T (o primeiro passo é substituir os valores
dados na equação)
∆L = 1000. 12.10-6 .20
∆L = 20 000. 12.10-6 (nesse momento foi multiplicado os
termos inteiros para depois trabalharmos com o
expoente de base 10).
∆L = 24.10-2 (transformação de notação científica para
forma decimal).
∆L = 0,24 m

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Exercício
 (VUNESP-SP) A dilatação térmica dos sólidos é um fenômeno
importante em diversas aplicações de engenharia, como
construções de pontes, prédios e estradas de ferro.
Considere o caso dos trilhos de trem serem de aço, cujo
coeficiente de dilatação é α = 11 . 10-6 °C-1. Se a 10°C o
comprimento de um trilho é de 30m, de quanto aumentaria o
seu comprimento se a temperatura aumentasse para 40°C?

a) 11 . 10-4 m
b) 33 . 10-4 m
c) 99 . 10-4 m
d) 132 . 10-4 m
e) 165 . 10-4 m

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Solução
 O cálculo da dilatação linear ΔL, do
trilho é:

ΔL = L0 . α . Δθ

ΔL = 30 . (11 . 10-6) . (40 – 10) = 99 .


10-4 m

RESPOSTA: C

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EXERCÍCIOS

1.(PUC-SP) A tampa de zinco de um frasco de vidro


agarrou no gargalo de rosca externa e não foi
possível soltá-la. Sendo os coeficiente de dilatação
linear do zinco e do vidro, respectivamente, iguais
a 30 x 10-6 oC-1 e 8,5 x 10-6 oC-1, como proceder?
Justifique sua resposta. Temos à disposição um
caldeirão com água quente e outro com água
gelada.

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2. (UFU-MG) Uma ponte de aço tem 1000 m de
comprimento. O coeficiente de dilatação linear do
aço é de 11 x 10-6 oC-1. Qual é a expansão da
ponte, quando a temperatura sobe de 0 oC para
30 oC?

3. (UFV-MG) Uma barra de alumínio com 10,000


m de comprimento a 20 oC tem seu comprimento
elevado para 10,022 m, quando aquecida à
temperatura de 120 oC. Determine o coeficiente
de dilatação térmica linear do alumínio, em oC-1.

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Dilatação superficial
 A dilatação ocorre em duas dimensões
do corpo (o comprimento e a largura).
(A = A – Ao)
 Se a temperatura de um sólido varia,
consequentemente a área de sua
superfície também varia.
A

Ao

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Coeficiente de dilatação
superficial
 É uma constante de proporcionalidade e seu
valor depende da natureza do material.

 = 2

 Notamos que a unidade do coeficiente


de dilatação superficial é a mesma do
coeficiente de dilatação linear, o
inverso da unidade de variação de
temperatura, 1/°C = °C-1, denominada
grau Celsius recíproco.
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Dilatação volumétrica ou
cúbica
 Ocorre quando todas as dimensões (o
comprimento, a largura e a altura) do
sólido sofrem dilatações após o aquecimento.
(V = V – Vo)

Vo

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Coeficiente de dilatação
volumétrica ou cúbica
 É uma constante de proporcionalidade e seu
valor depende da natureza do material.

 = 3

 A unidade é a mesma do coeficiente de


dilatação linear e superficial, o inverso
da unidade de variação de temperatura,
1/°C = °C-1, denominada grau Celsius
recíproco.
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Observações
I. Tendo em vista que o coeficiente de
dilatação superficial  é o dobro do
coeficiente de dilatação linear  ( = 2) e
que o coeficiente de dilatação volumétrica 
é o triplo do coeficiente de dilatação linear 
( = 3), podemos relacionar os três
coeficientes do seguinte modo:

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Observações
II. Há materiais que apresentam
valores baixos para os
coeficientes de dilatação,
como o vidro “pirex”. Tendo
por isso aplicações práticas
cujo coeficiente de dilatação
é bem menor que o vidro
comum, faz com que esse
material suporte grandes
variações de temperatura
sem sofrer rachaduras ou
trincamentos. PROF. CARLOS CABRAL
Observações
I. Existem ainda materiais
com coeficientes de
dilatação negativo, como
a borracha vulcanizada.
Tais materiais se
contraem quando a
temperatura aumenta.

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