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BEROSSOS ENTRE O

TEMPLO E O IMPÉRIO:
HISTORIOGRAFIA E
INTEGRAÇÃO IMPERIAL NA
BABILÔNIA SELÊUCIDA
Berossos

• Berossos diz em seu primeiro livro da Babylonica que viveu durante o


tempo de Alexandre filho de Felipe, sendo um sacerdote do templo
de Bel traduziu muitos livros que foram preservados com cuidado na
Babilônia, e que lida com período de mais de 150,000 anos. Esses
livros contêm histórias do céu, da terra, do mar, do primeiro
nascimento e dos reis e seus feitos. A Babylonica é dedicada a Antíoco
I. (FGrH, 2CL, 680 Tt 2-3, Tradução Livre)
Berossos
• Historiador babilônico que escreve em grego

• Datação da obra é suposta entre 295~270

• Dedicada a Antioco I Sóter (324 a.C.-261 a.C.)

• Obra dividida em 3 livros narrando a história da cidade, da criação do


mundo até o império Aquemênida
“Grande civilização” Grega no período Clássico V-
IV AEC
SQN
•;
“Civilização” Grega no período Clássico
V-VI AEC
•;

Centro Cultural
Babilônia como centro cultural (ou
um dos)
• Mesmo sem ter controle político e imperial, a Babilônia foi por muito
tempo uma capital religiosa e cultural.

• Isso principalmente na cultura escrita, em que sua literatura era


exportada e adaptada para outras culturas/regiões

• Império Persa Aquemênida (550 a.C.-330 a.C.) exercia domínio


politico e econômico, mas deixava o âmbito cultural e religioso
relativamente livre
Queda império Persa
Na cidade da Babilônia séc III AEC

Teatro grego

Templo Grego
Hibridizações
Nas moedas/mitologias: Hércules
Hibridizações
• Ciências:
• Horóscopo Greco-egípcio + Zodíaco Babylonico = Astrologia Pessoal

+ =
Hibridizações

E na Historiografia?

1-Elementos da historiografia Grega na obra de Berossos


2-Elementos da historiografia Babilônica na obra de Berossos
3-Influência da obra na inserção da cultura Babilônica no contexto de
uma nova globalização
Teoria e Metodologia
• 1-Expansão do helenismo e movimento 2-Uso da Tradição local
de saberes.
-Educação sacerdotal.
• -Apropriação da historiografia grega,
utilizando sua forma e língua e -Acesso a fontes do templo de Esagila,
conceitos. como crônicas e diários astronômicos.
• -Inserção em “esfera” de debates entre -Elite em contato com os Reis
historiadores. helenísticos
Teoria e Metodologia
• 3-contexto de uma nova globalização

• Conceitos da história global e teorias da globalização aplicadas a expansão


do helenismo, tendo uma via ampla para articular a área da historiografia
grega com a assiriologia para o desenvolvimento de uma imagem geral.
• Hipótese: Babylonica como o uso de um trabalho morto acumulado
atualizado ao articular (1-em uma narrativa historiográfica) estratos do
tempo anteriores (2-Cronicas do templo), em uma inserção tática na
integração de um mundo pan-helênico.
Babylonica livro III
• Nabopolassar, depois de decider se rebelar, organizou um casamento
entre Amuhidin, a filha de Astyages, o chefe Medo, e seu filho,
Nabucodonossor. E rapidamente foi atacar Nínive... Tais informações
chegaram a Srakos [rei Assírio]. Ele teve a sua capital queimada.
Nabucodonossor cercou a Babilônia com uma muralha forte após ter
assumido o reinado (BURSTEIN, 1978, p.26 – Tradução livre)
• Nabopolassar, soube que o sartrapa no controle do Egito, Coele Síria e
Fenícia se rebelo. Nabucodonossor organizou suas forças em ordem
de batalha e atacou o rebelde. Ele o derrotou e submeteu a área para
o comando dos babilônicos de novo. (BURSTEIN, 1978, p.26 –
Tradução livre)
Transição império universal com Nabopolassar

• Os babilônicos venceram os assírios sozinhos? ã o


N
• A transição foi completa?
ã o
N
NABOPOLASSAR AND THE FALL OF
THE ASSYRIAN EMPIRE (616–609)

24mu 12.kám ina itiNe kurMa-da-a-a ana ugu


• No décimo segundo ano, no mês de Ab, Ninuaki ki-i [igi-ssú iss-takan
os Medos [que estavam a caminho] para ssàr kurAss-ssur u érin-ssú 25ana ri-sßu-ut-su] i-hhi-
Nínive, o rei da Assyria avança com seu ssam-ma uruTar-bi-sßu uru
exército. Eles tomam posse de Tarbibu, ssá pi-hhat Ninuaki isß-sßab-tu [. . . 26 i
uma cidade no distrito de Ninive. Eles 7Ì-d ]iq-lat uss-ma ina ugu Bal-til ki it-ta-di
[os Medos] inflingem uma formidável sßal-tú ana ssà uru dù-ma [. . . 27. . .] it-ta-qar SSI.SSI
unme galme lim-niss garan
derrota em um grande povo, pilhando,
hhu-bu-ut-su ihh-tab-bat ssil-[lat-su iss-ta-lal 28ssàr ]
roubando e os destruindo. [O rei] de Uriki u érinme-ssú ssá ana resßu-
Akkad e suas tropas, que foram ajudar ut kurMa-da-a-a ginku sßal-tú nu kurdu uru [ki-i isß-
os Medos, não chegaram a tempo para a sßab-tu 29ssàr Uriki u]
batalha. A cidade foi tomada. O [rei de IÚ-[ma-ki ]ss-tar ina ugu uru a-hha-mess igimess
Akkad e] Cyaxaxer, encontram-se fora da du10
cidade e concluem um acordo mutuo e tú u su-lum-mu-u ki a-hhamess
garmess 30[egir-ssú(?) IÚ-ma-ki-i ]ss-tar u érinme-ssú
uma paz total. (Grayson 1975a: no. 3 – ana kur-ssú it-tur ssàr
Tradução livre) Uriki u érinme-ssú ana kur-ssú gurru