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Aula 03 - INCONTINÊNCIA

URINÁRIA EM IDOSOS

Curso: Fisioterapia – 6ºP


Disciplina: Fisioterapia Geriátrica II
Profª: Matteus Cordeiro de Sá
Definições:

Incontinência urinária é definida como


“uma perda de urina em quantidade ou
freqüência suficientes para causar um
problema social ou higiênico”.

É um problema comum que exerce


grande impacto sobre a saúde e qualidade
de vida do indivíduo.
ASSOALHO PÉLVICO
 Tem a função primordial de sustentar os órgãos pélvicos e
abdominais;

 Fáscia endopélvica: um tecido conectivo fibromuscular


(fechar e abrir a uretra);

 Músculo elevador do ânus: pubococcígeo, puboretal,


iléococcígeo e coccígeo que são responsáveis pela
sustentação das vísceras pélvicas;

 Diafragma urogenital: divide-se em: diafragma urogenital


profundo e diafragma urogenital superficial;

 Estes músculos são inervados pelo nervo pudendo e


irrigados pela artéria e veia perineal.
O Assoalho Pélvico:
Trato Urinário Inferior:
Fisiologia da Micção:
 Sistema Nervoso Autônomo Simpático (relaxa) e
Parassimpático (contrai), cerebelo, núcleos da base -
armazenamento ou enchimento e esvaziamento.
 Bexiga enche-se lentamente com líquido proveniente dos
rins através dos ureteres. Nessa fase há participação do
Sistema Nervoso Autônomo Simpático atuando na
musculatura detrusora permitindo seu relaxamento, ou seja,
o enchimento da bexiga, e nos músculos pélvicos e
esfíncter uretral possibilitando a contração ou fechamento
desses, mantendo a continência até que a bexiga esteja
cheia.
 Na fase de esvaziamento participa o Sistema Nervoso
Autônomo Parassimpático onde o músculo detrusor se
contrai, empurrando a urina para fora, enquanto o esfíncter
uretral e os músculos do assoalho pélvico relaxam para
permitir a passagem.
Neurofisiologia:
A continência, em qualquer idade,
depende da integridade do trato urinário,
mais precisamente :
 Do mm detrusor (relaxando e contraindo),
uretra, mecanismos de estocagem e de
eliminação da urina.
 Também dependerá da capacidade
cognitiva, mobilidade, destreza manual e
da motivação para ir ao banheiro.
Fatores Predisponentes:
 Idade: Idosos apresentam alterações no
trato urinário inferior e o assoalho pélvico, no
sistema nervoso central e periférico.
 Sexo partos, menopausa, próstata
 Parto Vaginal
 Deficiência Estrogênica
 Tabagismo
 Obesidade
Além destes fatores, podemos encontrar a
imobilidade e as alterações cognitivas.
PREVALÊNCIA E INCIDÊNCIA:

 Nas pessoas idosas que vivem na comunidade, a


incidência da incontinência urinária é de 5 a 15%,
enquanto nas que vivem em casas de repouso,
este número eleva-se para 50%.

 15 a 35% dos idosos internadas com 60 anos ou


mais de idade apresentam IU, com mulheres
apresentando o dobro da incidência comparado
aos homens. Até 53% dos idosos acamados
apresentam incontinência.

 5% da população brasileira sofre de perda de urina.


Classificação:
 Incontinência transitória ou reversível:
Início súbito, associado a condições clínicas
agudas ou ao uso de drogas. (artrite, fratura
de quadril, diurético, etc.);

 Incontinência Estabelecida ou Persistente:


Não relacionada exclusivamente a problemas
agudos e persiste ao longo do tempo (5 tipos):
1- Incontinência de urgência: É a mais comum
nos idosos. Refere-se a perda involuntária de
urina com um forte desejo de urinar
(urgência). Associado a hiperatividade do
detrusor. Ex.: aumento de próstata, tumor,
impactação fecal crônica...
2- Incontinência de esforço: Perda involuntária
da urina devido aumento da pressão
abdominal como, espirro, tosse...
3- Incontinência funcional: Pode se instalar a
partir de uma imobilidade ou dificuldade de
locomoção independente.
4- Incontinência Urinária de causa
Neurológica: Devido a degeneração ou
rompimento de fibras nervosas. (lesado
medular, etc).

5- Incontinência Urinária Mista: Presença de


um ou mais tipos de incontinência em um
paciente.
Diagnóstico:
 Estudo Urodinâmico é o estudo do
armazenamento, transporte e esvaziamento de
urina da bexiga.

 Um exame que imita a fase de


armazenamento e de esvaziamento da
bexiga
 Diário Urinário
Ele consiste no registro de todo líquido
ingerido, assim como o número de
micções, o volume urinado, os horários
em que isso ocorre e também registra as
perdas e fatores desencadeantes
associados.
 Teste de Esforço ou Pad-Test a paciente
coloca um absorvente que foi pesado numa balança de
precisão. Durante uma hora, realiza uma série de
exercícios como andar, subir escadas, sentar e levantar
várias vezes. Podendo ser leve, moderado e grave após
a pesagem final.

 O teste realizado na impossibilidade de execução do


estudo urodinâmico ou quando há impossibilidade de
execução do estudo urodinâmico.
 Teste do Cotonete: Com as mãos bem
lavadas e limpas coloca-se o cotonete no
canal vaginal, e em seguida confere o
tom, umidez, secreção e consistência no
algodão.
Tratamento Fisioterapêutico
 TREINAMENTO VESICAL
 EXERCÍCIOS DA MUSCULATURA PÉLVICA
 PESSÁRIOS VAGINAIS – para prolapso uterino;
suporte ao útero, bexiga ou reto.
 PERINEÔMETRO- Avalia a pressão exercida.
 CONES VAGINAIS
 BIOFEEDBACK monitoram a contração
muscular
 ELETROESTIMULAÇÃO
PESSÁRIOS VAGINAIS
 PERINEÔMETRO

Um dispositivo que é
usado para medir a
pressão dentro da vagina e
ao mesmo tempo estimula
a contração dos esfíncter.
Cones Vaginais:
Dispositivo que pode ser inserido
na vagina para favorecer resistência e
feedback sensorial aos músculos do
assoalho pélvico à medida que se
contraem.
O cone de peso adequado é
inserido na vagina, ele tende a deslizar
causando uma sensação de perda que
irá proporcionar um biofeedback tátil e
cinestésico, fazendo com que o Apresentam forma e
tamanho iguais e seus
assoalho pélvico se contraia de forma pesos podem variar
reflexa na tentativa de retê-lo de 20 a 100 gramas.
 
                    

BIOFEEDBACK
                     

  
 
é um aparelho que mensura, avalia e trata
                    

as disfunções neuromusculares, são


utilizados sensores e estes ampliam a
resposta fisiológica.
Cinesioterapia:
 A cinesioterapia do assoalho pélvico compreende
basicamente na realização dos exercícios de Kegel
que objetiva trabalhar a musculatura perineal para o
tratamento da hipotonia do assoalho pélvico.
 COMO REALIZAR OS EXERCÍCIOS PARA OS
MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO – (4 passos):
1. Esvazie a bexiga.
2. Contraia os músculos do assoalho pélvico e
conte até 10.
3. Relaxe os músculos completamente e conte até
10.
4. Faça 10 exercícios, três vezes ao dia (manhã,
tarde e noite).
Cinesioterapia
 Ginástica hipopressiva
 Exercícios de agachamento: de frente para o
espaldar, segurá-lo e começar o agachamento até
flexão dos joelhos, ao subir contrair o assoalho
pélvico
 Exercício para mm. Adutora de quadril e assoalho
pélvico: decúbito dorsal, joelhos fletidos, apertar
uma bola entre os joelhos e contrair assoalho
pélvico simultaneamente.
 Exercício Para assoalho pélvico: dec.
Dorsal, joelhos fletidos e quadril abduzido,
contrair assoalho pélvico
 Exercício Para assoalho pélvico e glúteos:
dec. Lateral, perna de baixo estendida e de
cima fletida, fazer uma anteversão pélvica,
contraindo glúteos e assoalho pélvico
 Exercício Para assoalho pélvico: sentada
sobre os ísquios, com a coluna apoiada em
uma parede, abdução de MMII, fazer uma
contração do assoalho pélvico associada a
uma adução resistida.
Movimentos da Pelve:
Exercícios para assoalho pélvico:
 Exercício Para assoalho pélvico e mm,
adutora de quadril: Sentada em uma
cadeira com uma almofada ou bola, contrair
assoalho pélvico e mm. Adutora de quadril.
 Uso de bola suíça como acessório.
 Manobras intestinais quando necessário –
massagem peristálticas.
 São realizadas 2 a 3 séries de 10
exercícios de cada. A contração é de 5 a 10
segundos.
 Importante: estes exercícios também
trazem melhora no desempenho sexual!
Pilates na I.U.
BOA NOITE!