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FRATURAS DO ANEL PÉLVICO

REVISÃO TEOT HC 2019


INTRODUÇÃO
• Lesões de alta energia:
– Adultos jovens
– Risco de morte (5 a 30% de mortalidade)
– Lesões associadas (órgãos pélvicos)
– Alta incidência de seqüelas e complicações
– Colisões com moto, atropelamentos, quedas, colisões
entre veiculos (de tamanho diferentes) e esmagamento
(ordem decrescente)

• Lesões de Baixa Energia


– Idosos por QMN

Anatomia
2 ossos inominados +
Sacro
• Instável sem suporte
ligamentar
• 5 articulações
– Sínfise púbica
– 2 acetábulos
– 2 sacroilíacas
• Falsa Pelve – porção
inferior da cavidade
abdominal
• Pelve verdadeira –
bexiga, uretra, reto,
útero+vagina/próstata
• Articulação sacroilíaca:
– 2 partes:
• Sinoviais
• Porção caudal =
superfície articular
• Parte superior mais
dorsal:
– Componentes fibrosos
ou ligamentares =
ligamentos interósseos,
sob os ligamentos SI
posteriores
ANATOMIA
Ligamentos:
– Região posterior = ligamentos mais
fortes e resistentes
– Ligamentos sacroilíacos posteriores:
• Curtos
– Oblíquos
– Rebordo posterior do sacro até espinhas
ilíacas póstero superior e inferior
• Longos
– Aspecto lateral do sacro até espinha ilíaca
póstero superior
– Mescla com o ligamento sacrotuberoso
– Posteriores e superficiais em relação aos
curtos
• Ligamentos:
– Sacroilíacos anteriores:
• Sacro até o ílio
• Estabilidade inferior ao sacroilíaco posterior
– Sínfise púbica: cartilagem hialina coberta
por tecido fibroso – artic. fibrosa
• Reforço inferior = inserções musculares e
ligamento arqueado
• Parte mais resistente = fibrosa, ântero-superior
– Sacrotuberal:
• Origem no sacro e inserção na tuberosidade
isquiática
• Estabilidade vertical da pelve
• Ligamento sacroespinal:
– Triangular
– Parte lateral do sacro e cóccix até
espinha isquiática
– Divisão em:
• Forame isquiático maior
• Forame isquiático menor
– Estabilidade rotacional da pelve
• Ligamento iliolombar:
– Processos transversos de L4 e L5
até crista ilíaca posterior
– Lesao na inst vertical ( Fx proc
transverso )
• Ligamento lombossacro:
– Processo transverso de L5 até
asa do sacro
– Contato com raiz L5
BIOMECÂNICA LIGAMENTAR
• Transversos = ESTABILIDADE ROTACIONAL
– SI posterior curto
– SI anterior
– sacroespinhoso
• Verticais = ESTABILIDADE VERTICAL
– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
• Transversos =
ESTABILIDADE
ROTACIONAL
– SI posterior curto
– SI anterior
– sacroespinhoso
• Verticais =
ESTABILIDADE
VERTICAL
– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
• Transversos =
ESTABILIDADE
ROTACIONAL
– SI posterior curto
– SI anterior
– sacroespinhoso
• Verticais =
ESTABILIDADE
VERTICAL
– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
• Transversos =
ESTABILIDADE
ROTACIONAL
– SI posterior curto
– SI anterior
– sacroespinhoso
• Verticais =
ESTABILIDADE
VERTICAL
– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
• Transversos =
ESTABILIDADE
ROTACIONAL
– SI posterior curto
– SI anterior
– sacroespinhoso
• Verticais =
ESTABILIDADE
VERTICAL
– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
• Transversos =
ESTABILIDADE
ROTACIONAL
– SI posterior curto
– SI anterior
– sacroespinhoso
• Verticais =
ESTABILIDADE
VERTICAL
– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
FAKE NEWS
Individuo perde estabilidade vertical após ingerir tubão, sofre
queda posterior longa e acorda com dor na lombo-sacra!

• Verticais = ESTABILIDADE VERTICAL


– SI posterior longo
– Sacrotuberoso
– Lombossacral
VASCULARIZAÇÃO
• Principal vaso: Artéria ilíaca interna ou artéria hipogástrica
Ramos: Divisão anterior = ARTÉRIA GLÚTEA INFERIOR
Divisão posterior = ARTÉRIA GLÚTEA SUPERIOR
FORAME ISQUIÁTICO MAIOR
• Estruturas:
– 7 nervos:
• nervo isquiático (instabilidade posterior e vertical)
• nervo glúteo superior
• nervo glúteo inferior
• nervo pudendo interno – funcao sexual
• nervo femoral cutâneo posterior ( instabilidade anterior)
• nervo para o quadrado femoral
• nervo para o obturador interno
– 3 conjuntos de vasos:
• artéria/veia glútea superior
• artéria/veia glútea inferior
• artéria/veia pudenda interna
– 1 músculo:
• piriforme
Biomecânica Pelve
• Lesao isolada lig sinfise pubica – abre no max 2.5cm –
Sacroespinhoso e SI anterior inibe

• Lesao do SI anterior + sacroespinhal + sacrotuberoso + sinfise


– abre mais que 2.5cm - Rotacao externa

– SI posterior e Iliolombar intactos = estabilidade vertical,


se lesados = instabilidade vertical
AVALIAÇÃO INICIAL

• ATLS
• Lesões de alta energia:
– Alerta para lesões associadas:
• Cabeça, tórax, abdômen e lesões vasculares do
retroperitôneo
• Lesões de baixa energia:
– Queda de mesmo nível
– Idosos
❖Impactos laterais e incompatibilidade entre veículos
constituem os principais fatores de risco para
morbidade e mortalidade
AVALIAÇÃO INICIAL
• Lesões de alta energia:
– Acidentes automobilísticos e quedas de altura
– Jovens
– Lesões associadas:
• Lesao pulmonar 63%
• Fratura de ossos longos 50%
• Tce 40%
• Ferimentos urogenitais = 12%
• Fratura de coluna 25%
EXAME FÍSICO
• 90% sensib em pct consciente para
dx fx pelve
• Deformidade do membro inferior
• Encurtamento e rotação da
hemipelve
• Examinar estabilidade:
– Compressão das cristas ilíacas (1
vez apenas – pode desfazer o
coagulo)
– Teste de Volkmann
• Lesões de pele
• Hematoma escrotal (Destot)
EXAME FÍSICO
• Buscar lesões expostas:
– Pele
– Intra-vaginal.
– Retal fx exp. oculta
• Déficits neurológicos
– Principalmente L5 e S1
• Mulheres:
– Realizar exame vaginal e da uretra
– Não realizar sondagem antes da uretrocistografia (em
suspeita de lesão)
• Próstata ascendida no toque
Exame físico
• Morel-Lavallé = desenluvamento interno
RADIOGRAFIAS
• AP:
– Visão geral da pelve
RADIOGRAFIAS
• Inlet ( obliqua descendente )
– 45o caudal
– AP verdadeiro da entrada da pelve
– SI, corpo e asa do sacro e espinha ilíaca posterior
– Morfologia da
fratura de ramos
– Deformidade
em rotação externa
RADIOGRAFIAS
• Outlet ( obliqua ascendente )
– 45o cefalico
– Cisalhamento vertical
– Fraturas de sacro
– Quebra da sombrancelha
Do sacro
TOMOGRAFIA
• Obrigatória na fx pelve
• Avaliação da lesão posterior
CLASSIFICAÇÃO
• AO/Tile: ESTAILEBILIDADE DA PELVE 61 a,b,c
– A = estáveis (sem lesão posterior e dos ligamentos do assoalho
pélvico) 50 a 70%
• A1 = avulsões de apófises
• A2 = fraturas isoladas da asa do ilíaco
• A3 = fraturas transversas do sacro (abaixo de S2)
– B = instabilidade rotacional (lesão incompleta do complexo
ligamentar posterior) 15 a 30%
• B1 = livro aberto
• B2 = instabilidade rotacional unilateral – compressão lateral
• B3 = instabilidade rotacional bilateral – compressão lateral (alça de balde)
– C = instabilidade rotacional e vertical 10 a 20%
• C1 = instabilidade rotacional e vertical unilateral
• C2 = instabilidade vertical ipsilateral e rotacional contra-lateral
• C3 = instabilidade vertical bilateral
AO-TILE- ESTAILEBILIDADE
Fx Anel Pélvico
TILE
• TIPO A ➔ ESTÁVEIS
• A1— Fraturas da pelve que
não envolvem o anel
(avulsão)
• A2— Fraturas do anel
minimamente deslocadas
• A3– Fratura transversa do
sacro abaixo de S2
Fx Anel Pélvico
TILE
• TIPO B ➔
ROTACIONALMENTE
INSTÁVEIS, VERTICALMENTE
ESTÁVEIS
• B1—Livro aberto
• B2—Compressão lateral:
ipsilateral
• B3—Compressão lateral:
contralateral
Fx Anel Pélvico
TILE
• TIPO C ➔
ROTACIONALMENTE E
VERTICALMENTE INSTÁVEIS
• C1—Unilateral
• C2—Bilateral
• C3—Associado com fratura
do acetábulo
Classificacao anatomica
Judet e Letournel
A, Iliac wing fractures;
B, ilium fractures with
extension to the
sacroiliac joint;
C, trans-sacral
fractures;
D, unilateral sacral
fractures;
E, sacroiliac joint
fracture–dislocation;
F, acetabular
fractures;
G, pubic ramus
fractures;
H, ischial fractures;
I, pubic symphysis
separation
CLASSIFICAÇÃO

• Young-Burgess:
– Compressão lateral
– Compressão ântero-posterior
– Cisalhamento vertical
– Mecanismo combinado

$ $ $ Jovem Burgues $ $ $
COMPRESSÃO LATERAL
• Fraturas transversas de
ramos
• CL I:
– Mais comum
– Trauma posterior
– Fratura por impacção do
sacro
– Estável
• Sem lesão posterior
• Sem lesão dos ligamentos
sacroespinhoso e
sacrotuberoso
COMPRESSÃO LATERAL

• CL II:
– Trauma mais anterior
– Fratura da região posterior da asa do ílio (“crescente”)
– Sem lesão posterior
– Sem lesão dos ligamentos sacroespinhoso e
sacrotuberoso
COMPRESSÃO LATERAL
• CL III: PELVE EM VENTANIA
– Trauma tipo “rolamento”
– Compressão + rotação externa
(contra-lateral)
• Compressão:
– Fratura do sacro
– Fratura da asa do ilíaco
• Rotação externa:
– Lesão incompleta ou completa
– Rotacionalmente instável

• Cuidar com FE na CL para não


fechar muito a pelve e lesar
estruturas mais ainda!!!
COMPRESSÃO ÂNTERO-POSTERIOR
• CAP I:
– Abertura da sínfise: <2,5cm
– Sem lesão posterior
– Sem lesão dos ligamentos
sacroespinhoso e
sacrotuberoso
– Distensao sinfise e dos lig SI
anteriores
COMPRESSÃO ÂNTERO-POSTERIOR
• Lesao em livro aberto
• CAP II: >2,5cm abertura
– Ruptura:
• Sacroilíacos anterior
• Sacroespinhoso
• Sacrotuberoso
– Sem lesão de sacroilíacos
posteriores
– Associação com hemorragia
significativa
COMPRESSÃO ÂNTERO-POSTERIOR
• CAP III:
– Lesão dos ligamentos sacroilíacos
posteriores + assoalho pelvico
– Instabilidade global
CISALHAMENTO VERTICAL
• Impacto vertical com
o membro inferior
estendido
• Queda de altura
• Acidente
automobilístico
• Avulsao lig iliolombar
– Fx proc transv L5
CAP 2
(estrelinhas)

=
Livro aberto
Calma, tá
Fx Anel Pélvico
Fx Anel Pélvico
Young-Burgess
Compressão AP
(diastase da sinfise + fratura dos
ramos)

I- <2,5 sem instabilidade


posterior
II- >2,5 Instabilidade posterior
secundario ao dano sacro iliaco
anterior
III- Ruptura completa SI
Fx Anel Pélvico
Young-Burgess
Compressão AP
(diastase da sinfise + fratura
dos ramos)

I- <2,5 sem instabilidade


posterior
II- >2,5 Instabilidade posterior
secundario ao dano sacro iliaco
anterior
III- Ruptura completa SI
Fx Anel Pélvico
Young-Burgess
Compressão AP
(diastase da sinfise + fratura dos
ramos)

I- <2,5 sem instabilidade


posterior
II- >2,5 Instabilidade posterior
secundario ao dano sacro iliaco
anterior
III- Ruptura completa SI
Fx Anel Pélvico

Young-Burgess
Compressão Lateral (fratura de
ramos)

I- Fx sacro homolateral
II- Fx em crescente homolateral
III- Tipo I ou II + lesão
contralateral em livro aberto
Fx Anel Pélvico

Young-Burgess
Compressão Lateral (fratura de
ramos)

I- Fx sacro homolateral
II- Fx em crescente homolateral
III- Tipo I ou II + lesão
contralateral em livro aberto
Fx Anel Pélvico

Young-Burgess
Compressão Lateral (fratura de
ramos)

I- Fx sacro homolateral
II- Fx em crescente homolateral
III- Tipo I ou II + lesão
contralateral em livro aberto
Fx Anel Pélvico

Young-Burgess
Cisalhamento Vertical

-Lesão anterior e posterior da


pelve (deslocamento:
verticalmente instável)
Fx Anel Pélvico

Young-Burgess
Combinação de Mecanismos

• Mais comum CV-CL


• Deslocamento cefálico e
posterior associado a Fx de
Sacro
• Vítima ejetada
LESÕES ASSOCIADAS
• Hemorragia:
– Sangramento retroperitoneal
– Maior risco em CAP II e III = aumentam o volume
pélvico
– Mais comumente por lesão do plexo venoso sacral
– Lesão arterial é menos comum, porém, com quadro
mais dramático (artéria glútea superior e pudenda,
sacral lateral, glutea inferior, obturatoria)- ramos do
sistema ilíaco interno
– Idosos possuem um maior risco de sangramento
arterial
LESÕES ASSOCIADAS
• Lesão neurológica:
– 10-15%
– Fraturas de sacro: lesões neurológicas ( primeiro valor )
• Zona 1 = 6% (+ comum =50%)
• Zona 2 = 30% (36% das fx)
• Zona 3 = 60% ( 16% das fx )
– Fx sacro ocorrem em 30%
das lesoes pelve
– Zona 1 e 2: comprometem a
Estabilidade pelvica. A coluna só
se romper L5-S1
– Zona 3 mais compromete coluna
• Ppte fx horizontal e em H ou U
• Dissociação Espinopélvica
Lesões Associadas
Lesões Geniturinárias (15-20%)
• Homens (uretra) 21%
• Mulheres (bexiga) 8%
• Hematúria visível é o achado mais observado (95%),
devendo ser considerada quando >30 eritrócitos na
urinálise
Lesões do t. gastrointestinal e fx expostas da pelve
(5%)
• Mortalidade de até 50%
• Avaliar necessidade de colostomia de desvio
• Deve ser feita até 6-8hs da lesao
Classificação
• Fraturas do Sacro – Quebra na faixa mais fraca = forame
“Jumper’s fracture” ou “Suicide” fratura em H

• Dissociação espinopélvica

• Pede um AP e aparece
INLET paradoxal
Fratura de Malgaigne
• Padrao Duplo vertical
• Lesao vertical atraves das faces anterior e
posterior do anel pelvico
TRATAMENTO
• Estável hemodinamicamente:
– Não exige estabilização temporária
• Instável hemodinamicamente:
– Sem resposta à reposição volêmica, sem hemorragia intra-
abdominal ou torácica = sangramento retroperitoneal
– Exige estabilização
– Poderá ser realizada angiografia após estabilização
hemodinâmica do paciente
• Lembrar do Lençol transversal apoiados nos TM e
rotacao interna e aduçao MMII
– Prova oral
SANGRAMENTO INTRA-
PÉLVICO
FE ou FI na
Estável urgÊncia
Hemodinamica
mente Se instabilizar –
Instável FE na
Mecânicamente Emergência
Instável Fixação na
Hemodinamica Emergência
Trauma pélvico
mente FE
Estável
Sangramento
Mecanicamente
outro origem
Packing ou angio
❖Paciente com choque e / ou instabilidade hemodinâmica
persistente, após compressão pélvica e ressuscitação
adequada, excluindo hemorragia torácica, abdominal ou
membros, pode-se fazer tamponamento pélvico por
laparatomiza ou angiografia

❖> 60 anos – mais lesao arterial


TOMADA DE DECISÃO
• CL-I e CAP-I:
– Tratamento conservador
• CAP-II com deslocamento considerável (>2,5cm)
– Ruptura isolada do anel anterior, sem lesão posterior
– Estabilização anterior (fixador externo ou placa)
• CAP-III, CL-II, CL-III e CV:
– Ruptura completa do anel posterior
– Estabilização posterior e anterior
TILE
• A1, A2 = conservador
• B1 com <2,5cm de diástase:
– Tratamento conservador
• B1 com >2,5cm de diástase:
– Estabilização anterior (FE ou placa)
• B1.2:
– B1.2: impacçao sacral =estavel - conservador
• B2 e B3:
– Cirúrgico = se >1cm de discrepância de membro inferior ou atitude
em RI ou RE fixa dependendo do tipo de mecanismo
– Maioria cirurgico ant +/- post
• C:
– Estabilização anterior e posterior
Adendo
• Abertura de sinfise púbica puerperal
• < 4 cm conservador com cinta pelvica e
repouso no leito
INDICAÇÕES PARA A FIXAÇÃO EXTERNA
• Ressuscitação
• Fraturas instáveis rotacionalmente
• Fraturas em livro aberto
• Alça de balde (B3 DE TILE)
• Fraturas tipo C (com tração esquelética
associada)
• CLAMP em C – fornece estabilidade
POSTERIOR. O FE somente anterior.
TRATAMENTO
• Lesões anteriores e posteriores:
– Associar estabilização anterior e posterior
– Placa anterior não confere estabilização
• 1 ou 2 placas em ângulo reto na sínfise púbica +
parafuso posterior
• Opção para estabilização anterior = fixador externo
• LESAO POSTERIOR MAIS CRITICA – RED ANATOMICA!
• Regra ÁUREA de Letournel:
– Red. Anatomica posterior é o alvo principal logo
deve ser fixada antes que a sínfise púbica!
TRATAMENTO
• Fraturas da asa do ilíaco: CRESCENTE
• CL 2 de Young Burges
– RAFI com parafuso de compressão e placa de
neutralização
FIXADOR EXTERNO ANTERIOR
• 2 pinos em cada crista:
– 1º = 2cm posterior a EIAS, para evitar o
nervo cutâneo femoral lateral
– Mais fácil

• Supra-acetabular:
– Controle fluoroscópico
– 5cm distal e 2-3cm lateral à EIAS
– 2cm proximal à articulação do quadril (rx
obturatriz +outlet)
– Imagem em lagrima ou ogiva
– Maior rigidez na rotação interna e
externa (equivalente no resto)
ACESSO ANTERIOR À SÍNFISE PÚBICA
• Acesso de Pfannenstiel
• Cateterismo vesical para proteção da bexiga
• 2 placas ortogonais ou 1 placa = estudos biomecânicos
– ideal placa superior
– Pode de 3.5mm ou 4.5mm – Rockwood prefere 4.5mm
– 4 furos ou mais ( 4 corticais cada lado )
• Atenção: No nível da fáscia iliopectínea, procurar a conexão
entre vasos ilíacos externos( PRINCIPAL RAMO É A ARTERIA
EPIGASTRICA INFERIOR ) e obturadores ( CORONA MORTIS )
Indicações RAFI sínfise púbica
• Abertura >2,5cm
• Reforço de fixação posterior de lesoes com
instabilidade vertical
• Sínfise travada ( uma em cima da outra )

– RAFI melhor que FE anterior pois tem controle


estabilidade vertical
– Preferir FE em obesos ou lesao do trato urinario
PARAFUSO ILIOSSACRAL
• Indicações:
– Fraturas sacrais = extra-foraminais (zona 1)
– Luxações da SI
• Coxim sobre o sacro + TRAÇÃO (para redução
da SI)
• Fixação:
– Asa do ilíaco, articulação SI e corpo de S1
• Zona segura:
– Região central do corpo de S1
PARAFUSO ILIOSSACRAL
• Localização da entrada:
– 2cm posteriores à intersecção
de 2 linhas:
• Projeção da diáfise do fêmur
• Linha à partir da EIAS
• Fio guia:
– Direcionar ao corpo de S1
– Póstero-anterior / infero-superior
• Perfuração:
RX = 3 incidencias
– 3 corticais(face externa do íleo, •Perfil sacro – ant ao canal sacro
face articular do íleo e face sacral •Inlet – direcao promontorio
da SI) •Outlet – acima forame S1
COMPLICAÇÕES
• Infecção – mais comum nas cirurgias abertas,
sendo raro nas percutâneas
– Lesão de Morel-Lavalle, também pode ocorrer
– FE prolongado – infecção de pinos prejudicando
certas abordages
– Proximidade com colostomias
• Falha da Síntese/Perda de redução
– Mais comum nas percutâneas (+-10%) – desvio >1
cm nas incidências outlet e inlet; mais comum em
casos com cisalhamento vertical ou mistos
Complicações
• Hemorragia intra-op:
– Lesao a. glutea sup
– Devido coagulopatia, hipotermia ou transfusao
maciça
• Lesão neurológica
– Raiz de L5 na regiao SI anterior ( passa 1cm lateral
a SI )
– Lesao raizes sacrais – fragmentos nos forames
RESULTADOS À LONGO PRAZO
• Disfunção sexual –mais comum em fraturas mais
desviadas, mais comum em homens
• Dor crônica posterior - mais comum em fraturas mais
desviadas ( instáveis )
• Dismetria MMII – consolidacao viciosa
• Menos de 50% dos pacientes que apresentaram fx
pélvicas graves retornam ao seu nivel prévio de
capacidade funcional e condições de trabalho
QUESTÕES
No trauma do anel pélvico, a “fratura do suicida” caracteriza-se
pela

a) dissociação das articulações sacroilíacas.


b) separação entre o corpo e as asas do sacro.
c) lesão posterior da pelve e fratura de vértebras lombares.
d) disjunção da sínfise púbica e desvio vertical da asa do sacro.
No trauma do anel pélvico, a “fratura do suicida” caracteriza-se
pela

a) dissociação das articulações sacroilíacas.


b) separação entre o corpo e as asas do sacro.
c) lesão posterior da pelve e fratura de vértebras lombares.
d) disjunção da sínfise púbica e desvio vertical da asa do sacro.
Na lesão do anel pélvico do tipo C de TILE, com
instabilidade hemodinâmica, o dispositivo ideal de
fixação provisória é o

A) fixador externo supra-acetabular.


B) clampe posterior.
C) calção pneumático antichoque (PASG).
D) enfaixamento circunferencial com lençol
(“fraldão”).
Na lesão do anel pélvico do tipo C de TILE, com
instabilidade hemodinâmica, o dispositivo ideal de
fixação provisória é o

A) fixador externo supra-acetabular.


B) clampe posterior.
C) calção pneumático antichoque (PASG).
D) enfaixamento circunferencial com lençol
(“fraldão”).
O sinal clínico mais sugestivo de fratura exposta
oculta da pelve é

A) o sangramento vaginal.
B) a lesão de MORELL-LAVALLÉ.
C) a hematúria macroscópica.
D) o enfisema subcutâneo nos flancos.
O sinal clínico mais sugestivo de fratura exposta
oculta da pelve é

A) o sangramento vaginal.
B) a lesão de MORELL-LAVALLÉ.
C) a hematúria macroscópica.
D) o enfisema subcutâneo nos flancos.
• Na lesão do anel pélvico, a fratura anterior da
asa do sacro é relacionada

• A) à compressão lateral.
• B) à compressão ântero-posterior.
• C) ao cisalhamento vertical.
• D) à compressão axial.
• Na lesão do anel pélvico, a fratura anterior da
asa do sacro é relacionada

• A) à compressão lateral.
• B) à compressão ântero-posterior.
• C) ao cisalhamento vertical.
• D) à compressão axial.
• Na lesão do anel pélvico, segundo a
classificação de YOUNG-BURGESS, a
fratura em crescente da asa do ilíaco
corresponde ao mecanismo de

• a) compressão lateral, estágio I.


• b) compressão lateral, estágio II.
• c) compressão ântero-posterior, estágio I.
• d) compressão ântero-posterior, estágio II.
• Na lesão do anel pélvico, segundo a
classificação de YOUNG-BURGESS, a
fratura em crescente da asa do ilíaco
corresponde ao mecanismo de

• a) compressão lateral, estágio I.


• b) compressão lateral, estágio II.
• c) compressão ântero-posterior, estágio I.
• d) compressão ântero-posterior, estágio II.
1998
• 61. Com relação ao uso dos fixadores externos, nas
fraturas do anel pélvico, que não comprometem os
acetábulos, é correto afirmar que:
– a) está indicado como tratamento, na emergência, das fraturas
que determinam instabilidade hemodinâmica;
– b)nas fraturas com instabilidade posterior, a fixação externa
não permite a marcha, mas permite o tratamento até a
consolidação;
– c)está contra-indicado nos pacientes com lesão de vísceras
ocas, devido ao risco de infecção osteomielítica dos ilíacos;
– d)o fixador externo de GANZ (“clamp de Ganz”) embora
eficiente, tem pouca aceitação devido à complexidade na sua
utilização;
– e)os fixadores externos não devem ser utilizados nas fraturas
do anel pélvico, principalmente, nos quadros de emergência.
1998
• 61. Com relação ao uso dos fixadores externos, nas
fraturas do anel pélvico, que não comprometem os
acetábulos, é correto afirmar que:
– a) está indicado como tratamento, na emergência, das fraturas
que determinam instabilidade hemodinâmica;
– b)nas fraturas com instabilidade posterior, a fixação externa
não permite a marcha, mas permite o tratamento até a
consolidação;
– c)está contra-indicado nos pacientes com lesão de vísceras
ocas, devido ao risco de infecção osteomielítica dos ilíacos;
– d)o fixador externo de GANZ (“clamp de Ganz”) embora
eficiente, tem pouca aceitação devido à complexidade na sua
utilização;
– e)os fixadores externos não devem ser utilizados nas fraturas
do anel pélvico, principalmente, nos quadros de emergência.
1999
• 51. Com relação às lesões traumáticas do anél pélvico, é correto
afirmar que
– a) radiografias em AP, com ampola inclinada 40o no sentido caudal
(“outlet view”), permitem avaliar o desvio vertical da hemi-pelve;
– b)nos casos de instabilidade vertical, a fixação externa com dois pinos,
colocados na crista ilíaca posterior é suficiente para garantir
estabilidade;
– c) a profilaxia do tromboembolismo deve ser feita com heparina
subcutânea, pois o hematoma retroperitoneal não permite a
colocação de filtro na veia cava inferior;
– d)nos casos de fratura exposta com ferida perineal, a derivação
intestinal deve ser feita de forma eletiva, quando as condições clínicas
do paciente estiverem controladas;
– e) quando houver instabilidade rotacional (livro aberto), as lesões
posteriores devem ser estabilizadas através de barras trans-ilíacas.
1999
• 51. Com relação às lesões traumáticas do anél pélvico, é correto
afirmar que
– a) radiografias em AP, com ampola inclinada 40o no sentido caudal
(“outlet view”), permitem avaliar o desvio vertical da hemi-pelve;
– b)nos casos de instabilidade vertical, a fixação externa com dois pinos,
colocados na crista ilíaca posterior é suficiente para garantir
estabilidade;
– c) a profilaxia do tromboembolismo deve ser feita com heparina
subcutânea, pois o hematoma retroperitoneal não permite a
colocação de filtro na veia cava inferior;
– d)nos casos de fratura exposta com ferida perineal, a derivação
intestinal deve ser feita de forma eletiva, quando as condições clínicas
do paciente estiverem controladas;
– e) quando houver instabilidade rotacional (livro aberto), as lesões
posteriores devem ser estabilizadas através de barras trans-ilíacas.
2000
• 58. Com relação ao anel pélvico e suas lesões, é correto afirmar
que:
– a) independente da posição ereta ou sentada, o peso do corpo é
transmitido da pelve para os membros inferiores através das cabeças
femorais;
– b)segundo YOUNG, nas lesões por compressão lateral, classificadas
como de grau III, ocorre fratura por compressão de ambas as
articulações sacro-ilíacas;
– c)a radiografia em AP da pelve, com a ampola inclinada 40 graus no
sentido cefálico ("inlet view"), permite avaliar melhor o desvio vertical
de uma das hemi-pelves;
– d) quando se faz a fixação da articulação sacro-ilíaca, por via de
acesso anterior, a quinta raiz lombar limita a exposição do sacro;
– e)na presença de instabilidade pélvica vertical, a fixação da sínfise
púbica com placa e parafusos dispensa a estabilização das estruturas
posteriores.
2000
• 58. Com relação ao anel pélvico e suas lesões, é correto afirmar
que:
– a) independente da posição ereta ou sentada, o peso do corpo é
transmitido da pelve para os membros inferiores através das cabeças
femorais;
– b)segundo YOUNG, nas lesões por compressão lateral, classificadas
como de grau III, ocorre fratura por compressão de ambas as
articulações sacro-ilíacas;
– c)a radiografia em AP da pelve, com a ampola inclinada 40 graus no
sentido cefálico ("inlet view"), permite avaliar melhor o desvio vertical
de uma das hemi-pelves;
– d) quando se faz a fixação da articulação sacro-ilíaca, por via de
acesso anterior, a quinta raiz lombar limita a exposição do sacro;
– e)na presença de instabilidade pélvica vertical, a fixação da sínfise
púbica com placa e parafusos dispensa a estabilização das estruturas
posteriores.
2004
• 247. No choque hemorrágico secundário à
fratura da pelve há indicação de compressão
da cintura pélvica para estabilização
hemodinâmica, quando houver abertura do
anel pélvico.
– ( )Certo
– ( )Errado
– ( )Nãosei
2004
• 247. No choque hemorrágico secundário à
fratura da pelve há indicação de compressão
da cintura pélvica para estabilização
hemodinâmica, quando houver abertura do
anel pélvico.
– ( )Certo
– ( )Errado
– ( )Nãosei
• 20. Na lesão do anel pélvico, as artérias do
sistema ilíaco interno mais relacionadas à
hemorragia são a glútea
• A) inferior e a pudenda.
• B) superior e a pudenda.
• C) inferior e a sacral lateral.
• D) superior e a sacral lateral.
• 20. Na lesão do anel pélvico, as artérias do
sistema ilíaco interno mais relacionadas à
hemorragia são a glútea
• A) inferior e a pudenda.
• B) superior e a pudenda.
• C) inferior e a sacral lateral.
• D) superior e a sacral lateral.
Questoes essenciais SBOT

18. Toda fratura do anel pélvico deve ser fixada


na urgência?
Não. A lesão do anel pélvico devido ao sangramento que provoca é uma
causa freqüente de choque hipovolêmico e óbito. A lesão do anel pélvico
deve ser avaliada de duas formas: quanto à estabilidade hemodinâmica e
quanto à estabilidade anatômica. Do ponto de vista anatômico, a estabilidade
está relacionada com as fraturas e com as lesões ligamentares associadas.
Segundo Tile, podemos dividir em três grupos: tipo A - lesão estável, tipo B -
lesão verticalmente estável e instável rotatório (horizontal) e tipo C - instável
horizontal e vertical. Quanto à hemodinâmica, a lesão pode ser estável ou
instável. Considera-se instável a lesão que não se consegue manter os
parâmetros circulatórios estabilizados. Estes parâmetros são: ausência de
hipóxia, lactato menor que 2 mmol/litro, sem medicação vasoativa ou
inotrópica e débito urinário maior que 1 ml/Kg/hora. A
decisão é
baseada na instabilidade hemodinâmica e não na
anatômica. No paciente hemodinamicamente instável, a lesão do anel
pélvico deve ser fixada como emergência, preferencialmente com o fixador
externo. No paciente hemodinamicamente estável a lesão do anel pélvico
pode ser fixada de forma eletiva, preferencialmente com métodos de fixação
interna definitiva.

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