Você está na página 1de 75

Exames

hematológico
s
Exames hematológicos
Hemograma avalia os três
componentes principais do sangue
periférico quantitativa e
qualitativamente:
• Eritrócitos (Eritrograma)
• Leucócitos (Leucograma)
• Plaquetas (Plaquetograma)

A:Hemácia
B:Neutrófilo
C:Eosinófilo
D:Linfócito
Hemograma
Realização do hemograma
envolve 4 etapas:
• Coleta e processamento da amostra
• Contagem das células
• Determinação diferencial dos
leucócitos
• Microscopia do esfregaço para
avaliação de anormalidades
Hemograma
Eritrócitos (glóbulos vermelhos) :
• Transportar hemoglobina
• Disco bicôncavos
• Produzidas: saco vitelino fígado
baço Linfonodos medula
óssea

Guyton e Hall, 2000


Hemograma
Eritrograma
• Parte do hemograma que avalia a
massa eritróide circulante e o tecido
eritroblástico da medula óssea
• Contagem de eritrócitos (E) em µl
- Homens E=5,3 ±0,8 M/µl. – Mulheres
E=4,7 ±0,6 M/µl.
• Dosagem de hemoglobina (Hgb,
HGB) em g/dl
- Homens Hgb=15,5 ±2,5 g/dl. – Mulheres
Failace, 2003
Hemograma
Eritrócitos (glóbulos
vermelhos)
• Concentração dos glóbulos
vermelhos no sangue:
- Homem= 5.200.000 (± 300.000)
mm3
- Mulher= 4.700.000 (± 300.000)
mm3
• Quantidade de Hemoglobina
nos glóbulos vermelhosFailace, 2003
Hemograma
Indicação clínica
- O exame é útil para diagnóstico
e classificação das desordens
eritrocitárias, leucocitárias e
plaquetárias.

Failace, 2003
Hemograma
Interpretação
Eritrograma:
- O eritrograma avalia a série
eritrocítica
- Contagem de hemácias
- Dosagem de hemoglobina
- Determinação do hematócrito
- índices hematómétricos
(VCM,HCM,CHCM e RDW).Failace, 2003
Hemograma
Interpretação
- O VCM é útil na classificação
das anemias, permitindo
diferenciá-las em Microcíticas e
macrocíticas

- O HCM é a medida da massa de


hemoglobina presente, em
média, nas hemácias. Failace, 2003
Hemograma
Interpretação
- O CHCM mede a concentração média
de hemoglobina nas Hemácias e
auxilia na classificação das anemias
em normocrômicas, hipercrômicas ou
hipocrômicas.

- O RDW representa a variação da


distribuição das hemácias quanto ao
tamanho. É útil na avaliação de
anemias Microcíticas Failace, 2003
Hemograma
Hematócrito (Hct):
É um exame de diagnóstico que
serve para avaliar a percentagem
dos glóbulos vermelhos ou
hemácias no volume total de
sangue
• Centrifugação do sangue 
• O Hct correlaciona-se melhor
com a viscosidade sanguinea
Failace, 2003
Hemograma
Medida do volume (tamanho)
dos eritrócitos (media=VCM)
• VCM= Hct x 10/ hemácias
• Utilizado para classificação das
anemias:
- Microcítica (VCM <80fl)
- Normocítica (VCM entre 80 e
100fl)
- Macrocítica (VCM >100fl)
Failace, 2003
Hemograma

Hemoglobina corpuscular
média (HCM)
• É a quantidade média de
hemoglobina por
eritrócito
• Normocrômica (30 e
33pg)
Failace, 2003
Hemograma
Concentração de
hemoglobina corpuscular
média (CHCM)
• É a concentração de
hemoglobina em uma
hemácia
• Hipercromia (>36g/dl)
• Hipocromia (<32g/dl)
Failace, 2003
Hemograma
Red Cell Distribution Width (RDW)
• É um índice que indica a anisocitose
(variação de tamanho) das hemácias
• Utilizado no diagnóstico de Policitemia
Vera
• O RDW e o VCM se correlacionam pois
ambos relacionam o volume das
hemácias
• A utilização + frequente é no diagnóstico
diferencial das anemias por síntese
deficiente da hemoglobina
• 11,5 a 15% Failace, 2003
Anemia
Definição:
• Deficiência de hemácias que
tem como causa:
- Perda muito rápida
- Produção lenta

Failace, 2003
Anemia
Classificação morfológica:
• Quanto ao volume do eritrócito
- Macrocíticia
- Microcítica
- Normocítica
• Quanto a forma do eritrócito
- Poiquilocitose (sem forma
definida)
- Anisocitose (sem tamanho
Failace, 2003
Anemia
Classificação morfológica:
• Quanto a quantidade de
hemoglobina
- Normocrômica
- Hipocrômica
- Anisocrômica

Failace, 2003
Anemia
• Com base na causa da anemia
- Distúrbios no metabolismo do
ferro
- Megaloblástica
- Aplásica
- Hemolítica
- Hemoglobinopatias

Failace, 2003
Anemia microcítica
Classificação:
• Anemia Ferropriva
• Beta talassemia menor
• Beta talassemia maior
• Anemia sideroblástica

Failace, 2003
Anemia normocítica
Classificação:
• Anemia de doença crônica
• Doenças inflamatórias
• Infecções
• Hipotireoidismo

Failace, 2003
Anemia macrocítica
Classificação:
• Anemia Megaloblástica
(Eritroblastos com tamanho
e forma alterada)
- Absorção reduzida de
Vitamina B12
• Associado ao alcoolismo e
doenças hepáticas Failace, 2003
Anemia hemolítica
Definição:
• ANOMALIAS DAS HEMÁCIAS
(cél. Frágeis)
- Hereditárias X Adquiridas
- Esferocitose hereditária (Cél. peq.
e esféricas)
- Eritroblastose fetal (hemácias Rh-
positivas são atacadas por
anticorpos da mãe Rh-negativa)
Failace, 2003
Anemia aplásica

Definição:
• Medula óssea com aplasia
• Causa:
- Agentes Químicos
(inseticidas, drogas)
- Agentes Físicos (radiação)
- Agentes Biológicos
(hepatite) Failace, 2003
Policitemia
Policitemia secundária:
• Altitudes elevadas (hipóxia
tecidual)
- Policitemia Fisiológica (altitude entre
4300 a 5200m)
• Contagem de hemácias 6 a 7
milhões/mm3
Policitemia Vera (Eritremia)
• As células blasticas não para m de
produzir hemácias
• Contagem de hemácias Failace,
7 2003a 8
Leucograma
Leucócitos (Glóbulos Brancos):
• Células de defesa
• Atuam por fagocitose ou formando
anticorpos e linfócitos para destruir
ou inativar o agente invasor
• Formados na medula óssea e no
tecido linfóide

Failace, 2003
Leucograma
Tipos de Glóbulos Brancos:
• Neutrófilos polimorfonucleares (40-
70%)
• Eosinófilos polimorfonucleares (1-
7%)
• Basófilos polimorfonucleares (0-3%)
• Monócitos (2-10%)
• Linfócitos (20-50%)
• Plasmócitos (ocasionalmente)
Failace, 2003
Leucograma
Tipos de Glóbulos Brancos:
• Neutrófilos, Eosinófilos, Basófilos
são chamados de granulócitos
devido a sua aparência
• O granulócitos e os monócitos agem
por fagocitose
• Os linfócitos e plasmócitos agem
com o sistema imune

Failace, 2003
Leucograma
Neutrófilo:
• 4000 a 5000 µl
• Neutrófilia (aumentado)
• Neutropenia (diminuido)

Failace, 2003
Leucograma
• Contagem de leucócitos em µl
• Determinação da fração leucocitária
viável (WVF)
Interpretação (Alterações quantitativas)
- NEUTROFILIA: infecções bacterianas agudas,
lesão tissular, doença inflamatória aguda,
neoplasia, hemorragia aguda e exercício intenso
- NEUTROPENIA: infecções virais, drogas
citotóxicas, irradiação

Failace, 2003
Leucograma
Eosinófilo:
• Luta contra infecções virais
• Infecções parasitárias
• Reações alérgicas
• 1 a 6%

Failace, 2003
Leucograma
Interpretação (Alterações
quantitativas)
- EOSINOFILIA: doenças alérgicas,
hipersensibilidade a drogas,
infestações parasitárias, doenças do
colágeno, doença de hodgkin e
Doenças mieloproliferativas
- EOSINOPENIA: stress agudo
(trauma, cirurgia, infarto do
miocárdio, inflamação aguda), Failace, 2003
Leucograma
Basófilo:
• Junto com os mastócitos
liberam heparina, histamina
• Processos alérgicos
• 0 a 1%

Failace, 2003
Leucograma

Leucopenia
(Agranulocitose):
• Medula óssea para a
produção de glóbulos
brancos

Failace, 2003
Leucograma
Leucemia:
• É a produção descontrolada de
glóbulos brancos causada por
mutação cancerígena das células
linfóides ou mielódes
• Leucemia Linfóide
- Linfonodo disseminando para outras
áreas
• Leucemia Mielóide
- Medula óssea para outras áreas
- Quanto mais indiferenciada a2003
Failace, célula
Coagulograma
Plaquetas:
• Discos ovais
• São formados na medula
óssea
• A concentração normal esta
entre 150000 a 300000 mm3

Failace, 2003
Coagulograma

Plaquetograma
• Contagem de plaquetas
em µl
• Medida do volume
plaquetário (media=VPM)
• Plaquetas: 140.000
400.000/mm3
Failace, 2003
Coagulograma
Teste de coagulação
sanguínea
• Tempo de Sangramento
- 1 a 6 minutos
• Tempo de Coagulação
- 5 a 10 minutos
• Tempo de Protrombina
- 12 segundos
Failace, 2003
Coagulograma
Tempo de protrombina (TP)
Indicação clínica
- Avalia a via extrínseca da
coagulação a partir do fator III
(tromboplastina tecidual).
- Está alterado nas deficiências
de fatores I, II, V, VII e X. Como
são fatores sintetizados no
fígado e três são dependentes
Failace, 2003
Coagulograma
Tempo de protrombina (TP)
Indicação clínica
- O TP é usado para o
diagnóstico de coagulopatias
secundárias às doenças
hepatobiliares,
- Durante o tratamento com
Dicumarínicos (anticoagulantes
orais) Failace, 2003
Coagulograma
Tempo de protrombina (TP)
Interpretação (valores de referência)
- Resultados dos exames laboratoriais,
pode ser expresso em tempo (11 a 13
segundos) ou em atividade (70 a 100%)
- Pode ser expresso em RNI (relação
internacional normalizada) para facilitar a
padronização e a comparação de
resultados: 0,8 a 1,2.
- Para controle de anticoagulação oral: RNI
entre 2 e 3 ou atividade de protrombina
Failace, 2003
Coagulograma
Índice internacional normalizado
(RNI)
- Padronização do TP devido a
diferentes tipos de fator tissular

Failace, 2003
Coagulograma
Tempo de tromboplastina
parcial ativado (TTPa)
Indicação clínica
- Avalia a via intrínseca da
coagulação.
- É usado na triagem pré -operatória
de pacientes com suspeita de
hemofilia
- No controle da terapêutica com
heparina
Failace, 2003
Outros exames
Bioquímicos
- Úreia
- Creatinina
- Glicemia
- (TGO)
- (TGP)
Outros exames
Dosagem de creatinina
Indicação clínica
- Avaliação e monitoramento da
função excretora renal

Xavier et al, 2005


Outros exames
Dosagem de creatinina
- A dosagem de creatinina é um
marcador bastante específico
de lesão renal
- Marcador pouco sensível para
estimar a filtração Glomerular,
especialmente nas fases
iniciais da insuficiência renal
Xavier et al, 2005
Xavier et al, 2005
Aumento
Ingestão de carne
Distrofia e paralisia muscular
Terapia prolongada com
corticoide
Hipertireoidismo
Cimetidina
Salicilato

Diminuição
Baixa estatura
Redução de massa
Muscular
Doença hepática
avançada
Desnutrição

Xavier et al, 2005


Outros exames

Dosagem de uréia
Indicação clínica
- Avaliação e
monitoramento da
função excretora renal
Xavier et al, 2005
Xavier et al, 2005
Tetraciclina
Aumento Diuréticos
Hemólise ICC
Hiperbilirrubunemia Choque
Ingestão de grande Hemorragia
quantidade de proteínas digestiva
Desidratação Redução de
Jejum prolongado perfusão renal
Cetoacidose
Corticosteroides

Diminuição
Desnutrição
Insuficiência hepática

Xavier et al, 2005


Outros exames
Dosagem de glicose
(Glicemia, Glicemia de jejum)
Indicação clínica
- Diagnóstico e monitoramento
do diabetes mellitus e dos
distúrbios da Homeostase
glicêmica.
- Rastreamento do diabetes
gestacional. Xavier et al, 2005
Outros exames
Dosagem de glicose (Glicemia, Glicemia de
jejum)

Interpretação (valores de referência)


- Em gestantes deve ser realizada glicemia
na primeira consulta do pré-natal. Um
resultado <85 mg/dl é considerado
rastreamento negativo. Um resultado >85
mg/dl indica a necessidade de confirmação
que pode ser feita repetindo-se a glicemia
de jejum ou realizando-se um teste oral de
tolerância a glicose.
Xavier et al, 2005
Normal Até 100 mg/dl

Elevado 100 - 139 mg/dl

Diabetes Maior de 140 mg/dl

Xavier et al, 2005


Outros exames
Teste oral de tolerância a glicose
(totg)
Indicação clínica
- Diagnóstico do diabetes gestacional
- Diagnóstico de distúrbio do
metabolismo glicídico em pacientes
que apresentem Glicemia em jejum
superior a 110 mg/dl* e inferior a 126
mg/dl.
Xavier et al, 2005
Outros exames
Teste oral de tolerância a
glicose (totg)
- Colher amostra de sangue 2
horas após a ingestão da solução
de glicose.
- O paciente não deve fazer
esforço físico, caminhar ou fumar
durante o teste.
Xavier et al, 2005
Outros exames
Teste oral de tolerância a
glicose (totg)
- No diagnóstico do diabetes
gestacional, o teste deve ser
realizado em gestantes que
apresentam glicemia entre 86 e
109 mg/dl.
- Valores inferiores a 110 mg/dl
de glicemia de jejum e 140 mg/dl,
Xavier et al, 2005
Xavier et al, 2005
Outros exames
Hemoglobina glicada
(Hba1c)
Indicação clínica
- A dosagem da hemoglobina
glicada deve ser realizada
regularmente em todos os
Pacientes com diabetes
mellitus para monitoramento
Xavier et al, 2005
Outros exames
Hemoglobina glicada (Hba1c)
Indicação clínica
- Recomenda-se:
• Duas dosagens ao ano para todos os
pacientes diabéticos
• Quatro dosagens ao ano (a cada três
meses) para pacientes que se
submeterem a alterações do esquema
terapêutico ou que não estejam
atingindo os objetivos recomendados
com o tratamento vigente Xavier et al, 2005
Outros exames
Hemoglobina glicada (Hba1c)
Interpretação
- A medida da hemoglobina glicada é
o melhor procedimento para o
monitoramento do Grau de controle
glicêmico do paciente diabético.
- A quantidade de hemoglobina
glicada é diretamente proporcional à
concentração Média de glicose no
sangue durante os 120 dias Xavier et al, 2005
Outros exames
Hemoglobina glicada (Hba1c)
Interpretação
- Pacientes que apresentam valores
superiores aqueles recomendados
têm maior risco de desenvolver as
complicações do diabetes mellitus –
nefropatia, retinopatia e Neuropatia.
- O teste não deve ser utilizado para
o diagnóstico do diabetes mellitus.
Xavier et al, 2005
Outros exames
Hemoglobina glicada (Hba1c)
• Os valores normais para pessoas sem
diabetes, ficam entre 4% e 6%.
• Um diabetes bem controlado é aquele
que apresenta valores abaixo de 7%.
• Níveis acima de 7% estão associados a
um maior risco de complicações:
- doenças cardiovasculares
- renais
- dos nervos periféricos e dos olho
Xavier et al, 2005
HbA1c - Glicemia média
(variação)
5% - 97 (76–120)
6% - 126 (100–152)
7% - 154 (123–185)
8% - 183 (147–217)
9% - 212 (170–249)
10% - 240 (193–282)
11% - 269 (217–314)
12% - 298 (240–347

Xavier et al, 2005


Outros exames
Dosagem de alanina
aminotransferase
(Transaminase pirúvica -TGP)
Indicação clínica
- Junto com a dosagem da aspartato
aminotansferase (AST) serve para
avaliação das Lesões
hepatocelulares.
Xavier et al, 2005
Outros exames
Dosagem de alanina
aminotransferase
(Transaminase pirúvica -TGP)
Interpretação
- Valor de referência (5 a 62)

Xavier et al, 2005


Outros exames
Dosagem de aspartato
aminotransferase
(Transaminase oxalacética
=TGO)
Indicação clínica
- Serve para avaliação das lesões
hepatocelulares e das doenças
musculares.
- Valor de referência (5 a 37)
Xavier et al, 2005

Você também pode gostar