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Primeiro Workshop Metalurgia do Pó

Programa

08:30 Welcome Coffee


08:45 Metalurgia do Pó – Processo, Viabilidade,
Aplicações e Estudo de Casos
Lucio Salgado - Metallum
10:30 Coffee Break
11:00 Desenvolvimento Mundial da metalurgia do Pó
Claudinei Reche - Hoganas
12:00 Debates
História do uso dos metais

Em 7.700 anos somente 12 metais eram usados

FERRO
M/P
COBRE CHUMBO MERCÚRIO
~1.925

6000 AC 5000 AC 4000 AC 3000 AC 2000 AC 1000 AC 1 1000 2000 1000 1500 2000

Um total de 24 metais
OURO
foram descobertos
PRATA ESTANHO
até 1.600
PERFORMANCE x DENSIDADE

AÇO RÁPIDO
AUMENTO DE PERFORMANCE

FORJAMENTO
MECANICA

MOLDAGEM POR INJEÇÃO

COMPONENTES DE ALTA RESISTÊNCIA

METALURGIA DO PÓ CONVENCIONAL

MANCAIS

FILTROS
AUMENTO DA DENSIDADE
ALUMÍNIO

PLÁSTICO
COMPONENTES DE AÇO
DIREÇÃO
EM GERAL
MOTORES
Colar da coluna de direção
Armações do air bag
Engrenagem da coluna de Pinhões do planetário
Induzido e estatores de
direção (motor de partida)
motores elétricos
Placa terminal Sapata polar (motor de
Placa base da válvula EGR
Alavanca de regulagem da partida)
Engrenagem vidros
altura do volante Peças magnéticas para
elétricos
Tampa do mancal de distribuidores de ignição
Pinhões do levantador
rolamento Placa de controle de
de vidros
Corpo da válvula emissões
Arruela do EGR
Tampa Buchas para balancins
Núcleo da válvula EGR
Carcaça da válvula EGR Engrenagens com dentes
Carcaça do sistema internos
cruise control Tampa do eixo de
Anéis controladores de comando das válvulas
fluxo de ar condicionado Carcaça de válvulas de
injeção de combustível
Espaçador de injetores de
combustível
Núcleo magnético
Chave magnética (motor de
ASSENTOS partida)
Buchas e placas para
Alavancas de ajuste ventiladores (sistema de
Lingüetas da trava arrefecimento)
Mecanismo reclinado Bielas
Espaçadores Mancais de girabrequim e
FREIOS eixo de comando de
válvula
Anéis sensores ABS Sensores de fase
TRANSMISSÃO
Porca de ajuste Cames
Ajustadores LIMPADORES DE Guia e assento de válvula
SUSPENSÃO Anéis sincronizadores
Trava de freio – cilindro PARABRISA Chavetas de retenção
Guia da haste mestre Cubo conversor de torque
Pistões Acionamento
Válvula de compressão Trava excêntrica Tração nas quatro rodas
Cilindros Insertos do induzido Engrenagem planetária
Estatores Retentores
Pistões Polia dentada de tração e
Espaçadores Induzidos tracionada
Placa de orifícios Acionadores Trava de estacionamento
Carcaça de engrenagens
COMPONENTES AUTOMOTIVOS
Princípio Básico do processo
Processos
Relacionados

Compactação
Isostática
Conformação
por Spray

Compactação
Convencional

Sinter-Forjamento
Injeção de pós
Compactação a Morno
Sinter Forjamento

Compactação da pré-forma
 80% da DT

Sinterização
 1100 - 1200C

Resfriamento

Aquecimento por
indução

Forjamento
 950 - 1100C

Resfriamento sob
atmosfera controlada
Moldagem por Injeção
Compactação Isostática
Conformação por Spray
Parâmetros pré-estabelecidos Parâmetros de linha

banho 1. Superaquecimento do banho

2. Taxa de fluxo de metal


. Diâmetro do bocal 3. Pressão do gás
. Tipo de gás de atomização atomização 4. Movimento do "spray"
. Projeto do atomizador

"spray" 5. Altura do "spray"

. Geometria do substrato pré-formado


e configuração
substrato 6. Movimento do substrato
PÓ BASE
ELEMENTOS DE LIGA LUBRIFICANTES
SIMILARES
FERRO
NÍQUEL FÓSFORO

SULFETO DE
COBRE
GRAFITE MANGANES
MISTURA COMPACTAÇÃO

SINTERIZAÇÃO

USINAGEM

REVESTIMENTO
SUPERFICIAL
CALIBRAGEM IMPREGNAÇÃO

FERROXIDAÇÃO

TRATAMENTO
TÉRMICO
PRODUTO FINAL

FLUXOGRAMA DE PROCESSO – COMPACTAÇÃO CONVENCIONAL


Tipos de pós mais usados na fabricação de
peças estruturais e buchas autolubrificantes

- Pós base: - Aditivos e lubrificantes


:
Ferro Carbono
Cobre Cobre
Bronze Estearatos
Latão Ceras
Inox MnS
Níquel
Molibdênio
Estanho
Etapas do Processo

Mistura

- Feita com base na especificação do


material definido para peça.
- Os componentes da mistura, todos na
forma de pó, são pesados e colocados
no misturador de forma a obter uma
mistura homogênea.
- Adiciona-se também um pó lubrificante
necessário na etapa de compactação.
Este pó evita que o ferramental seja
desgastado e facilita a compactação e a
extração da peça.
Misturadores Os modelos mais usados são:

Duplo - Cone “Y”


Metalurgia do Pó Convencional
COMPACTAÇÃO DE PEÇAS
SINTERIZAÇÃO EM FORNO CONTÍNUO

Pré Aquecimento: Sinterização:


500 – 800ºC Bronze : 780 – 840º C
Aço: 1050 – 1150º C
Ligação metalurgica Resfriamento :
O lubrificante é retirado da peça das partículas A micro-estrutura do material é formada
SINTERIZAÇÃO

SINTERIZAÇÃO POR FASE SÓLIDA:

“Pescoço” de ligação entre as partículas de Pó

SINTERIZAÇÃO POR FASE LÍQUIDA:

O material com menor ponto de fusão se liquefaz


e interconecta a partícula do outro Pó.
VANTAGENS NO USO DA M/P

Um componente sinterizado com qualidade comparável a um fundido ou


trabalhado normalmente é mais barato que estes.

M/P tipicamente usa mais de 97% da matéria prima original na peça


acabada;

Produz peças com excelente acabamento superficial;

M/P é adequada a componentes com médio/alto volumes de consumo

Permite formas intrincadas, com tolerâncias dimensionais fechadas;


VANTAGENS NO USO DA M/P

Apresenta consistência de processo (alto Cpk), e consequentemente


baixo índice de refugos;

Permite as mais variadas combinações de ligas e consequentemente


microestruturas;

Provê controle da porosidade, adequada para aplicações como filtros até


componentes com densidade teórica da liga;

Habilidade de formar conjuntos utilizando peças sinterizadas com formas


e/ou composições diferentes.

Produz formas complexas que seriam impossíveis ou impraticáveis por


outro processo de transformação mecânica.
EXEMPLOS DE PEÇAS SINTERIZADAS

Planetários Componentes de
Sinterizados / Brazados Caixa de Câmbio Coroas & Polias

Pistões e Bielas & S/F Mancais &


Guias de Amortecedores Girabrequim
NORMAS RELACIONADAS À M/P

As normas para materiais sinterizados contém informações


necessárias para fabricação e caracterização do produto, quais
sejam:

-Composição química do material: %Ferro, %Cobre, % Carbono...

-Propriedades físicas: Densidade, condutibilidade elétrica, …

-Propriedades mecânicas: Dureza, resistência à ruptura, resistência ao

impacto, alongamento, resistência à fadiga, ...

- Propriedades magnéticas: Força coerciva, Indução magnética,


Permeabilidade magnética, …
NORMAS RELACIONADAS À M/P

MPIF – EUA (é a norma mais utilizada atualmente)

SAE - EUA

ASTM - EUA

DIN (SINT) - Alemanha

JIS - (Japão )

BS - (Grã Bretanha)

ISO - (Internacional)

EN - (Comunidade Européia)
APLICAÇÕES:

Peças estruturais em aço


APLICAÇÕES:

Compressores Herméticos

Pistões, Placas de Válvula,


Bielas e Contra-Pesos
APLICAÇÕES:

Mancais auto-lubrificantes
Escovas
Contatos Elétricos

APLICAÇÕES:

Moldagem por Injeção

Outros Processos

Materiais de Fricção

Filtros Sinterizados
APLICAÇÕES:

Materiais Magnéticos
M/P Comparada com outros processos: Resistência Mecânica

AÇOS RÁPIDOS SINTERIZADOS

AÇOS SINTERIZADOS FORJADOS

AÇOS FORJADOS

AÇOS USINADOS

AÇOS SINTERIZADOS

FERRO FUNDIDO NODULAR

LIGAS FUNDIDAS DE COBRE

FERRO FUNDIDO CINZENTO

LIGAS FUNDIDAS DE ALUMINIO

LIGAS FUNDIDAS DE ZINCO

PLÁSTICO MOLDADO POR INJEÇÃO

Mpa 0 500 1000 1500 2000


RESISTÊNCIA SINTERIZADO x CONVENCIONAL

Ferro / Aço Convencionais

Densidade [g/cm3]
M/P Comparada a outros processos
M/P Comparada a outros processos

Processo Custo Lote mensal Peso Típico Perda de Resistência Auto Operação de Processo
Matéria Mecânica Lubrificação Acabamento Poluente
Prima

Sinterizado Baixo 2.000 a 1.000.000 1g a 2 kg 1 a 2% Boa Sim não Baixo

Fundido Médio 200 a 200.000 10g a 80 kg 10 a 20% Boa Não sim Alto

Microfundido Médio 500 a 500.000 5g a 2kg 5% Boa Não sim Médio

Forjado Alto 1.000 a 100.000 5g a 2kg 5% Muito Boa Não sim Baixo

Usinado CNC Alto 1.000 a 100.000 5g a 2kg 20% a 80% Boa Não sim Médio

Estampado Baixo 20.000 a 1g a 500g 10% a 50% Boa Não sim Baixo
2.000.000

Injeção sob Baixo 1.000 a 100.000 1g a 1kg 1 a 2% Baixa Não sim Baixo
pressão

Extrusão a frio Médio 20.000 a 10g a 300g 0% a 1% Muito Boa Não sim Baixo
1.000.000
M/P Comparada a outros processos
EVOLUÇÃO DE PEÇAS SINTERIZADAS EM AUTOMÓVEIS

1995 a 2004

Automotivo 70%
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Núcleo Magnético: de Forjado + Usinado para Sinterizado
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Porca de amortecedor: de Usinado para Sinterizado
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Núcleo magnético

Sinterizad
o Usinado

Automotivo 70%
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Pingo Guia: Laminado + Usinado + ToTo para Sinterizado auto-temperante
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Polias Estampadas x Sinterizadas
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Anel de sincronização : de Forjado para Sinterizado
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Anel de freio ABS : de Fine Blanking para Sinterizado
EXEMPLOS DE CONVERSÃO
Flange: Projeto completamente modificado, de Usinado para Sinterizado

Sinterizad Usinado
o

Automotivo 70%
ANÁLISE DE CUSTOS
Biela (x forjado)

Liga: Fe-Cu-C
Vantagens: 15 a 20% de redução de
custo, pequena variação de peso
(2g), homoneneidade microestrutural
e maior resistência à fadiga
ANÁLISE DE CUSTOS
Engrenagem (x usinado)

Liga: Fe-Ni-Cu-Mo-C
Vantagens: cerca de 40% de
redução de custo, redução de etapas
de usinagem e eliminação de
tratamento térmico (liga auto
temperante).
ANÁLISE DE CUSTOS
Mancal (x fundido)

Liga: Fe-Cu-C
Vantagens: cerca de 20% de
redução de custo, eliminação de
usinagem e fratura do mancal para
evitar erros de montagem.
GRUPO SETORIAL DE M/P

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