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HISTÓRIA DO BRASIL REPUBLICANO

Aula 1- A Crise da Monarquia e a Proclamação da


República
HISTÓRIA DO BRASIL REPUBLICANO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DESTA AULA

 Identificar os principais
elementos que levaram o Exército
à proclamar a República;
 Reconhecer que a República foi o
desfecho de uma luta entre a
elite civil e o Exército;
 Relacionar a República com a
crise estrutural da Monarquia

Aula 1- A Crise da Monarquia e a Proclamação da República


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A QUESTÃO MILITAR - 1

Conflitos travados entre


parte da oficialidade do
Exército e a elite dirigente MODELO DE MOLDURA PARA
IMAGEM COM ORIENTAÇÃO
da Monarquia. Estava em HORIZONTAL
jogo o lugar dos militares
na política.

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A QUESTÃO MILITAR - 2

Só o Exército, afirmou Deodoro, sabia sacrificar-se pela pátria


e, no entanto, maltrataram-no os homens políticos que até
então haviam dirigido o país. Aludiu aos seus serviços no
campo de batalha, rememorando que pela pátria estivera três
dias e três noites combatendo em campos paraguaios no meio
do lodaçal, sacrifício que eu não poderia avaliar.

Visconde de Ouro Preto

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A QUESTÃO MILITAR - 3

Conflitos travados entre uma parte da oficialidade do Exército


e a elite dirigente da Monarquia. Na origem, estava o lugar
que parte dessa oficialidade julgava merecer no jogo político
do Império. Para os dirigentes civis, o militar deveria ser um
oficial especializado na arte da guerra e obediente às ordens
do Estado. Os militares envolvidos nessa polêmica, achavam o
soldado um cidadão fardado com direito à voz política.

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A QUESTÃO MILITAR - 4

As tensões entre “Soldado Profissional” e “Soldado Cidadão”


se acentuam a partir de 1870 e aumentam com alguns
episódios como o ocorrido na província do Piauí, em 1885. O
cel. Cunha Matos, veterano da Guerra do Paraguai e membro
do Partido Liberal, em viagem de inspeção à unidades da
província, atestou várias irregularidades, a que atribuiu ao
Comandante da Companhia de Infantaria local.

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A QUESTÃO MILITAR - 5

Em 1886, um deputado do Partido Conservador do Piauí saiu


em defesa do seu aliado, o Comandante advertido por Cunha
Matos, acusando este de ajudar o exército paraguaio no
tempo em que fora prisioneiro. Cunha Matos retrucou as
acusações em artigo publicado na imprensa e foi punido com
prisão pelo Ministro da Guerra, alegando uma lei que proibia
oficiais de tratar assuntos militares pela imprensa.

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A QUESTÃO MILITAR - 6

O General e Senador José Antônio Correia da Costa, Visconde


de Pelotas, do Partido Liberal, defendeu Matos e, em violento
discurso no Senado, atacou o Ministro da Guerra em violento
discurso proferido no Senado afirmando que a ofensa sofrida
por Cunha Matos mexia com os brios de todo o Exército.

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A QUESTÃO MILITAR - 8

Para Sena Madureira, um civil não deveria ocupar o mais alto


cargo da administração militar: um “casaca” não sabia o que
era colocar a própria vida em defesa da pátria.

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A QUESTÃO MILITAR - 9

• O manifesto de Sena Madureira foi publicado no jornal


republicano “A Federação” (RGS), de Júlio de Castilhos.
• Deodoro, presidente interino da província do RGS foi
perguntado por carta se havia autorizado o manifesto de
Madureira.
• Deodoro respondeu que a legislação proibia discussão
pública entre militares o que, para ele, não era o caso.

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A QUESTÃO MILITAR - 10

• O Ministro da Guerra Alfredo Chaves desconsiderou a


resposta de Deodoro e puniu Sena Madureira com uma
repreensão.
• Foi a primeira rusga entre um dos principais lideres
militares da época, Deodoro, e o Império.
• A partir de então, todos os acontecimentos relacionados a
militares foram se configurando na “questão militar”.

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A QUESTÃO MILITAR - 11

• Em 1870 é divulgado o Manifesto Republicano. Os políticos


civis ligados ao Partido Republicano percebem que a
“questão militar” era um valioso instrumento de cooptação
dos militares para a causa republicana;
• A partir de então, artigos e manifestos se sucedem;
• A “Federação” passa a publicar artigos de Madureira e
Castilhos.

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A CRISE ESTRUTURAL DA MONARQUIA

• Há um grande descompasso entre poder econômico e poder


político a partir de 1850;
• As novas elites urbanas não se sentiam representadas e os
cafeicultores do oeste paulista sentiam-se engessados pela
estrutura política do Império;
• Para Emília Viotti da Costa, a República é resultado do
distanciamento da Monarquia dos novos grupos emergentes.

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ENFIM, A REPÚBLICA

“Benjamin, já que não há outro remédio, leve a breca a


Monarquia; nada há mais que esperar dela, venha a
República.”

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