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Fotossíntese

O que é fotossíntese?

A fotossíntese (literalmente, “síntese utilizando a luz”) consiste


em um processo metabólico pelo qual a energia da luz solar é
capturada e utilizada na conversão de dióxido de carbono (CO2) e
água (H2O) em carboidratos (C6H12O6) e oxigênio (O2).

Em 1804, os cientistas resumiram a fotossíntese conforme segue:


dióxido de carbono + água + energia da luz → açúcar + oxigênio

6CO2 + 6H2O → C6H12O6 + 6O2

A água aparece em ambos os lados da equação porque ela é usada


como reagente (as 12 moléculas à esquerda) e liberada como produto
(as 6 novas moléculas à direita).
A fotossíntese envolve duas rotas

■ As reações dependentes da luz são impulsionadas pela energia da


luz. Esta rota converte energia da luz em energia química sob forma
de ATP e um carreador de elétrons reduzido (NADPH + H+).

■ As reações independentes da luz usam ATP, NADPH, H+ e CO2


(formados pelas reações dependentes da luz) para produzir açúcares.

Obs: Existem três formas diferentes de rota independente da luz que reduz o CO 2: ciclo de
Calvin, fotossíntese C4 e metabolismo ácido das crassuláceas. Entretanto, tanto as reações
dependentes quanto as independentes da luz cessam no escuro porque a síntese de ATP e a
redução de NADP+ requerem luminosidade.
Fotoautótrofos. Estes organismos usam a energia
solar para promover a síntese de moléculas orgânicas
a partir do dióxido de carbono

(a) As plantas são os produtores predominantes de


alimentos.
(b) Algas multicelulares
(c) Alguns eucariotos unicelulares não algáceos,
como Euglena.
(d) Os procariotos chamados cianobactérias.
(e) Outros procariotos fotossintetizantes, como
bactérias sulfurosas púrpuras, produtoras de
enxofre (glóbulos esféricos dentro das células).
Visão geral da fotossíntese
A luz se comporta como partícula e
onda

A luz é uma forma de radiação eletromagnética. Ela chega em pacotes


separados denominados fótons.

A quantidade de energia contida em um único fóton é inversamente


proporcional ao seu comprimento de onda: quanto mais curto o comprimento
de onda, maior a energia dos fótons.

Somente a absorção do fóton pode excitar a molécula. Desse modo, eleva-se de


um estado básico (com energia mais baixa) a um estado excitado (com energia
mais alta).
O centro de reação converte a
energia da luz absorvida em energia
química. É no centro de reação que
uma molécula de pigmento absorve
energia suficiente a ponto de
realmente ceder seu elétron excitado
(é oxidado quimicamente) e se
tornar carregada positivamente.

A clorofila tem dois papéis vitais na fotossíntese:


■ Absorve a energia da luz e a transforma em energia química na
forma de elétrons.
■ Transfere esses elétrons a outras moléculas.
A membrana do tilacoide apresenta dois fotossistemas. Eles são
chamados de fotossistema II (PS II) e fotossistema I (PS I).

■ O fotossistema I usa energia da luz para reduzir NADP+ a NADPH + H+.

■ O fotossistema II usa energia da luz para oxidar moléculas de água,


produzindo elétrons, prótons (H+) e O2.
Comparação da quimiosmose nas mitocôndrias e
nos cloroplastos.

Nos dois tipos de organelas, a cadeia de transporte de elétrons bombeia


prótons (H1) através de uma membrana, saindo de uma região de baixa
concentração.
O ciclo de Calvin utiliza a energia química do
ATP e do NADPH para reduzir CO em açúcar
2
O ciclo de Calvin usa as coenzimas formadas nos tilacoides durante as
reações dependentes de luz (ATP e NADPH) para reduzir CO2 a um
carboidrato no estroma. Três processos constituem o ciclo:

■ Fixação de CO2. Essa reação é catalisada pela


rubisco e seu produto é 3PG.

■ Redução de 3PG para formar gliceraldeído-3-


fosfato (G3P). Essa série de reações envolve
uma fosforilação por meio do ATP e uma
redução usando com o NADPH.

■ Regeneração do aceptor de CO2, RuBP. Cada


“volta” do ciclo, com um CO2 fixado, o aceptor
de CO 2 é regenerado.
1 – Carboxilação : Incorporação de um CO2 em uma molécula de ribulose-1,5 bifosfato
(aceptor de 5C) e a hidrólise desta em duas moléculas de 3-fosfoglicerato (3C).

2 - Redução Conversão do 3-fosfoglicerato em gliceraldeido-3P e diidroxicetona –P


agente redutor é o NADPH.
Outras vias de fixação do carbono - plantas C4 e CAM

O ciclo de Calvin não é a única forma de fixação de carbono nas plantas. Em algumas
espécies (plantas C4), o primeiro composto formado na fixação do carbono não tem três,
mas quatro carbonos, sendo essa via chamada de via C4
Plantas C3 C4 e CAM
Num dia quente, essas as C3 fecham seus estômatos para conservar
água. A fotossíntese continua e o nível de CO2 cai e o do O2 sobe.
Sob essas condições, a rubisco atua como oxigenase e ocorre
fotorrespiração. Devido 3PG ser o produto da fixação de CO2 nessas
plantas, denominam-se plantas C3.

Ex. Rosa, trigo e arroz

Quando O2 é adicionado à RuBP, um dos produtos consiste em um


composto de dois carbonos, fosfoglicolato:

RuBP+ O2 = fosfoglicolato + 3PG


Esse processo é chamado de fotorrespiração, pois, analogamente à
respiração celular, consome O2 e libera CO2, porém, num processo
dependente da luz. A diferença é que na fotorrespiração não há
produção de ATP ou NADH. Além disso, é importante ressaltar que
não há fixação de carbono nesse processo.
O milho, a cana-de-açúcar e outras gramíneas tropicais também
fecham seus estômatos em dias quentes, mas sua taxa de
fotossíntese não cai nem ocorre fotorrespiração. Elas mantêm alta
a razão de CO2 para O2 ao redor da rubisco, atuando como
carboxilase. Por formarem um composto de quatro carbonos,
oxaloacetato, como o primeiro produto da fixação do CO2,
denominam-se plantas C4.
As plantas C4 têm duas
enzimas separadas para
fixação do CO2, localizadas em
duas partes diferentes da
folha.
Outra forma de fixação de carbono é chamada de metabolismo ácido
das crassuláceas (CAM– sigla dada pela abreviação de crassulacean
acid metabolism). As plantas que apresentam esse tipo de estratégia
para fotossíntese são chamadas plantas CAM. A diferença é que nas
plantas C4 há uma separação espacial entre essas vias, ou seja, a via
C4.

Nas plantas CAM a separação é temporal, ou seja, a via C4 de


incorporação do carbono acontece no escuro (à noite), enquanto a via
C3 acontece durante o dia.

Durante a noite, os estômatos das plantas CAM estão abertos, o CO2


é incorporado através da ação da PEP-carboxilase, há formação de
oxaloacetato, que é imediatamente reduzido a malato.
A diferença é que, nas plantas C4, as etapas
iniciais de fixação de carbono estão separadas
estruturalmente (separação espacial) do ciclo
de Calvin, ao passo que nas plantas MAC, as
duas etapas ocorrem em momentos diferentes
(separação temporal) na mesma célula.

Obs: Tenha em mente que todas as plantas


MAC, C4 e C3 utilizam o ciclo de Calvin para
produzir açúcar a partir do dióxido de
carbono.)

As rotas C4 e MAC são soluções evolutivas para


manter a fotossíntese com os estômatos parcial ou
completamente fechados em dias secos e quentes.

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