Você está na página 1de 78

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE

MEDICAMENTOS

Profª.Poliana Soares de Oliveira


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE
MEDICAMENTOS: NÃO
PARENTERAIS
• VIA ORAL
• VIA SUBLINGUAL
• VIA RETAL
• VIA INALATÓRIA
• VIA NASAL
• VIA OCULAR
• VIA VAGINAL
• VIA AURICULAR
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
• CÁPSULA: É constituído de gelatina com medicamento
internamente de forma sólida, semi-sólida ou líquida, sendo
usado para facilitar a deglutição e a liberação do medicamento
na cavidade gástrica.

• COMPRIMIDO: É o pó comprimido com um formato próprio,


sendo redondo ou ovalado, podem trazer uma marca, como
sulcos que facilitam sua divisão em partes.

• DRÁGEA: O comprimido é revestido por uma solução de


queratina composta por açúcar e corante, proporcionando
melhora na sua liberação entérica, sendo usado para facilitar a
deglutição e evitar sabor e odor característico do
medicamento.
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
• ELIXIR: É uma solução que, além do soluto,
contém 20% de açúcar e 20% de álcool.

• EMULSÃO: É composta por dois tipos de


líquidos imiscíveis, que não se misturam,
sendo caracterizados pelo óleo e água.

• GEL: É uma forma semi-sólida, colóide, que


proporciona pouca penetração na pele.
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
• LOÇÃO: São líquidos ou semi-líquidos que podem
ter princípios ativos ou não, geralmente são
usadas para uso externo.

• CREME: Tem uma forma semi-sólida, possui


consistência macia e mais aquosa, com boa
penetração na pele.

• POMADA: Possui forma semi-sólida, possui


consistência macia e oleosa proporcionando
pouca penetração na pele.
VIA ORAL
• É uma via segura e não requer técnica estéril
na sua preparação.

• Absorção: estômago e intestino.

• Apresentação: comprimidos, drágeas,


cápsulas ou líquidos.
VIA ORAL: vantagens
• Auto administração
• Econômica e fácil;
• Possibilidade de remover o medicamento;
• Confortável e indolor;
• Também promove efeito sistêmico.
VIA ORAL: desvantagens
• Outros medicamentos e a alimentação,
afetam sua absorção;
• Podem provocar irritação da mucosa gástrica,
pois podem prejudicar o revestimento do
estômago e do intestino delgado e até causar
úlceras.
VIA ORAL: contraindicações
• Pacientes incapazes de deglutir;
• Pacientes inconscientes;
• Se vômitos;
• Jejum para cirurgia ou exame.
VIA SUBLINGUAL
• Seguem o mesmo procedimento empregado
para aqueles de VO, exceto que a medicação
deve ser colocada SOB a língua.
• Solicita-se que o cliente abra a boca e repouse
a língua no palato e em seguida coloca-se o
medicamento SOB a língua e orienta-se o
paciente a permanecer com o medicamento
SOB a língua até sua absorção total.
VIA SUBLINGUAL: orientações
• O cliente não deve conversar e nem ingerir
líquido ou alimentos até a absorção total do
medicamento.
VIA SUBLINGUAL: vantagens
• Dissolvem-se rapidamente;
• Rápida absorção da droga em curto
espaço de tempo;
• Deixam pouco resíduo na boca.
VIA GÁSTRICA OU ENTERAL
• CONCEITO: É a introdução direta de
medicação no trato gastrointestinal através de
uma sonda.

• TIPOS: Sonda orogástrica; nasogástrica;


nasoentérica; gastrostomia e jejunostomia.
VIA GÁSTRICA OU ENTERAL
• Seguem o mesmo procedimento empregado
para aqueles de VO, diluindo o comprimido ou
as gotas e líquidos que devem ser aspirados e
administrados em seringa de 10 e 20 ml.
• Após administração do medicamento, a sonda
deve ser lavada com água filtrada em seringa
de 10 e 20 ml em bolus, evitando sua
obstrução.
VIA GÁSTRICA: desvantagens
• Nesta via não podem ser administradas
medicações oleosas, de cobertura entérica ou
comprimidos de liberação gradual.

• Os comprimidos de revestimento entérico e


os de liberação gradual tem seus efeitos
destruídos.
VIA NASAL/INALATÓRIA
• CONCEITO: É a utilização de um medicamento
por via nasal seja ele líquido ou aerossol.

• MEIOS UTILIZADOS PARA INSTILAÇÃO


NASAL:
 Medicamentos em gotas nasais;
 Medicamentos com uso de borrifador nasal;
 Medicamento com uso de aerossol.
VIA NASAL: procedimento

• Para a instilação de medicamento


nas narinas o paciente deve manter
a cabeça inclinada para trás; nesta
posição, o profissional aproxima o
conta-gotas e pinga o número
prescrito de gotas do medicamento.
VIA OCULAR
• CONCEITO: consiste na administração de
medicamentos-colírios e pomadas na bolsa
conjuntival ocular.
VIA OCULAR: procedimento
• Limpar os olhos para remover secreções e
crostas.
• Com o paciente confortavelmente posicionado
em decúbito dorsal ou sentado, com o rosto
voltado para cima, o profissional deve expor a
conjuntiva da pálpebra inferior e solicitar- lhe
que dirija o olhar para cima, após o que instila a
solução com o conta-gotas.
• Orientar o paciente para que feche as pálpebras
e mova os olhos, o que espalha uniformemente o
medicamento.
• As mesmas orientações devem ser seguidas para
a aplicação de pomada a ser distribuída ao longo
da pálpebra superior e inferior.
VIA AURICULAR
• CONCEITO: É a administração de
medicamentos em gotas ou em pomadas na
região auricular.
VIA AURICULAR
• A posição mais adequada é o decúbito lateral
visto que há melhor expor o canal auditivo.
• O profissional deve puxar delicadamente o
pavilhão do ouvido externo para cima e para
trás, no caso de adultos, e para baixo e para
trás, em crianças, e instilar o medicamento.
VIA RETAL
• CONCEITO: É uma via de administração onde
o fármaco é aplicado na região retal.
• Muitos medicamentos que são administrados
por via oral podem também ser administrados
por via retal, em forma de supositório.
VIA RETAL: indicações
• Náuseas e vômitos;
• Impossibilidade de engolir;
• Algumas restrições à ingestão, como
ocorre em seguida a uma cirurgia;
• Enemas e clister.
VIA VAGINAL
• CONCEITO: Administração de medicamentos pela
vagina.
• Os medicamentos intravaginais têm a forma de
creme e óvulos, que são introduzidos com o auxílio
de um aplicador de uso individual.
• O horário de aplicação mais recomendado é à noite,
ao deitar, após a realização de higiene íntima.
VIA VAGINAL: procedimento
• Com a mão enluvada, o profissional deve encher o
aplicador com o creme (ou inserir o óvulo) e,
mantendo a paciente em decúbito dorsal, introduzi-
lo aproximadamente 7,5 cm e pressionar o êmbolo
para aplicar o medicamento.
• A paciente deve ser orientada para permanecer
deitada logo após a aplicação, visando evitar o
refluxo do medicamento. As mulheres com condições
de auto-aplicar-se devem ser instruídas quanto ao
procedimento.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE
MEDICAMENTOS: PARENTERAIS
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
• Fornece uma via mais rápida quando a VO é
contraindicada, favorecendo, assim a
absorção mais rápida.
Vias de administração parenterais

• Intradérmica (ID)
• Subcutânea (SC)
• Intramuscular (IM)
• Intravenosa/endovenosa (IV ou
EV)
Seringas
• É um recipiente utilizado para o preparo e
administração do medicamento.

• Composição: êmbolo + corpo + bico.


Importante

• A escolha da seringa deve ser realizada


levando-se em consideração a via de
administração e o volume a ser administrado.

• 1 UI = 0,01 ml
• 100 UI = 1ml
Indicações:

1 ml (ID ou SC)
3 ml (ID, SC, IM)
5 ml (IM)
10 ml (IV)
20 ml (IV)
Agulhas

• A escolha da agulha:
• via de administração
• local a ser administrado
• volume e a viscosidade do medicamento
• próprio cliente (musculatura, peso e da pele
local).
Composição das agulhas
CANHÃO + HASTE + BISEL
Tipos de agulhas
• 40x12 e 40x10: aspiração e preparo de
medicações.

• 30x7 e 25x7: aplicação IM e EV no cliente adulto.

• 30x8 e 25x8: aplicação IM no cliente adulto.

• 13x4,5 ou 13x4: aplicação ID e SC


O número 30 corresponde ao comprimento da
injeção em mm e o 8 corresponde ao calibre da
agulha em decímetro de mm.
INTRADÉRMICA
• Fins diagnósticos (Ex: PT, teste de alergias) e BCG;
• Pouca absorção sistêmica (efeito local);
• Volume máximo: 0,1-0,5 ml;
• Ângulo utilizado: 10-15°;
• Introduzir 3mm da agulha com bisel para cima;
• Não se realiza aspiração;
• Aplicar medicamento de forma lenta e suave,
observando a formação da pápula
SUBCUTÂNEA
• Administração de medicamentos: insulina, heparina e
vacinas;
• Absorção lenta;
• Volume máximo: 2 ml;
• Rodízio nos locais de aplicação;
• Ângulo de 90° (13x4 ou 13x4,5) ou 45° (25x7 ou 25x8);
• Bisel para baixo;
• Realiza-se aspiração, exceto para heparina e insulina;
• Massagem local (exceto heparina e insulina).
INTRAMUSCULAR
• Administração do medicamento diretamente no
músculo em graus de profundidade variável.
• A escolha do músculo utilizado vai depender do
volume a ser aplicado:
• 1ª escolha: vasto lateral da coxa – máximo de 5ml;
• 2ª escolha: glúteo (ventroglútea e dorso glútea) –
máximo 5ml;
• 3ª escolha: deltóide (exceto em vacinas) – máximo
3ml.
NÃO ESQUEÇA QUE..

“[...] o volume dependerá da


massa muscular do cliente,
quanto menor a dose aplicada,
menor o risco de possíveis
complicações”.
OBSERVAÇÕES - IM
• Introduzir agulha com ângulo de 90°;
• Bisel seguindo as fibras musculares;
• Realize a aplicação do medicamento após
aspiração local;
• Realize massagem leve, isso pode propiciar
melhor distribuição e absorção do
medicamento.
Vasto lateral da coxa
• Local seguro por ser livre de vasos sanguíneos e
nervos importantes;
• Extensa área de aplicação;
• Proporciona melhor controle de pessoas agitadas ou
crianças chorosas.
Dorso glúteo
• Indicada para administração de grandes volumes
(máximo de 5ml);
• Não é indicado para crianças menores de 2 anos;
• ATENTAR para localização do nervo ciático.
Ventro glútea ou glútea ventral
• É mais indicada por estar livre de estruturas
anatômicas importantes (não apresenta vasos
sanguíneos ou nervos significativos);
• Indicada para qualquer faixa etária;
• Ainda é muito pouco utilizada.
Deltóide
• Massa muscular relativamente pequena, não sendo
capaz de receber grandes volumes (máximo de 3ml);
• Não deve ser usado em injeções consecutivas e com
substâncias irritantes, pois podem causar abscesso e
necrose.
• Contraindicado para menores de 10 anos e adultos
com pequeno desenvolvimento muscular.
Aplicação Método Trajeto Z
• Técnica IM utilizada na aplicação de drogas irritativas
para proteção da pele e de tecidos subcutâneos;
• Deve ser utilizada em grandes e profundos músculos,
como Glúteo Dorsal e Ventral.
Complicações: via IM
VIA ENDOVENOSA

Conceito: É a administração de
medicamento diretamente na
corrente sanguínea através de uma
veia.
VIA ENDOVENOSA
Vantagens:
o Resposta imediata;
o Pode receber grandes doses de medicações
em fluxo contínuo.
VIA ENDOVENOSA
Desvantagens:
o Necessita de material esterilizado;
o Necessita de pessoal treinado;
o Passível de complicações.
INDICAÇÕES
Hidratação
Transfusão
Nutrição parenteral
Quimioterapia
Hemodiálise
Meios diagnósticos em geral (coleta de
sangue para exames)
TIPOS DE INFUSÕES ENDOVENOSAS
Bolus: realizada em tempo menor ou igual a 1
minuto. Geralmente através de seringa.
Infusão rápida: é a administração intravenosa
realizada entre 1 e 30 minutos.
Infusão lenta: é a administração intravenosa
realizada entre 30 e 60 minutos.
TIPOS DE INFUSÕES ENDOVENOSAS
Infusão contínua: é a administração realizada
em tempo superior a 60minutos,
ininterruptamente.
Administração Intermitente: não contínua, por
exemplo de 6 em 6 horas. Para este tipo de
terapia é importante a preocupação com a
manutenção da permeabilidade do cateter que
permanecerá com dispositivo tipo tampinha nos
intervalos da medicação.
VIAS DE ACESSO VENOSO

- Periférica
- Central
- Central via periférica
LOCAIS MAIS UTILIZADOS PARA
PUNÇÃO VENOSA
Região do dorso da mão:
• Veia basílica;
• Veia cefálica;
• Veia metacarpianas dorsais.
LOCAIS MAIS UTILIZADOS PARA
PUNÇÃO VENOSA
Região dos membros superiores:
• Veia cefálica acessória;
• Veia cefálica;
• Veia basílica;
• Veia intermediária do cotovelo;
• Veia intermediária do antebraço.
SELEÇÃO DA VEIA

Jugular interna e externa

Veia cefálica

Basílica

Veia cubital média

Veias metacarpiais e digitais


TIPOS DE CATETER PARA PUNÇÃO
VENOSA PERIFÉRICA
SCALP (BUTTERFLY)  CATETER AGULHADO
TIPOS DE CATETER PARA PUNÇÃO
VENOSA PERIFÉRICA
JELCO  CATETER SOBRE AGULHA
DISPOSITIVOS
COMPLICAÇÕES

EXTRAVASAMENT
O
FLEBITE
COMPLICAÇÕES

HEMATOMA

CHOQUE
ANAFILÁTIC
O
TECNOLOGIAS

Você também pode gostar