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LEUCOSE ENZOÓTICA

BOVINA (LEB)

DISCENTES: ALANA BÉRTOLI


ÍCARO FABRI

DISCIPLINA: MOLÉSTIAS INFECCIOSAS


DOCENTE: Dr. GUSTAVO RODRIGUES QUEIROZ
LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA

 INFECTO-CONTAGIOSA;
 CARÁTER CRÔNICO;
 RETROVÍRUS;
 PI: 2 A 5 ANOS;
 LEVA AO DESENVOLVIMENTO DE TUMORES EM
UMA PEQUENA PORCENTAGEM DOS ANIMAIS
INFECTADOS.
ETIOLOGIA

 É CAUSADA POR UM VÍRUS;


 GÊNERO DELTARETROVÍRUS;
 FAMÍLIA RETROVIRIDAE;
 INFECTA PREFERENCIALMENTE LINFÓCITOS B, MAS
TAMBÉM É CAPAZ DE INFECTAR CÉLULAS T,
MONÓCITOS E GRANULÓCITOS.
EPIDEMIOLOGIA
 A TRASMISSÃO É RESULTANTE, PRINCIPALMENTE, DA TRANSFERÊNCIA DE MATERIAL
CONTAMINADO COM SANGUE DE ANIMAIS INFECTADOS AOS ANIMAIS LIVRES DA DOENÇA
 A TRANSMISSÃO VIA COLOSTRO É DIFÍCIL DE OCORRER, POIS O VÍRUS É
POSSIVELMENTE NEUTRALIZADO PELOS ANTICORPOS COLOSTRAIS E
TAMBÉM DEVIDO À IMPERMEABILIDADE DA MUCOSA INTESTINAL AOS
LINFÓCITOS, APÓS 24 A 36 HORAS DO NASCIMENTO.

 O SÊMEN, QUE APRESENTA GRANDE NÚMERO DE LEUCÓCITOS É UM


MATERIAL COM POTENCIAL NA TRANSMISSÃO DA LEB, PRINCIPALMENTE NA
MONTA NATURAL, POIS QUANDO O SÊMEN UTILIZADO NA INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL É PROCEDENTE DE UMA EMPRESA QUE UTILIZA UM CONTROLE DE
QUALIDADE RÍGIDO, NORMALMENTE NÃO APRESENTA LEUCÓCITOS.
 A TRANSMISSÃO TRANSPLACENTÁRIA OCORRE EM APROXIMADAMENTE 3 A
6% DAS GESTAÇÕES DE VACAS SOROPOSITIVAS
TABELA 1. FREQÜÊNCIA DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM DIVERSOS ESTADOS
BRASILEIROS (FONTE: BEEFPOINT).

 AGLOMERAÇÃO DE ANIMAIS

 COMPRA DE ANIMAIS

 BOVINOCULTURA DE LEITE

 MANEJO
EM UM TRABALHO REALIZADO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, RECENTEMENTE, OBSERVOU-SE
UMA MAIOR PORCENTAGEM DE ANIMAIS SOROPOSITIVOS EM PROPRIEDADES PRODUTORAS DE
LEITE E UMA PEQUENA PROPORÇÃO DE BOVINOS DE CORTE INFECTADOS; E UMA ELEVAÇÃO DA
SOROPOSITIVIDADE COM O AUMENTO DA IDADE DOS ANIMAIS (FIGURA 1) (CAMARGOS ET AL.,
TRABALHO SUBMETIDO, 2001).

FIGURA 1. FREQÜÊNCIA DE BOVINOS SOROPOSITIVOS PARA O VÍRUS DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM REBANHOS DE LEITE C, LEITE A/B E
CORTE DO ESTADO DE MINAS GERAIS, DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA
LESÕES E SINAIS CLÍNICOS

 APARECIMENTO DE LINFOCITOSE PERSISTENTE EM APROXIMADAMENTE 30%


DOS ANIMAIS INFECTADOS, QUE CLINICAMENTE NÃO APRESENTAM NENHUM
SINAL OU APRESENTA-SE NA FORMA TUMORAL, INDO DE 0,5 A 5,0% DOS
BOVINOS COM MAIS DE QUATRO ANOS DE IDADE.

 OS TUMORES OCORREM COM MAIOR FREQÜÊNCIA NO ÚTERO, LINFONODOS


MESENTÉRICOS, RETROBULBARES, PRÉ-ESCAPULAR E SUB-ILÍACO, CORAÇÃO,
ABOMASO E NO CANAL MEDULAR.
 AS MASSAS TUMORAIS APRESENTAM ASPECTO FIRME E COLORAÇÃO BRANCA
AMARELADA.

 A SINTOMATOLOGIA APRESENTADA DEPENDE DO LOCAL DE APARECIMENTO DOS


LINFOSSARCOMAS.

 SE NO CORAÇÃO, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, ESTASE VENOSA E PULSO VENOSO


POSITIVO; CASO SEJA NO ABOMASO, INDIGESTÃO, TIMPANISMO, DIARREIA E
CONSTIPAÇÃO; NOS TECIDOS PERIMEDULARES, PARALISIA DOS MEMBROS
POSTERIORES; NOS TECIDOS RETROBULBARES, EXOFTALMIA UNI OU BILATERAL.
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO
EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO
ANOREXIA
EXOFTALMIA
PARALISIA PROGRESSIVA DOS MEMBROS POSTERIORES
FORMAÇÕES TUMORAIS NOS LINFONODOS SUPERFICIAIS.

 (A) CORAÇÃO COM INFILTRAÇÃO TUMORAL BRANCA-AMARELADA


EM ÁTRIO E VENTRÍCULO.
(B) RIM COM MÚLTIPLAS NODULAÇÕES BRANCACENTAS NA
SUPERFÍCIE CAPSULAR.
(C) PAREDE ABOMASAL ACENTUADAMENTE ESPESSA E COM
MÚLTIPLAS ÚLCERAS NA MUCOSA. AO CORTE ESSAS ÁREAS ERAM
FORMADAS POR TECIDO TUMORAL BRANCACENTO E HOMOGÊNEO
(DETALHE).
(D) LINFOMA EM ESPAÇO EPIDURAL CAUSANDO COMPRESSÃO NA
MEDULA ESPINHAL. 
DIAGNÓSTICO
LABORATORIAL
HISTOPATOLÓGICO

 OBSERVA-SE INFILTRAÇÕES NODULARES OU DIFUSAS DE CÉLULAS LINFÓIDES NOS ÓRGÃOS


ATINGIDOS.
COM BASE NA MORFOLOGIA CELULAR O LINFOSSARCOMA É CLASSIFICADO COMO UM TUMOR DE
CÉLULAS REDONDAS
 AS CÉLULAS NEOPLÁSICAS MALIGNAS EXIBEM UMA OU MAIS DAS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS:
 AUMENTO DA RELAÇÃO NÚCLEO/CITOPLASMA;
 CROMATINA FROUXA;
 PRESENÇA DE MACRONÚCLEO (USUALMENTE MÚLTIPLOS);
 HOMOGENEIDADE MORFOLÓGICA;
 PLEOMORFISMO (PRESENÇA DE CÉLULAS EM UM MESMO ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO,
APRESENTANDO DIFERENTES FORMAS);
 VACUOLIZAÇÃO INTRANUCLEAR;
 ANISOCITOSE (PRESENÇA DE CÉLULAS EM DIFERENTES TAMANHOS);
 ANISOCARIOSE (PRESENÇA DE CÉLULAS COM NÚCLEOS DE DIFERENTES TAMANHOS).
 DEVE-SE COLETAR OS ÓRGÃOS QUE APRESENTAREM TUMORAÇÕES E ENVIAR O MATERIAL EM
FORMALINA A 10%.
DIAGNÓSTICO

EXAME DE SANGUE: OBSERVA-SE LINFOCITOSE PERSISTENTE EM APROXIMADAMENTE


30% DOS BOVINOS INFECTADOS
 A LINFOCITOSE PERSISTENTE É DEFINIDA COMO UM AUMENTO NO NÚMERO DE LINFÓCITOS, DE TRÊS OU
MAIS DESVIOS PADRÕES DA MÉDIA DE DETERMINADA RAÇA E EM DETERMINADA FAIXA ETÁRIA, QUE
PERDURE POR MAIS DE TRÊS .

SOROLÓGICO:
 DEVE-SE ENVIAR O SORO DE ANIMAIS COM MAIS DE SETE MESES DE IDADE, PARA EVITAR A
DETECÇÃO DE ANTICORPOS COLOSTRAIS.
 VACAS NO PERÍODO DE PRÉ OU PÓS-PARTO, 30 DIAS ANTES OU DEPOIS DO PARTO, QUE
APRESENTAREM RESULTADO NEGATIVO NOS TESTES SOROLÓGICOS DEVEM SER RETESTADAS, POIS
OCORRE DECLÍNIO NOS TÍTULOS DE ANTICORPOS.
 OS TESTES ROTINEIRAMENTE USADOS SÃO A IMUNODIFUSÃO EM GEL DE AGAR (IDGA) E OS
ENSAIOS IMUNOENZIMÁTICOS (ELISAS).
TABELA 2. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DE EXAMES SOROLÓGICOS PARA
A LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

 LEUCOSE ESPORÁDICA BOVINA, QUE APRESENTA-SE SOB TRÊS FORMAS. A JUVENIL QUE AFETA
BEZERROS COM MENOS DE SEIS MESES DE IDADE, ENVOLVENDO OS LINFONODOS, FÍGADO, BAÇO E
MEDULA ÓSSEA. A FORMA TÍMICA ATINGE ANIMAIS COM SEIS A 30 MESES DE IDADE, OCORRE
FORMAÇÕES TUMORAIS MASSIVAS NO TIMO E LINFONODOS DO PESCOÇO E TÓRAX.

 DEVE-SE FAZER DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL TAMBÉM COM TUBERCULOSE, PARATUBERCULOSE (NOS


CASOS DE AUMENTO NOS LINFONODOS E NA FORMA DIGESTIVA), RAIVA (QUANDO OCORRE
ACOMETIMENTO DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO) E COM PERICARDITE E ENDOCARDITE, QUANDO O
CORAÇÃO É ACOMETIDO.
PREVENÇÃO E
CONTROLE

O CONTROLE DA DOENÇA É DIFÍCIL DEVIDO À SUA GRANDE DISSEMINAÇÃO, PRINCIPALMENTE, NOS


REBANHOS LEITEIROS, POR EVOLUIR LENTAMENTE APRESENTANDO GRANDE NÚMERO DE ANIMAIS
ASSINTOMÁTICOS.

 EVITAR INTRODUÇÃO DE ANIMAIS INFECTADOS NA PROPRIEDADE;

 DESINFETAR INTRUMENTAIS QUANDO EM ANIMAIS DIFERENTES

 UTILIZAR UMA LUVA POR PALPAÇÃO RETAL

 CONTROLE DE MOSQUITOS HEMATÓFAGOS

 PERMITIR QUE O BEZERRO MAME COLOSTRO DE VACA SOROPOSITIVA.

 CONTROLE POR ERRADIÇÃO


TRATAMENTO E
VACINAÇÃO

ATÉ O MOMENTO NÃO EXISTEM TRATAMENTOS OU VACINAS EFICIENTES


DISPONÍVEIS.
ARTRITE ENCEFALITE
CAPRINA (CAE)
ETIOLOGIA

 O VÍRUS DA ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (CAEV) É UM RETROVÍRUS


PERTENCENTE À SUBFAMÍLIA ORTHORETROVIRINAE E AO GÊNERO
LENTIVIRUS;

 SÃO VÍRUS DE FORMATO ESFÉRICO, COM CERCA DE 80 – 100 NM DE


DIÂMETRO, POSSUINDO A CAMADA MAIS EXTERNA, O ENVELOPE, DERIVADO
DA CÉLULA DO HOSPEDEIRO E EM SUA SUPERFÍCIE PROJEÇÕES DE
GLICOPROTEÍNAS;

 POR SEREM ENVELOPADOS, ESSES VÍRUS, SÃO RELATIVAMENTE DE FÁCIL


INATIVAÇÃO POR SOLVENTES OU DETERGENTES LIPÍDICOS, AQUECIMENTO.
EPIDEMIOLOGIA
 DISTRIBUIÇÃO COSMOPOLITA
 PREVALÊNCIAS DA ARTRITE ENCEFALITE CARPINA EM ALGUNS ESTADOS
BRASILEIROS.
TRANSMISSÃO

A QUANTIDADE DE VÍRUS DA CAE PRESENTE NA CORRENTE SANGUÍNEA E


SECREÇÕES PODE SER BAIXA, ISSO É DEVIDO AO ESTADO DE LATÊNCIA OU
BAIXA REPLICAÇÃO VIRAL APÓS INFECÇÃO DA CÉLULA.
 AS POSSÍVEIS VIAS DE TRANSMISSÃO DA CAE AINDA NÃO ESTÃO
COMPLETAMENTE ELUCIDADAS, POREM É SABIDO QUE A TRANSMISSÃO DA
CAE PODE OCORRER VIA VERTICAL OU HORIZONTAL
TRANSMISSÃO
• TRANSMISSÃO VERTICAL É QUANDO OCORRE DE UMA GERAÇÃO
PARA OUTRA, PELA INFECÇÃO DO EMBRIÃO OU DO FETO
INTRAUTERINO, SENDO CONSIDERADA POR ALGUNS AUTORES A
TRANSMISSÃO ATRAVÉS DA INGESTÃO DE LEITE/ COLOSTRO.
• A TRANSMISSÃO HORIZONTAL É AQUELA QUE OCORRE DE UM
ANIMAL PARA OUTRO POR CONTATO DIRETO OU INDIRETO
(VETORES). PARA OCORRER À TRANSMISSÃO HORIZONTAL É
PRECISO UM LONGO PERÍODO DE CONTATO COM SECREÇÕES DE
ANIMAIS DOENTES.
PATOGENIA
SINAIS CLÍNICOS
A MAIORIA DOS ANIMAIS INFECTADOS PERMANECEM ASSINTOMÁTICOS. ENTRETANTO, QUATRO
SÍNDROMES CLÍNICAS ESTÃO ASSOCIADAS À ESTA DOENÇA: ARTRITE; LEUCOENCEFALOMIELITE E
PNEUMONIA INTERSTICIAL.

ARTRITE: SE ESTABELECE DE FORMA SÚBITA, UNI OU BILATERAL, ACOMETENDO AS ARTICULAÇÕES DO


CARPO E DO TARSO. A ARTRITE PODE SER ACOMPANHADA POR UM AUMENTO DE VOLUME E ENDURECIMENTO
DO ÚBERE, BEM COMO UMA PNEUMONIA INTERSTICIAL.

PNEUMONIA INTERSTICIAL: AUMENTO DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA, INTOLERÂNCIA AO EXERCÍCIO,


DISPNEIA E TOSSE SECA.

LEUCOENCEFALOMIELITE: PARESIA QUE EVOLUI PARA TETRAPARESIA, ATAXIA SECUNDARIA DOS


POSTERIORES, ANDAR EM CIRCULO, CEGUEIRA, NISTAGMO, TREMORES E INCLINAÇÃO DA CABEÇA.
DIAGNÓSTICO

 DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE ANIMAL (OIE, 2012 A), A CAE
É UMA ENFERMIDADE DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA AO SERVIÇO OFICIAL DA REGIÃO,
NO CASO O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA) E A
SECRETARIA DE AGRICULTURA DO MUNICÍPIO

 O TESTE ACEITO COMO PADRÃO PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE ANIMAL


(OIE) SÃO O IDGA E ELISA (OIE, 2011C), DEVENDO SER REALIZADOS POR
LABORATÓRIOS CREDENCIADOS AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E
ABASTECIMENTO (MAPA) (BRASIL, 2004).
 NOS ACHADOS DE RADIOGRAFIA SÃO ENCONTRADAS TUMEFAÇÕES NOS TECIDOS
MOLES (ESTÁGIOS INICIAIS) E CALCIFICAÇÃO DOS TECIDOS PERIARTICULARES E
PRODUÇÃO DE OSTEÓFITOS - PROLONGAMENTOS ÓSSEOS - (ESTÁGIOS FINAIS). O
LÍQUIDO SINOVIAL (QUE LUBRIFICA AS ARTICULAÇÕES) ENCONTRA-SE DE COLORAÇÃO
CASTANHA, COM REDUÇÃO DO TEOR DE PROTEÍNA E AUMENTO NA QUANTIDADE DE
CÉLULAS (90% DE LINFÓCITOS).

 NÃO HÁ ALTERAÇÃO NO HEMOGRAMA E NOS TESTES BIOQUÍMICOS DO SORO


SANGUÍNEO, PODENDO HAVER DISCRETA ANEMIA EM ALGUNS ANIMAIS. NÃO HÁ
TRATAMENTO ESPECÍFICO E OS SINTOMAS DOS ANIMAIS ACOMETIDOS TENDEM A SE
AGRAVAR COM O DECORRER DO TEMPO.
NECROPSIA / HISTOLOGIA

NA NECROPSIA DO CAPRINO OBSERVA-SE ÁREAS MULTIFOCAIS DE CONSOLIDAÇÃO NOS


LOBOS DIAFRAGMÁTICOS DOS PULMÕES. NO SNC, HAVIA CONGESTÃO DISCRETA NAS
LEPTOMENINGES.
NOS PULMÕES: FOCOS DE INFILTRADO LINFOPLASMOCÍTICO NA PAREDE DOS ALVÉOLOS E
MACRÓFAGOS NA LUZ DOS ALVÉOLOS. FOCOS DE INFILTRADO NEUTROFÍLICO NO
INTERSTÍCIO, LUZ DE BRONQUÍOLOS E ALVÉOLOS, COM COLÔNIAS BACTERIANAS
INTRALESIONAIS.
 AS LESÕES MICROSCÓPICAS OBSERVADAS NO SNC, COMO LEUCOMENINGOENCEFALITE
NÃO SUPURATIVA, NECROSE DA SUBSTÂNCIA BRANCA, DESMIELINIZAÇÃO DE FIBRAS
NERVOSAS E INFILTRADO INFLAMATÓRIO DE LINFÓCITOS, PLASMÓCITOS E MACRÓFAGOS
NO PULMÃO, PROVAVELMENTE, EXPLICAM O QUADRO DE INCOORDENAÇÃO E PARESIA DE
MEMBROS PÉLVICOS.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

 ARTRITE POR MICOPLASMOSE


ARTRITE POR CLAMIDIOSE
MAEDI VISNA
CONTROLE E PREVENÇÃO

 O DESCARTE É RECOMENDADO VISTO QUE O ANIMAL É UMA FONTE DE INFECÇÃO. ALGUMAS


MEDIDAS PROFILÁTICAS PODEM SER TOMADAS PARA O CONTROLE DA ENFERMIDADE:

ANIMAIS RECÉM-NASCIDOS:

• DEVEM SER SEPARADOS DA MÃE LOGO AO NASCIMENTO PARA EVITAR A INGESTÃO DO COLOSTRO
E LAMBEDURA;

• DEVEM SER SEPARADOS DOS ANIMAIS MAIS VELHOS E RECEBER COLOSTRO À TEMPERATURA DE
57ºC DURANTE UMA HORA (A ESTA TEMPERATURA O VÍRUS É INATIVADO E AS IMUNOGLOBULINAS
PERMANECEM ÍNTEGRAS);

• DEVEM PERMANECER ISOLADOS E CRIADOS COM LEITE DE CABRA OU VACA PASTEURIZADO (74ºC
DURANTE 15 SEG.) OU COM SUBSTITUTO DO LEITE.
EM PROPRIEDADES ONDE OS MACHOS SERÃO DESCARTADOS OU ABATIDOS APÓS O
NASCIMENTO, PODE-SE INSTITUIR O SEGUINTE MANEJO:

• UTILIZAR COLOSTRO E LEITE DE VACA PARA AS FÊMEAS ATÉ A DESMAMA, SENDO QUE OS
MACHOS SERÃO ALIMENTADOS COM COLOSTRO E LEITE DAS CABRAS (POIS SERÃO
DESCARTADOS);

• EXAME SEMESTRAL DE TODO O REBANHO DEVE SER EFETUADO NA PROPRIEDADE, SENDO


RECOMENDADO O DESCARTE DOS SOROPOSITIVOS;

• DEVE-SE FAZER QUARENTENA DE ANIMAIS ADQUIRIDOS;

• EM REPRODUTORES, FAZER EXAME SEMIOLÓGICO DURANTE OS PRIMEIROS 60 DIAS DE


PERMANÊNCIA NA NOVA PROPRIEDADE;

• A DESINFECÇÃO NOS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS É NECESSÁRIA, UTILIZANDO COMPOSTOS


FENÓLICOS OU DE AMÔNIO QUARTENÁRIO.