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Direito Civil I – Pessoas

e Bens
Luciana Leal de Carvalho Pinto
UNIDADE 2
Das Incapacidades
Seção 2.2
Incapacidades e
personalidade
natural
Formas de suprir a incapacidade
Absolutamente incapaz
 Absolutamente incapaz: legislador
entende que o menor de 16 anos não tem
discernimento necessário para praticar por
si só os atos da vida civil, não tendo
capacidade de fato. Assim, a lei indica
pessoas que agem para suprir essa
incapacidade: os representantes legais.
Formas de suprir a incapacidade
Absolutamente incapaz
Aqueles que são representados – os absolutamente
incapazes, denominados menores impúberes – têm sua
vida gerida pelo representante, que pode manifestar sua
vontade em juízo, celebrar negócios em seu nome etc.,
desde que atendidos os pressupostos legais para fazê-lo e
respeitados os interesses do representado. Na
representação, é a figura do incapaz que se vislumbra
através do representante.
Formas de suprir a incapacidade
Relativamente incapaz
 MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS – serão
assistidos. Os assistentes atuam junto dos menores
púberes, de modo que uma presença não substitui a outra.
A figura do assistente está ali para assegurar-se da
regularidade dos atos praticados ou negócios celebrados
pelo assistido, bem como do respeito aos direitos deste. O
menor assistido assina procuração, na qual consta também
a assinatura do assistente.
Formas de suprir a incapacidade
Relativamente incapaz
 MAIORES DE 16 ANOS E MENORES DE 18 ANOS – a regra é
a assistência desempenhada pelos pais (art. 1690 do
CC/2002) ou tutores.
Excepcionalmente, o próprio Código Civil permitirá que alguns
atos sejam concretizados sem a presença destes, como ser
mandatário (Art. 666), fazer testamento (Art. 1.860,
parágrafo único) e o artigo 180.
Formas de suprir a incapacidade
Relativamente incapaz
 PRÓDIGO - aquele que não tem controle sobre seu
patrimônio, gastando muito mais do que ganha.
Na forma do artigo 1.782 do Código Civil, só precisará
de assistência para a prática daqueles atos que tenham
imediato reflexo patrimonial, tal como a compra ou venda
de um bem. Para os demais atos da vida civil, o pródigo não
necessitará de assistência, como é o caso do
reconhecimento de paternidade.
Formas de suprir a incapacidade
Relativamente incapaz
 ÉBRIOS HABITUAIS E OS VICIADOS EM TÓXICO E AQUELES QUE, POR
CAUSA TRANSITÓRIA OU PERMANENTE, NÃO PUDEREM EXPRIMIR
SUA VONTADE: a capacidade é a regra, presumida até que se prove o
contrário, a incapacidade relativa deve ser decretada pelo juiz.

Nessa hipótese, o Juiz nomeará um curador para o relativamente incapaz,


delimitando os limites da curatela. Para este caso, embora o Estatuto
da Pessoa com Deficiência tenha previsto uma simples demanda em
que é nomeado um curador, o Novo CPC está estruturado na ação de
interdição (artigos 747 a 758, do CPC), de modo que se mantém a
possibilidade jurídica da Interdição do relativamente incapaz.
Formas de suprir a incapacidade
Relativamente incapaz
 Curador  tem a função de proteger a pessoa incapaz.
 Curatela é um encargo previsto em lei a alguém que seja capaz para
reger e administrar os bens dos maiores incapazes (por causa de uma
enfermidade ou deficiência mental), ou que por algum tempo não
podem exercer esta administração por si só.
 A sentença de interdição deve ser levada ao Registro Civil das
Pessoas Naturais para que adquira eficácia erga omnes. A partir
deste momento, todos os atos praticados pelo incapaz sem o seu
curador serão nulos. A interdição deve ser promovida pelos pais ou
tutores, pelo cônjuge, ou por qualquer parente ou pelo MP. 
(CC, Art. 1.768).
Cessação da incapacidade
 Incapacidade cessa com a maioridade,
que se dá aos 18 anos ou com a
emancipação.
 A emancipação é a aquisição da
capacidade civil, antes da idade legal.
Cessação da incapacidade
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica
habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por
sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de
emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos
tenha economia própria.
Espécies de emancipação
 VOLUNTÁRIA: aquela concedida pelos pais quando o
menor tiver 16 anos completos.
Só pode conceder emancipação quem esteja na titularidade do
poder familiar, não constituindo direito do menor, pois
trata-se de benefício concedido pelos genitores que
entendem ser o menor maduro o suficiente para reger sua
vida. Deverá ser concedida por instrumento público, não
isentando os pais da responsabilidade proveniente dos atos
praticados pelo emancipado. É ato irrevogável, mas pode
ser anulado se não for praticado em função do interesse do
Espécies de emancipação
 JUDICIAL: deferida por sentença, depois de ouvido o
tutor, em favor do tutelado que já completou 16
anos.
Espécies de emancipação
 LEGAL: aquela decorrente de determinados fatos
previstos em lei, como, por exemplo: o casamento, o
exercício de emprego público efetivo, a colação de
grau em curso de ensino superior e o
estabelecimento civil ou comercial ou existência de
relação de emprego, desde que, em função deles, o
menor com 16 anos completos tenha economia
própria.
Espécies de emancipação
Fim da existência da pessoa
natural
Art. 6º do CC/2002:
“A existência da pessoa natural termina com a
morte; presume-se esta, quanto aos ausentes,
nos casos em que a lei autoriza a abertura de
sucessão definitiva.”
Fim da existência da pessoa
natural
É com a morte real que finda a existência da
pessoa natural. A prova da morte deve ser
realizada por meio do atestado de óbito ou pela
justificação, em caso de desastre ou
desaparecimento do corpo.
Morte presumida com
declaração de ausência
 A hipótese em questão se aplica à pessoa que desaparece e
da qual não se tem notícia e nem haja deixado representante
ou procurador com mandato de administração de seus bens.
A diferença específica desta espécie consiste em uma
característica negativa: a pessoa desaparecida não se
encontrava em perigo de vida.
 A declaração de ausência produz efeitos patrimoniais,
permitindo a abertura da sucessão provisória e, depois, a
definitiva.
Morte presumida sem decretação de
ausência
Art. 7º Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de
ausência:
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo
de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não
for encontrado até dois anos após o término da guerra.
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos,
somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e
averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do
falecimento.
Morte presumida
Comoriência
Presunção quanto ao momento da morte.

“Art. 8.º do CC/2002: Se dois ou mais indivíduos


falecerem na mesma ocasião, não se podendo
averiguar se algum dos comorientes precedeu aos
outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos”.
Comoriência
 A lei não exige que a morte tenha ocorrido no mesmo
local, mas ao mesmo tempo, sendo pertinente tal
regra quando os falecidos forem pessoas da mesma
família, e com direitos sucessórios entre si.
 A presunção é relativa (iuris tantum), podendo ser
afastada por laudo médico ou outra prova efetiva e
precisa do momento da morte real.
 Não há transferência de bens entre os mortos
simultâneos.
Comoriência
 Exemplo: A e B são casados, não tem descendentes e
nem ascendentes. Cada um dos cônjuges possui um
irmão.

 Não havendo laudo médico, deve-se considerar que


os dois cônjuges morreram ao mesmo tempo.
Conclusão: a herança de A irá para seu colateral C e a
herança de B irá para seu colateral D.
Comoriência
 Exemplo:
Caso fosse constatado, por laudo médico, que B morreu
antes de A, a herança de B iria para A e,
automaticamente, tendo em vista a morte deste
último, para C, que sequer é de sua família
consanguínea (cunhados são parentes afins).
Seção 2.3
Individualização
da pessoa natural
Elementos individualizadores
 As relações humanas requerem a individualização da
pessoa natural, titular de direitos e obrigações na
esfera civil.
NOME
 O nome de cada indivíduo faz parte da sua
personalidade, indiviualizando-o em vida ou após
a sua morte; além disso, indica sua origem
familiar.
 Art. 16 do CC/2002: Toda pessoa tem direito ao
nome, nele compreendidos o prenome e o
sobrenome.
NOME
 O nome de cada indivíduo faz parte da sua
personalidade, indiviualizando-o em vida ou após
a sua morte; além disso, indica sua origem
familiar.
 Art. 16 do CC/2002: Toda pessoa tem direito ao
nome, nele compreendidos o prenome e o
sobrenome.
NOME
 O direito ao nome, com prenome e sobrenome
(nome completo), compreende o direito de usá-lo e
defendê-lo contra usurpação, a exemplo do Direito
Autoral, e contra exposição ao ridículo.
 Podem ser protegidos por ações judiciais:
• Retificação: para preservação do nome verdadeiro.
• Contestação: para que o nome não seja exposto ao
desprezo público.
NOME
 Proteção a todos os elementos do nome:
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por
outrem em publicações ou representações que a
exponham ao desprezo público, ainda quando não haja
intenção difamatória.
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em
propaganda comercial.
Espécies de nome
 Pseudônimo: nome fictício adotado por
artistas para que assim sejam reconhecidos
por seu público.
Exemplo: Xuxa, Sarney, Pelé.
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades
lícitas goza da proteção que se dá ao nome.
Espécies de nome
 Heterônimo: nome imaginário que a pessoa
usa como sendo autor de suas obras.
Ex: Fernando Pessoa – criou diversos escritores
fictícios: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos,
Ricardo Reis e Bernardo Soares.
J. K. Rowling lançou o livro ( “O chamado do
Cuco”, no Brasil) assinando como Robert
Galbraith.
Elementos do nome

PRENOME: prenome é o primeiro nome, sendo simples ou


composto
Os irmãos não podem ter o mesmo prenome, a não ser que
seja duplo e estabeleça em um deles a distinção.
Os pais têm a liberdade de escolher o prenome dos seus filhos,
desde que não os exponham ao ridículo, como preconiza o
artigo 55, par. unico da Lei nº 6.015, de 1973 (Lei de Registros
Públicos).
Elementos do nome

SOBRENOME: também chamado de patronímico ou


alcunha/apelido familiar, é o nome que caracteriza a sua
procedência diante do Estado, sociedade e família, indicando a
sua filiação e direito sucessório. A Lei de Registros Públicos (Lei
nº 6.015/1973), em seu artigo 56, proíbe sua alteração, porém
há exceções. Vale ressaltar que usamos também o agnome, que
distingue pessoas da mesma família com nomes iguais, como:
Júnior, Neto, Sobrinho, Filho.
Alterações no nome
 A lei estabelece a imutabilidade do nome, mas permite sua
alteração em certas circunstâncias:
 Retificação do prenome, que poderá ser substituído por
apelidos públicos notórios. – Art. 58 da Lei 6015/1973 dispõe
que “o prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua
substituição por apelidos públicos e notórios”.
 Testemunha ameaçada – pode alterar nome completo.
 Erro gráfico – pode ser no próprio cartório. Exemplos: Frávio,
Orvardo, Cráudio.
Alterações no nome
 Prenome de uso – é conhecida por prenome diverso do
registro.
 Em caso de adoção.
 Estrangeiros que se fixam no Brasil visando traduzir o nome
para adaptar à cultura.
 Em razão da homonímia (nomes idênticos, sem relação
familiar), inclusão do prenome materno e inversão dos
apelidos de família (sobrenome do pai antes do da mãe),
também será possível a alteração.
Alterações no nome
 Substituição do nome que expõe a pessoa ao ridículo ou a
embaraços, Exemplos: Jacinto Aquino Rego, Sum Tim Am, João
Um Dois Três de Oliveira Quatro.
 Em razão da homonímia (nomes idênticos, sem relação
familiar). Ex: Francisco de Assis Pereira (nome do Maníaco do
Parque)
 Adequação de sexo ou de gênero, conforme entendimento
jurisprudencial superior antes mencionado, do STF e STJ,
podendo ocorrer no âmbito extrajudicial, perante o Cartório de
Registro civil, e sem a necessidade de cirurgia prévia ou laudo
médico.
Alterações no sobrenome
 Só deve ser alterado em casos excepcionais, desde que
motivadamente justificado, em razão do princípio da estabilidade do
nome.
• Em caso de adoção ou estrangeiros que se fixam no Brasil visando
traduzir o nome para adaptar à cultura.
• Por abandono por parte do pai e averbação do nome de família do
padrasto ou madrasta, para os enteados ou enteadas.
• O nome completo também poderá sofrer alterações no casamento,
na separação judicial ou divórcio, na adoção, no reconhecimento de
filho, na união estável e no caso do transexualismo.
Alterações no sobrenome
 Só deve ser alterado em casos excepcionais, desde que
motivadamente justificado, em razão do princípio da estabilidade do
nome.
 Inclusão do prenome materno e inversão dos apelidos de família
(sobrenome do pai antes do da mãe), também será possível a
alteração.
Alterações no nome – pessoa trans
Conselho Nacional de Justiça(CNJ) regulamentou tal alteração
diretamente no Cartório de Registro Civil, Provimento n. 73, de
junho de 2018. Vejamos as suas principais regras:
art. 2.º - toda pessoa maior de 18 anos completos habilitada à prática de
todos os atos da vida civil poderá requerer ao ofício do registro civil das
pessoas naturais a alteração e a averbação do prenome e do gênero, a fim
de adequálos à identidade autopercebida. Essa alteração poderá abranger a
inclusão ou a exclusão de agnomes de gênero ou de descendência. Porém,
ela não compreende a modificação dos nomes de família e não pode ensejar
a identidade de prenome com outro membro da família.
Alterações no nome – pessoa trans
 Atendimento do pedido apresentado ao registrador independe
de prévia autorização judicial ou da comprovação de realização
de cirurgia de redesignação sexual ou de tratamento hormonal
ou patologizante, assim como de apresentação de laudo
médico ou psicológico.
 Essa alteração do nome tem natureza sigilosa, razão pela qual a
informação a seu respeito não pode constar das certidões dos
assentos, salvo por solicitação da pessoa requerente ou por
determinação judicial, hipóteses em que a certidão deverá
dispor sobre todo o conteúdo registral
Alterações no nome – pessoa trans
 Suspeitando-se de fraude, falsidade, má-fé, vício de
vontade ou simulação quanto ao desejo real da pessoa
requerente, o registrador civil fundamentará a recusa e
encaminhará o pedido ao juiz corregedor permanente
(art. 6.º do Provimento n. 73 do CNJ).
Estado
Qualidades da personalidade da pessoa natural diante da sociedade:

Estado individual: refere-se ao modo de ser de um indivíduo quanto à


idade, sexo, cor, altura, saúde e demais características de
sua condição orgânica.
Estado
Qualidades da personalidade da pessoa natural diante da sociedade:

Estado familiar: indica a sua situação na família no que tange ao


matrimônio e ao parentesco, se casado ou solteiro, pai, filho ou irmão,
por exemplo.
Estado
Qualidades da personalidade da pessoa natural diante da sociedade:

Estado político: refere-se à posição da pessoa na sociedade política, se


nacional ou estrangeiro.
Domicílio
 Domicílio é considerado o local onde o indivíduo responde por
suas obrigações, como sede de sua residência principal e de seus
negócios.

 Como as relações jurídicas se formam entre pessoas, é


necessário que essas tenham um local, livremente escolhido ou
determinado pela lei, em que possam ser encontradas para
responder por suas obrigações. Todos os sujeitos de direito
devem ter, pois, um lugar certo no espaço, de onde irradiem sua
atividade jurídica.
Domicílio
 Domicílio é considerado o local onde o indivíduo responde
por suas obrigações, como sede de sua residência principal e
de seus negócios.
 No domicílio há dois elementos: um subjetivo, formado pelo
ânimo de permanência; e outro objetivo, constituído pelo
estabelecimento da pessoa.
 A pessoa pode possuir dois ou mais locais de residência, onde
alternadamente viva, considerando-se seu domicílio qualquer
um desses locais, conforme art. 71 do Código Civil.
Domicílio
 A pluralidade domiciliar também está reconhecida pelo que
consta no art. 72 do CC, pois o local em que a pessoa exerce a
sua profissão também deve ser tido como seu domicílio
(domicílio profissional). Se a pessoa exercitar a sua profissão
em vários locais, todos também serão tidos como domicílios,
o que amplia mais ainda as possibilidades antes vistas.
 De acordo com o artigo 74 do Código Civil muda-se o
domicílio transferindo a residência com a intenção manifesta
de mudá-lo.
Classificação do domicílio da pessoa natural
 Domicílio voluntário: é aquele fixado pela vontade da
pessoa, como exercício da autonomia privada, tendo em
vista as regras anteriormente estudadas.
 Domicílio contratual ou convencional: é aquele previsto
no art. 78 do CC, pelo qual, “nos contratos escritos,
poderão os contratantes especificar o domicílio onde se
exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles
resultantes”.
Classificação do domicílio da pessoa natural
 Domicílio necessário ou legal: é o imposto pela lei, a partir de regras
específicas que constam no art. 76 do CC. Não exclui o voluntário,
sendo as suas hipóteses de imposição normativa:
• o domicílio dos absolutamente e relativamente incapazes (arts. 3.º e
4.º do CC) é o mesmo dos seus representantes;
• o domicílio do servidor público ou funcionário público é o local em que
exercer, com caráter permanente, as suas funções;
• o domicílio do militar é o do quartel onde servir ou do comando a que
se encontrar subordinado (sendo da Marinha ou da Aeronáutica);
• o domicílio do marítimo ou marinheiro é o do local em que o navio
estiver matriculado;
• o domicílio do preso é o local em que cumpre a sua pena.
Registro Civil
 O Registro Civil é a perpetuação, mediante anotação por agente
autorizado, dos dados pessoais dos membros da coletividade e
dos fatos jurídicos de maior relevância em suas vidas, para fins
de autenticidade, segurança e eficácia (GONÇALVES; LENZA,
2015, p. 154).
 O objetivo é dar publicidade aos atos jurídicos.
 Essa matéria é dirigida pelo Código Civil (fatos essenciais como o
nascimento, casamento e óbito, por exemplo) e pela Lei nº
6.015/1973 (Lei de Registros Públicos).