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História dos

Povos Indígenas e
Afrodescendentes

Aula 8

Karen Bortoloti
Fernando Balieiro
Os movimentos negros e indígena

• Denúncias de "preconceito racial“.

• Movimentos sociais, o contexto sociocultural


e o repertório de ideias disponível.

• A formação de lideranças indígenas.

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A Frente Negra Brasileira (1931-1937)

• Denúncia sistemática do racismo em âmbito


nacional.

• Integração dos negros no mundo da


"civilização ocidental branca”.

• Distanciamento das tradições de origem


africana consideradas, à época, atrasadas.

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Movimento Negro Unificado (1978)

• Influência de movimentos negros de outros


contextos (em especial, norte-americano).

• Impacto das pesquisas sociológicas sobre


as desigualdades raciais.

• O MNU apontava o negro como vítima da


discriminação no trabalho, na abordagem
policial e em outros âmbitos da sociedade.
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Movimento Negro Unificado

• Outra perspectiva ideológica: valorização da


cultura afro-brasileira.

• Palavra de ordem:
“derrubar o mito da democracia racial”.

• “Consciência negra”.

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Movimento Negro Unificado

• Crítica possível: categoria “raça” toma um


sentido essencialista. Ideia de cultura
“negra”.

Importância histórica:

• crítica ao ideário de branqueamento,


valorização da cultura afro-brasileira e
combate à discriminação e desigualdade
racial.
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Movimento Negro Unificado

• Ponto de viragem na luta contra o racismo


(1970) – afirmação da diferença racial.

• Formação de uma geração de intelectuais


negros.

• Propostas políticas: educação e mercado


de trabalho.

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Constituição de 1988

• Pressão do movimento negro na


Constituinte.

• O currículo deveria abarcar, com igualdade,


as contribuições das diferentes etnias e
grupos que participaram do processo de
formação do povo brasileiro.

• O racismo passa a ser crime inafiançável.


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Movimento Indígena (1970)

• Primeira assembleia nacional de líderes


indígenas (1974).

• Instrumentalização da categoria “índio”.

• Criação da UNI. Surgimento de lideranças


indígenas.

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Movimento Indígena

• Crítica à política indigenista oficial (tutela) e


da perspectiva de aculturação.

• Pressão na Constituinte.

• Defesa da demarcação de
terras, considerando as
especificidades culturais.

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Constituição de 1988

• Constituição ratifica o direito originário dos


indígenas sobre as terras que
tradicionalmente ocupam.

• Povos indígenas reconhecidos como


coletividades portadoras de modos de
organização social próprios, que têm direito
a manterem suas línguas, tradições e
práticas culturais.
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Bibliografia
• GOMES, Nilma.  Movimento negro e educação: ressignificando
e politizando a raça. Educação & Sociedade (Impresso), v.
33, p. 727-744, 2012.
• GRUPIONI, Luis Donisete Benzi. Olhar longe, porque o
futuro é longe - cultura, escola e professores indígenas no
Brasil. Tese defendida no Programa de Pós-graduação de
Antropologia Social na Universidade de São Paulo, 2009.
• HOFBAUER, Andreas. Uma história de branqueamento ou o
negro em questão. São Paulo. Editora UNESP, 2006.
• OLIVEIRA, João Pacheco de; FREIRE, Carlos Augusto da
Rocha.A presença indígena no Brasil. Brasília, MEC/Secad,
2006.

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História dos
Povos Indígenas e
Afrodescendentes

Atividade 8

Karen Bortoloti
Fernando Balieiro
Sobre os movimentos negro e indígena das
décadas de 1970 e 80, é possível dizer que:

a)o movimento indígena buscava fundamentalmente


a integração dos índios na sociedade nacional.
b)o movimento negro mais notório do período, a
Frente Negra Brasileira, buscava se distanciar das
origens culturais africanas.
c)o Movimento Negro Unificado defendia a tese da
democracia racial.
d)ambos os movimentos, o negro e o indígena,
tiveram um impacto decisivo na Constituinte de
1988.

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