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David Scott, O teatro isabelino, 1840

A evolução do Teatro em Portugal


A evolução do Teatro em Portugal
As origens do teatro

Foi na Grécia Antiga que o teatro se iniciou, em honra do deus


Dionísio.
Como tinha uma função moralizadora e didática, os teatros ao
ar livre eram frequentados, gratuitamente, pelo povo grego.
As comédias e as tragédias mostravam que as infrações às
leis deveriam ser punidas ou pelos deuses ou pelos
governantes.
Também em Roma, muitas tragédias e comédias foram
representadas. Com a queda do Império Romano, o teatro
perdeu a importância que lhe tinha sido, até então,
reconhecida.
Na Idade Média, o teatro é de novo valorizado. Os dramas
litúrgicos inspiram o teatro religioso, representado em
épocas festivas.
A evolução do Teatro em Portugal
O teatro pré-vicentino

Na igreja, o teatro nasceu por necessidades religiosas,


mas sem qualquer texto.
- Representações de “mistérios” e “milagres”, sobretudo no
Natal e na Páscoa.

Fora da igreja, havia outras representações sem texto.


- Peças de caráter satírico e profano.

No Paço, tinham lugar grandiosos espetáculos mudos.


- Desfiles e cortejos alegóricos com personagens nobres,
designados “momos e entremezes” reais.
A evolução do Teatro em Portugal
As manifestações teatrais no período pré-vicentino
As Moralidades - as personagens eram representações de
vícios ou de virtudes.
Os Milagres - dramatizações da vida dos santos ou de
situações em que eles intervinham miraculosamente.
As Farsas - peças de caráter popular e burlesco.
As Sotties - espécie de farsas em que intervinham "parvos"
a fim de permitir a crítica mais livre e mordaz.
Os Momos - pantominas alegóricas espetaculares devido
ao desfile vistoso de personagens de novelas cavaleirescas
ou de símbolos régios. É de notar a ausência de diálogo.
Os entremezes - representações cómicas e com mímica.
A evolução do Teatro em Portugal
O teatro vicentino

Foi Gil Vicente “o criador”


ou “o pai” do teatro em Portugal?
Os estudiosos e admiradores de Gil Vicente, como
Garcia de Resende (1470-1536) e Almeida Garrett
(1799-1854), assim o designam. Atualmente,
continua a persistir a ideia de que Mestre Gil foi o
«inventor» do teatro em Portugal…
A evolução do Teatro em Portugal
FILANDORRA COMEMORA DIA DO AUTOR PORTUGUÊS
PELOS PALCOS DO INTERIOR DO PAÍS

Gil Vicente, o “pai” do teatro português, que a partir das


suas obras trouxe até nós a história, os costumes e as
vivências culturais da sociedade quinhentista, é
homenageado na quarta-feira, 19 de Maio, no Auditório
Municipal de Resende, a partir da representação em palco de
Auto da Barca do Inferno, para os alunos daquele concelho,
em duas sessões agendadas para as 11h00 e 14h30.
Estreada em 2002, a 30ª produção da Companhia já foi vista
por mais de trinta mil espectadores em 168 representações.
Vila Real, 17 de maio de 2010
O Gabinete de Comunicação/R. Públicas da Filandorra
(excerto adaptado e reduzido)
A evolução do Teatro em Portugal
O teatro vicentino - inovações
Em 1502, Gil Vicente escreveu e representou o
Monólogo do Vaqueiro, reconhecida como a Roque Gameiro,
Monólogo do Vaqueiro
primeira peça de teatro português.

Introduziu nas suas representações o palco,


colocando o ator acima do espaço visual do
espectador.
Concebeu cenários para recriar os espaços
cénicos adequados às suas peças.

Por estas razões bem podemos dizer que Gil


Vicente é, de facto, “o criador” ou “o pai” do
teatro português, introduzindo o género
dramático na literatura portuguesa.
A evolução do Teatro em Portugal
O teatro: do romantismo à atualidade

O teatro romântico

Em Portugal, o exemplo mais notável de teatro


romântico é Frei Luís de Sousa, de Almeida
Garrett (1843).

Estreou em 1847, numa versão censurada. Em


1850, a versão integral é representada no Teatro
Nacional.
A evolução do Teatro em Portugal
O teatro: do romantismo à atualidade
O teatro contemporâneo
O teatro contemporâneo privilegia os temas
relacionados com as questões sociais de uma
sociedade dominada pelas injustiças sociais.

Alves Redol (1911-1969) escreveu Forja (1948) e O


Destino morreu de repente.

Jorge de Sena (1919-1978), escreveu O Indesejado


(António Rei) (1951-1986), Amparo de Mãe e Mais 5
Peças em 1 Ato (1947), Mater Imperialis: Amparo de
Mãe e Mais 5 Peças em 1 Ato seguido de um
Apêndice (1990).
A evolução do Teatro em Portugal
O teatro: do romantismo à atualidade

Como dramaturgo Bernardo Santareno (1920-1980)


escreveu A Promessa, O Bailarino e A Excomungada
(1957); O Lugre e O Crime da Aldeia Velha“(1959);
António O Marinheiro ou o Édipo de Alfama (1960);
Os Anjos e o Sangue, O Duelo e O Pecado de João
Agonia“ (1961); Anunciação (1962); O Judeu (1966);
O Inferno (1967); A Traição do Padre Martinho
(1969); Português, Escritor, 45 Anos de Idade (1974);
Os Marginais e a Revolução (1979).
A evolução do Teatro em Portugal
Bibliografia
Pais, Amélia Pinto (2000). Auto
da Barca do Inferno, Porto,
Areal Editores.
Infopédia [Em linha]. Porto:
Porto Editora, 2003-2013.
[Consult. 2013-05-10].
Disponível em:
http://www.infopedia.pt/
David Scott, O teatro isabelino, 1840

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