Você está na página 1de 22

As relações

precoces no
tornar-se
humano Trabalho elaborado por:
• Carlota Branco nº2 12ºA
• Ana Pedruco nº1 12ºC
• Inês Gaudêncio nº10 12ºC
• Joana Brás nº12 12ºC
• Mariana Damião nº16 12ºC
• Ricardo Martins nº20 12ºC
Índice
• O que são relações precoces? • O hospitalismo;
• O que é a vinculação? • Experiências do autor;
• Comportamentos de vinculação precoces; • Conclusões de Spitz;
• Díade e Tríade; • Depressão anaclítica;
• Da díade à tríade; • Síndrome de hospitalismo;
• A figura de vinculação; • Efeitos depressivos da síndrome de
• Vinculações múltiplas; hospitalismo;
• Vantagens da vinculação; • Consequências do hospitalismo;
• Vinculação e equilíbrio psicológico; • Webgrafia/ Bibliografia.
• Vinculação e individuação;
• Consequências das perturbações nas relações
precoces;
• René Spitz;
O que são relações
precoces?

É a relação que o bebé estabelece com a mãe e com os adultos


que cuidam dele.

Estas relações são responsáveis pela construção do nosso eu,


que é formado pelo que pensamos, sentimos e aprendemos.
O que é a vinculação?

É a necessidade de criar e manter relações de


afetividade e proximidade com os outros. A
necessidade de o bebé se apegar a outros seres
humanos para assegurar proteção e segurança.
Comportamentos de
vinculação precoces
Díade e Tríade

• Caracteriza uma relação simbiótica; • É a relação Mãe-Bebé-Pai


• Reflete a importância dos primeiros • O pai está a começar a ter um novo
vínculos no desenvolvimento papel na relação com os filhos.
fisiológico e psicológico do bebé.
Da díade à tríade
• É o processo da passagem da relação estabelecida entre o bebé e a mãe/agente maternamente, para
uma relação estabelecida entre o bebé e outros adultos, começando pelo pai.

• As experiências do início da vida desenvolvem um papel fundamental no desenvolvimento da mente


do ser humano, dependendo a sua estruturação emocional e o equilíbrio do seu relacionamento com
os outros seres humanos.

• A relação triangular Mãe-Bebé-Pai continua a marcar a qualidade das relações sociais futuras, se
estas relações forem perturbadas, a criança ficará afetada no modo como se desenvolverá e interagirá
com o futuro.
A figura de vinculação
• Está ligado ao conceito da díade e da tríade,

• Existem diversas figuras de vinculação:

 Mãe;

 Pai;

 Irmãos mais velhos;

 Avós;

 Educadoras de infância.
Vinculações Múltiplas

• Surgem devido à institucionalização das crianças em jardins de infância, por exemplo.

• Não competem com a relação Mãe-Bebé-Pai.

• Podemos concluir, que se estas relações forem positivas, trarão sentimentos de segurança ao bebé,
fazendo com que estes sintam necessidade de manter contacto físico com os progenitores.
Vantagens da Vinculação
• Estruturação da sexualidade: pode estar relacionada com as representações relacionais que se
constroem durante a primeira infância.

• Regulação emocional: está dependente de toda uma construção da afetividade que a vinculação
permite.

• Interações sociais positivas: um vínculo seguro e confiante desenvolve sentimentos de segurança e


confiança nos outros.
Vinculação e equilíbrio
psicológico
• O envolvimento físico e emocional que se estabelece devido à vinculação mãe-bebé, permite que a
criança cresça equilibradamente para fazer face às necessidades e dificuldades do dia a dia.

• A boa qualidade da relação com a mãe manifesta-se numa relação mais equilibrada com o próprio
corpo, sem tenção e inibições excessivas.

• A um processo de vinculação securizante corresponderá a uma melhor regulação emocional, ou seja,


vai favorecer a confiança, a capacidade de ultrapassar as dificuldades, em se sentir bem consigo
mesmo e com os outros, desempenhando assim o papel de regulador emocional, designadamente face
ao stress.
Vinculação e Individuação
O seu papel:

• Necessidade primária de o
ser humano criar a sua própria
identidade.
Na infância Na adolescência:

• Estabelece as relações com • Exprime a necessidade de


os outros, nomeadamente autonomia.
com os progenitores.
Consequências das
perturbações nas relações
precoces
• Slide suportado por vídeo sobre o tema:
• Estudo do psicólogo Harry Harlow;
• Natureza do estudo: consequências da ausência da figura materna enquanto cria;
• Nome do estudo: “Harlow’s Monkeys”.
René Spitz

• René Àrpád Spitz era um psicanalista austríaco.

• Nasceu a 29 de janeiro de 1887 em Viena, Áustria e faleceu a 11 de setembro de 1974 em Denver, EUA.

• Estudou medicina.

• Especializou-se em Psicologia Infantil.

• Em 1938 emigrou para os Estados Unidos, onde trabalhou durante 17 anos no Instituto de Psicanálise,
em Nova Iorque.

• Desenvolveu a sua investigação em redor das crianças órfãs e abandonadas e cria o conceito de
“Hospitalismo”.
O hospitalismo

É o conjunto de perturbações vividas por crianças institucionalizadas e

privadas de cuidados maternos: atraso no desenvolvimento corporal,

dificuldades na habilidade manual e na adaptação ao meio ambiente, atraso

na linguagem.
Experiências do autor
Crianças internadas até aos dois
anos e meio de idade

Orfanato organizado e limpo, onde Berçário da prisão de mulheres, onde as


recebiam cuidados de “amas”. crianças eram cuidadas pelas próprias mãe.
Conclusões de Spitz
• A falta de contacto materno era o facto/variável que impedia o desenvolvimento das crianças do
orfanato e afirmou que “O quadro contrastante entre estas duas instituições mostra a importância da
relação mãe e filho para o desenvolvimento da criança no primeiro ano de vida.”

• Conclui também que quando o bebé é submetido a uma privação afetiva parcial surge a depressão
anaclítica, e quando essa privação afetiva é total e permanente surge o síndrome de hospitalismo.
Depressão anaclítica

• Estado depressivo que se manifesta nos primeiros meses de vida (6-18 meses).

• Resulta da privação afetiva ou parcial da relação com o agente maternante.

• Pode ter consequências irreversíveis se não houver reencontro com a mãe após 3 ou 4 meses.

• Carateriza-se por sintomas como inércia motora, pobreza interativa e desorganização psicossomática,
entre outras.
Síndrome de hospitalismo

• Sucessão de sintomas de depressão anaclítica.

• Resulta da privação da relação afetiva total ou prolongada, durante os primeiros 18 meses de vida.

• Caracteriza-se pelo atraso global de desenvolvimento e sentimentos de abandono, desamparo e medo


são algumas das características associadas.

• Os efeitos depressivos da síndrome de hospitalismo são devastadores e ocorrem sequencialmente.


Efeitos depressivos da
síndrome de hospitalismo

1º mês: 2º mês: 3º mês:


No primeiro mês de No segundo mês de separação, o choro No terceiro mês de separação, a
separação a criança chora e contínuo vai dando progressivamente criança evita o contacto humano e a
procura proximidade e lugar ao lamento e ao gemido; a criança atividade motora, passa longas
conforto em outros seres perde peso e o seu desenvolvimento horas deitada e frequentemente
humanos. psicomotor é interrompido. sofre de insónias.
Consequências do
hospitalismo

• Atraso no desenvolvimento corporal;

• Dificuldades na habilidade manual;

• Dificuldades na adaptação ao meio ambiente;

• Atraso na linguagem;

• Menor resistências a doenças;

• Apatia.
Webgrafia/Bibliografia
Webgrafia:
• http://serhumano-psicologia.blogspot.com/2010/04/vinculacao-e-necessidade-de-criar-e.html
• http://psicologiadali.blogspot.com/p/tema-2.html
• https://prezi.com/lqtjwwghntkd/as-relacoes-precoces-e-as-relacoes-interpessoais/
• https://prezi.com/s5-en3rr32wb/relacoes-precoces/
• https://prezi.com/icm9vxnbpxm2/caracterizacao-das-relacoes-precoces/
• https://prezi.com/3hx6kiupaeq-/as-relacoes-precoces-no-tornar-se-humano/
• https://prezi.com/yray4qdda8jj/o-papel-das-relacoes-precoces-no-tornar-se-humano-pag-28-a/
• https://pt.slideshare.net/CDuque/desenvolvimento-spitz-presentation
• https://prezi.com/lf2lrd0xfy1e/rene-arpad-spitz-29-de-janeiro-1887-vienna-setembro-de-1/
• https://prezi.com/auuvj8upx67b/rene-spitz/
• https://prezi.com/9fchfdsmtu-g/rene-spitz/

Bibliografia:
Monteiro; Manuela Matos, Ferreira; Pedro Tavares, Moreno; Cândida – PSI para SI, Parte 1, Psicologia B 12º ano,
1ª edição. Porto: Porto Editora, 2018. ISBN 978-972-0-43287-2