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A LÍNGUA INGLESA PARA ALÉM

DA GLOBALIZAÇÃO: concepções
de alguns professores em
formação

Vitória França Albuquerque


Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos
Introdução
A presença do inglês mostra-se evidente no cotidiano dos
indivíduos por meio de diversos aspectos, tais como: músicas,
séries, filmes, jogos de videogame, marcas de roupas e até
mesmo em vocábulos integrados a fala, os famosos anglicismos.
Isso ocorre devido ao processo de globalização, que transmite a
ideia de barreiras cada vez menores entre os países, seria esse
um dos aspectos que contribuiu para uma demanda pelo uso da
referida língua. As fronteiras estão se extinguindo não só em
relação aos aspectos comerciais, econômicos ou sobre as
informações que chegam e saem rapidamente, como também em
termos de ideias, comportamentos, culturas e até mesmo valores.
Referencial teórico

Filia-se à Linguística Aplicada

LI e globalização Expansão da LI
• Rajagopalan (2015; 2011); • Justina e Santos (2015);
• Kumaravadivelu (2006;
2003); Anglicismos
Mundialização da cultura
• Justina (2014);
• Ortiz (1994);
Cidadania ativa
Formação docente
• Monte Mór (2013);
• Santos (2009);
Objetivo

• Apresentar as concepções de acadêmicos de um Curso de


Letras, em uma universidade pública, em contexto mato-
grossense acerca da Língua Inglesa e de seu processo de
globalização.
Pergunta de pesquisa

• 1) Qual é a visão de acadêmicos de um Curso de Letras de


uma universidade pública de um contexto mato-grossense
acerca da LI e de seu processo de globalização?
2.1 Natureza 2.4
da pesquisa Intrumentos
de coleta

2 METODOLOGIA
DE PESQUISA

2.2 Contexto
da pesquisa
2.3 Perfil dos
sujeitos
3 Apresentação e análise de dados
LI e globalização consoante os sujeitos da pesquisa:

Qual é a visão de acadêmicos de um curso de Letras de uma


universidade pública, de um contexto mato-grossense acerca da
LI e de seu processo de globalização?
• (01) Olha atualmente, no TCC, porque algumas referências que
eu precisar citar no meu TCC é....são em LI. E daí eu trabalho
como professor de LI numa escola de Ensino Fundamental.
(Prometheus, ent. 02 - 18/05/18)

• (09) Quando eu acordo cedo e pego o meu Smartphone e


visto minha calça jeans ou legging, eu acho que tá presente
em tudo, nas coisas, nas ruas, nas placas, comida, roupas,
nas coisas do dia a dia. (Fênix, ent. 14 - 07/08/18)
• (10) É uma segunda língua necessária né? E gostando ou não
você tem que ter pelo menos um conhecimento básico daquilo
ali, porque de alguma forma você vai precisar. (Mera, ent. 06 -
24/05/18)
• (11) Depois de passar pelo processo de iniciação à docência,
eu vi o quanto a LI ela é necessária pra criar até um conceito
de cidadania. (Felicity Smoak, ent. 11 - 31/07/18)
• (12) [...] o inglês é uma língua da globalização, ela está nos
negócios, em todos os lugares. (Lisa, ent. 17 - 09/08/18)

• (14) A LI me proporcionou conhecer outras culturas,


conhecer outros indivíduos diferentes de mim, que agem
diferente. (Jane Foster, ent. - 07, 25/05/18)
Figura 1. Presença da LI no cotidiano dos sujeitos.

Fonte: Acervo particular.


• De modo geral, os dados levam a inferir que os entrevistados
têm contato com a língua inglesa diariamente, principalmente
em seus locais de trabalho, inclusive a maioria já atua como
professores dessa área, bem como por meio de anglicismos.
Alguns veem essa língua como o idioma da globalização.
Por outro lado, outros reconhecem sua importância para o
desenvolvimento da cidadania ativa, já que o contato com
uma língua estrangeira contribui para uma prática social mais
cidadã, pois proporciona ao indivíduo uma reflexão sobre
aspectos relacionados a sua própria cultura ao interagir
com pessoas de vários países.
• Importante destacar que alguns sujeitos passaram a ter essa
visão da importância da língua inglesa para além da
globalização a partir de momentos reflexivos proporcionados
pelo Curso de Letras e, que infelizmente na maioria das vezes
só tem acesso a isso em um curso de formação docente.
Considerações finais

Assim, é de suma importância que a discussão sobre esta


problemática continue com recorrência na academia, bem como
considerar as vozes dos sujeitos que estão sendo formados, dessa
forma, haverá maiores possibilidades de refletirem sobre seu
processo formativo.
Referências
• JUSTINA, Olandina Della. SANTOS, Leandra Ines Seganfredo. Duas décadas do curso de letras na unemat/sinop: reflexões acerca da formação de docentes de
língua inglesa. Revista contexturas, n. 24, p. 154 - 170, 2015. Issn: 0104-7485.
• JUSTINA, Olandina Della. Anglicismos e ensino: possibilidades de ensinar e aprender a ensinar. XVII EPI – 2014. 112 – 118. Anais Eletrônicos O professor
pesquisador. Issn: 2447-5343. Disponível em: <  http://www.apliemt.org.br/static/media/uploads/anais_eletr%C3%B4nicos_xvii_epi_2014.112-118.pdf> . Acesso
em: 17 de junho de 2018.
• MONTE MÓR, W. The Development of Agency in a New Literacies Proposal for Teacher Education in Brazil. In: JUNQUEIRA, E. S.; BUZATO, M. E. K. (orgs) New
Literacies, New Agencies? A Brazilian Perspective on Mindsets, Digital Practices and Tools for Social Action In and Out of School. Nova York: Peter Lang
Publishers, 2013.
• RAJAGOPALAN, Kanavillil. Entrevista concedida a SILVA, Kleber Aparecido da; SANTOS, Leandra Ines Seganfredo; JUSTINA, Olandina Della. Entrevista com Kanavillil
Rajagopalan: Ponderações sobre Linguística Aplicada, política linguística e ensino-aprendizagem. Revista de Letras Norte@mentos Estudos Linguísticos, Sinop, v.
4, n. 8, p. 75-81, jul./dez. 2011. Disponível em: <http://sinop.unemat.br/projetos/revista/index.php/norteamentos/article/viewFile/812/566> Acesso em 15 de
junho de 2018.
• RAJAGOPALAN, Kanavillil. Políticas públicas, línguas estrangeiras e globalização: a universidade brasileira em foco. In: ROCHA, Cláudia Hilsdorf; BRAGA, Denise
Bértoli; CALDAS, Raquel Rodrigues. Políticas linguísticas, ensino de línguas e formação docente: desafios em tempos de globalização e internacionalização.
Campinas, SP: Pontes Editores, v. 11, 2015.
• SANTOS, Leandra Ines Seganfredo. Língua Inglesa em anos iniciais do Ensino Fundamental: fazer pedagógico e docente formação docente. 2009. 276 f. Tese
(Doutorado) – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto, SP.
• SANTOS, Leandra Ines Seganfredo. Crenças acerca da inclusão de Língua inglesa nas séries iniciais: Quanto antes melhor? 2005. 215 f. Dissertação (Mestrado) -
Instituto de linguagens da Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, MT.
Obrigada pela atenção!!!