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Fisiologia do estresse II

Curso de Psicologia
Prof. Esp. Jorge Américo

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2.Fase de resistência ou adaptação

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Fase de resistência ou adaptação
Esta fase ocorre caso o agente agressor mantenha sua ação. O
corpo repara os danos causados pela reação de alarme com isso,
reduzindo os níveis hormonais.

Caracterizada pela reação de hiperatividade do córtex da supra-


renal sob imposição hipofisária.

A hipófise tem ligação direta com os sinais dessa fase.

O sangue encontra-se em rarefação (diluição-sedimentação) e


ocorre o anabolismo.

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Anabolismo x catabolismo

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Anabolismo x catabolismo

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Outras características da fase de resistência
-Aumento do córtex da supra-renal

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-Atrofia do timo, baço e outras estruturas linfáticas

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-Hemodiluição, aumento do número de glóbulos brancos,
diminuição do número de eosinófilos.

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-Ulcerações no aparelho digestivo

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-Aumento da secreção de cloro na corrente sanguínea
-Irritabilidade
-Insônia
-Mudança de humor (como depressão)

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3.Fase da exaustão
Pode originar uma doença associada a condição estressante.
-Disfunção das defesas imunológicas

-Efeitos psicológicos cognitivos (ligados ao pensamento e


conhecimento):
→ problemas de memória
→ incapacidade de se concentrar
→ julgamento fraco
→ vê apenas o lado negativo
→ ansiedade
→ preocupação excessiva e constante

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-Efeitos emocionais ligados aos sentimentos, emoções e
personalidade:
→ Mau humor
→ Irritabilidade ou temperamento curto
→ Agitação, incapacidade de relaxar
→ Sentindo-se sobrecarregado
→ Sentimento de solidão e isolamento
→ Depressão ou infelicidade geral

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Efeitos comportamentais:
→ Distúrbios na alimentação
→ Distúrbios do sono
→ Isolamento
→ Procrastinar ou negligenciar as responsabilidades
→ Consumir álcool, cigarro ou drogas para relaxar
→ Hábitos nervosos como roer as unhas, arrancar pelos, etc

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Como se reage ao estresse

O maior perigo é o quanto o estresse pode dominar a pessoa.


Há uma sequência onde a pessoa se acostuma com o estresse e
este começa a ser percebido como algo familiar, normal.

Quando chega nesse estágio, o paciente já não percebe o quanto o


estresse está afetando seu dia-a-dia.

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O estresse nem sempre parece estressante
O psicólogo Connie Lillas usa uma analogia para descrever as três
maneiras mais comuns como as pessoas reagem quando estas
estão sobrecarregadas pelo estresse:
Pé no acelerador: reação do estresse através da raiva ou agitado.
O paciente fica excessivamente emocional e não consegue nem
sentar.

Pé no freio: reação ao estresse através do isolamento e


depressão. O paciente demonstra pouca energia ou emoção.

Pé em ambos: reação ao estresse pela tensão e “congelamento”.


“Congelar” sob pressão significa não fazer nada. O paciente olha
paralisado mas por dentro está totalmente agitado.

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Agentes estressores
São estímulos de diversas fontes que podem desencadear
respostas fisiológicas que culminam no estresse.

Os agentes estressores podem ser classificados em:


-físicos
-sensoriais
-psicológicos
-patológicos

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Agentes estressores físicos
Atividades físicas extenuantes e irregulares, mudança de
temperatura, desafios diversos do dia-a-dia.

Agentes estressores psicológicos


Ocorrem por mecanismos cognitivos e se caracterizam por fortes
emoções como:
-medos
-revoltas
-situações ameaçadoras
-pressão
-perdas
-insegurança
-tensões.

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Agentes estressores patológicos
São os agentes relacionados a microrganismos como bactérias,
fungos, vírus e parasitas.
Estes induzem a liberação e atuação de citocinas pelo sistema
imunológico, ativação do sistema endócrino e liberação de
hormônios relacionados ao estresse.

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Quando exposto aos estressores, há uma percepção desses pelos
sentidos: tato, audição, visão e olfato. São emitidos sinais através
do sistema nervoso para o sistema límbico (tálamo e hipotálamo)
que por sua vez ativa o sistema nervoso autônomo simpático e o
eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal, ativando e desencadeando
respostas gerais e específicas ao estressor.

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No ser humano os agentes estressores costumam ter duas origens:
1.Estímulos estressores externos
Representam a ameaça do cotidiano de cada um, ou seja, uma
ameaça física tanto sobre a segurança pessoal quanto em relação
à saúde, seja uma ameaça moral, econômica, etc.

2.Estímulos estressores internos


Tem origem nos conflitos pessoais de cada um, os quais, em última
instância, refletem sempre nossa sensibilidade afetiva diante da
vida, das perspectivas futuras, da situação atual e mesmo das
desavenças passadas.

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